terça-feira, 23 de setembro de 2008

(LUSA) 23.09.08
O ex-Presidente da República, Mário Soares considerou ontem que a maioria dos dirigentes da União Europeia (UE) continua num estado de apatia dependente da administração Bush e criticou o vazio de ideias de socialistas e democratas cristãos europeus, incapazes de entusiasmar os cidadãos europeus.

As palavras do ex-chefe de Estado foram proferidas na abertura de um colóquio sobre o futuro da Europa, promovida pelas fundações Mário Soares, Respublica (do PS) e Friedrich Ebert (SPD alemão). Com o auditório da Fundação Mário Soares completamente cheio, Mário Soares, Anke Fuchs (Fundação Friedrich Ebert) e o ex-comissário europeu António Vitorino foram unânimes na ideia de que a UE atravessa um momento de paralisia. Mas o ex-Presidente da República foi o mais duro no seu diagnóstico sobre a realidade política europeia na actual conjuntura de crise financeira mundial.' Num momento de crise global de múltiplas vertentes - financeira, económica, energética, alimentar, ambiental e moral - é dramático que a UE esteja paralisada e sem estratégia concertada a médio e longo prazo. A maioria dos dirigentes europeus continua num estado de apatia e subserviência em relação à administração Bush, sem parecer dar-se conta de que a era que iniciou chegou ao fim', sustentou o fundador do PS.

No capítulo da defesa, Mário Soares foi bastante crítico, classificando a NATO 'um braço armado dos americanos', e que está a transformar 'o Afeganistão num desastre de maiores proporções do que o Iraque', 'É dramático que a UE esteja paralisada e sem estratégia', critica o histórico socialista

Póvoa de Varzim
A memorável sessão no Tuela do passado dia 19 de Setembro, entrevistas com os intervenientes e entrevista extra com Pedro Baptista em

Ex-ministra anuncia candidatura no fim do ano

FRANCISCO MANGAS (DN) 23.09.08
No comício da rentrée dos socialistas, no ano passado, no Porto, a independente Elisa Ferreira subiu ao palco e interveio. A presença da deputada europeia ao lado de José Sócrates era o sinal de que a direcção nacional do PS tinha já o candidato para a segunda autarquia do País.
Um ano depois, a antiga ministra do Ambiente mostra-se disponível para avançar com uma candidatura, porque "o Porto está parado". Em declarações à TSF, ontem, Elisa Ferreira disse que o anúncio da candidatura só deverá surgir no final do ano, depois das eleições para a liderança da distrital.
Renato Sampaio, líder do PS/Porto e provável candidato a novo mandato, apoia sem hesitação a candidatura da eurodeputada. "Toda a gente sabe que a minha candidata à Câmara do Porto é Elisa Ferreira."A escolha do candidato, lembra, é da concelhia socialista "que está a conduzir muito bem este processo". A antiga ministra do Governo de António Guterres, realça Renato Sampaio, "tem todas as condições" para vencer as eleições. "É minha convicção de que será a próxima presidente da Câmara do Porto."
Pedro Baptista, candidato já no terreno à liderança da distrital, também apoia o nome de Elisa Ferreira. Mas com uma condição: "Terá de ser candidata a tempo inteiro." Ou seja, se pensa vencer a autarquia, não deve concorrer, em Junho de 2009, às eleições Europeias. Se concorrer ao Parlamento Europeu, " dá um sinal de falta de confiança na vitória ao eleitorado portuense", refere o candidato à distrital. A primeira palavra neste assunto, no entanto, cabe à concelhia. "É num plenário da concelhia que se escolhe o candidato: pode ser a Elisa ou pode ser outro."
Elisa Ferreira vê a vida na cidade parada. "Eu sinto o Porto a morrer", disse à TSF. Promete fazer melhor do que Rui Rio, mas refere que neste momento deve discutir-se perfis e programas, para haver sintonia entre as suas ideias e as do Partido Socialista.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Reportagem video quase integral da Sessão do Tuela do dia 19 de Setembro em

www.matosinhos.tv
10 NOBRES RAZÔES PARA APOIAR PEDRO BATISTA


CAROS CAMARADAS EU APOIO O PEDRO BATISTA PORQUE :
É um Regionalista convicto desde a primeira hora.
Quando foi eleito deputado, pelo circulo eleitoral do PORTO pelo P.S , não se rendeu ao Centralismo "acéfalo"da capital, não se esquecendo do seu eleitorado.Ao contrario de muitos dos actuais de deputados e dirigentes Federativos.
Porque foi um Resistente contra o antigo regime é um HOMEM DO NORTE.
É Frontal e REINVIDICATIVO e não alimenta a intriga dos "corredores",nem alinha em jogos sujos e anti-democraticos.
Pensa pela cabeça dele e não age como um "eco" das cúpulas de Lisboa, defendendo o interesse da Região com a FORÇA e a DETERMINAÇÃO, necessária para o desenvolvimento DO GRANDE PORTO.
É um socialista de VALORES e de CAUSAS ,que actualmente foram arredadas do pensamento de muitos dirigentes do P.S Porto .(se é que pensam,pois mais não fazem que comer o que lhes põem no prato,veja-se o PIDDAC,Metro,portagens, etc...)
É um homem de DIALOGO, mesmo com os que não partilham a sua opinião.(DEMOCRATA)coisa rara no actual P.S-Porto.
É um homem serio e anti-carreirista, não precisando de se socorrer da demagogia como trunfo para ganhar votos.
Têm a dignidade própria de um lutador,pois só uma pessoa honesta e coerente ,é que se digna a Lutar contra um sistema podre e viciado.8sendo a pessoa certa para criar as "roturas necessárias para devolver o P.S aos militantes de base e simpatizantes da sociedade civil).
Com o seu projecto o PORTO, vai voltar a ter força suficiente para pôr em pratica todos os investimentos pendentes pelo governo Central,retomando o seu estatuto perdido, com os actuais quadros dirigentes federativos do P.S.
Eu dei 10 RAZÕES mas poderia dar muitas mais.
Porque a NORTE URGE a VONTADE de MUDANÇA, a ambição de vencer o presente com olhos num FUTURO:
Mais Prospero,
Mais solidário,
Mais Socialista


DEIXO UMA FRASE DO SAUDOSO ALMEIDA GARRET que é mais actual que nunca«Se na nossa cidade há muito quem troque o b pelo v, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão»


SAUDAÇÕES SOCIALISTAS DO VOSSO CAMARADA DA SENHORA DA HORA
MIGUEL CASTRO P.
Penafiel - Câmara

Caro Camarada Pedro Baptista...

Os Meus mais sinceros PARABÉNS, que grande intervenção na sexta no Hotel Tuela e gostei da entrevista ao JN de domingo.
Estive, estou e estarei com o Camarada...
Sempre apoiando a sua candidatura no anonimato, junto do meu circulo de Amigo alguns Militantes outros não.

A minha actividade profissional não me permite que seja de outra forma o meu apoio à Candidatura do Camarada que é inequívoco,
não faço parte daqueles que tem "cadernetas" de Militantes, valho única e simplesmente o meu voto.

Com imensa satisfação e orgulho sou neto de um preso e torturado pela "PIDE/DGS", que me deu o 1º empurrão para o gosto pela política, regionalista convicto, estou totalmente contra esta forma de "desgovernação" tenho consciência politica - "A penalização por não participarmos "activamente" na vida política, é acabarmos a ser governados pelos Nossos inferiores!", estes são os motivos do Meu total apoio à sua Candidatura.


CAMARADA tem o Meu APOIO Inequívoco...

Como lhe dou a conhecer com o Meu Post de 27 de Novembro de 2007 no Meu Blog http://www.osberloques.blogspot.com
Força, Garra e Determinação é o que lhe desejo...

Camarada, disponhado Meu total, inequívoco e sincero APOIO...

Saudações Socialistas,
OsBerloques...

Batalhas socialistas

(JN) 22.10.2008

O PS do Porto é fraco, frágil e submisso. O seu líder, Renato Sampaio, pratica uma gestão de fim-de-semana e não conhece os dossiês que dizem respeito ao Porto.
Fala sobre piercings e contadores de água. Não fala sobre a gestão do aeroporto, sobre a expansão do metro, ou sobre a aplicação de fundos comunitários. O retrato, demolidor, é de Pedro Baptista. Que também é socialista e que também é candidato à liderança do PS do Porto.
Uma espécie de franco-atirador do sector mais à esquerda do PS, praticamente condenado à derrota face ao poder do aparelho que Renato Sampaio personifica. Basta observar quem os acompanhou nas sessões de campanha dos últimos dias. Baptista reuniu um conjunto de figuras distantes dos directivos, como Octávio Cunha, Eurico Figueiredo, Nuno Cardoso ou Narciso Miranda. Têm pouca ou nenhuma influência nos sindicatos de voto essenciais para vencer eleições internas. Sampaio sentou à mesa todos os líderes das 18 concelhias do distrito do Porto.
O resultado final das eleições partidárias de Outubro adivinha-se. E com ele algumas das opções para a corrida às autárquicas, que terá lugar um ano depois. Desde logo, para a Câmara do Porto, em que a candidata consensual é Elisa Ferreira, assim a antiga ministra e actual eurodeputada o queira. Com a diferença de que, ganhando Sampaio, terá de concorrer sozinha contra a coligação PSD/CDS que suporta Rui Rio. Ficará pelo caminho a proposta de Baptista para que seja possível uma coligação com o Bloco de Esquerda, com o PCP, ou com ambos. "O PS deve perder os seus complexos de direita", defende o candidato da ala "marxista-leninista". Pelo menos de acordo com a catalogação de José Lello: o antigo líder do jornal "O Grito do Povo", disparou o deputado e apoiante de Renato Sampaio, "produz mais decibéis do que apoios".
A vitória de Sampaio sobre Baptista levará também à colocação de um ponto final nas já escassas ambições de Narciso Miranda se recandidatar pelo PS à Câmara de Matosinhos. Será Guilherme Pinto o escolhido, o que se traduzirá numa luta fratricida pela autarquia. Porque Narciso já está em campanha, preparando uma candidatura independente. Uma oportunidade que o PSD tentará aproveitar para conquistar um dos mais importantes bastiões socialistas no Poder Local.
As eleições distritais e a vitória previsível de Sampaio poderão também constituir um travão à ambição de Maria José Azevedo em Valongo. O seu rival Afonso Lobão - que já manifestou vontade pública de ser cabeça de lista pelo PS - é líder da concelhia e aliado do líder distrital. A socialista que esteve tão perto de derrubar o PSD, e que desde então vem batalhando por manter a oposição socialista na ribalta, corre sérios riscos de ser descartada.




Pedro Baptista, comentário: A utilização do aparelho dos presidentes das concelhias e dos secretários-coordenadores de secção na promoção de uma candidatura, para mais da candidatura de quem está no poder, é ilegítima para o senso democrático e ilegal no termos da lei dos partidos que impõe igualdade de tratamento das diversas candidaturas internas. No entanto, estiveram presentes no Tuela, sexta à noite, connosco, sem jantar, entre os cerca de 180 militantes, homens que têm cargos no aparelho, que lá foram de livre vontade por terem sido por nós convidados e não convocados, e por entenderem que lá deviam estar para a pedrada no charco, como por exemplo António Parada, Secretário coordenador e Presidente da Junta de Matosinhos, ou Eduardo Vítor, Presidente da concelhia de Gaia e da Junta de Oliveira do Douro. Também vários militantes bem colocados no aparelho nos garantem o apoio entendendo, e outros "mais do que bem colocados", no entanto, afirmam-nos que lhes é inconveniente dar a cara, o que mostra o clima em que se vive.

De notar, aliás, a capacidade de diálogo e a margem de manobra que demonstramos deter, ao nos fazermos rodear por sensibilidades díspares em relação a situações concretas.

Uma coisa é certa. A não ser que não consigamos fiscalizar devidamente o acto eleitoral, o voto nas directas presidenciais vai ser secreto. Embora não "seja" exactamente assim na eleição dos delegados em que é preciso dar a cara nas listas e arcar com as consequências de ser apodado por um dos que querem mexer no PS-Porto (não será uma honra?), o voto também será secreto.

Donde, meu caro Rafael Barbosa, se parece verdade o que diz na sua lúcida e arguta crónica, o "praticamente condenado à derrota face ao poder do aparelho que Renato Sampaio personifica" poderá, por decisão consciente e livre dos militantes fartos de serem "cacicados", fartos de um Porto inexistente e fartos de derrotas autárquicas, poderá trazer uma surpresa a todos e - quem sabe? - ao próprio candidato!

domingo, 21 de setembro de 2008

Mesa da Sessão de Apresentação da Moção de Orientação Política no Hotel Tuela que intervieram e ladearam Pedro Baptista:
Camarada Prof. Doutor Octávio Cunha, antigo combatente anti-fascista, exilado e pediatra;
Camarada Prof. Doutor Eurico Figueiredo, antigo responsável anti-fascista, exilado, ex-deputado, professor uiversitário jubilado e psiquiatra;
Camarada Dr. Teresa Rosmaninho, antiga combatente anti-fascista, socióloga;
Camarada Doutor António José Queirós, historiador;
Camarada Dr. Moreira Dias, ex-presidente de Câmara de Valongo;
Eng. João Cerrenho, Administrador Tintas Cin, não-militante do PS;
Camarada Prof. Doutor Jorge Martins, ex-combatente anti-fascista, professor universitário e ex Director Regional da Educação do Norte;
Camarada Narciso Miranda, ex-presidente de Câmara de Matosinhos, ex-governante, ex-presidente da Federação;
Camarada Dr. Sheila Hagy, advogada;
Camarada Eng. Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara do Porto.
Mensagens de apoio recebidas:
Camarada Raúl Brito, ex-combatente anti-fascista, ex-deputado constituinte, ex vice-governador civil do Porto, ex-dirigente federativo;
Camarada Prof. Doutor Pedro Bacelar Vasconcelos, ex-combatente anti-fascista, constitucionalista, professor universitário, ex-governador civil de Braga.


Camaradas presentes: cerca de 180 (sem jantar, ainda sem listagens de militantes e sem utilização do aparelho federativo para a mobilização)

Tudo em www.matosinhos.tv



Grande Leixões! Que jeito estes três pontos ao Braga! E logo ao Braga, uma grande equipa.

Camarada Prof. Doutor Pedro Bacelar Vasconcelos, cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal do Porto, manifesta-nos o seu apoio total e incondicional!

Obrigado, Pedro, uma pessoa como tu, com o teu passado, o teu presente e com o que pensas do futuro, só podia estar connosco.
Acreditamos no futuro, acreditamos na defesa e no aprofundamento da democracia, acreditamos na vitória.
Por isso, porque é preciso, vamos vencer! Vamos fazer do PS-Porto um esteio de defesa da região, da democracia portuguesa e da credibilidade da política republicana.

PS/Porto: Pedro Baptista quer alianças à esquerda para derrotar o PSD mas autárquicas


Porto, 19 de Setembro (Lusa) - Pedro Baptista, um dos candidatos à liderança do PS/Porto nas eleição marcadas para 25 de Outubro, defende que o partido deve "fazer as alianças de esquerda que forem necessárias" já nas próximas eleições autárquicas, em 2009.
"Isso é fundamental para derrotar Rui Rio", sustenta o candidato, que vai ter nas urnas como principal adversário o deputado Renato Sampaio, que se recandidata à liderança dos socialistas do Porto.
Em entrevista hoje à Agência Lusa, Baptista afirmou que "o PS deve perder os seus complexos de direita".
Especificou que "as concelhias devem ter a liberdade para fazer coligações com os dois partidos à esquerda do PS, no sentido de responder às coligações de direita, que têm dado vitórias", ao PSD e ao CDS.
Pedro Baptista, 60 anos, ex-deputado, doutorado em Filosofia e escritor, vai apresentar hoje á noite a moção da sua candidatura.
Ainda no que toca ao posicionamento do PS face às eleições autárquicas, o candidato defende coligações também "com os movimento cívicos", nomeadamente os que lutaram contra a intervenção projectada para o Bolhão e a concessão do Teatro Rivoli ou pela criação de um pólo local da Cinemateca Portuguesa.
É preciso, defende, "unir aqueles que querem levantar o Porto, com o PS a liderar essas candidaturas autárquicas, porque é o partido mais forte".
Baptista reafirma que vê "com entusiasmo" a possível candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto, mas ressalva que deve ser "uma candidata a tempo inteiro".
O ex-deputado argumenta que se Elisa Ferreira se recandidatar ao Parlamento Europeu, nas eleições agendadas para Junho de 2009, e à Câmara do Porto, em Outubro, "dará um sinal de falta de confiança, que pode ser entendido também como falta de empenho na conquista do município".
"O PS não merece ser alternativa secundária de alguém, mas há um temor de que isso aconteça. Isso é dar um sinal errado, que o adversário, Rui Rio, vai explorar até ao tutano", adverte.
A sua opinião é que "Elisa Ferreira não é a única candidata possível". Questionado sobre se Nuno Cardoso pode voltar a protagonizar uma candidatura, admite-o.
"Pode ser um excelente candidato e um excelente presidente de câmara, mas há mais nomes", sustenta.
Pedro Baptista não poupa nas críticas ao actual presidente da Distrital socialista, o deputado Renato Sampaio, e demarca-se do modo como este, em sua opinião, tem gerido o partido a nível distrital.
"Ele passa a semana toda em Lisboa e faz uma gestão de sábado, num distrito onde o PS tem 18 mil militantes", exemplifica.
Sustenta que, por isso, "é evidente que não pode conhecer os dossiês que dizem respeito ao Porto".
"Se for eleito, não serei candidato a deputado, nem à Assembleia da República nem ao Parlamento Europeu", promete.
Pedro Baptista defende que o líder do PS/Porto "tinha que estar atentíssimo" a dossiês como a gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a expansão do metro ou a aplicação dos fundos comunitários e ser "uma força de pressão junto do Governo".
"O presidente da Federação não tem que estar aos gritos, mas tem que defender os interesses regionais", sublinha Pedro Baptista, afirmando que "centenas de milhares de milhões destinados ao Norte foram aspirados por Lisboa" e Renato Sampaio nada disse.
"O PS/Porto manteve-se absolutamente silencioso sobre estes assuntos. Ouvi-o falar sobre 'piercings' e contadores de água, mas nunca o ouvi defender os interesses do Porto", ataca.
Para Pedro Baptista, o actual presidente da Federação destaca-se por "dizer sim a tudo o que vem de cima".
O ex-deputado garante que se for eleito travará "batalhas duras" pela defesa do Porto e da região.
"O secretário-geral do PS, comigo, terá um presidente leal, mas não absolutamente fiel", salienta.
Renato Sampaio prometeu bater-se pela regionalização administrativa se for reeleito para o cargo e Pedro Baptista diz-se "satisfeito" com este compromisso, mas acrescenta que o líder do PS/Porto, com a sua "cumplicidade" com o poder central, "entregou já todas as bandeiras regionais ao PSD".
Pedro Baptista assegura que, caso vença as eleições para a Distrital socialista, "a batalha será no sentido de que a regionalização seja um compromisso sagrado do PS para o próximo quadriénio".
No plano interno, Pedro Baptista compromete-se também a alterar o modo como são escolhidos os candidatos a deputados. Numa primeira fase, pretende seguir o "modelo holandês", em que os militantes locais indicam os seus candidatos após estes exporem as suas ideias.
Esse modelo seria aplicado "já em 2009", evoluindo depois para um sistema tipo "primárias americanas", em que qualquer eleitor, seja qual for a sua opção partidária, pode intervir na escolha dos possíveis candidatos.
"Estou convencido de que, com este método, grande pare dos actuais deputados serão substituídos e os novos terão uma posição muito mais activa e intensa, na defesa dos interesses daqueles que os elegeram", sustenta.
Pedro Baptista sustenta que o PS precisa de uma "sublevação democrática".
"Não tem sentido nenhum que os deputados que são eleitos pelos círculos sejam nomeados pelos directórios, porque se transformam nuns verbos de encher", salienta.

Pedro Baptista apela à insubmissão do PS-Porto


(Público) 21.09.2008, Margarida Gomes
A crítica foi transversal a todas as intervenções: "O PS-Porto não existe, está fraco, frágil e submisso." Mas Renato Sampaio, que lidera a distrital socialista, não teve o exclusivo das críticas. Anteontem à noite, na apresentação da moção de orientação política de Pedro Baptista, candidato à liderança do PS-Porto, José Sócrates também não foi poupado, sobretudo por "desprezar a base de apoio que o legitimou como primeiro-ministro".
Com a sala cheia, Pedro Baptista teve a seu lado na mesa figuras como os médicos Octávio Cunha e Eurico Figueiredo, os ex-presidentes das câmaras do Porto, Matosinhos e Valongo, Nuno Cardoso, Narciso Miranda e Moreira Dias, o historiador António José Queirós e o antigo responsável pela DREN, Jorge Martins, entre outros.
Uma das intervenções mais aplaudidas foi a de João Serrenho, administrador das Tintas CIN, um independente que o candidato convidou para intervir. Insurgiu-se contra a "submissão do PS no Porto, que não existe, que está mal representado e que não se ouve nem faz frente a Lisboa, essa força centrífuga que chupa tudo".Narciso Miranda cavalgou a onda, denunciando que o "PS-Porto, nestes dois anos, cumpriu apenas tarefas burocráticas".
Também Nuno Cardoso lamentou que o "PS que lidera o país despreze a sua base de apoio inicial".
Pedro Baptista prometeu um "PS afirmativo" e garantiu que, se fosse presidente da distrital, o problema de Matosinhos já estaria resolvido.

sábado, 20 de setembro de 2008

FCPorto: UEFA não actua sem sentença dos tribunais civis

(JN) 19.09.2008 NORBERTO A. LOPES E VÍTOR SANTOS
A UEFA não reabrirá qualquer processo que possa conduzir à exclusão do F. C. Porto das provas europeias antes dos tribunais se pronunciarem. O caso pode demorar entre três a seis anos a ficar decidido na Justiça civil.
A UEFA reagiu ontem pela primeira vez ao acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto. Contactada pelo JN, a confederação europeia assumiu uma posição em sintonia com as conclusões do painel de juízes do TAS, e não admite actuar sobre os tricampeões antes de o processo estar encerrado na justiça portuguesa, numa clara desvalorização das decisões da Comissão Disciplinar da Liga e do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. "A UEFA entende que o caso ainda não está fechado, porque os tribunais portugueses ainda não se pronunciaram. Portanto, o processo ficará em aberto até haver uma decisão", explicou, ao JN, um porta-voz do organismo europeu. "A própria decisão do TAS também dá conta que o caso continua aberto". Neste quadro, os portistas têm a presença assegurada nas próximas edições das provas europeias, desde que para isso obtenham mérito desportivo.
A posição da UEFA está em harmonia com o acórdão emitido pelo TAS, que considera que "as duas decisões do Conselho de Justiça da FPF e da Comissão Disciplinar da Liga não demonstram, com certeza, que o F. C. Porto e o seu presidente estiveram envolvidos em actividades ilícitas".
Um processo desta envergadura irá demorar sempre entre três a seis anos a terminar na justiça comum. Neste momento, a UEFA ainda não sabe se irá mudar os regulamentos de admissão - todos os anos as leis são revistas em Março -, sobretudo a articulação da polémica alínea d) do ponto 1.04, que exclui os clubes que praticarem actos ilícitos. Este foi um dos pontos criticado pelo TAS, que considera a existência de lacunas.
O veredicto dos tribunais civis também poderá servir de arma de defesa para reabrir o processo na justiça desportiva, ao abrigo do Art.º 190 e seguintes do Regulamento Disciplinar da Liga. Em causa está a figura do "recurso de revisão". Este mecanismo de defesa pode ser accionado quando "se verifiquem circunstâncias ou meio de prova susceptíveis de demonstrarem a existência dos factos que determinaram a punição e que não poderam ser oportunamente utilizados pelo arguido em processo sumário ou disciplinar". Ora, se Pinto da Costa for ilibado na Justiça civil, pode depois requerer a anulação das sentenças da Liga.

Narciso, Assis e Cardoso na apresentação da moção de Pedro Baptista ao PS-Porto

(Público) 19.09.2008, Margarida Gomes
Narciso Miranda, Nuno Cardoso e Francisco Assis, três ex-dirigentes do PS-Porto, são algumas das figuras do partido que hoje à noite deverão estar ao lado de Pedro Baptista na sessão pública de apresentação da moção de orientação política com a qual se candidata à liderança da federação distrital do PS portuense. Mas Pedro Baptista promete outras surpresas para hoje à noite, nomeadamente em relação ao aparelho do partido, e garante que Narciso Miranda e Nuno Cardoso constam do painel de convidados que vão usar da palavra na sessão, que termina com uma intervenção política do candidato, a que se seguirá um debate aberto aos militantes. Será, pois, nestes dois ex-presidentes de câmara que vão concentrar-se as atenções da noite, até porque tanto Narciso como Cardoso se têm distanciado da estratégia do actual líder da distrital do PS-Porto, Renato Sampaio. Já Francisco Assis, que foi escolhido pelo secretário-geral do partido, José Sócrates, para encabeçar a candidatura socialista à Câmara do Porto, deverá apenas marcar presença."A presença de Nuno Cardoso representa o seu empenho na procura de uma alternativa política que dê um novo rumo ao PS no distrito, perante a passividade desta liderança em colocar, de novo, o partido na rota das vitórias autárquicas". É desta forma que Pedro Baptista interpreta a participação de Cardoso, Narciso, Assis e de muitos outros militantes de base. "Politicamente estou a congregar um naipe de personalidades com pensamento muito diverso", congratula-se o candidato. Deixando claro que não tem qualquer compromisso com nenhum apoiante, o ex-deputado socialista vê no apoio de Narciso um sinal muito claro da "falta de capacidade do actual líder em integrar e resolver os problemas das pessoas". Baptista opta por não fazer outras leituras políticas do apoio explícito do ex-autarca de Matosinhos à sua candidatura. E é muito provável que a intervenção que fará hoje à noite deixe algumas orelhas socialistas a arder. Com o apoio do partido ao actual presidente, Guilherme Pinto, Narciso ficou sem espaço para concorrer em nome do PS, partido do qual é militante, à Câmara de Matosinhos.
Preocupado com todo este imbróglio está Almeida Santos, Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o presidente do PS advertiu que em Matosinhos o partido corre o risco de repartir os votos por duas candidaturas da área socialista, uma de forma oficial e outra não oficial, entregando a vitória ao PSD."Reconheço que Narciso Miranda, de quem sou amigo, seria um bom candidato, mas não podemos negar ao actual presidente o direito de se recandidatar a um novo mandato", declarou Almeida Santos, lamentando que o "bom senso" não seja capaz de derrubar a "teimosia". Garantiu que o partido fez tudo para evitar que houvesse dois socialistas a disputar a mesma base eleitoral, um cenário que pode levar a que os socialistas percam a liderança de um dos maiores bastiões socialistas do país."É o começo de um resultado negativo nas autárquicas", antevê Almeida Santos, censurando o clima de teimosia que se instalou em Matosinhos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Governo ameaça intervir

18.09.2008 - 09h23 PÚBLICO
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirma que “se por acaso o preço da gasolina” nas bombas não baixar ficará “extremamente surpreendido” e não hesitará em tomar medidas. Não disse no entanto quando as tomaria nem que tipo de medidas ponderava.“Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor”, afirmou ontem, durante uma entrevista no programa Negócios da Semana, à noite na SIC Notícias. Disse que o Governo “não hesitou na chamada ‘taxa Robin dos Bosques’, não hesitei quando não permiti o aumento das tarifas de electricidade de 16 por cento... Portanto, quando se trata de defender os consumidores e as empresas, o Governo está aqui para o fazer”, disse ainda. Manuel Pinho considera também que “a política comanda sempre a Economia, mas ao mesmo tempo respeita o mercado”. “Se por acaso há empresas que estão a abusar do mercado, isso não é bom nem para os consumidores, nem para as empresas, nem para a economia, nem para o país”, rematou. O ministro crê não ser positivo avançar para preços administrados, mas reforçou a ideia de que se os preços não baixarem terá de ver o que se passa.

Interrogado sobre se actuação da Autoridade da Concorrência nesta questão, disse crer que vigia a evolução dos preços e que vai vigiar “cada vez mais”, atendendo às conversas que tem tido com o seu presidente. Disse que não pediu a análise aprofundada ao desfasamento entre a queda do preço do petróleo e dos produtos refinados nos mercados internacionais e os preços finais praticados pelas gasolineiras, mas aplaude a iniciativa, “que se justifica totalmente”.
Para Manuel Pinho, a relação entre a descida do preço do petróleo “é directa, podendo no entanto não ser imediata”. Não disse no entanto porquê nem durante quanto tempo o desfasamento pode ser razoável.
Estas declarações surgem depois de o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ter deixado claro, perante as críticas da oposição no Parlamento, que o Governo não deve e nem pode intervir junto da Autoridade da Concorrência no que se refere ao controlo do mercado dos combustíveis. A Autoridade da Concorrência anunciou ontem que vai proceder a uma análise mais profunda aos desfasamentos entre as variações nas cotações internacionais do petróleo e os preços de venda ao público dos combustíveis em Portugal.
Nuno Cardoso, Narciso Miranda, Teresa Rosmaninho, Gomes Fernandes, Jorge Martins, José Neves, Eurico Figueiredo, Octávio Cunha, Sheila Hagy, João Cerrenho, António José Queirós, Moreira Dias, Raul Brito
com
Pedro Baptista
Sexta-feira, dia 19 Setembro, 21.30
Hotel Tuela

Hoje, quinta-feira, por volta das 24 horas, estaremos no "Porto Canal" na "Análise do Dia"


Sexta-feira, dia 19 Setembro, 21.30
Hotel Tuela
Debate com convidados
e
Apresentação da Moção de Orientação Política