quarta-feira, 20 de agosto de 2008

José Sócrates considera que a economia portuguesa "está estancada"

Hugo Chávez revelou opinião do primeiro-ministro português
20.08.2008 - 10h11 Lusa, PÚBLICO
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, usou ontem à noite o exemplo de Portugal para salientar o crescimento económico da Venezuela, referindo que o primeiro-ministro José Sócrates lhe disse recentemente que a economia portuguesa “está estancada”.
“Há pouco [tempo], estive em Portugal e que me comentava o nosso amigo, o primeiro-ministro [José] Sócrates? Que a economia portuguesa está estancada! Estancada? E nós estamos crescendo 7,1 por cento, é um dos primeiros lugares [em crescimento] em todo o mundo”, afirmou Hugo Chávez.
O chefe de Estado da Venezuela aludia ao encontro que manteve com José Sócrates, quando visitou Portugal a 23 e 24 de Julho.
A expressão “estancar” vem do termo latino “stangare”, que significa formar pântano. “Estancado” pode significar também esgotado ou exaurido.
Regiões, sim!

Movimento lança petição pela regionalização

O título do "Público" falava de movimento algarvio. Corrigimo-lo, porque se trata de um movimento nacional, a cuja fundação no Porto apostamos a nossa presença, há mais de um ano, tal como Orlando Soares Gaspar, Narciso Miranda e outro socialistas. Também pertencemos, pois, a este movimento. Temos consciência de que o pior que pode acontecer aos movimentos pela regionalização é a sua partidarização ou o seu aproveitamento para efeitos oposicionistas. Como afirmámos várias vezes, a Regionalização não pode ser uma bandeira para desfraldar na oposição e meter na gaveta aquando do exercício do poder. O facto de o movimento ter sido iniciado por um deputado do PSD, Mendes Bota, que votou favoravelmente na A.R., connosco, em 1998, a lei da regionalização, não afecta nem infecta em nada o movimento. Pelo que, dizemos: Regiões, sim! De resto, no plano táctico, os pontos de vista do Movimento também coincidem com o nosso. PB
(Público)20.08.2008
O movimento cívico Regiões, Sim! lança hoje uma campanha nacional que visa a recolha de 15 mil assinaturas para uma petição a favor da regionalização, a entregar na Assembleia da República. A campanha terá início publicamente com uma conferência de imprensa a realizar em Faro, em que o presidente do movimento, Mendes Bota, divulgará as razões da petição. Para ser discutida no plenário da Assembleia da República, uma petição tem de ser subscrita por pelo menos 4000 cidadãos. Fonte do movimento disse à agência noticiosa Lusa que os mentores do documento pretendem que os partidos se comprometam a escolher uma de duas alternativas que possibilitem o desígnio do referendo, já que as petições não podem ser votadas pelos partidos em plenário. Uma delas é alterar a Constituição, de forma a que, no futuro, ela não obrigue à realização de um novo referendo sobre aquela reforma administrativa, depois de o "não" ter ganho na consulta popular realizada em 1998 . A outra alternativa, não havendo revisão constitucional, é obrigar os partidos a tomarem uma posição sobre a regionalização nos seus programas eleitorais.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

42% dos atletas de Beijing 2008 são mulheres! Sem ser necessário quotas! Sinal dos novos tempos! Felizmente!
Azul e branco a caminho do ouro?

EDP adiou sondagens arqueológicas no Sabor

(Público)19.08.2008, Pedro Garcias
A EDP pediu ao consórcio responsável pelo Estudo de Impacte Ambiental do Empreendimento Hidroeléctrico do Baixo Sabor, formado pela Agri.Pro Ambiente e a Ecossistema, uma consulta junto de empresas de arqueologia para a realização prévia de sondagens arqueológicas e levantamentos arquitectónicos em alguns sítos que vão ser inundados pela barragem, mas decidiu anulá-la e adiar tudo para a fase de obra.
O PÚBLICO tinha confrontado a EDP com esta decisão polémica, uma vez que pode comprometer o estudo rigoroso de alguns lugares e colocar em causa algumas descobertas que venham a ser feitas, mas a eléctrica nacional negou ter tido sequer a intenção de adjudicar aqueles trabalhos. "A EDP não adjudicou nem teve a intenção de adjudicar à Ecossistema qualquer trabalho de sondagens e escavações para o Baixo Sabor", afirmou a empresa numa nota enviada ao PÚBLICO. Mas esta informação não corresponde à verdade. Não foi, de facto, aberto um concurso formal, mas a EDP pediu mesmo ao consórcio responsável pelo Estudo de Impacte Ambiental da futura barragem que fizesse uma consulta junto de empresas de arqueologia para realizar esses trabalhos. Foram consultadas três empresas, que apresentaram um plano de trabalhos com prazos e preços.
Numa nota de esclarecimento enviada pela Ecossistema, é dito que "o propósito desses trabalhos era o de complementar a informação já obtida anteriormente, com a execução de levantamentos cartográficos e fotográficos e com a recolha de informação adicional sobre os sítios arqueológicos identificados, e o propósito dessa consulta era simples: permitir ter dados substantivos para discutir a oportunidade e a viabilidade da realização desde logo desses trabalhos".
A Ecossistema funcionou neste processo como mera intermediária e depois de ter entregue as propostas à EDP, esta acabou mais tarde e com o beneplácito do Governo por não adjudicar os trabalhos e adiá-los para a fase de obra. O objectivo terá sido o de impedir que esses trabalhos pudessem adiar ainda mais o início da construção da barragem.
Se, por mera hipótese, algumas dessas sondagens arqueológicas levassem à descoberta de algo muito importante, a aprovação do RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução) seria mais demorada e o arranque da obra teria que ser adiado.
A EDP conseguiu adiar as sondagens arqueológicas para a fase de obra após uma reunião realizada em Março de 2007 com as entidades de tutela do património cultural, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Mas o vice-presidente do Igespar-Instituto de Gestão do Património Arquitectónico, João Pedro Ribeiro, que tuela directamente a área da arqueologia, tinha dito ao PÚBLICO desconhecer a existência da consulta da EDP e as razões que levaram esta empresa a desistir de realizar as sondagens arqueológicas antes de ser aprovado o RECAPE, condição essencial para a obra poder arrancar.
Estas contradições só aumentam as dúvidas de alguns arqueólogos em relação à forma como este processo tem sido tratado, embora ninguém ponha em causa a qualidade do caderno de encargos já aprovado para a salvaguarda do património. Segundo algumas empresas do sector, o documento está à altura da gigantesca tarefa de levantamento e salvaguarda de bens patrimoniais que é necessário levar a cabo ao longo dos 56 quilómetros de albufeira da futura barragem. Resta saber se o tempo disponível será suficiente.
No Baixo Sabor já começaram a ser colocados placards anunciando a construção da barragem bem como os marcos que indicam a cota da albufeira. Mas os trabalhos a sério ainda não começaram porque algumas dúvidas levantadas por entidades ligadas ao ambiente e à cultura têm impedido a aprovação final do RECAPE ((Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução). E só com a aprovação deste documento é que a obra pode arrancar. O Governo quer que os trabalhos comecem o mais rapidamente possível e tem pressionado as antidades envolvidas para resolverem as questões pendentes. A EDP também quer o mesmo, até porque já está a pagar multas diárias ao consórcio que vai construir o empreendimento, composto pelas empresas Bento Pedroso e Lena. Para ultrapassar os entraves existentes, a EDP vai reunir-se hoje no Porto com as entidades públicas que levantaram objecções e é provável que do encontro saia um entendimento que permitirá aprovar o RECAPE nos próximos dias.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Uma russa de ouro no salto à vara

Mais ouro para os britânicos

Ouro para os Camarões no triplo-salto!

SCUT Norte litoral - a mais barata para o Estado

Para que conste...
(Público) 18 de Agosto de 2008 A verba que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado de 2007 para pagar as rendas das Scut (auto-estradas sem custos para o utente) não foi utilizada na totalidade.
Dos 705 milhões de euros previstos, apenas 537 milhões foram para os cofres das empresas concessionárias. O Estado poupou, assim, 24 por cento do valor que tinha sido estimado. A diferença entre o tráfego que se admitia que as auto-estradas pudessem gerar e aquele que efectivamente se verificou explica esta redução dos encargos. Contas feitas pelo PÚBLICO mostram, por outro lado, que o custo que o Estado suporta por cada veículo que passa nas Scut varia também em função da procura que cada uma delas tem. E é, por isso, no interior do país em que a tarifa é mais elevada, na Scut da Beira Interior e na Scut do Interior Norte, porque são aquelas em que passam menos veículos por dia.
A auto-estrada mais "barata", tendo em conta a relação de quilómetros e a "portagem virtual" cobrada, é a Scut do Norte Litoral, entre o Porto e Caminha, que tem registado tráfegos acima do previsto.
Além da questão dos custos, orçamental e dos projectos hegros de oneração das portagens a Norte, há uma outra questão, que a informação contida na notícia, indirectamente suscita: é que as auto-estradas Interior-Litoral ou no Interior desertificado, por si só, não são um factor de estancamento da desertificação, nem do repovoamento. Por si só, antes pelo contrário, facilitam a litoralização da população. Tal como as Universidades do Interior que constituiriam um factor decisivo do desenvolvimento do interior e equilibração geo-económica do país se tivcessem sido percebidos como um primeiro passo da regionalização, ou seja se tivessem sido acompanhadas de medidas com vista à criação de polos de desenvolvimento económico que passariam sempre por centro de afirmação política e cultural.
Assim, como estamos, auto-estradas(mesmo sendo SCUT) e universidades de pouco valem. São medidas avulso, institutos dependurados e desinseridos, sem alcance estratégico em termos de desenvolvimento. PB
Uma, de prata... Vamos a ver...

Bom Sucesso abre, mas sem banca de peixe

Aliás a responsabilidade pela falta de condições no Mercado e sobretudo na venda do pescado é única e exclusivamente da Câmara do Porto, entidade proprietária e senhoria do equipamento, o que constitui uma vergonha, na qual o principal protagonista é o vereador do sector. É a própria Câmara a pôr em risco a saúde dos consumidores. Os vendedores que tenham muito cuidado porque isto tudo vai servir de pretexto para uma solução à Rui Rio: vai abaixo; ou passa-se a patacos para Centro Comercial.
(JN) 18.08.08 HUGO SILVA
A Câmara do Porto anunciou que, afinal, só encerrará a zona da venda de peixe e não todo o mercado do Bom Sucesso, como tinha anunciado. Os vendedores respiram de alívio, mas querem alternativas para os afectados.
Às primeiras horas da manhã de hoje, o mercado abrirá como habitualmente. Menos a zona de pescado. Aquela área, no primeiro piso do edifício, encerrará por tempo indeterminado, na sequência de uma inspecção da ASAE, realizada em 18 de Julho passado.
"Não estão reunidas as condições mínimas do ponto de vista higio-sanitário e funcional para o exercício da actividade de venda de produtos de pesca naquele local", sentenciaram os inspectores, que propuseram o encerramento do sector. O inspector-director concordou e assinou um despacho nesse sentido. Só que a notificação que chegou à Câmara, na passada quinta-feira, determinava o encerramento imediato de todo o mercado.
A decisão motivou, ontem, uma reacção pública de indignação por parte do vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto, Sampaio Pimentel, que mereceu o apoio de dezenas de comerciantes do mercado. Poucas horas depois, o presidente da ASAE, António Nunes, veio esclarecer que, afinal, a ordem de fecho restringe-se mesmo à zona de pescado, contrariando o teor da notificação recebida na Câmara, assinada pela inspectora-chefe Maria Adelaide Teles.
Tendo em consideração as declarações de António Nunes e o desespero dos comerciantes, a Câmara optou, então, por encerrar apenas a zona do peixe. Embora Sampaio Pimentel insista na necessidade de um esclarecimento formal da ASAE sobre qual das decisões é que deve ser acatada. O fax com o pedido de esclarecimento seguiu ontem para a ASAE.
Sampaio Pimentel explicou, ao JN, que uma equipa técnica da Câmara vai avaliar o que deve ser feito para melhorar a zona encerrada. Mas não garante a execução das obras, até porque dentro de poucos meses o edifício deverá ser entregue a um privado, no âmbito do concurso para a concessão do mercado. O que Sampaio Pimentel espera encontrar, ainda hoje, é uma solução para os vendedores de peixe afectados.
Serão entre 30 e 50 as pessoas lesadas, contabiliza Pedro Silva, um dos representantes dos vendedores. O comerciante admite que a notícia de que o mercado não será todo encerrado foi recebida com alívio. Sublinha, porém, que é preciso encontrar alternativas para os afectados. Hipótese: talhos que estão vazios no piso superior. Pedro Silva e Armindo Cunha (outro representante) irão tentar falar sobre o assunto com Sampaio Pimentel. Os vendedores defendem, também, que a Câmara deve fazer obras nas zonas problemáticas do mercado.

domingo, 17 de agosto de 2008

Jardim quer novo partido:"Partido Social Federalista"

(CM) 17.08.08 Presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, defendeu este domingo a criação de um novo partido que faça oposição a sério e que contribua para mudar o país e descentralizar o poder em Portugal.
A ideia já tinha sido avançada durante a ‘rentrée’ social-democrata, que ocorreu ontem à noite no Porto Santo.
Para Jardim, “se os partidos políticos continuarem neste ‘rame-rame’, nesta monotonia, nesta falta de imaginação, nesta demissão, que é o que se passa com os partidos políticos à excepção do Partido Comunista, e o PS se for entronizando como uma espécie da União Nacional do Regime, há que fazer um novo partido”.
O líder madeirense até já tem o projecto elaborado: com a designação de Partido Social Federalista, este seria “um partido ao centro, com base nos grandes princípios de justiça distributiva da doutrina social da Igreja. Política que simultaneamente descentraliza o poder para que os recursos não fiquem todos em Lisboa”.
Jardim não adiantou uma data para avançar com o projecto, afirmando que espera a evolução dos partidos políticos nos próximos tempos. “Mas se o quadro for este e quando chegarmos a Outubro virmos que o PS é uma espécie de União Social do regime e que os outros partidos não contam, então é preciso fazer uma coisa nova para mudar Portugal”.
Sabres de ouro franceses

Torga e o ministro

(Público)17.08.2008, Rui Moreira
Em 1950, Miguel Torga publicou uma obra, em prosa, com o nome Portugal. Nesse livro, Torga escreveu sobre cidades e regiões do país e lembrou, a propósito de Lisboa, que a centralização que o progresso tem acentuado, fazendo convergir todo o esforço do país para a sede do poder, aviva feridas mal cicatrizadas e abre outras de maior purulência ainda; um convívio mais íntimo com a nata do mundo, uma situação de privilégio em relação à cultura e ao gosto torna penoso o contacto com maneiras terrosas e analfabetas.
Lembrei-me da obra do grande escritor e do que escreveu sobre Lisboa e Porto a propósito do ministro Lino e dos últimos acontecimentos que o leitor bem conhece. Note-se que Mário Lino é uma pessoa encantadora, com excelente trato e com um apurado sentido de humor. Encontro nele, com quem simpatizo quase tanto como dele discordo, alguém que Torga descreveu, quando falava da ironia e superior desdém com que o lisboeta fala da província.
De facto, é assim que Mário Lino olha o Porto, a pior das províncias porque dela se imagina capital e sem a qual aquelas não têm voz. Lino tem uma predilecção pela grande obra pública, que vê como fonte de progresso e de desenvolvimento. Teve fé, em tempos idos, nas virtudes da economia planificada e continua a acreditar no efeito indutor que os grandes investimentos têm na prosperidade do povo, por muitos e longos sacrifícios que eles acarretem. Já deixou de acreditar que o Estado deva ter o monopólio do investimento público, mas continua a olhar com grande desconfiança para a concorrência.
É assim, por desapaixonada convicção, que Lino entende a sua missão. Mas, estando em Lisboa, colhe dela o inebriante narcisismo da capital. Regressando a Torga, poderemos entender Lino percebendo que faz o seu papel no destino da capital do império, de Lisboa, essa flor (o narciso) em que o destino nos transformou; o Tejo, o rio onde nos perdemos a contemplar a própria imagem.
É à beira do Tejo, engalanado de pontes e de Expos, de novos museus, de obras sucessivas na frente ribeirinha, de TGV e de outras maravilhas prometidas pela engenharia, que Lino se sente bem, tranquilo, em sossego. Quando cá vem, percebe-se bem que tem, connosco, uma incompatibilidade de feitos e de interesses, e que após cada viagem ao Porto, a essa terra de insensatos complexos e de muitas e desvairadas gentes onde tem de aturar as questíunculas do Metro e o bairrismo agressivo dos autarcas, regresse a Lisboa aborrecido e renitente.
Horrorizado com o sotaque e desiludido com a cidade lamurienta, que está como está porque nela ninguém se entende, e que depois se revolta porque ninguém a entende, Lino não percebe por que é que o Porto não compreende a dimensão dos superiores desígnios nacionais. As gentes tripeiras não entendem que há uma evidente vantagem para toda a nação em tudo o que beneficia a sua excelsa capital: uma vantagem que transcende quaisquer custos e que, por isso mesmo, exige que a análise custo-benefício seja duplamente rigorosa para o que se faz fora dos seus muros e no resto do território nacional. Não admira nada que, no tempo de Pombal, a capital se tenha visto obrigada a quebrar o Porto, pela mão dos Almadas, para conseguir vergar e meter o país entre varais. Mário Lino está bem escudado entre os seus.
Porque, e isso Torga não adivinhava, o país nunca foi tão inviável e o Governo nunca foi tão desesperadamente portofóbico como hoje. Uma inviabilidade que, por desespero, acentua essa fobia contra a resistência liberal e irredutível dos portuenses. Mas, para nós, tripeiros, não há outra forma de estar, nem de ser.
E, acreditem, faz mal quem não nos entende e despeita porque, como também escreveu o poeta, a propósito da nossa cidade, quem morre pela liberdade todos os séculos é capaz dos mais espontâneos entusiasmos cívicos. (...) É, evidentemente, preciso sanear-lhe certos recantos da alma e da bolsa e actualizar-lhe algumas instituições. Mas nada de mexer-lhe na trave mestra do coração.
Jamaica, ouro, 100 mts

E ouro para um tunisino nos 1500 mts. livres, natação! Tunisino? Sim, tunisino, é já ali, do outro lado do Mediterrâneo! E do lado de cá?


Mais ouro para os EUA
ASAE sem rei nem roque? Se não é, parece...Quando é que para além da determinação necessária, surge também um pouco da humildade sem a qual não há competência nem respeito pelos cidadãos? Ou não teremos, pelo contrário ou também, a oposição CDS do vereador da Câmara do Porto a aproveitar uma ambiguidade sobre a venda do pescado para armar peixeirada, pois, na verdade, impunha-se um pedido de esclarecimento, antes de aproveitar a Imprensa na estação seca? Mas quem passa um triénio ensombrado por Rui Rio tem de aproveitar a ocasião quando o patrão está fora. E dá sempre jeito aos que tentam ser os algozes do Bolhão passarem por ser os cordeirinhos do Bom Sucesso... E que ideias tem a Câmara da direta para o Bom Sucesso, senão o derrube ou a entrega a um concessionário que o transforme em mais um Shopping Center?
16.08.2008 - LUSA
O presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esclareceu foi apenas determinado o encerramento da venda de pescado e não de todo o mercado do Bom Sucesso, ao contrário do que afirmava a Câmara Municipal do Porto.
“A notificação enviada à autarquia diz apenas respeito ao encerramento das bancas do peixe”, explicou António Nunes, em declarações à Lusa, reagindo às críticas do vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto, que esta tarde anunciou o encerramento do mercado do Bom Sucesso por determinação da ASAE.
Manuel Sampaio Pimentel, criticou a "falta de bom-senso e a irresponsabilidade" daquela entidade de fiscalização, dando conta de duas notificações diferentes: uma datada de quinta-feira, ordenando a suspensão imediata da actividade de todo o mercado, e outra, anterior, determinando apenas o encerramento da actividade de venda de pescado.
O presidente da ASAE esclareceu que, da fiscalização realizada a 18 de Julho no mercado do Bom Sucesso, resultaram uma notificação para o encerramento da actividade de venda de peixe e um relatório auxiliar indicando as intervenções que devem ser feitas em todo o edifício. “Perante estes dois documentos – notificação e relatório –, o que realmente vale é a notificação”, adiantou António Nunes.
O responsável máximo da ASAE explicou ainda que a fiscalização realizada naquele mercado contou com a presença de elementos da autarquia, tendo ficado claro na altura a necessidade de proceder a reformas nas bancas de peixe, o que obrigaria à suspensão da venda de pescado. “Desde o inicio que se fala da parte do peixe. Lamento que não tenham sido contactados os serviços da ASAE para o esclarecimento das dúvidas”, afirmou, acrescentando que o resto do mercado precisa de obras de beneficiação, mas isso não obriga ao seu encerramento, uma vez que as anomalias detectadas “não põem em risco a saúde pública”.
Na conferência de imprensa esta tarde, Sampaio Pimentel citava um relatório inspectora-chefe da ASAE, Maria Adelaide Torres, para anunciar que todo o mercado seria obrigado a encerrar, e lamentava que a entidade de fiscalização tivesse adoptado posições divergentes nesta matéria. António Nunes insistiu que, se a autarquia tinha dúvidas, deveria ter contactado os serviços da ASAE para esclarecimentos não vendo motivo para a convocação de uma conferência de imprensa. “Quando tenho dúvidas pergunto e não convoco conferências de imprensa. Que razões levam a pôr um assunto sério de uma forma pouco razoável?”, questionou.

sábado, 16 de agosto de 2008

Ouro para a Jamaica nos 100 mts.