sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ryanair "satisfeita" com as negociações para a criação de uma base do Sá Carneiro

Está mais que visto que se as negociações, em lugar de serem com a ANA centralizadora e centralista, ocorressem com uma entidade autónoma, pública-privada da região, tal como ocorre com o Porto de Leixões que é um sucesso de rendabilidade, o processo já estaria numa fase muito diferente. Está mais que visto que, nas condições actuais, o centralismo administrativo e gestacionário não só não estimula o desenvolvimento económico como estrangula o desenvolvimento regional, sendo um factor maior da estagnação nacional.
Não sendo preciso ser muito inteligente para perceber isto, muito mais inteligência seria precisa para perceber como é que certos inteligentes não o percebem. PB
(Público) 12.09.2008, Luísa Pinto
Companhia irlandesa afirma que a instalação de uma base no Sá Carneiro ainda é uma possibilidade. Mas as condições oferecidas pela ANA terão de ser competitivas, sublinha
Numa altura em que as companhias aéreas tem tendência para encerrar rotas e suprimir custos para fazer face à crise, a companhia irlandesa de baixo custo (low cost) Ryanair promete abrir muitas mais bases de operações pela Europa fora. "Temos uma encomenda de 30 aviões à Boeing que nos vão ser entregues no primeiro semestre do próximo ano. Vamos ter de criar bases para alguns desses aviões. Estamos em negociações com muitos aeroportos", afirmou ao PÚBLICO, Daniel de Carvalho, responsável pela comunicação para a Europa da low cost irlandesa. O Aeroporto Sá Carneiro é candidato a receber uma dessas bases: "Estamos muito satisfeitos com o Francisco Sá Carneiro e com o andamento das negociações com a ANA - Aeroportos de Portugal", confirmou. As negociações que a companhia aérea mantém com a entidade gestora dos aeroportos nacionais não se circunscrevem ao aeroporto de Pedras Rubras.
Sem entrar em detalhes acerca dessas negociações, inclusive se pode ser possível que a operação da Ryanair chegue a outros aeroportos nacionais (para já circunscreve-se ao Porto e a Faro), Daniel de Carvalho adiantou, apenas, que o aeroporto do Porto não reuniu, "até agora", as condições de competitividade que a companhia deseja. "Somos uma empresa low cost. Como o nome indica, procuramos o mais baixo custo para os nossos passageiros. Temos muitas decisões para tomar nos próximos meses, e vamos tomá-las consoante as condições que nos forem apresentadas", argumentou. E, segundo este responsável da Ryanair, "há muitos aeroportos interessados" em receber operações da companhia, que tem a liderança do competitivo mercado das low cost na Europa.
A Ryanair voa actualmente para 147 aeroportos de 26 países da Europa e de África. Esta operação, que se traduz em 765 rotas e em mais de mil partidas diárias, está montada a partir de 30 bases. "Vamos ter de abrir mais. E a decisão de abrir uma base em Réus (perto de Barcelona) não invalida em nada que a Ryanair venha abrir mais bases, tanto em Portugal como em Espanha. Tudo depende das condições do mercado e dos aeroportos com quem trabalhamos", insistiu.
As negociações entre a ANA e a Ryanair entraram no debate público há cerca de um ano, quando o presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, denunciou que em causa estava a recusa por parte da ANA em baixar as taxas aeroportuárias à empresa, mediante o cumprimento de objectivos assumidos por esta em termos de passageiros movimentados - o pagamento de um rappel, praticado em muitas áreas de negócios. A ANA respondeu que não podia criar condições excepcionais para nenhuma companhia.
A discussão sobre a base da Ryanair tornou-se, aliás, um dos argumentos-chave dos defensores da gestão autónoma do Sá Carneiro. A operação da Ryanair no Porto, segundo a companhia, gerou 220 milhões de euros, em despesas realizadas pelos visitantes, e criou 1500 postos de trabalho.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Alexandre O' Neill sobre a actual situação no PS/Porto, numa antevisão a 48 anos!


O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO


O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis


Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos


O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis)
costureiros reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
Intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles


Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados


Ah o medo vai ter
tudo


(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)


*


O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos


Sim
a ratos



De Alexandre O’Neill in “Abandono Vigiado”, 1960

Valentim responde por obra que começou pelo telhado

(JN)11. 09.08
Valentim Loureiro, o seu "vice", e mais cinco arguidos foram acusados por prevaricação e falsificação. É que, pelas datas dos concursos da Câmara de Gondomar, a construção da cobertura de um estádio aconteceu antes dos alicerces.
O caso constituía uma das certidões do processo "mãe" Apito Dourado. Em causa estava a investigação de várias obras da autarquia de Gondomar realizadas por Ferreira Construções S.A., empreiteiro do Marco de Canaveses.
Foram detectados fortes indícios de ilícitos nos contornos da construção, e concursos público associados, do Complexo Desportivo de Rio Tinto.
Esta obra foi dividida em três empreitadas que, por sua vez, deram origem a três diferentes concursos públicos. E, através da simples análise das datas de cada procedimento formal, foi constatado que algo não batia certo. É que, segundo os documentos, em termos cronológicos, a obra começou pela "construção da bancada e balneários", seguiu-se a "concepção/construção da cobertura da bancada" e só mais tarde foi lançada a empreitada "fundações especiais da bancada".
Os peritos que analisaram os processos estranharam desde logo que a empreitada "fundações especiais" tenha sido lançada em 29 de Abril de 2002 e concluída em Novembro de 2002, isto é, posteriormente à execução da bancada e balneários, concluída em Agosto de 2002 e após a execução da cobertura da bancada, concluída em 30 de Novembro de 2001.
Os três concursos - o primeiro sob o valor de 600 mil euros ; o segundo por 120 mil euros - foram ganhos pela "Ferreira", cujo administrador foi agora acusado de cumplicidade em prevaricação e falsificação de documento.
O Ministério Público (MP) concluiu então que a obra já estaria feita aquando dos concursos formais, que, afinal, terão sido de "fachada" e decorreram com aquelas falhas de sequência cronológica.
Ao que sabe o JN, Valentim foi acusado por crime de prevaricação e falsificação de documento autêntico. O "vice" José Luís Oliveira responderá pelos mesmos ilícitos sob a forma de cumplicidade. Acusados estão também três funcionários da autarquia. Um engenheiro civil surge indiciado por três crimes de falsificação e prevaricação, em cumplicidade com um desenhador. Uma chefe de um departamento da Câmara e uma outra funcionária também foram acusadas.
O MP, por outro lado, decidiu arquivar outros dois casos averiguados no mesmo processo: obras de beneficiação dos serviços municipais e Complexo Desportivo de S. Pedro da Cova.
Contactado pelo JN, Valentim Loureiro transmitiu uma declaração, através do seu assessor. "Desconheço! Mas certamente virá na sequência da tonelada de processos e certidões que resultaram do Apito Dourado! Podem ter a certeza de que não cometi qualquer crime. Quando e se for acusado, então reagirei. Isto deve ser resultado das centenas de investigações daquele senhor [procurador Carlos Teixeira] que está de partida para a Madeira" .
Mais acusações de processos pendentes deverão ser conhecidas nos próximos dias.
Lordelo do Ouro

Auditório da Junta de Freguesia

Sábado, dia 13 de Setembro

17 horas

Pedro Baptista

Debate

Militantes e eleitores

Ryanair desiste de base no Aeroporto Sá Carneiro

Será verdade? Quem é responsável por mais este prejuízo para a região e para o país? Como é possível, depois do desafio do primeiro-ministro ás forças do Norte para apresentarem alternativas, que a situação se mantenha no nem ata nem desata? E que diz o nosso douto presidente da FDPorto do PS? Como pode a irresponsabilidade chegar ao ponto de entregar ao demagogo e populista Rui Rio a bandeira da defesa do Norte? Pior ainda, a bandeira da Razão?
Em que é que este PS/Porto se identifica com o antigo PS/Porto que se identificava feramente com os interesses da região, precisamente no tempo em que, como contrapartida, tinha o distrito do Porto como um distrito cor-de-rosa? Os que não percebem mais nada, perceberão ao menos como uma coisa está ligada à outra? Ipso facto?
(JN) 11.09.2008 CARLA SOFIA LUZ e MARTA NEVES
O Porto não vai ter, para já, uma base da Ryanair. A companhia aérea alega falta de condições no momento em que o mercado é muito competitivo para instalar essa estrutura do Aeroporto Sá Carneiro. Mas vai para Barcelona.
Depois de meses de polémica com muitas vozes da região Norte a contestarem os obstáculos, colocados pela ANA - entidade gestora dos aeroportos nacionais -, à empresa irlandesa, o executivo de Marketing e Vendas para Portugal da Ryanair, Luís Fernandez-Mellado, explicou que o Porto não é opção neste momento. A garantia foi dada ontem de manhã numa conferência de Imprensa para a apresentação da campanha de Inverno daquela companhia de voos de baixo custo.
A razão para esta desistência prende-se com a inexistência de uma conjuntura atractiva para a criação da base no Sá Carneiro. "Neste momento, não estão reunidas as melhores condições para a Ryanair ter uma base no Porto. Estamos a atravessar uma fase muito competitiva e a situação da companhia é muito idêntica àquela que existia há um ano", esclareceu Luís Fernandez-Mellado. Curiosamente, foi há cerca de um ano que a empresa apresentou uma proposta à ANA para a instalação da base, na qual pedia tarifas mais baixas em troca da atracção de quatro milhões de passageiros ao longo de sete anos.
Apesar do mercado competitivo, a companhia irlandesa olha para Espanha. Luís Fernandez-Mellado adiantou que a Ryanair tem prevista a abertura de uma base num aeroporto, próximo de Barcelona, no início do próximo mês. Actualmente, a companhia opera no aeroporto de Girona. Ainda assim, não fecha a porta à colocação de uma estrutura semelhante no Sá Carneiro. No entanto, é uma hipótese a analisar no futuro ao longo prazo.
Findas as férias de Verão, volta a ser o projecto de base da Ryanair a espoletar a discussão sobre a gestão centralizada do Aeroporto de Pedras Rubras. Várias personalidades da região, ouvidas pelo JN, lamentam a oportunidade perdida. Rui Moreira, uma das vozes mais críticas da "falta de transparência" da gestão da ANA, não ficou surpreendido: "Era a crónica de uma morte anunciada".
Lordelo do Ouro

Pedro Baptista
Debate com militantes, simpatizantes e eleitores

Sábado, dia 13 de Setembro

17 horas

Auditório da Junta de Freguesia

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Lino Ferreira admite "querela judicial" com a TCN pelo Bolhão

Não há dúvida que, com tanta inépcia, a coisa promete... Promete arrastar-se num nem ata nem desata enquanto o actual edifício se vai degradando mais, as pessoas envelhecendo e cansando-se, os negócios deteriorando-se e um dia, na ideia dos Rios & Linos, o entulho dará qualquer coisinha para os cofres podendo finalmente construir-se um mamarracho rendável, com dinheirama a jorros. Só que ninguém anda a dormir. Força com os movimentos que se opõe à destruição do Bolhão e força também com a exigência uma alternativa de recuperação em tempo útil, ao menos enquanto cá andarmos!... Quanto ao PS, quando faz questão de mostrar que é diferente do PSD e do resto da direita, geralmente está bem.
10.09.2008, Patrícia Carvalho
A oposição queria que Lino Ferreira explicasse o que vai fazer ao Mercado do Bolhão, mas, na primeira reunião do executivo da Câmara do Porto depois das férias, o vereador do Urbanismo não deixou grandes pistas. De acordo com o PS e a CDU, Lino Ferreira comprometeu-se apenas a levar uma proposta sobre o mercado à próxima reunião do executivo, ainda este mês. E terá deixado escapar que pode haver uma "querela judicial" com a empresa adjudicatária do Bolhão, a TramCroNe (TCN)."O vereador responsável disse que, neste momento, se justificava manter o silêncio e que daqui a quinze dias levaria uma proposta à reunião de câmara", disse, no final do encontro, o líder dos socialistas na autarquia, Francisco Assis. O vereador do PS acrescentou ainda que Lino Ferreira "admitiu que possa haver uma querela judicial" com a TCN, o que, no entender dos socialistas, "a concretizar--se, representaria um falhanço total desta solução". Para o PS, o impasse a que está votado o processo do Bolhão é "o resultado de um erro de fundo", que se prende com as regras do próprio concurso público. "É óbvio que não estaríamos nesta situação se o concurso fosse diferente", disse Assis, concluindo: "A maioria deve reconhecer os erros cometidos".Também o vereador da CDU, Rui Sá, vê a situação actual como um mau sinal para Rui Rio. "Este projecto foi uma aposta tão forte da maioria que, se ficar em águas de bacalhau, é uma derrota muito grande". No entender do comunista, o cenário actual só pode ter uma causa: "A TCN está a ter dificuldades na implementação do seu projecto, por força das dificuldades apresentadas pelo Igespar e por toda a contestação popular, e está a tentar ganhar tempo para melhorar as suas condições - sabendo que a câmara fica extremamente fragilizada se o projecto não for para a frente".

Siné Hebdo

É assim mesmo, grande Siné. Pudéssemos nós aqui também reagir assim aos despedimentos ignóbeis. E envelhecer, ou seja rejuvenescer assim na plenitude das funções... públicas. Um exemplo para os velhadas de cá que só sabem queixarem-se das côrcovas e desarticulações...
(JN) 10.09.08 F. CLETO E PINA
É lançada esta quarta-feira, em França, a revista satírica "Siné Hebdo", que surge como uma resposta de Siné, um dos grandes desenhadores de Esquerda do Maio de 1968, ao seu despedimento pela "Charlie Hebdo", com quem vai concorrer directamente.
Tudo começou em meados de Julho passado, quando uma peça do cartoonista sobre um eventual tratamento especial das autoridades para com Jean Sarkozy, filho do presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi considerada ofensiva e anti-semita, o que levou a Direcção da publicação a exigir-lhe uma explicação pública ou a proibição de voltar a publicar.
Siné recusou-se e abandonou a revista que ajudou a fundar, ainda como "Hara-Kiri Hebdo", no início dos anos 70, e onde colaborava há mais de 15 anos.
Para alguns observadores, a polémica foi vista como um ajuste de contas entre a velha guarda da revista, a que pertence Siné, quase a completar 80 anos, e os autores mais jovens.
A nova publicação, que conta entre os seus colaboradores com nomes como Bedos, Alévêque, Delépine, Gaccio, Berroyer, Geluck, Mix & Remix, Tardi ou Vuillemin, tem 16 páginas a cores, formato tablóide, e anuncia--se como uma revista "de humor, libertária e mal-educada", que não "respeitará ninguém nem terá nenhum tabu".
A nova revista apresenta uma tiragem de 150 mil exemplares para o primeiro número e a pretensão de fixar as vendas nos 35 mil.
E sai à quarta-feira, tal como a "Charlie Hebdo", que preparou para hoje um número especial, dedicado ao Papa Bento XVI, que inclui cartazes para ostentar aquando da sua próxima visita a França.
No site da "Siné Hebdo" (www.sinehebdo.eu), um cartoon de Jiho que mostra um avião de papel feito com a capa da revista, prestes a embater no palácio do Eliseu, tem como título: "O 10 de Setembro de 2009 vai ficar na memória…".

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Uma "raiz" do défice...

No comments...
(DN) 09.08.08 São 16 as reformas acima dos 4000 mil euros por mês que a Caixa Geral de Aposentações vai passar a pagar a partir de Outubro. A lista ontem divulgada em Diário da República do aposentados ou reformados da Função Pública tem mais de mil nomes, mas entre os valores mais elevados há algumas figuras públicas.
O ainda presidente do Conselho Económico Social, (pelo menos no site da instituição), Bruto da Costa, terá direito a receber um valor bruto de aposentação de cerca 4300 euros por mês e a ex-presidente do Instituto Camões, Simoneta Luz Afonso, ficará com uma reforma da ordem dos 4700 euros. Sobre estes valores incide ainda o IRS (imposto sobre o rendimento), numa taxa que é inferior à dos trabalhadores que estão no activo e que depende do escalão e de outros rendimentos. Também há contribuições para a ADSE (sistema de saúde da Função Pública).
A reforma mais elevada, no valor de 6100 euros mensais, pertence contudo a um alto quadro dos CTT, e corresponde grosso modo ao nível de remuneração mais alta praticada pela empresa sem contar os cargos de administração. Aliás, no próximo mês haverá cinco passagens à aposentação na empresa pública de correios.
Na lista das reformas mais avultadas, ou seja acima dos 5000 mil euros por mês surgem cinco magistrados - os procuradores gerais adjuntos António Mota Salgado, Augusto Vale Vasconcelos, Domingos Costa Padrão e Guilhermina Marreiros e juiz desembargador, Manuel Silva Freitas, com valores a oscilarem entre os 5400 euros e os quase 5800 euros.
Ainda acima do patamar dos 5000 euros de reforma por mês, está também o presidente do Instituto Politécnico de Viseu, João Pedro Barros.
Acima dos 4000 mil euros surgem várias profissões, que vão desde o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde está Simoneta Luz Afonso, e um vice-cônsul, até uma controladora aérea da NAV (Navegação Aérea) com uma reforma na casa dos 4500 euros e ainda um investigador coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Entre as aposentações mais altas estão ainda alguns professores universitários e médicos de vários serviços e departamentos.
Por quantidade, a maior fatia de reformas está contudo no sistema de ensino não universitário, tutelado pelo Ministério da Educação, sendo que a maioria dos funcionários públicos que vão passar à situação de aposentados a partir de Outubro são professores. Seguem-se os funcionários do Ministério da Saúde, como médicos, enfermeiros e vários auxiliares, e ainda os efectivos das autarquias locais.

Administradores Municipais ganham tanto como vereadores

Veja-se a limpeza... Ou como se limpam os bolsos dos portugueses... Mas afinal que mal tem as pessoas gostarem assim tanto da família? Não são os nossos valores tradicionais? Ora pro nobis!
JOSÉ VINHA (JN) 09.09.08
Os dois primeiros administradores da Agência Municipal de Investimento de Paredes vão auferir um salário igual a um vereador a tempo inteiro, embora tenham o privilégio de exercer funções a tempo parcial.
Aquela decisão foi tomada na última reunião do Executivo camarário, com uma abstenção, por parte do vereador social-democrata Joaquim Neves. O nome dos gestores e o estatuto remuneratório dos titulares dos órgãos sociais da agência municipal de investimento foi proposto pelo próprio presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira.
O cargo de presidente será, então, ocupado pelo economista e revisor oficial de contas Acácio Ferreira, acompanhado pela ex-deputada social-democrata e economista Maria João da Fonseca (actual directora do departamento financeiro da Câmara de Paredes). A ex-deputada, filha do presidente da Assembleia Municipal, irá exercer a função de administradora-executivo.
Mário Rocha, actual vice-presidente da Câmara Municipal de Paredes, ocupará a função de administrador não-executivo, sem qualquer remuneração.
Sublinhe-se que a remuneração de um vereador da Câmara de Paredes é de cerca de 3000 euros (2966 euros), fora as ajudas de custo. A nova empresa municipal, que se destina a captar investimentos para o concelho, terá como fiscal único, recrutado no mercado, a sociedade C&R Ribas Pacheco, SROC, que aufere 1500 euros anuais.
Recorde-se que a criação da Agência de Investimentos de Paredes tem causado polémica e foi, inclusive, acusada, pela Oposição, como "um expediente para criar dois lugares bem remunerados e atacar a compra de uma quinta em Mouriz.

Lei do Divórcio

Esquerda opõe-se ao veto do Presidente
Em uma coisa, enfim, a esquerda à esquerda!
(Público) Em linha 09.09.2008 - 17h28 Lusa
A esquerda parlamentar opôs-se aos fundamentos do veto político do Presidente da República à lei divórcio, reiterando a intenção de eliminar o princípio da culpa como factor de dissolução do casamento.
Depois do presidente da Assembleia, Jaime Gama, ter lido os motivos invocados por Cavaco Silva para vetar a lei do divórcio, os deputados do PSD e do CDS-PP apelaram ao PS para corrigir o diploma, "aproveitando a segunda oportunidade".
No entanto, o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Alberto Martins, sublinhou que os socialistas estão em desacordo com o Presidente da República em relação às concepções de família, casamento e divórcio, apenas se mostrando disponível para "aclarar" na lei o preceito referente à compensação. Neste ponto, o PS diz que, em situações de divórcio, serão acautelados casos em que um dos cônjuges investiu fortemente na vida matrimonial em prejuízo da sua carreira profissional."Vamos aclarar o ponto relativo à compensação de crédito. Mas não se trata da ideia primária e abusiva de estarmos agora a contar os tostões que cada um deu nos anos de casamento", frisou o líder da bancada socialista.

ELEIÇÕES NO PS/PORTO

ELEIÇÕES NO PS/PORTO

0.08.08 Post de Joaquim Jorge em "Clube dos pensadores"

Mais uma vez , como digo há muito tempo , quando há mais do que um candidato a concorrer a uma estrutura do partido socialista existem sempre problemas processuais, insinuações, nepotismo, despotismo e viciamento. Sei do que estou a falar, porque já presenciei e sofri na pele estes atropelos anti-democráticos em eleições internas há uns anos a esta parte.A disputa entre Pedro Baptista e Renato Sampaio para a liderança distrital do PS/ Porto deveria ser um exemplo de cidadania e de equidade , mas não me parece mais uma vez. O clima de coacção e manietação de militantes, com ameaças de quem ocupa lugares ficarem sem eles conforme o seu sentido de voto , é lastimável. O clima de intimidação e alongamento de prazos para controlar tudo e todos . Esta eleição foi adiada para depois das férias. É por estas e por outras que muitos não se abalançam a uma disputa destas sem que estejam reunidas todas as premissas de igualdade , transparência e democraticidade. É tempo perdido, vence sempre quem lá está. A democracia interna dos partidos está doente e é um cancro que pode definitivamente minar a democracia , são estes "vencedores" que mais tarde falam de democracia , auguram - se "democratas" , exercem cargos públicos e não passam de uns controleiros sem escrúpulos . O que conta é o poder pelo poder. Lindo exemplo !



PS: Pedro Baptista formalizou candidatura à distrital socialista do Porto

(JN) 08 Set 2008 Lusa - O ex-deputado Pedro Baptista, candidato à liderança da distrital do PS/Porto, cujas eleições devem ocorrer em Outubro, defende, na sua moção de orientação política, "liberdade" para coligações à esquerda (com o PCP e BE) nas autárquicas de 2009.
Pedro Baptista, que deverá ter como adversário o actual líder da distrital Renato Sampaio - que já admitiu publicamente a recandidatura - entregou formalmente, quarta-feira, na Federação do PS/Porto, as suas propostas.
"Defendemos esta posição para o Porto, mas entendemos que deve ser extensiva a todo o país, tal como tantas vezes foi feito no município de Lisboa", propõe Pedro Baptista.
O professor universitário e escritor - é licenciado e doutorado em Filosofias pela Faculdade de letras da Universidade do Porto - defende, no entanto, que a iniciativa deve partir do PS.
Admitindo tratar-se de um "assunto polémico" no partido, o candidato à federação distrital do PS/Porto sugere a realização, a nível nacional, de um referendo interno sobre a questão.
No entanto, afirma, "consideramos esta decisão, a nível do distrito do Porto, absolutamente decisiva para inverter o rumo e passar para uma vida em que o partido volte a ser a esperança e a receber a confiança do eleitorado".
Pedro Baptista, que foi dirigente estudantil de 1968 a 1971, co-fundador do Grito do Povo, preso politico (deportado) em 1973 e deputado à AR entre 1995 e 1999, considera ainda que se devem candidatar às autarquias "pessoas exclusivamente concentradas na luta pela vitória" não devendo por isso ser candidatos a deputados na Assembleia da República.
Defende também que "o PS/Porto tem de fazer ouvir a sua voz, expressando as suas perspectivas sobre a orientação do partido e do governo, resultantes da sua própria reflexão e tendo como base a auscultação dos anseios e a consideração dos interesses da população e da região".
"Rejeitamos a concepção de disciplina baseada no silêncio, na aquiescência acéfala, no pensamento único ou no não-pensamento e rejeitamos a concepção carreirista da política como serventuário do superior hierárquico", afirma.
Defensor da regionalização, o candidato compromete-se, caso vença as eleições de Outubro, a colocar a Federação Distrital do Porto na "primeira linha desse combate" pugnando por um mapa coincidente com as cinco regiões-plano.
No mesmo capitulo, defende "um acordo de revisão constitucional que retire a obrigatoriedade de referendo ao imperativo constitucional da regionalização, sendo absurdo o referendo de parte de um texto que, por natureza, não pode ser referendado, e depositando na Assembleia da República a plenitude das suas responsabilidades na instituição em concreto das regiões".
Caso não haja condições políticas para esse acordo, afirma, "pugnaremos por um acordo de revisão constitucional que retire da Constituição a cláusula-tampão que implica a obrigatoriedade de um referendo vinculativo para a instituição em concreto das regiões".
"Ou seja, somos contra a exigência de que o número de votantes seja superior a metade dos eleitores inscritos no recenseamento, tanto mais que, depois de três referendos nacionais entre nós, nenhum conseguiu tal margem de votantes", acrescenta.
Propõe ainda que a regionalização seja inscrita como objectivo prioritário e urgente do PS no programa eleitoral para as legislativas de 2009, conforme o programa eleitoral de 2005.
Um exemplar da moção de orientação politica da candidatura de Pedro Baptista foi entregue nos serviços da Federação Distrital do Porto na passada quarta-feira acompanhado pelas assinaturas necessárias de subscritores.
Na mesma ocasião, foi entregue uma carta dirigida ao presidente da federação, Renato Sampaio, solicitando a entrega das listagens de militantes do distrito e respectivos endereços bem como os números telefónicos e os endereços electrónicos registados no partido.
O actual presidente da Federação Distrital do PS/Porto, Renato Sampaio, anunciou já a intenção de se recandidatar ao cargo.
Candidato à Federação Distrital do PS/Porto quer debate televisivo
Já formalmente candidato às eleições para a Federação do PS/Porto, Pedro Baptista desafia Renato Sampaio para um debate televisivo.

(Primeiro de Janeiro) 9.08.2008 Jorge F. Queirós

O ex-deputado Pedro Baptista, candidato assumido às eleições para a Federação Distrital do Partido Socialista (PS) do Porto, desafiou ontem o líder Renato Sampaio para um debate televisivo com vista a discutir as moções e as 'perspectivas futuras', para a Área Metropolitana do Porto.
Três dias depois de ter entregue um exemplar da moção de orientação política nos serviços da Distrital socialista portuense, acompanhado das estatutárias assinaturas dos subscritores, Pedro Baptista anunciou a intenção de discutir publicamente com o presidente da Federação as linhas orientadoras de cada um para o acto eleitoral marcado do dia 24 de Outubro.'Estou disponível para debater na televisão com Renato Sampaio as propostas que cada um tem para a Federação e mesmo para a Área Metropolitana do Porto', desafiou, a O PRIMEIRO DE JANEIRO, Pedro Baptista, um acérrimo defensor da Regionalização.
Na moção de orientação política apresentada na passada quinta-feira na Distrital do PS/Porto, o ex-deputado defende a possibilidade de coligações à esquerda, nomeadamente com o Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda, nas Eleições Autárquicas de 2009.'Tenho esta posição em relação ao Porto, mas entendo que deve ser extensiva a todo o País, tal como tantas vezes foi feito no município de Lisboa', pode ler-se no documento que vai levar ao congresso, previsto para o fim-de-semana de 12 e 13 de Novembro. Pedro Batista defende mesmo, uma vez tratar-se de um 'assunto polémico', a realização de um referendo interno no partido, pese embora reafirme a decisão de fazer coligações à esquerda, 'absolutamente decisivas para inverter o rumo e passar para uma vida em que o partido volte a ser a esperança e a receber a confiança do eleitorado'.
Defensor da Regionalização, o candidato a presidente da Federação do PS promete, caso vença as eleições de Outubro, pôr a Distrital socialista na 'primeira linha', do combate por um mapa que divida o País em cinco regiões administrativas, ao mesmo tempo que exige que o assunto seja um 'objectivo prioritário', do partido no programa eleitoral para as Legislativas, conforme aconteceu nas eleições de 2005.

Recandidato à liderança da Distrital do PS do Porto, Renato Sampaio, que ainda não apresentou a moção que vai levar ao congresso de Novembro, vai promover no dia 13 (sábado), no Pavilhão do Académico, o mesmo que recebeu em Março o primeiro-ministro José Sócrates, um almoço convívio com apoiantes, pelas 13h00.
Já em campanha à liderança da Federação, Pedro Baptista vai estar no mesmo dia (sábado) na secção do PS de Lordelo do Douro, pelas 17h00, para uma sessão de esclarecimento. Seis dias depois, no hotel Tuela, o candidato volta a apresentar aos militantes as orientações políticas da moção, pelas 21h30.
'A minha candidatura não vai fazer almoços-convívio a preços simbólicos seguidos de missa cantada à sobremesa', deixou claro, a OPJ, o ex-deputado, numa alusão ao almoço que Renato Sampaio vai promover no Pavilhão do Académico.

Pedro Baptista denuncia "clima de coacção" no PS

(Público) 09.09.2008, Margarida Gomes
Pedro Baptista, que vai disputar com Renato Sampaio a liderança do PS-Porto, denunciou ontem o "clima de coacção que está a ser a ser exercido pelo actual líder federativo junto de alguns militantes", declarando que "aqueles que ocupam cargos só serão reconduzidos se votarem na sua lista", nas eleições de Outubro. "Tenho conhecimento de que há militantes, nomeadamente deputados, que estão a ser coagidos por Renato Sampaio, que já lhes fez saber que saltam da lista se não puder contar com o seu voto", disse Pedro Baptista, que desafiou o seu adversário a participar num debate sobre o que deve ser o PS-Porto. Uma oportunidade para os militantes conhecerem as diferenças entre os dois projectos políticos para o partido no distrito, assinala.
Declarando estar a "disputar a consciência dos militantes, enquanto Renato Sampaio disputa os lugares para alguns militantes", o candidato à liderança dos socialistas portuenses tem consciência de que o combate eleitoral perante este "clima de intimidação" é cada vez mais difícil, mas, frisa, nem isso o vai fazer esmorecer.
Renato Sampaio nega que esteja a coagir os militantes e desafia o seu opositor a apontar casos. "Gostaria que o meu adversário revelasse as circunstâncias que o levaram a afirmar isso", disse ao PÚBLICO, lamentando que Baptista faça este tipo de acusações apenas por não "conseguir obter os apoios necessários para que a sua candidatura tenha dignidade".
O ex-deputado, que faz uma avaliação negativa da liderança de Renato Sampaio, diz que a região não pode "continuar neste silêncio, venerando tudo aquilo que vem de cima". Para este professor universitário e escritor - é licenciado e doutorado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto -, o PS-Porto tem de voltar a ter um pensamento próprio".

domingo, 7 de setembro de 2008

"Rentrée"

Por João Carlos Coelho dos Santos

- Oxalá que ESTA venha acompanhada de uma lufada de ar fresco.
- Oxalá que ESTA traga soluções para os novos desafios que se perspectivam.
- Oxalá que ESTA traga uma nova cultura política.
- Oxalá que ESTA venha ainda a tempo, de apresentar novas soluções para os velhos problemas, que afligem actualmente os portugueses.

A “lufada”, pressupõe que; o Partido Socialista tem que saber opor-se com pragmatismo ao autoritarismo burocrático, ao elitismo político e ao artifício eleitoreiro, permitido com esta prática, que as propostas sejam ouvidas e entendidas não só pelos mais ansiosos, mas sobretudo, pelos mais descrentes.

O “desafio”, pressupõe que; o Partido Socialista tem que saber que o seu prestígio político, não deriva apenas do rigor do seu projecto, mas da disponibilidade, efectiva, de o executar.
O profundo enraizamento histórico do Partido Socialista, é a garantia insofismável da sua capacidade em mobilizar a maioria dos portugueses, o que torna mais do que evidente, que qualquer solução política a pôr em prática só vinga ao nível das estruturas representativas, quando é acompanhada e estimulada pelo querer da população. Logo, o oposto do “NÃO EXISTO LOGO PENSO”.

A “nova” cultura, pressupõe que o Partido Socialista tem perante si a responsabilidade de fazer vencer as próximas batalhas legislativas e autárquicas mas... não só.
A estas, tem obrigatoriamente de juntar as do desenvolvimento das regiões, as do respeito pela justiça social, as da solidariedade, as da igualdade e as da fraternidade, valores indissociáveis que também exigem, que sejam praticados no seu próprio seio.
A nova cultura, exige que o partido, enquanto tal, abra espaço à participação de todos, que não se feche na arrogância imposta por de alguns ciumentos e que possua espírito de missão suficiente, para não cair na iniquidade de ver, na crítica, a “espada” do inimigo.
Todas as estruturas do partido têm de se afirmar neste sprint final, com o sentido da esperança, partilhando-a solidariamente com todos os militantes. Estes não podem ficar parados à espera do que lhes reserva(?) o futuro. É necessário construir o amanhã, a partir do estímulo que se possa receber hoje.
O tempo que vivemos caracteriza-se por valores tendencialmente contraditórios que é necessário harmonizar. Mas como esta tem sido uma tarefa difícil de alcançar, (por culpa própria, diga-se) não é de admirar que surjam movimentos de cidadãos, que se “insurgem” contra o discurso global, optimista, prometedor e por vezes excessivamente confiante, com que são contemplados.

A rentrée que desejo, é a que dê oportunidade de discutir o Partido Socialista no seu todo.
É a que apele para a participação activa e consciente dos seus militantes e quadros, no sentido de se colocarem com saber e humildade, ao serviço de um projecto colectivo.
A rentrée que desejo, é a que indicie um claro posicionamento político, assumido com rigor ideológico.
É a que interpreta a esquerda, moderna(?) ou antiga(?), como paradigma da nossa razão de ser como partido, que deve sempre existir, mesmo que se seja governo. Não é imitando que se afirma a diferença pela simples, mas importante razão, de que o paradigma faz parte da Gênesis do Partido Socialista.
Se a rentrée, não incluir uma pitada de tudo isto, apresenta-se um tanto ou quanto deslavada.
Não vos parece???

sábado, 6 de setembro de 2008

O caso Trifólio e Amb e Veritas

Percebem-se melhor as palavras de Cravinho de há um mês e tal atrás? Parece que a origem do défice que a todos apoquenta e para tudo serve de pretexto é, na verdade, muito variada, não sendo o excesso de pessoal nos serviços públicos o motivo principal...
(Público)06.09.2008
Representanda pela gorda fatia dos negócios gerados pela EP em matéria de ambiente, a elaboração dos estudos de impacte ambiental (EIA) das estradas a construir não parece privilegiar nenhuma empresa em particular, mas as adjudicações directas são lideradas pela Trifólio, uma sociedade que teve entre os seus colaboradores dois técnicos superiores da EP. Ainda que com um lugar mais discreto, a Amb e Veritas, empresa com ligações a uma outra técnica superior da EP, tem vindo a reforçar a sua posição, liderando neste momento as adjudicações, com quatro dos 14 estudos em fase de avaliação.Criada em 1992 por duas pessoas sem formação nesta área, que em 1996 vieram a formar a Geoarque - empresa controlada por dois outros técnicos da EP -, a Trifólio teve uma forte ligação a Ana Cristina Martins, actual directora do Gabinete de Ambiente da EP, e a Joaquim da Silva Thó, um outro quadro do mesmo gabinete (ver texto principal). A colaboração destes técnicos com a Trifólio e outras empresas, nomeadamente a Ecoserviços - em que também trabalhou Ana Martins e tem feito muitos estudos de estradas -, estava autorizada pela EP, mas não foi possível apurar se ainda se mantém. O PÚBLICO tentou esclarecer o envolvimento de ambos com a Trifólio, mas não conseguiu contactá-los. O actual sócio-gerente da empresa, por seu lado, recusou-se a prestar declarações. No caso da Amb e Veritas, a ligação aos técnicos da EP concretizou-se já este ano com a constituição da Geoarque II (ver texto principal). A acreditar nos dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a EP e antecessores promoveram desde 1995 a realização de 142 EIA, sendo que 22 deles foram da responsabilidade da Trifólio, empresa que apenas fez mais sete estudos do mesmo tipo para outros clientes. As outras empresas que mais trabalharam para a EP foram a Arqpais e a Coba (21 cada uma), a Agroambiente (13), a Ecoserviços (12), a Ecosistema (9) e a Amb e Veritas (8), sendo que esta empresa só entrou no negócio em 2001. Em fase de avaliação encontram-se ainda 14 estudos adjudicados pela EP em 2007 e 2008, sendo 4 da Amb e Veritas, dois da Trifólio, dois da Coba e seis de seis empresas distintas.Estes números, contudo, parece não refectirem toda a realidade, na medida em que a EP, em resposta ao PÚBLICO, enumera um total de 16 contratos com a Trifólio desde 1993, no valor de 502.020 euros, sendo que 12 deles não constam da lista de 22 que lhe são atribuídos pela APA.Já no que respeita à Amb e Veritas, a sua posição entre os fornecedores da EP também não é fácil de determinar. Isto porque a APA lhe credita oito estudos feitos e quatro em execução, enquanto a EP diz que só lhe entregou seis contratos por 234.037 euros. Acresce que destes seis só um é que consta da lista da APA. Além disso, a Amb e Veritas informou por escrito o PÚBLICO de que o total da sua facturação com a EP se ficou por cerca de 53.000 euros, quase um quinto do que diz a EP. A sucessora da JAE identifica, por exemplo, um contrato de 100.749 euros feito com a Amb e Veritas, relativo ao Nó de Arões do IC5. Esta empresa, porém, insiste em que nunca celebrou qualquer contrato relativo a esse nó. Responsáveis de outras empresas que pedem o anonimato garantem que estes números escondem "uma verdadeira teia de subcontratações" que tem assegurado a hegemonia da Trifólio na EP, lugar que estará a perder em favor da Amb e Veritas.

Domínio da Geoarque na arqueologia garantido através da filtragem de empresas

(Público) 06.09.2008

O total dos pagamentos feitos à Geoarque pela JAE e pelas entidades que a substituíram ascendeu, desde 1997, a 710.000 euros, de acordo com a administração da EP. Este valor, que corresponde a 19 trabalhos arqueológicos, de norte a sul do país, traduz apenas uma pequena parte da facturação da empresa em serviços ligados à construção de estradas da EP.O montante global dos negócios da Geoarque no sector rodoviário não é conhecido fora da empresa, mas os 19 trabalhos referidos pela EP respeitam exclusivamente a contratos celebrados directamente por ela e pelas suas antecessoras.
Significativo do fosso entre estes trabalhos e a actividade real da Geoarque é o facto de esta identificar no seu site 77 "estudos principais" efectuados entre 1996 e 2006 em estradas da EP (num total de 157), não se encontrado sequer entre eles a maior parte dos 19 encomendados pelos serviços onde trabalha Carlos Ramos e Arlete Castanheira.

Altos quadros da Estradas de Portugal sob suspeita

Cravinho sabe ou não sabe o que diz? Sabe como parece que sabe, ou não sabe como dizem que não sabe? E se não sabe, como foi o que foi e é o que é? E se sabe, que vai acontecer?
(Público) 06.09.2008, José António Cerejo

A Geoarque, uma firma que faz estudos de arqueologia para a EP, é controlada por altos funcionários desta empresa de capitais públicos

João Cravinho extinguiu a JAE em 2000 por causa de suspeitas de corrupção, mas os problemas mantêm-se. Uma grande parte dos negócios da área do Ambiente relacionados com a construção de estradas está nas mãos de empresas controladas por altos quadros da Estradas de Portugal (EP), que actuam em violação da lei e das suas obrigações de funcionários públicos. Embora haja indícios de situações mais graves na EP, algumas das quais estão a ser investigadas internamente, este caso ocorre nos seus serviços de Ambiente, onde pelo menos quatro quadros superiores estão, ou estiveram, envolvidos em empresas cuja actividade se centra na produção de estudos ambientais e arqueológicos encomendados por aqueles serviços. A situação é parcialmente conhecida e comentada nos meios arqueológicos há muitos anos, mas nunca deu origem a nenhuma queixa das empresas concorrentes por receio de represálias.

A administração da EP, empresa de capitais públicos que herdou as competências da antiga Junta Autónoma de Estradas (JAE), diz que desconhecia estes factos e abriu esta semana um "inquérito completo e detalhado" depois de ter sido questionada pelo PÚBLICO.


No início da história está a constituição, em 1992, de uma firma de estudos e projectos ambientais (Trifólio), na qual prestaram serviços dois técnicos da JAE, Ana Cristina Martins, actual directora do Gabinete de Ambiente da EP, e Joaquim da Silva Thó, um engenheiro agrário que também exerceu funções de chefia na EP e estava colocado no seu Gabinete de Ambiente quando deixou a empresa em Abril deste ano. Já em 1996, dois dos sócios-fundadores da Trifólio, que não tinham qualquer ligação directa à JAE, participaram na constituição da Geoar-que, uma empresa que se tornará rapidamente a principal fornecedora de serviços de arqueologia à JAE e de-pois à EP - da mesma forma que a Trifólio assumirá a liderança dos estudos ambientais encomendados por estas entidades. Na Geoarque, os dois fundadores da Trifólio repartem o capital com Ivone Tavares - secretária do director dos serviços do IPPC (actual Igespar) que tutelavam toda a actividade arqueológica no país e então mulher de Carlos Ramos, o único arqueólogo que trabalhava na JAE e hoje é o coordenador do Património Cultural do Gabinete de Ambiente da EP - e com Nuno Rodrigues, filho de Arlete Castanheira, técnica superior da JAE e ainda colega de Carlos Ramos no seu Gabinete de Ambiente. Estes dois quadros da JAE são, desde sempre, quem controla todos os negócios da Geoarque, embora o capital da sociedade seja formalmente detido por um técnico de seguros e por uma mulher sem qualquer ligação à arqueologia, desde que os familiares de Arlete Castanheira e Carlos Ramos, bem como os fundadores da Trifólio (que também abandonaram esta empresa já nesta década), saíram em 2000.Arlete Castanheira e Carlos Ramos - um chefe de divisão que tem na EP um papel-chave na contratação de todos os trabalhos de arqueologia da empresa e dos empreiteiros que ela contrata - são co-proprietários da sede da Geoarque, em Linda-a-Velha, e ambos intervêm directa e quotidianamente na sua gestão. Arlete Castanheira tem procuração para tratar dos seus assuntos, é co-titular das suas contas bancárias e dirige actualmente o processo de integração da Geoarque no grupo Amb e Veritas, que tem entre os seus sócios um antigo presidente da associação ambientalista Quercus, José Manuel Marques, e que controla igualmente uma parte considerável das encomendas de estudos ambientais da EP. Neste contexto, Arlete Castanheira criou já este ano uma nova empresa de arqueologia em que possui a maioria do capital e onde tem como sócia a Amb e Veritas. A sociedade, que adoptou a denominação Geoarque II, partilha a sede com a Geoarque e prossegue o mesmo objecto social. Confrontada com estes factos, a gerência da Amb e Veritas respondeu que foi informada por Arlete Castanheira de que ela se encontrava "em fase terminal de desvinculação" da EP, informação que constituiu um "argumento necessário e fundamental à constituição" da Geoarque II.

A empresa alega desconhecer as relações de Carlos Ramos e de Arlete Castanheira com a Geoarque e diz que a ligação de Arlete Castanheira à EP "em nada contribuiu" para a decisão de se associar a ela. "O processo de constituição da Geoarque II visa aproveitar o nome Geoarque no mercado, tendo nós sido informados pela dr.ª Arlete Castanheira que tal sociedade iria cessar a sua actividade", acrescentou a Amb e Veritas, assegurando que "jamais foi favorecida em qualquer tipo de situação".

A administração da EP adiantou que Arlete Castanheira se encontra com baixa médica quase ininterrupta desde Setembro de 2006 e que começou a negociar a sua saída da empresa em Fevereiro deste ano, saída que ainda não se concretizou.

As suspeitas de promiscuidade entre altos quadros da entidade que tutela a construção de estradas e as empresas a quem adjudica contratos vêm de longe e encheram muitas páginas de jornais há uma década. O problema, no entanto, está longe de ter desaparecido e alguns dos seus afloramentos actuais têm origem em teias de relações criadas no início dos anos 90, antes, portanto, das investigações judiciais, da sindicância e do inquérito parlamentar que abalaram a antiga JAE e conduziram à sua extinção, em 2000, por iniciativa do ex-ministro João Cravinho.

O PÚBLICO tentou contactar todas as pessoas e empresas nomeadas, mas, à excepção da gerência da Amb e Veritas e da administração da EP, nenhuma delas se mostrou disponível para falar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Mensagem da Camarada

Maria Doroteia Leite de Vasconcelos



Foi com grande entusiasmo e alegria que assisti na sede do PS em Matosinhos, à pré-apresentação da sua candidatura à Distrital do Porto.
Após ter lido a sua pequena brochura, que me foi oferecida no fim da palestra, fiquei surpresa e muito feliz com um parágrafo onde evidencia A DEFESA E UMA LEI DE PROTECÇÃO AOS DIREITOS DOS ANIMAIS.

Admirei toda a sua palestra, sente-se que é um HOMEM DE BEM E DE UMA ESTRUTURA SÓLIDA DE SENTIMENTOS, ATITUDES, DE BOA MORAL. É precisamente de um elemento como o Senhor que o PS ESTÁ A NECESSITAR URGENTEMENTE A FIM DE DAR MAIS CREDIBILIDADE AO PARTIDO, que está absolutamente fracturado e desculpe a frase seguinte, ESTÁ PODRE E CHEIO DE ABUTRES...(Não tenho papas na língua e as verdades são para se dizerem, só assim é que de pode "purificar" este Partido).

Admiro-o politicamente e farei tudo para dar a conhecer o Seu Nome para o objectivo que pretende atingir. Direi mais, DARIA UM BOM SECRETÁRIO GERAL DESTE PARTIDO. Estava com intenções, após um certo momento, do qual espero com ansiedade, (O RETORNO DE NARCISO MIRANDA, mesmo como Independente), de enviar o meu cartão de militante ao Senhor José Sócrates, pois a estrutura política instalada em Matosinhos, neste momento é toda a favor do Senhor Renato Sampaio e do Senhor Primeiro Ministro. Muito teria de lhe dizer sobre estre "tema", mas terei mais oportunidades para o fazer, como já o vou fazendo...

Senhor Dr. Pedro Baptista, foi o primeiro político que toca na sensibilidade dos "ANIMAIS", que tanto sofrem neste País quase desumanizado... é incrivel mas é verdade. Sempre tive animais, desde criança. Toda a minha família os proteje, meus Pais sempre me ensinaram a AMAR os animais e a protejê-los DIGNAMENTE.

PARABÉNS pelo seu carácter. Lute até ao fim, só assim poderá ser ouvido, temos que nos fazer OUVIR e ultrapassarmos e barreira, o polvo... que existe neste País de frustrados que por vezes seguem a política "porque é bonito e pouco mais".

(...)

PARABÉNS POR SER O HOMEM QUE É, LUTE E VENCERÁ, ainda o vou ver uma dia A LEVANTAR PORTUGAL deste oásis e deserto em que se está a tornar. Trabalho num sector, onde todos os dias VEJO FOME... descontentamento... jovens sem Esperança, velhinhos com vontade de morrer... crianças a serem abandonadas, porque não há dinheiro para as sustentar etc.etc. É ESTE O QUADRO DO NOSSO PAÍS que tanto amo.

DR.PEDRO, PARABÉNS e pode contar com o meu voto.

Mensagem do Camarada

João Carlos Coelho dos Santos



Li e reli (porque merece) atentamente a MOÇÃO do Pedro Baptista e aproveito para exortar todos os socialistas que o façam, que reflictam e que decidam BEM, pois não é assim tão difícil. Isto claro está, se quisermos que o Partido Socialista no distrito do Porto seja protagonista das reformas estruturais, económicas e sociais tão desejadas como necessárias.
Se assim for, o PS enquanto partido, tem de assumir com seriedade o importante papel de agente transformador, procurando intervir nessas áreas com um permanente espírito de abertura e de disponibilidade total.
Tem que saber dialogar, com todas as instituições, com todas as organizações cívicas e com todas as personalidades que corporizam os interesses económicos, culturais e sociais da região, procurando dar-lhes a resposta adequada no plano político.
Ao mesmo, tempo tem que demonstrar por actos que foi abandonada a lógica de grupo fechado, ou semiaberto que tão negativamente o tem marcado. O PS não pode ser o centro e muito menos um “clube” de interesses. Pelo contrário, tem que se afirmar como sendo a expressão organizada, mutável e credível de toda a sociedade.
Pretender isto para o PS no distrito, não é mais nem menos, do que saber corresponder ao que a própria sociedade exige.
Se os militantes, contribuírem com ”inteligência” para que isto venha a ser uma realidade, também são capazes de imprimir no partido uma outra lógica e uma forma nova de estar...internamente.

Os militantes vão ser chamados brevemente a participar na escolha dos futuros dirigentes da FDP.
Devem fazê-lo com a convicção das suas opções, exigindo sempre que seja um partido plural e aberto às diferentes opiniões. Se por um lado o PS Porto não pode ser palco de lutas constantes, na maioria das vezes estéreis e desgastantes, por outro, é inadmissível que se dificulte que outras opções apareçam, sem correrem o risco de serem “esmagadas” logo à partida, por se tratar de uns quantos... desintegrados. Logo, com desejos, ou intenções, no mínimo... preocupantes.
Ignorando o que isto tem de ridículo, o que é mais importante nesta altura e nestas condições, é contrariar os obstinados pessimistas(?), insistindo... insistindo sempre, até que a consciência os alerte, que o melhor para eles e para o partido, será sem dúvida que surjam alternativas, evitando a criação de falsos consensos, quase sempre bloqueados por compromissos ou arranjos de ocasião, em detrimento da consistência e da solidariedade entre os órgãos: FDP e Comissão Política.
Os militantes não podem nem devem permitir, que qualquer pretexto sirva, para que se diminuam ou rejeitem os projectos e muito menos as pessoas que os elaboram e querem pôr à reflexão e votação dos demais, sob pena de por essa via, se estar também, a diminuir e a rejeitar a nossa própria estatura colectiva, como partido.

O que desejo da FDP é que crie um relacionamento diferente do que tem existido, onde o respeito e a solidariedade seja o elo de ligação sólido e permanente entre todos os militantes.
Quantos??...não foram os que ajudaram, por vezes até contra a sua própria vontade, a construir o palco político em que muitos, desde há muito se passeiam, não se sentem hoje revoltados pela forma como foram e continuam a ser tratados pelo partido, por terem cometido o “crime”(?) de terem em consciência escolhido opções divergentes?. - Será que estes, não são também uma parte do partido que ajudaram a construir com o esforço e dedicação da sua militância?
Será que têm de aceitar resignados e por tempo indeterminado que os tratem por militantes “impotentes ou de segunda” dentro do partido?
Os chamados militantes são reconhecidamente a base que suporta os partidos.
No entanto, na FDP ainda existe quem evite reconhecer o Partido Socialista como sendo, um partido de bases, porque já não se revêm na sua raiz...popular. Assim sendo as ditas bases são para os elitistas um produto de segunda.
E é com este honroso estatuto que subscrevo sem hesitações, a Moção do Pedro Baptista e aproveito para lhe dizer que deve liderar a esquerda, sem hegemonizar a esquerda.

Que deve dizer não, ao desalento que se apoderou de alguns, ao cansaço que imobiliza muitos, à descrença que envolve “quase” todos.

Que deve criar uma nova concepção de partido onde a pluralidade deve ser a condição indispensável para a unificação do partido no distrito.

Por fim, dirijo-me especialmente aos Camaradas que pelo partido dão tudo, em troca de nada, para dizer vos dizer que está nas nossas mãos a oportunidade de termos à frente da FDP, alguém que pensa no futuro do Porto e da Região.

Bolhão fora da agenda da próxima reunião de Câmara

É só bluff (blefe), bazófia e incompetência! A Câmara Municipal do Porto parece uma criança a brincar aos carrinhos, para não dizer uma barata tonta... Dá o flanco por todos os lados. Não é difícil que uma alternativa política à coligação da direita seja vitoriosa. Mas tem de emergir da cidade, ser unificadora e concentrar-se inteiramente em ganhar a confiança dos portuenses. Quem não percebe isto, não percebe nada do que é o Porto. Nem o merece!
(Público) 05.09.2008, Patrícia Carvalho
"Estamos expectantes", admitia ontem Pedro Neves, administrador da TCN, que pediu à autarquia uma alteração ao contrato que o prende ao projecto inicial, recusado pelo Igespar
Os 30 dias já passaram, mas o silêncio em torno do futuro do Mercado do Bolhão continua.
No dia 1 de Agosto, o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Lino Ferreira, deu um prazo de 30 dias à vencedora do concurso, a TramCroNe (TCN), para assinar o contrato de construção e exploração do espaço, ameaçando anular o processo de adjudicação se o prazo não fosse cumprido. O prazo acabou e o que toda a gente pergunta é: já há assinatura?
O assunto não consta da agenda da reunião do executivo da próxima semana."Não há novidades". Ao longo da semana, a resposta do gabinete de comunicação da autarquia foi sempre a mesma.
Da parte da TCN, o administrador-delegado, Pedro Neves, também não quis, ontem, adiantar qualquer pormenor. "Estamos expectantes" foi tudo o que acedeu a revelar ao PÚBLICO.
Curiosamente, é exactamente a mesma expressão usada por Miguel Mendonça, comerciante do exterior do Bolhão, sobre o impasse que todo o processo tem atravessado. "Estamos expectantes a ver qual o resultado que vai sair", explica. Entre os colegas, as opiniões dividem-se, acrescenta o comerciante: "Há pessoas que estão apreensivas e outras mais optimistas. Há quem ache que a TCN se vai embora, mas não me parece que alguém abandone assim um negócio tão chorudo."No interior do mercado, o presidente da Associação dos Comerciantes do Bolhão, Alcino Sousa, também está a aguardar a decisão da autarquia e recusa qualquer cenário que não passe pela reabilitação do espaço. "É uma decisão que o vereador tem que tomar. Nós estamos a aguardar. Não estamos preocupados que a empresa [adjudicatária] seja a A, B ou C. É preciso é encontrar uma solução para o Bolhão porque não podemos continuar neste beco sem saída", diz.
Do lado da Plataforma de Intervenção Cívica (PIC), o arquitecto Joaquim Massena assume que há "uma certa preocupação, porque o silêncio e a omissão continuam a estar presentes". Lino Ferreira intimou a TCN a assinar o contrato, depois da empresa ter comparecido no local e hora agendado para essa assinatura sem a documentação necessária. Contudo, Pedro Neves insiste que a empresa só assinará o documento se a autarquia adicionar uma "cláusula de conforto", que não obrigue a TCN a cumprir a sua proposta inicial, que o Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) já recusou.
Depois de terminado o prazo dado à TCN, Lino Ferreira não indicou ainda se vai ceder à exigência da empresa, anular a adjudicação ou, eventualmente, avançar com uma solução diferente.
Certo é que a agenda da primeira reunião do executivo depois das férias de Verão, e que será já na próxima terça-feira, não contempla o tema Bolhão. Fonte da autarquia lembra que o vereador apontara Setembro como o mês para levar uma decisão ao executivo. A manterem--se as reuniões quinzenais, resta mais uma oportunidade.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Hoje, dia 3 de Setembro de 2008, pelas 17 horas, foi entregue nos serviços da FDPorto do Partido Socialista, um exemplar da "Moção de Orientação Política" acompanhado pelas assinaturas necessárias de subscritores.
Somos pois a primeira candidatura a formalizar-se.
Simultâneamente foi entregue uma carta diriga ao Presidente da Federação solicitando a entrega das listagens de militantes do Distrito e respectivos endereços bem como os números telefónicos e os endereços electrónicos registados no partido, solicitação que, aliás, já tinha sido apresentada oralmente tanto ao presidente da Federação como à COC.
Mensagem do Camarada Jorge Castro Lopes
O Partido Socialista Distrital atravessa um
período crucial para o seu futuro.
Considero que a candidatura do Camarada
PEDRO BAPTISTA é aquela que melhor serve os
interesses do PS, dos seus militantes, dos

seus simpatizantes e do Distrito do Porto.
Eu apoio a candidatura de Pedro Baptista à
liderança do PS/ PORTO.
Porque o conheço bem há muitos anos, encontro
nele as qualidades necessárias para
promover a mudança que o Partido precisa
neste momento.
Porque considero que ele é o candidato melhor
posicionado para enfrentar, com êxito,
o actual contexto político no Distrito e o
melhor posicionado para dar ao PS Distrital
vitórias nas próximas eleições de 2009.
Porque ele tem as qualidades necessárias
para dar um novo rumo ao PS no Distrito. Um
rumo virado para o futuro, para a modernidade
e para os novos desafios que o Distrito
precisa de vencer.
Apoio o Pedro porque é um político
sério e experiente.
É um conhecedor profundo da realidade distrital
do PS e da realidade social do distrito.
Pedro Baptista é um Camarada Corajoso, determinado
e possuidor de uma visão estratégica
para construir uma estratégia política
moderna e renovada.
É um líder virado para o Futuro. Um futuro
que não começará na sua tomada de posse
mas que já começou no dia em que começou esta caminhada.
Por isso, considero que não devemos perder
tempo e apostar, decidida e entusiasticamente,
em PEDRO BAPTISTA
.

Candidatura de Pedro Baptista à Presidência da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista


2008


Moção de Orientação Política


SERVIR O PORTO
A REGIÃO E O PAÍS



1. O partido que queremos

Queremos um partido maior e melhor. Que cresça com novos militantes, mas não apenas nas corridas internas eleitorais. Queremos mais militantes convictos de que o programa do Partido Socialista é o melhor caminho para melhorar a sociedade, para dar aos portugueses o país que merecem, desejam e precisam;

Queremos mais militantes de ambos os sexos, de todas as idades, em particular militantes formados e empenhados na nossa causa comum. Queremos o melhor da sociedade no Partido Socialista, sem precisar de guardar distância na categoria de independentes e sem o partido precisar de recorrer a tal categoria híbrida, porque queremos redignificar a política e queremos um partido onde haja espaço para todos, mas também onde as maiores responsabilidades estejam nas mãos dos melhores, os mais competentes e os mais dedicados;

Queremos um partido presente nos problemas da sociedade, aberto a todos, sem sectarismo nem cinismo, e sem se fechar sobre si próprio nos interesses restritos da ocupação do poder;

Queremos um partido onde a sociedade se reveja, saiba que pode e deve influenciar, onde sinta que vale a pena agir, por ser um partido que põe os interesses dos eleitores, das pessoas e da região, acima de tudo;

Queremos um partido que as pessoas respeitem por saberem que é um partido de serviço público e não ao serviço dos interesses particulares de alguns;



2.
Um partido aberto, que se identifique com a sociedade

Queremos um partido que seja de todos os militantes, cuja actuação política resulte da participação de todos.

Nesse sentido comprometemo-nos a:

Aprofundar o debate político; transformar e integrar o estilo de promoção e prossecução do debate, na cultura política dos militantes e dos organismos do Partido Socialista;

Utilizar a consulta às bases, procurar a sua mobilização e o seu enriquecimento cultural e político no sentido da maior participação na vida interna e na luta política do partido;

Promover um mínimo de duas reuniões anuais com o plenário de militantes de cada uma das 18 organizações concelhias do Distrito, de forma a poder ouvir directamente o sentir e o pensar dos militantes, proceder a esclarecimentos ou ser esclarecido. Plenários abertos e livres para que se possa ouvir o pensar, e sentir o pulsar, dos militantes, não encontros temáticos, sob a fachada de plenários abertos, com exibição de vedetas que pretendem apenas fazerem-se ouvir sem quererem ouvir;

Trabalhar para pôr em prática o mais depressa possível um método que permita eleger os candidatos a deputados à Assembleia da República, em disputas uninominais concelhias, em número proporcional ao número de eleitores de cada município, de forma a que os representantes socialistas do Porto no Parlamento sintam de forma clara e inequívoca a responsabilidade de representar esta região, estas cidades e o nome do Porto;

Proceder à modernização comunicacional dotando todas as secções do partido de meios informáticos;

Lançar, com os cuidados adequados, um forum electrónico de debate e esclarecimento permanentes dos militantes, simpatizantes e eleitores socialistas, com tomada de posição ou resposta atempada por parte da presidência da Federação ou de membros do Secretariado;

Respeitar escrupulosamente os estatutos como um instrumento de defesa dos direitos dos militantes e de limitação dos poderes dos dirigentes, banindo qualquer desvalorização desse instrumento político-jurídico num mero instrumento administrativo.


3. Um Partido Socialista do Porto cooperante, afirmativo e interventivo

Sendo o PS do Distrito do Porto uma estrutura do Partido Socialista no seu todo, queremos que se comporte como tal. Sendo solidário com os desideratos nacionais e disciplinado no cumprimento das decisões estatutariamente tomadas, o PS Porto tem de fazer ouvir a sua voz, expressando as suas perspectivas sobre a orientação do partido e do governo, resultantes da sua própria reflexão tendo como base a auscultação dos anseios e a consideração dos interesses da população e da região.

Rejeitamos a concepção de disciplina baseada no silêncio, na aquiescência acéfala, no pensamento único ou no não-pensamento; rejeitamos a concepção carreirista da política como serventuário do superior hierárquico; os socialistas não seguram na pasta de ninguém, entre os socialistas cada um transporta a sua própria pasta e cada militante está presente para pensar, participar, e deliberar, não para ser criado de ninguém, nem para ser instrumento que diz sempre que sim e aplaude sem pensar.

O militante socialista, seja de que Secção ou escalão for, seja o mais destacado ou o mais anónimo, tem direito ao mesmo tratamento e ao melhor tratamento por parte dos dirigentes.

Comprometemo-nos a dialogar permanentemente com as bases, comprometemo-nos a ouvi-las e a respeitá-las, a tratá-las com toda a dignidade que é a que merecem e a que têm direito.

Connosco, o Partido Socialista do Porto será dos militantes socialistas, e será assim tanto com o partido na oposição como com o partido no poder.

Será assim sem esforço, nós gostamos do debate, gostamos de ouvir os militantes, consideramos a humildade intelectual uma virtude, não temos uma cara quando precisamos dos militantes e outra quando já temos as posições almejadas.

Pensamos que os dirigentes do Partido Socialista, a todos os níveis, em lugar de soçobrarem à tentação de narcotizar ou deixar o partido narcotizar-se, de utilizarem os militantes apenas para encherem cenários ou para fazerem números telegénicos, devem promover a atitude crítica de todos os militantes de onde surge a liberdade criativa capaz de produzir a inteligência necessária à actuação política inovadora, necessária aos socialistas e a toda a esquerda.

No que diz respeito ao Porto, comprometemo-nos a tomar as medidas necessárias à dinamização de todos os níveis do partido.

Mas é preciso dizer que a Federação Distrital do Partido Socialista do Porto é a maior Federação do país, como tal deve ser a sua actuação:

Tem de ser particularmente interventiva e ouvida no todo nacional;

Tem de estar suficientemente representado nos órgãos dirigentes e aí deve estar, não para estar, mas para influenciar decisivamente as orientações a tomar;

Tem de ser um PS Porto leal com a direcção e a totalidade do partido, mas autónomo e crítico na sua forma de pensar e de apresentar propostas; queremos um partido que se identifique com as populações e que, por isso, necessariamente, tenha propostas a apresentar e pelas quais lutar;

Temos que imprimir a inovação, renovação e revitalização do Partido Socialista do Porto, ao mesmo tempo que assumimos a sua tradição afirmativa, interventora e até reivindicativa, que levou a que a população com ele se identificasse nos seus anseios e por isso lhe desse as vitórias autárquicas sucessivas do passado;

Temos que, com o apoio e a participação da geração tradicional, preparar uma nova geração de autarcas, caracterizados pela modernidade, pela criatividade e pelo empenho na justiça social, nas discriminações positivas e sobretudo na igualdade de oportunidades para as novas gerações de munícipes;

Temos que construir o futuro, com a consciência do que estamos a fazer e com a coragem de fazermos o que é preciso fazer, mesmo que isso implique quebrar hábitos ou operar rupturas.



4. Uma Federação Distrital do Porto que intervenha a nível regional, nacional e transnacional

Nesse sentido comprometemo-nos a:

Proceder ao relacionamento privilegiado com as outras Distritais da Região Norte com vista a preparar a regionalização do PS que poderá e, do nosso ponto de vista, deverá, vir a preceder a regionalização do país;

Lutar, nomeadamente visando o próximo Congresso Nacional, pela abolição do desvio de um terço de deputados de cada Distrito para candidatos indicados por Lisboa, a eufemísticamente denominada cota nacional;

Estabelecer e desenvolver as relações com o Partido Operário Socialista da Galiza e outras forças políticas da região vizinha.



5. A estratégia para as autarquias: para a vitória e para o futuro

Situação

Queremos inverter a actual tendência de marginalização do PS Porto a nível autárquico no distrito; sem admitirmos perder qualquer Câmara ou Junta, queremos voltar ao tempo das vitórias, queremos o Partido Socialista ao serviço das populações nas autarquias do distrito. Não inventamos cenários virtuais para adormecer os militantes em sonhos cor-de-rosa. Se não se inverter o rumo, o futuro que tem vindo a enegrecer de quadriénio para quadriénio, será ainda mais negro.

Não nos conformamos

Não nos conformamos com a situação; não aceitamos a possibilidade de não ganhar novas Câmaras e muito menos de perder mais alguma, como tem vindo a acontecer, de quadriénio em quadriénio, sem ninguém ser responsabilizado; não aceitamos a possibilidade de perdermos bandeiras socialistas como é o caso da Câmara de Matosinhos que foi e é símbolo maior do trabalho autárquico do Partido Socialista.

Bandeiras que sempre se bateram em defesa dos interesses da região.

Para nós, a renovação não se faz com a marginalização de ninguém. As tarefas do partido e as necessidades do país são suficientemente significativas, para implicarem o aproveitamento de todos os quadros; se é preciso lançar quadros novos é preciso saber utilizar a experiência, a sabedoria e o prestígio dos mais antigos.


Para isso, sinteticamente, pugnaremos por:

· Candidaturas de pessoas exclusivamente concentradas na luta pela vitória e pelo exercício das suas funções autárquicas; os candidatos às autarquias não devem ser candidatos a deputados na Assembleia da República;

· Compromisso de todos os candidatos às autarquias a que cumpram integralmente os seus mandatos e não os utilizem como meros trampolins para se alcandorarem a outros lugares;

· Respeito pelas deliberações das Comissões Políticas Concelhias e das Secções nas candidaturas às Câmaras, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia, e muito mais quando essas posições são tomadas por claras maiorias; mas não nos remeteremos ao papel de “rainha de Inglaterra”; pugnaremos para que as Comissões Políticas Concelhias tomem as suas decisões mais tendo em conta as indicações do eleitorado socialista do que os interesses de quaisquer sindicatos de voto internos;

· Que o Partido Socialista apresente os candidatos com melhores indicadores de vitória. Nesse sentido, seremos interventivos, trabalharemos para a resolução das divergências fratricidas, face às quais a presidência da Federação e a sua equipa, não só se tem mostrado incapaz, como tem sido, pela sua inépcia, oportunismo ou cinismo, um factor de agravamento. Temos a certeza de que temos as melhores condições e os melhores meios para resolver os problemas que existem e que, a não serem ultrapassados, acarretarão novas derrotas.

· Que, em respeito pela autonomia das Comissões Políticas Concelhias, a presidência da Federação com elas ajuste as suas concepções estratégicas, procurando candidaturas com efeitos positivos não só de imediato, como a prazo; os candidatos devem-no ser, não apenas ao poder, como ao trabalho de oposição, se for essa a indicação do eleitorado; os candidatos, devê-lo-ão ser não apenas para ganhar de imediato, como se pretende em todas as autarquias, mas também para o quadriénio seguinte, depois do trabalho de oposição, quando os resultados a isso obrigam. Até porque em 2013, a lei da limitação de mandatos terá como consequência prática a inelegibilidade dos presidentes em terceiro mandato. O partido tem de lançar, desde já, novos quadros, bem formados e dinâmicos, que sejam fiéis aos princípios socialistas, apresentem um estilo inovador e expressem uma imagem de renovação que corresponda à realidade e aos desafios do futuro. O partido tem, por uma vez, de ver a médio prazo, de lançar para a frente gente nova com energia e com futuro. Assim, em algumas autarquias, Câmaras e Juntas, se não se ganhar agora, ganhar-se-á em 2013.

· Que as candidaturas às Assembleias de Freguesia mereçam o mesmo empenho, por parte da Federação, que as candidaturas às Câmaras e Assembleias Municipais. As Assembleias de Freguesia são as instituições da República mais próximas da população e também mais próximas da base do partido. Tal como não aceitamos nada que menorize os presidentes, vereadores ou deputados municipais, também não aceitamos qualquer marginalização dos membros das Assembleias ou Juntas de Freguesia, mormente do estatuto dos presidentes de Junta.

· Acompanhamento e solidariedade com os militantes candidatos ou autarcas, nas câmaras e assembleias municipais, nas juntas de freguesia, nas vitórias e nas derrotas, nas horas de poder e nas de oposição, nas horas boas e nas difíceis. O partido não deve ter a política de aproveitar as pessoas enquanto “rendem” e sacudir a água do capote ou lavar as mãos como Pilatos sempre que há dificuldades. Tão-pouco aceitamos que recaia sobre os autarcas o “odioso” ou o papel de “bodes expiatórios” da má imagem dos agentes políticos.

· Liberdade para coligações à esquerda, com o PCP e o BE, ou com um ou outro, em todos os municípios onde as comissões políticas concelhias o considerem adequado; defendemos esta posição para o Porto, mas entendemos que deve ser extensiva a todo o país, tal como tantas vezes foi feito no município de Lisboa; a iniciativa deve ser do Partido Socialista; considerando que possa ser um assunto polémico no partido, sugerimos a realização a nível nacional de um referendo interno sobre o assunto; no entanto, consideramos esta decisão, a nível do distrito do Porto, absolutamente decisiva para inverter o rumo e passar para uma vida em que o partido volte a ser a esperança e a receber a confiança do eleitorado. Em vários municípios do distrito, de coligações ou não coligações à esquerda contra as coligações de direita, depende a vitória ou a derrota das candidaturas do partido.

· Que o presidente da Federação, bem como a grande maioria dos membros do Secretariado, estejam sediados no terreno, ou seja no interior do Distrito. Rejeitamos que para o Porto baste uma liderança de fim-de-semana, ou de alguns fins-de-semana, como actualmente acontece e como se não fosse a maior federação do país, na região que mais precisa de uma atenção directiva constante, capaz de responder aos problemas da “malha fina” aos mais diversos níveis; rejeitamos que o Porto possa ser dirigido por telefone de Lisboa, por quem se dedica fundamentalmente a cumprir tarefas referentes ao poder central; rejeitamos que a liderança da federação sirva apenas para indicar os candidatos a deputados e para organizar sessões de propaganda a favor de toda e qualquer medida do governo.


6. Regionalização: objectivo até à vitória

Porque é preciso e urgente para a Região Norte e para Portugal, connosco, a regionalização continuará a ser um objectivo e bandeira maiores.

Comprometemo-nos a que a Federação Distrital do Porto se coloque na primeira linha desse combate, pugnando por:


· Um mapa da regionalização coincidente com as cinco regiões-plano;

· Um acordo de revisão constitucional que retire a obrigatoriedade de referendo ao imperativo constitucional da regionalização, sendo absurdo o referendo de parte de um texto que, por natureza, não pode ser referendado, e depositando na Assembleia da República a plenitude das suas responsabilidades na instituição em concreto das regiões:

· Caso não haja condições políticas para o acordo acima referido, pugnaremos por um acordo de revisão constitucional que retire da Constituição a cláusula-tampão que implica a obrigatoriedade de um referendo vinculativo para a instituição em concreto das regiões, ou seja a exigência de que o número de votantes seja superior a metade dos eleitores inscritos no recenseamento, tanto mais que, depois de três referendos nacionais entre nós, nenhum conseguiu tal margem de votantes;

· Que a regionalização seja inscrita como objectivo prioritário e urgente do Partido Socialista no programa eleitoral para as legislativas de 2009, conforme o programa eleitoral de 2005;

· Compromissos dos candidatos a deputados do Distrito em defesa deste desiderato;

· Pactos interpartidários e acções conjuntas com movimentos cívicos da sociedade, a nível do Distrito, em defesa dos objectivos acima colocados.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto admite providência cautelar de moradores do Aleixo

O assunto não está, como parece pela notícia e como alguns têm tentado fazer transparecer, em demolir ou não demolir, mas em demolir garantindo o realojamento das pessoas que quiserem no mesmo local ou demolir para entregar a "carne da perna" sobranceira ao Douro à imobiliária privada correndo mais uma vez com ali moradores há mais de 30 anos, que, por sua vez, já tinham sido corrido da Ribeira. É esta a questão, e mais nenhuma. PB
(Público) 2.09.08
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto admitiu uma providência cautelar de suspensão de eficácia do concurso público lançado pelo município para eleger o parceiro privado com que pretende desenvolver o projecto de reabilitação do Bairro do Aleixo, numa intervenção que passa pela demolição das cinco torres onde vivem cerca de 1300 pessoas. O PÚBLICO pediu ontem uma reacção à Câmara do Porto, mas a assessora de imprensa da autarquia informou que o executivo não pretendia comentar o assunto. A providência cautelar foi solicitada pela Associação de Promoção Social do Bairro do Aleixo (APSBA), que pretende representar os actuais moradores do bairro que rejeitam a demolição das actuais habitações, e a câmara já tratou de suspender o concurso. A admissão da providência data de 6 de Agosto e o concurso para eleger a entidade privada com que pretende criar um Fundo Especial de Investimento Imobiliário destinado a reurbanizar a zona e suportar o realojamento, noutros pontos da cidade, dos actuais moradores do bairro foi publicado em Diário da República seis dias depois. Numa carta remetida ao tribunal, a Câmara do Porto informa que, apesar de ter sido citada a 8 de Agosto, já não conseguiu evitar a publicação do concurso. O município acrescenta, contudo, que já tratou de enviar um pedido de publicação, também no Diário da República, do "aviso de suspensão do procedimento concursal aberto" que está em causa.A admissão da providência cautelar não significa que o tribunal tenha dado razão aos argumentos dos moradores do Aleixo, mas tão-só que entende estarem cumpridos os requisitos para que o desenvolvimento do processo aguarde pelo julgamento da acção principal, em que a APSBA pede a anulação das deliberações da câmara e da assembleia municipal relativas à remodelação do bairro.
Na petição inicial da providência cautelar, a associação sustenta que estas deliberações são ilegais, uma vez que a delimitação de uma área de reabilitação urbana, pela assembleia, carecia de um parecer do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana que não existia à data da votação. Alega ainda que as deliberações violam o direito à habitação, constitucionalmente consagrado dos moradores e que estes não foram ouvidos na qualidade de interessados, como mandava a lei.Admitida a providência, a autarquia foi citada para deduzir oposição - se não o fizesse, os factos invocados pela associação seriam presumidos por verdadeiros pelo tribunal. A Câmara do Porto alega que a APSBA não tem legitimidade para requerer o processo cautelar. O único interesse, vinca a câmara, que os estatutos da APSBA lhe permitiam tutelar por via da providência era o da "qualidade de vida" dos moradores. E não é isso que está em causa, conclui a autarquia: "A pretensão (...) é a de conservar odireito a determinada habitação, embora implicitamente se reconheça que esta não promove a qualidade de vida dos seus moradores".

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Congresso sobre regiões divide PSD

(JN) 1.09.08
A recolha de 2500 assinaturas dentro do PSD para provocar um congresso no partido, que obrigasse Manuela Ferreira Leite a discutir a regionalização, não une a oposição interna à líder do partido.
Alegadamente promovida por uma união de apoiantes de Luís Filipe Menezes e Santana Lopes, a verdade é a iniciativa está a provocar o distanciamento de alguns apoiantes desta ala, como até dos mais próximos de Pedro Passos Coelho.
O JN sabe que este ex-concorrente das directas nada fará para provocar um congresso que desafie a liderança actual, menos ainda tendo como pretexto as regiões (Passos Coelho é contra a regionalização, mas propôs um referendo interno). Já Marco António Costa, ontem numa entrevista ao JN, apontava outro tempo e outras razões para um eventual desafio: o Orçamento de Estado e a estratégia da liderança.

Morreu o poeta Joaquim Castro Caldas

(Público) Natália Faria 01.09.2008
Um abraço, Joaquim, para sempre...
O poeta e crítico literário Joaquim Castro Caldas morreu ontem no Hospital de S. João, no Porto, vítima de doença hepática. Com 52 anos de idade, Joaquim Castro Caldas andava arredado dos circuitos poéticos, alguns dos quais ele próprio ajudou a lançar. Mas, em Março passado, ainda conseguiu lançar Mágoa das Pedras, o último dos seus 11 livros de poemas.
Joaquim Castro Caldas nasceu em Lisboa, em 1956. Viveu em várias cidades: Veneza, Roma, Paris. Contactou com Samuel Beckett. Foi actor e deu aulas de teatro. Vestiu a pele de D. João I, no espectáculo Mais Mar Houvesse.
Mais tarde, fixou-se no Porto. Foi nesta cidade que, em finais dos anos 1980, se dispôs a animar as míticas sessões de poesia no Pinguim Café. "Ao princípio chamaram-me louco: dizer poesia às segundas, à meia-noite, era impensável", haveria de recordar, numa entrevista ao Diário de Notícias. Mas foi aposta ganha. Durante os sete anos que durou a aventura, dezenas de poetas e declamadores juntavam-se às segundas no número 67 da Rua do Belomonte. Foi também fundador da revista Metro - publicação gratuita de divulgação cultural que existiu nos fins dos anos 1980.
Hoje, o corpo do poeta vai para a Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, onde é celebrada missa de corpo presente. Regressa depois ao Porto para um velório, a partir das 21h00, na Igreja do Bonfim. O funeral, antecedido de missa de corpo presente, realiza-se amanhã, pelas 9h30, no cemitério do Prado Repouso, onde será cremado.