terça-feira, 7 de outubro de 2008

ONDE ESTÃO OS NEOLIBERAIS? Por Mário Soares
(DN) 7.10.08
1. Onde estão os neoliberais, que ninguém os ouve? Há meses reclamavam, sem cessar, "menos Estado", mais privatizações. Nada de constrangimentos, de regras éticas, nem de serviços públicos. O importante era "reduzir os impostos", "deixar o mercado funcionar", quanto menos intervenções públicas, melhor. A "auto-regulação do mercado", dirigida pela "mão invisível", era bastante, o ideal. Privatizar os serviços de saúde (uma invenção socialista), a segurança social, as águas, os cemitérios, os correios, os transportes; pôr gestores privados a gerir os parques nacionais, privatizar as pousadas, recorrer a "seguranças privados", mesmo em estado de guerra, como no Iraque; privatizar, privatizar...Os políticos - e a política - que não alinhassem passaram a ser uma praga, uma arqueologia, vinda de outros tempos, o bom mesmo eram os negócios, quanto mais melhor, a especulação - os políticos nos negócios e os negócios na política - os paraísos fiscais, ganhar dinheiro, a qualquer custo o dinheiro como o supremo valor das sociedades ditas livres e o mercado, "teologizado", como o Deus ex maquina do progresso. As regras para o funcionamento do mercado eram velharias obsoletas. A própria "democracia dita liberal" escorregou, a pouco e pouco, para a plutocracia. E a pobreza? Os pobres? Os operários, os camponeses, os empregados, as próprias antigamente chamadas classes médias? Deixados entregues à sua sorte, sujeitos à regra da selecção natural, a chamada lei da selva, em que os mais fortes (os ricos) devoram naturalmente os mais fracos (os pobres)... Quanto muito, as almas sensíveis, que não compreendiam o "espírito do tempo", tinham a caridade, um recurso que não prejudicava o sistema e fazia bem às almas... Assim, o capitalismo americano, na sua fase financeira-especulativa, guiado pela ideologia neoliberal, fortalecida com o colapso do comunismo, influenciou fortemente the way of life americano, a ponto de conduzir a América do Norte às portas do descalabro financeiro e da recessão económica (Bush dixit). Tendo, ao mesmo tempo, efeitos muito negativos na Europa, inclusivamente na esquerda, chamada "terceira via" de Blair e dos seus adeptos... E começa a contaminar todo o mundo. Os maiores bancos e seguradoras - coisa nunca vista, desde 1929 - entraram em falência técnica, devido, em parte, à avidez dos subprime, e voltou-se contra os gestores milionários, ameaçando engolir no descalabro as economias dos que neles confiaram.Resultado: o recurso ao Estado (que heresia para os neoliberais!), como no caso das catástrofes naturais, como o Katrina, por exemplo. Quem paga? O Estado, quando os privados fogem e assobiam para o lado... Assim surgiu o plano Paulson, feito e refeito, sob a égide de Bush - que aceitou tudo - para salvar o sistema. Mas será que o plano, mobilizando 700 mil milhões de dólares, vai resolver alguma coisa? Ou tenta apenas salvar o sistema, nesta situação única de aperto? Ora o que está podre, a agonizar, é justamente o capitalismo, na sua fase financeira e especulativa. É isso que se impõe mudar, regularizando a globalização, acabando com os paraísos fiscais, fonte das maiores especulações, introduzindo regras éticas estritas, preocupações sociais e ambientais e, como disse o "extremista" Sarkozy, no seu discurso de Toulon, "metendo na cadeia os grandes responsáveis das falências fraudulentas". Haverá coragem para o fazer e modificar profundamente o sistema? Eis o que não está ainda nada claro, quer na América quer na Europa. A Irlanda foi a primeira a nacionalizar os bancos, seguida pela França, Holanda e pela Alemanha. Mas não será, por enquanto, apenas, uma medida de emergência, para salvar os prevaricadores, contrabalançando isso com fundos destinados a valer aos compradores de casas que nisso empenharam todas as suas poupanças e estão agora em risco de as perder?Veremos, nas próximas semanas, como as crises irão evoluir. Entretanto, a campanha eleitoral para as presidenciais continua, com uma margem, que parece acentuar-se, em favor de Obama. O debate entre os candidatos a vice-presidente denunciou as fragilidades de Sarah Palin - embora saísse melhor do que se previa - mas, incontestavelmente, Joe Biden venceu, aparecendo muito contido, com um modelo de experiência e de tacto diplomático...

2. E a Europa? Vai francamente mal, resvalando, a pouco e pouco, para uma recessão, que já está a atingir a França, a Irlanda, a Holanda, talvez a Espanha e outros países membros. Sarkozy, presidente em exercício, com a falta de senso que o caracteriza e a atracção pelo show-off, convocou para Paris uma Cimeira a Quatro. Os quatro maiores países da União. Nem sequer pensou que essa insólita conferência dos Quatro Grandes poderia ser vista como uma ressurreição da ideia de um "directório europeu", um espectro que preocupa todos os outros 23 Estados membros. A ideia era inventar um plano Paulson europeu. Foi obviamente rejeitada. Cada um por si, foi o que lhe responderam os seus três interlocutores, embora por razões diferentes.
Agora Sarkozy quer reunir o G8 não se sabe bem para quê. Com a América e a Rússia, pois claro. Sarkozy ainda não percebeu, como presidente em exercício da União, que os problemas europeus devem ser resolvidos consultando, em primeiro lugar, os europeus. E não houve ninguém que lho dissesse em voz alta... Assim vamos caminhando para o desastre. Sem rumo certo. (...)

Discussão em alta tensão sobre o trânsito na Av. Serpa Pinto em Matosinhos

É bom que o presidente ouça as pessoas e siga a tradição de diálogo em Matosinhos; o que é mais pena é que os responsáveis não tenham começado por ouvir ninguém, nem sequer olhado para o local, pois o que fizeram - mecos proibitórios, interdições de viragens e separadores zebra a diminuir um espaço já por si exíguo, não cabe na cabeça de ninguém que conheça e observe o local, só na cabeça de quem que o real o passe a ser só por se inscrever no papel. E os semáforos ainda não chegaram a Serpa Pinto? É chato por se ter de esperar? Ora, ora, então como é a vida moderna?
Esperemos é que a reunião com a população não coincida com a nossa sessão na Sede da Concelhia marcada para as 21,30, pois gostaríamos de lá ter, desta vez, entre outros, o presidente da Concelhia que é o presidente da Câmara e muitos socialistas que certamente estão preocupados com o que se passa em Serpa Pinto e querem assistir à nossa Sessão de perguntas e respostas(PB)
(Público) 07.10.2008, Aníbal Rodrigues
O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, promete receber, "na próxima sexta-feira", os moradores e comerciantes da Avenida de Serpa Pinto que têm vindo a protestar devido aos novos separadores centrais que foram instalados naquela artéria. O autarca admite, contudo, que poderá ter algum impedimento de agenda nesse dia e, desse modo, o diálogo - apenas com "moradores e comerciantes" -, conforme faz questão de sublinhar, deverá ocorrer "na segunda ou terça-feira" da próxima semana. O presidente da Câmara de Matosinhos comentou ontem os recentes protestos (incluindo tentativa de corte da via) pela nova sinalização horizontal colocada na Avenida de Serpa Pinto no final da reunião do executivo. Na sua perspectiva, a nova sinalética foi ali colocada com o intuito de "melhorar a segurança", principalmente de crianças e idosos que, conforme enalteceu, passam agora a correr menos riscos ao atravessarem aquela avenida. "O que as pessoas se queixam é de que os elementos que foram lá colocados não permitem fazer um conjunto de movimentos ilegais como estacionar em segunda fila ou fazer inversões de marcha extremamente perigosas", assegura Guilherme Pinto, que diz ter ouvido muitos comentários de aprovação aos novos sinais por parte de moradores e taxistas. No entanto, o autarca realça o carácter ainda "experimental" desta nova sinalização e a sua predisposição para acatar os argumentos de moradores e comerciantes. "Se a solução fosse definitiva, tínhamos posto ali um separador central com árvores", ressalva. Guilherme Pinto diz ainda que, com 15 acidentes em 2005, a Serpa Pinto foi identificada como um dos pontos mais perigosos do concelho a nível de segurança rodoviária.
Uma vitória rubro-branca que deveria ter sido concretizada

Metro obrigará a mudar futura avenida

Como dizem os brasileiros: Que óptimo! O Metro só valorizará a Avenida, a zona, a cidade e toda a região. Agora... é preciso que se faça depressinha porque o país não pode continuar adiado e a região tem de voltar à sua competitividade nacional e internacional. A Federação Distrital do Porto do Partido no Governo tem de trabalhar muito e bem para que as coisas se façam, fazendo mesmo... E um pacto regional interpartidário em torno disto, não seria mal pensado, se houvesse discernimento e coragem(PB)
(JN) 7.10.08 A construção da linha entre Matosinhos Sul e a Baixa do Porto, pelo Campo Alegre, obrigará à implantação do canal do metro na futura Via Nun'Álvares, forçando a Autarquia a alterar os planos que tinha para aquela artéria.
Conforme tinha já noticiado o JN, o desenho da Avenida de Nun'Álvares e da envolvente, entre a Praça do Império e a Avenida da Boavista, será escolhido através de concurso público. Uma medida que surgiu na sequência da forte contestação ao projecto original da Autarquia. Chegou a ser promovido um abaixo-assinado e nomes como Miguel Veiga, Artur Santos Silva e Alexandre Burmester fizeram-se ouvir.
O concurso ainda não foi lançado, apesar de ter estado previsto para o primeiro semestre deste ano. A decisão governamental de colocar o metro a passar por ali obrigará a Autarquia a ter de acautelar a inclusão do canal do metro, situação que não estava prevista.
Alexandre Burmester, da comissão de acompanhamento da Junta de Nevogilde (criada no àmbito da contestação ao projecto incial da Câmara), sublinha que a implantação do metro na Via Nun'Álvares é uma boa notícia.
"Sempre defendemos essa hipótese", explicou, assinalando que também era contra a Linha da Boavista. O arquitecto sustenta que a eventual largura da via, com o metro, não é obstáculo. Até porque, lembrou, o que os contestatários criticavam era o perfil da futura avenida - uma espécie de via rápida - e não a sua largura. Com o metro, a avenida ficará com um perfil mais urbano, explicou, ainda, Alexandre Burmester.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Têm estado a ouvir o que neo-liberais e ultra-liberais dizem agora do seu tão querido mercado "livre", da sua tão bem-amada liberdade de enriquecer imoralmente à custa da especulação e da finança de casino? E, pelos vistos, quem lhes vai pagar o azar dos últimos dias somos nós, que vamos ter de lhes cobrir a parada! Não haverá nada de sujo e ignóbil em tudo isto? Será que como dizia o Fujiama chegamos ao fim da história no sentido do fim desta estória? Ideias alternativas precisam-se: socialismo democrático com mercado livre mas regulado, o poder ao serviço dos cidadãos, nomeadamente a banca, alternativas civilizacionais ambientalmente sustentadas, novas relações Norte-Sul! A selva financeira mundial do capitalismo (pretensamente sistema) faliu! Ideias para a esquerda precisam-se depressa antes que surjam ideias à extrema-direita. Ideias novas e unidade anti-sectária e anti-dogmática! Nova gente: estes deram o que tinham a dar! Os yupies, afinal , não passam de pobres diabos... PB
Matosinhos tradicional e histórico


Entrevista a nós e ao nosso adversário
em

Apoio de Julieta Sampaio

Caro Pedro:

Concordo que debater é essencial em democracia. Foi o debate que deu a conhecer aos Portugueses o valor de José Sócrates. Temos direito a pensar diferente e temos o dever de respeitar quem pensa diferente. É na diferença de pensamento que se encontra o melhor caminho. Espero que tudo se possa repensar. A cidadania vive-se em plenitude e essa não passa por se fechar, mas por se abrir em sociedade. O futuro, segundo Jacques ATTALI, no livro “Breve história do Futuro”, passa pelo esvaziamento das ideologias e aposta na organização da sociedade e dos cidadãos. Parece-me ser esse o caminho. Se não concordam, só nos resta ter esperança no futuro.

Julieta Sampaio

domingo, 5 de outubro de 2008

Viva a República no seu 98º aniversário!

Viva a República!



Mais uma vitória para o Distrito!
Assim seja para a "Distrital"!
Porto
Armas da Cidade
atribuídas por D.Maria
depois da vitória do Porto, ou seja da Liberdade,
em 1834
Jornal Público 04.10.2008
ver mais em

http://caminhosdamemoria.wordpress.com/
Instalação de pousada no forte de Peniche está a causar polémica
04.10.2008, Sérgio C. Andrade
Membros da associação Não Apaguem a Memória questionam intervenção privada no forte. Autarquia diz que é oportunidade para a sua reabilitação
O anúncio, no mês passado, de que a Enatur e a Câmara de Peniche tinham retomado um contrato existente desde 2003 com vista à instalação de uma pousada daquela rede no velho forte da cidade está a provocar uma nova discussão sobre o destino a dar aos lugares marcados pelas memórias do fascismo em Portugal.O presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, do PCP, reafirmou agora ao PÚBLICO que o acordo com a empresa das Pousadas de Portugal pressupõe a "compatibilização da componente museológica" do forte com a nova função hoteleira. E acrescenta mesmo que vê na nova utilização "uma oportunidade única para a reabilitação daquele espaço de memória", que anualmente recebe milhares de visitantes.
A historiadora Irene Flunser Pimentel, Prémio Pessoa 2007 e investigadora da história do fascismo, tem muitas dúvidas de que uma empresa privada seja a mais indicada para "salvaguardar e apostar na revitalização de um espaço museológico" como o forte de Peniche, que durante os anos do salazarismo serviu de prisão a inúmeros presos políticos (ver texto ao lado). Num comentário publicado no blogue Os Caminhos da Memória, que expressa a opinião de membros da associação Não Apaguem a Memória, Irene Pimentel classifica como "anedótico" que se imagine os clientes da futura pousada "a beber um copo num hipotético bar erguido junto ao parlatório onde os familiares visitavam os presos políticos", ou que "dêem um mergulho na piscina junto à furna isolada em cimento, que servia de segredo para punir" os detidos. A sucessão de comentários no citado blogue mostra que este é um tema que divide as opiniões, entre quem acha que não devemos ficar presos ao "fetichismo" dos lugares e quem defende que nunca um espaço simbólico, como o forte de Peniche, deveria ser entregue a interesses privados. Irene Pimentel esclarece que nunca defendeu que a fortaleza deva ficar como actualmente está, "degradada e praticamente ao abandono". Mas acha que cabe à autarquia e ao Estado a reabilitação desse lugar. "Qualquer dia, depois do que aconteceu com a venda da sede da PIDE na Rua António Maria Cardoso - que, apesar de tudo, era propriedade privada - ou com o Aljube, ficamos sem qualquer memória museológica do que foi o fascismo em Portugal, mesmo se ele marcou metade do século XX."A historiadora e outros membros da associação Não Apaguem a Memória pediram já uma audiência ao presidente da Câmara de Peniche para ficarem a conhecer melhor o projecto.
António José Correia diz esperar que a reunião permita mostrar que a de Peniche não se limitará a ser apenas "mais uma pousada", mas antes um lugar cuja história particular "marcará a sua presença e a sua diferença". O projecto de instalar uma pousada em parte do forte de Peniche não é novo. Ele surgiu há quase uma década, e nessa altura Siza Vieira chegou a fazer uma maqueta para o lugar. O presidente da câmara diz que veria com bons olhos que o arquitecto portuense fosse de novo associado ao projecto, e fez eco disso mesmo junto da direcção da Enatur.
O PÚBLICO não conseguiu obter qualquer informação da Pousadas de Portugal sobre se Siza irá ou não ser convidado a retomar o projecto. Já o arquitecto, através da sua secretária, disse-se "muito surpreendido" com a notícia de que a pousada iria avançar, e esclareceu não ter sido contactado por ninguém para esse fim.

APOIOS SINCEROS E ESPONTÂNEOS...

Caro Camarada:
Olá, Pedro Baptista, como está?
Em relação à carta de ontem, recebida no meu correio electrónico, sobre um desafio a Renato Sampaio, estou consigo!
Pois sou um adepto de primeira instância em relação à implementação da nossa grande ideia que é a regionalização! Estamos atentos sempre a esta nossa ideia que espero que seja aprovada o mais rápido possível, não deixando que esta ideia fique só nas nossas bocas e sim numa lei que fique desde logo aprovada na assembleia, que modernize a nossa nação! Não posso deixar de aplaudir a firmeza com que disse estas palavras, digo num acto de razão, Portugal fica mais moderno e RICO com a REGIONALIZAÇÃO! Ao meu ver o Porto, o nosso Porto já ganharia muito! Como sempre disse só resta esperar que nos oiçam, a voz do caminho da Força de Mudança!
Como exemplo, no Comicio de Guimarães do nosso Grande Partido Socialista, até houve um gesto importante de minha parte, levantar-me ao ver Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, quando entrou, foi a meu ver um simbolismo para agradar a minha ideia de uma Regionalização, que sustento a ideia de que resultaria num grande desenvolvimento, tendo como indice, o nível de desenvolvimento de cada região!
No meu ver, agradava-me a existência de um Senado que representasse as regiões, e uma assembleia as diversas facçôes políticas!
Por isso digo, subscrevo a firmeza meu caro camarada Pedro Baptista, das suas palavras, porque a Regionalização é uma urgência de carácter nacional!
Muito me agradaria que isto fosse possível graças ao nosso caro camarada e líder da Federação Distrital e deputado na Assembleia da República Renato Sampaio, mas vejo a necessidade de apoiar a firmeza do nosso amigo e camarada Pedro Baptista e dos outros camaradas Socialistas que amam a Regionalização como um processo de modernização portuguesa!

Cordiais saudações socialistas

Nuno Miguel Senra Magalhães

APOIOS...

Meu Caro Amigo Pedro Baptista

É com agrado que recebo as suas informações, e depois de ler atentamente a sua carta-desafio a Renato Sampaio, ainda mais. Estou atento a tudo o que se tem passado, e sendo eu um Socialista muito atento por quem trabalha pelo bem comum, não posso deixar sem lhes dar o meu contributo ainda mais forte.
Vamos para a frente e cá estaremos para o combate.

Um Abraço

Joaquim Teixeira

sábado, 4 de outubro de 2008

canais especiais
Pedro Baptista
Notícias e artigos; em breve, reportagens.

Marcha pressiona deputados para aprovarem uma nova lei de protecção dos animais

Sim a uma lei de protecção dos animais! Fim à barbaria, vergonha de Portugal! Quem não é sensível ao sofrimento dos animais também não é sensível ao sofrimento dos homens, é um potencial sociopata! Quem se diverte com o sofrimento dos animais, também se diverte com o sofrimento das pessoas, é um psicopata! Sim a uma lei que reduza aos mínimos os sofrimentos dos animais, que criminalize os maus tratos sobre os animais e os proteja dos psicopatas. Que Portugal deixe de estar na cauda da Europa também nesta matéria. Que os deputados tenham consciência e vergonha na cara, e não deixem o debate entregue a meia-dúzia de vozes a clamarem no deserto, como em 1998, antes de chumbarem o projecto de lei, que foi apresentado pela deputada Rosa Albernaz e por nós próprios, em nome do marialvismo e da selvajaria. Todo o apoio às organizações animalistas!
(Público)04.10.2008, Inês Subtil
Apoiantes da associação Animal caminham hoje do Campo Pequeno ao Parlamento
O presidente da associação Animal, Miguel Moutinho, não tem dúvidas quando diz que "Portugal é um inferno para os animais." Hoje comemora-se o Dia do Animal e organização vai realizar uma marcha nacional que irá percorrer as ruas da capital para tentar pressionar o Parlamento a aprovar uma nova lei de protecção dos animais.
Há um ano a associação apresentou um documento aos grupos parlamentares elaborado sob a forma de uma proposta orientadora para um Código de Protecção dos Animais Português que assegure o "fim dos crimes sem castigo".
A marcha arranca às 15h na Praça do Campo Pequeno com destino à Assembleia da República, onde a Animal pretende fazer uma entrega simbólica da proposta apresentada no ano passado e lembrar ao Parlamento que "é tempo de tomar medidas".
Miguel Coutinho diz que "é difícil prever quantas pessoas vão participar na marcha", mas foram disponibilizados autocarros no Porto, Coimbra e Caldas da Rainha para o transporte de pelo menos 100 pessoas. Ao longo da próxima semana, a Animal vai reunir-se com os vários grupos parlamentares e entregar também uma petição com mais de 15 mil assinaturas que pede que a proposta do grupo seja tida em conta na hora de avançar para a redacção de uma alteração à lei em vigor.Miguel Coutinho esclarece que este é "um meio de pressão democrático, uma demonstração da sociedade civil" para fazer com que o Parlamento "discuta e legisle sobre o tema". Ao mesmo tempo, o activista destaca a importância de haver 15 mil pessoas a subscrever o documento, "sobretudo se se considerar que em Portugal não há uma cultura de participação". O "Manifesto Animal" foi apresentado em Outubro do ano passado e Miguel Coutinho admite que é "uma proposta claramente ambiciosa". O texto "pretende colmatar uma data de falhas" num "ambiente de impunidade e de falta de directrizes das estruturas hierárquicas".
Segundo uma sondagem de dois investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, financiado pela Animal, 82,6 por cento dos portugueses pensam que é "urgente" ou "muito urgente" obter uma nova lei nesta área. O manifesto da associação é muito restritivo no que diz respeito ao uso dos animais para fins lúdicos, como é o caso dos circos, e pede a proibição de todos os tipos de touradas e actividades tauromáquicas.
Dois pontos em que a Animal tem estado em destaque nos últimos tempos, com a denúncia, na semana passada, de maus tratos a um elefante e a um leão por parte do Circo Victor Hugo Cardinali e a polémica lançada com a vitória judicial da organização sobre a RTP.
A televisão pública foi obrigada a mudar a transmissão da corrida de touros do dia cinco de Junho para depois das 22h30 e a colocar a "bolinha vermelha" durante a emissão do programa.

Grupo de Trabalho contra a portagem nas SCUT

Reunido na Póvoa de Varzim, o Grupo de Trabalho «aprovou um texto contendo um apelo aos autarcas para que se escusem a negociar a introdução de portagens nas auto-estradas actualmente sem custos para o utilizador das concessões Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata», disse à Lusa um porta-voz do grupo, José Rui Ferreira.
O grupo acordou em pedir uma audiência ao ministro dos Transportes e Comunicações para lhe dizer que, «mesmo à luz dos critérios do governo, aquelas auto-estradas não devem ser portajadas».
O governo decidiu que seriam portajadas as SCUT que atravessassem zonas com vias alternativas capazes, que servissem concelhos com índice de poder de compra superior a 80 por cento da média nacional e com um produto interno bruto acima dos 90 por cento da média nacional.
«A maioria dos concelhos servidos por estas auto-estradas não cumpre estes critérios.
O governo só chegou a conclusão contrária, porque considerou o concelho do Porto, que nem sequer é atravessado por estas vias. Com isto, distorceu a realidade», afirmou José Rui Ferreira. Se as concessões Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata deixarem o estatuto de SCUT, a circulação passa a ser paga nas auto-estradas A28 (ligação de Matosinhos a Viana do Castelo), A-29 (Gaia-Estarreja) e A-41/A-42 (Matosinhos-Vale do Sousa).
O grupo que hoje promoveu o encontro da Póvoa de Varzim já realizou três acções de protesto contra a introdução de portagens naquelas auto-estradas. Começou por promover um abaixo-assinado, subscrito por 60 mil pessoas, realizou uma marcha lenta de camiões no Porto e uma série de buzinões.
Desde 2007 que o Governo estuda a eventual introdução de portagens em três das sete SCUT existentes no país, uma medida que também está a ser contestada por autarcas.
O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, convidou mesmo o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, a fazer Porto/Maia pelas vias municipais e afixou outdoors contra as portagens.
Já o seu homólogo de Viana do Castelo, Defensor Moura, ameaçou 'portajar' a passagem de camiões na cidade se as portagens avançarem na A28.
Comentando notícias de que as portagens nas SCUT avançariam já em 2009, o ministro Mário Lino disse quinta-feira em Braga que a cobrança vai começar «o mais depressa possível», garantindo que tal não sucedeu ainda porque a negociação com as concessionárias «é complicada».

Casamento e disciplina

(JN) 4.10.08 O grupo parlamentar do Partido Socialista decidiu impor a disciplina de voto aos seus 121 deputados no fracturante caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A proposta foi feita pelos não menos fracturantes deputados do Bloco de Esquerda e dos "Verdes". Magnânimo, o PS permitiu, ainda assim, uma excepção: o líder da JS pode fazer o que lhe apetecer, dado que tem passado muito das suas horas a tentar explicar aos indígenas como é bom e moderno termos legislação que permita o casamento de homossexuais. Bonita, esta lição de democracia dos socialistas.
Como está bom de entender, o PS opta por este caminho por causa de uma terrena razão: não lhe dá jeito nenhum que o casamento entre pessoas do mesmo sexo entre, agora e de sopetão, na chamada "agenda política". Porquê? Porque, mostram os últimos estudos de opinião sobre a matéria, a ideia do casamento entre homossexuais está longe de ser aceite pela maioria dos portugueses. Ora, mexer nas convicções do "centrão" (prosaicamente conhecido como "eleitorado flutuante") a tão pouco tempo de eleições legislativas não é nada aconselhável.
Adivinhando a carga de trabalhos que aí vinha, os socialistas preferiram, por isso, sobrepor o mero calculismo político ao exercício mais democrático que pode haver: votar apenas e só de acordo com o que a consciência dita. São gostos - e os gostos não se discutem.
De resto, o facto de apenas terem votado menos de 70 dos 121 deputados mostra bem como o problema causa sérias dificuldades aos socialistas. Alberto Martins, líder da bancada socialista, ainda se esforçou para nos explicar que o tema não consta do programa do Governo sufragado pelos portugueses. Esforço vão. As alterações à lei do divórcio também não constam - e, ainda assim, os socialistas decidiram-se por introduzir alterações nos diplomas em causa.
O PSD fez mais ou menos contrário do PS. A direcção do partido voltou a sublinhar ser contra o casamento entre homossexuais, mas deu liberdade de voto aos seus deputados. Verdade que é uma posição mais coerente. Mas o floreado argumentativo a que Paulo Rangel, o líder da bancada laranja, teve que recorrer para explicar a posição do partido não chegou para esconder o óbvio: o PSD acha mesmo que o casamento tem como fim a procriação. Assustador.
Quem sai a ganhar desta trapalhada é a Esquerda à esquerda do PS. De forma interesseira, como é óbvio, o Bloco deixou para o final da legislatura a recuperação de um dos temas mais delicados para o Governo. Ao encostar o PS à parede, os bloquistas ganham força junto da massa de eleitores que recusa olhar para a direita à procura de alternativas
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Pedro Baptista
A TV de Servir o Porto, a região e o país
Já no ar

Pedro Baptista rejeita que o PS-Porto seja trasformado numa máfia

(Público) 03.10.2008 - 21h10 Margarida Gomes
O ex-deputado e candidato à liderança da Federação Distrital do PS portuense, Pedro Baptista, diz que, mais do que servir as pessoas, o seu opositor, o deputado Renato Sampaio, tem como objectivo servir o partido, mas adianta que “um partido que tem como objectivo servir-se a si próprio não passa de uma máfia”. E acrescenta que “esse não é o meu partido. O meu PS é o que luta pelas pessoas, pela justiça, pela liberdade, pelo progresso sustentado e equilibrado, pelos mais nobres e avançados ideais”.
Numa violenta carta que escreveu a Renato Sampaio, líder do PS-Porto, o ex-deputado socialista acusa-o de “fugir aos desafios” que lhe tem colocado para discutir a cidade e o partido por “ter medo de debater”. “Um candidato que tem medo de participar em debates deve demitir-se”, proclama. Na carta, Pedro Baptista diz que não concorda com o líder federativo quando este diz que os debates seriam um “circo mediático”.“Você sabe o que anda a dizer?”, pergunta, aconselhando-o a “não utilizar as palavras de que não conhece o significado, sob pena de se ridicularizar” E não resiste a confrontá-lo: “Os debates de Sócrates e Santana que lançaram um e outro, foram um circo?”.

Demolidor do princípio ao fim da carta, o candidato refere que Sampaio “acha que a democracia é um circo, porque nunca lutou por ela, aproveitou os seus aspectos mais sombrios – os que qualquer regime tem porque são os umbros do homem – para se alcandorar por corredores, vielas e alçapões da distribuição ou promessa dos poderes, ao controlo soez do aparelho. Por isso não lhe dá valor. Por isso diz que não aos debates, porque o debate de ideias não passa de um circo”.

Baptista amarra depois o deputado às posições que defendeu no Parlamento para dizer que elas “tiraram peso ao partido no Porto”. “As suas ideias no Parlamento têm-se resumido a tentar legislar totalitariamente sobre piercings ou em abolir contadores de água que já haviam legalmente sido substituídos por taxas. As suas ideias são ridículas, têm ridicularizado o Porto, tirando ainda mais peso ao PS do Porto”, escreve.

“Vedetas”

Sem nunca mencionar o nome do líder na carta, tratando-o sempre por “você”, o ex-candidato do PS à presidência da Câmara de Gondomar, afirma ainda que para o actual dirigente federativo “os verdadeiros debates são a exibição de vedetas vindas da capital par virem dar lições técnicas que ninguém está em condições de questionar ou rebater, ouvirem as perguntas convenientes e previstas geralmente de outros ‘técnicos’, serem aplaudidos, num ambiente em que o debate livre, a expressão dos militantes é impossível”. “Esses pseudo-debates não são um circo, são uma farsa completa”, afirma, considerando que o “problema profundo que tem em relação aos debates” é também um problema profundo em relação à democracia, ao relacionamento com os militantes, com as bases com que não lida porque o que lhe interessa é apenas o aparelho que as controlam”, insurge-se. E é com alguma ironia que diz:”Desconfio que se enganou na opção política, mas talvez não seja tanto assim, Talvez precise de ajuda. É o que estou a fazer ao desafiá-lo, pela terceira carta, para dois ou três debates públicos sobre o Porto e o seu PS”.

Nas três páginas que a carta ocupa, o candidato não deixa passar em claro as declarações de Renato Sampaio que o comparou a Rui Rio e, a esse propósito, faz questão de esclarecer que “quem me conhece, quem segue as minhas intervenções na rádio, nos jornais ou na campanha [para a Federação do PS-Porto], sabe como enfrento Rui Rio”. Imparável, aproveita para acusar Renato de ter desperdiçado a oportunidade de, como deputado municipal, confrontar Rui Rio. “Você que se fez eleger deputado municipal e nunca lá pôs os pés, nunca abriu a boca contra Rui Rio quando tinha ali um palco privilegiado” E dispara: Com o seu servilismo em relação ao poder da capital, foi você, é você, que entrega as bandeiras de luta regionais, que sempre foram do PS, ao Rui Rio e ao PSD”.

Para o fim ficou “preocupação” do líder federativo com a Regionalização. “Até agora nunca esteve preocupado com a Regionalização, deixou que o assunto se enterrasse no PS durante três anos, mas agora lembrou-se - ou lembraram-lhe – de se armar em seu paladino, para dar a ideia de ser o que não é”.

O PÚBLICO tentou uma reacção do deputado e actual líder distrital, mas Renato Sampaio disse não poder comentar por não ter lido ainda a carta.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma liberdade e responsabilidade inalienáveis!

Por Pedro Baptista
Ouve-se amiúde falar de dar liberdade de voto aos deputados; noutros momentos de impor a disciplina de voto. Nada disto tem sentido. Nem sentido legal, nem político.
O deputado, eleito pelo povo, é pela natureza da função soberana que exerce na AR, livre no exercício da orientação vinda sua consciência; tem também pela natureza da sua função representativa, um compromisso que advém do postulado constitucional de servir o país, outro que advém de ser eleito por um círculo eleitoral que lhe dá o mandato. No nosso sistema político, aparece ainda com uma função representacional que decorre de aparecer nas listas de um partido ou de uma candidatura independente.
É pois directamente representante dos seus eleitores, constitucionalmente representante do país e politicamente detém uma representação partidária que decorre da forma como, entre nós, surge ao eleitorado e é eleito.
Em qualquer dos casos, é na pressuposição do exercício livre da sua consciência na deliberação parlamentar que o deputado recebe os mandatos da sua função representativa e soberana.
Dar liberdade de voto é pois um absurdo porque o deputado é sempre livre. Logo, retirá-la, mutatis mutandis, impondo uma disciplina de voto, é um absurdo, é ridículo e humilhante, além de tresandar a anti-constitucionalidade. No entanto, no plano político, terá sentido subentender-se o voto unânime do Grupo parlamentar em algumas situações primárias que são garantes da eficiência do sistema, em particular da governabilidade, e resultam do compromisso tácito do deputado com o partido quando aceitou integrar as listas de deputados mesmo que como independente. Situações que não serão mais do que as da votação do Programa do Governo, do Orçamento exceptuando casos de prejuízo ostensivo da sua região, e na rejeição dos votos de censura ao governo sustentado pela maioria de que o deputado faz parte. Tirando estas situações o deputado é o que é, ou seja livre.
Era o que faltava, os directórios partidários decidirem ou deixarem de decidir sobre liberdade ou disciplina de voto em casos como o casamento de homosexuais! Era o que faltava e, a ocorrer tal absurdo, a culpa não é tanto do directório que encena uma imposição, mas do deputado que a aceita sem haver qualquer instrumento que o obrigue a aceitar.
Assistimos nesta legislatura a um dos momentos mais vergonhosos da vida parlamentar da nossa II República, quando 4 deputados declararam que votavam a favor mas eram contra. Nem mais, nem menos, assim ipsis verbis. No nosso entendimento o presidente da AR nem deveria ter aceite o voto, nem a declaração. Porque foi um insulto a todo o parlamento, á condição de deputados, aos próprios deputados enquanto tais e enquanto pessoas.
Ora todos sabemos que única razão pela qual o deputado livre se aliena da sua liberdade consitucional é para mostrar fidelidade política ao partido, evitando o “castigo” de não voltar a aparecer nas listas para ser eleito. Ou seja voltar à sua profissão, como todos os cidadãos que a têm.
É uma razão espúria, degradante, que define um carreirista. E é por isso e só por isso, que há deputados que se submetem à propalada e legalmente inexistente disciplina de voto. Como há outros que não alienam a sua liberdade nem a sua consciência.
Nesta matéria cada um escolhe o seu caminho e arca com as suas responsabilidades. Que são estas e mais nenhumas. Cumpre ao eleitorado avaliar.
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Disciplina de voto abre debate no PS sobre mandato dos deputados

03.10.2008, Leonete Botelho (Público)
António José Seguro, Paulo Pedroso e Vera Jardim defendem mais liberdade de voto em questões que não sejam de governabilidade
A bancada do PS pôs ontem ponto final à polémica sobre a disciplina de voto nos projectos do BE e do PEV sobre casamento entre homossexuais: no próximo dia 10, o PS irá votar contra, de forma ordeira, apenas dando liberdade de voto "simbólica" ao ex-líder da JS Pedro Nuno Santos. A decisão, tomada por 47 deputados a favor, 24 contra e três abstenções, deverá ser respeitada pela esmagadora maioria dos eleitos socialistas
HOJE 21 HORAS
SECÇÃO DAS MEDAS
GONDOMAR
COM
PEDRO BAPTISTA

"Há quatro dias que corro para revalidar o passe"

Novas regras do Andante lançam confusão e revoltam passageiros

É assim, é. Uma pouca-vergonjha tanto nas lojas Metro coo STCP. Não há a mínima consideração pelos cidadãos agora chamados de clientes, perde-se um tempo infinito que prejudica a economia e a vida pessoal. Se houvesse menos gestores inteligentes e mais pessoas sensatas ficava mais barato e dava menos asneira. PB

FERNANDO BASTO (JN) 3.10.08
A revalidação dos passes Andante 4 _ 18, para jovens está a deixar os utilizadores em desespero. Impossibilitados de recorrer às payshops, os locais habituais para revalidação, os utentes conhecem filas extensas.
"Há quatro dias que corro para aqui, para a loja Andante da Trindade, e não consigo revalidar o passe da minha filha. Se for assim todos os meses, prefiro não ter o passe com o desconto de 50%". Em tom desesperado, Emília Alves mostrava-se, ontem, revoltada com o facto de não poder revalidar a assinatura intermodal Andante 4_18 nas payshops ou nos quiosques Andante.
Com efeito, ao contrário do que acontece com os restantes títulos, a Metro do Porto obriga a que os jovens detentores do novo passe "Andante 4_18" os revalidem apenas nas lojas Andante, postos de atendimento da STCP, bilheteiras da CP com Andante ou no Centro de Mobilidade.
"Veja que eu vivo na Areosa e tenho de vir aqui de propósito para revalidar o título. Se me tivessem dito que ia ser assim todos os mesmo, eu dispensava os 50% deste passe novo", acrescentou Emília Alves.
Catarina Pereira também protestava ao olhar para a senha de atendimento que tinha na mão. "Veja lá que sou o número 425 e ainda só vai no 177". Revalidar o passe 4_18 do neto Miguel Andrade significava muitas horas de paciência na fila de espera.
Ao lado, Augusta Sousa disponibilizou-se para acompanhar o sobrinho Gonçalo Lopes, de 13 anos, para revalidar o passe na loja da Trindade. Anteontem, ao chegar ao Centro de Mobilidade, na estação de S.Bento, desistiu ao ver que tinha mais de 500 pessoas à frente. Ontem, já tinha estado três horas na fila na Loja do Cidadão, acabando por desistir e vir para a Trindade, onde o panorama não era, afinal, melhor.
"Como a mãe não pode tirar férias para vir tratar do passe, tenho vindo eu com o meu sobrinho. Enquanto isso, anda o rapaz a gastar senhas todos os dias. O passe acaba por sair mais caro", afirmou.
Contactada a Metro do Porto, fonte do gabinete de Comunicação afirmou que, neste momento, está a ser tratada a possibilidade de as referidas assinaturas poderem ser revalidadas nas payshops. Contudo, disse não existir qualquer data para o início daquela forma de transacção. A mesma fonte revelou que as dificuldades residem no facto de se tratar de uma assinatura intermodal e não apenas da Metro do Porto.
Rui Rio é o único responsável pela situação da Avenida da Boavista e pelo buraco de 3,8 milhões euros que, se não é um problema para a Metro, é para os contribuintes. Rio avançou com as obras na Boavista, retirando-lhe as linhas do eléctrico e derrubando árvores, unicamente por causa das pistas para as corridas de calhambeques; o projecto da linha da Boavista que nunca teve financiamento autorizado e, portanto, cujo avanço foi um abuso, nunca foi mais do que uma cobertura para isso. O governo admite ver-se daqui a 20 anos, mas pensamos que nem daqui a 20 anos, uma linha de Metro (a não ser enterrada) possa ali ter sentido. Rio que assuma as responsabilidades porque é o único que as tem, agora que ele próprio reconhece a vantagem do Campo Alegre e exige, e bem, que se faça já, até porque é imkperiosa por todas as razões. Aliás Rio, o contabilista, vai deixar a Câmara de rastos do ponto de vista financeiro, com tanta condenação que a Câmara vai ter de pagar, pelas suas medidas irreflectidas e irresponsáveis.(PB)

Autarcas forçam novo calendário para Metro

Os autarcas têm razão, os calendários propostos não têm qualquer sentido, significam uma menorização colonial do Norte. Compete ao PS-Porto lutar pelo Porto, se não se quer isolar da população e se não quer que as bandeiras de luta justa caiam nas mãos do PSD. O Governo tem razão nos traçados, em particular em lançar a linha do Campo Alegre no lugar da da Boavista, mas os autarcas têm razão nos prazos. Os prazos têm de ser encurtados e muito e em particular a linha pelo Campo Alegre, por todas as razões, tem de avançar já. Sem isso os projectos são nada. O Metro de toda a Área Metropolitana do Porto é muito mais importante para o Norte e para o país do que o TGV Porto-Lisboa. Compete ao PS-Porto existir e pressionar o seu governo. Compete aos deputados mexerem-se em su situ. A mobilidade é fundamental para a produtividade desta região deprimida. A ideia apresentada pelo Governo, nas datas, é a das Kalendas gregas... O Porto, neste momento, parece uma colónia e todos nós parecemos portugueses de segunda! E a Federação do PS-Porto, mais os deputados do Porto, parecem um grupo de "assimilados"(PB).
Governo diz que pode encurtar prazos enquanto câmaras avançam já com alternativa

CARLA SOARES(JN) 3.10.08
Encurtar é, agora, a palavra de ordem nas negociações para o metro do Porto, com o Governo a passar a mensagem de que algumas linhas podem ser antecipadas e os autarcas a exigir outro calendário já na segunda fase.
Para Rui Rio, que rejeitou o plano proposto, esta semana, pela Comissão Executiva, um acordo com o Governo poderia passar por avançar-se, de imediato, com o processo para a construção da linha entre Matosinhos Sul e S. Bento pelo Campo Alegre, uma vez que a da Boavista foi atirada para a terceira fase. Até porque o presidente da Câmara e da Junta Metropolitana do Porto (JMP) tem insistido que não está contra o plano só por causa desta questão mas pela "má-fé" do Governo. Críticas que o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, classificação já de "disparatadas".
A linha do Campo Alegre, de acordo com o plano, entraria em operação em 2014. Igualmente polémica, a segunda linha para Gaia, ligando a Vila d' Este, ficaria para 2022. Ontem, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, admitiu "encurtar" prazos e antecipar ligações da terceira fase, como a de Gaia a Vila d' Este.
Apesar de criticar Rui Rio na "forma" como reagiu e de o acusar de "usar o metro como arma de arremesso político", o socialista Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos e vice-presidente da JMP, admitiu que o calendário proposto deve ser alterado. E também que a linha da Boavista era aquela que "defendia" mas mudou de opinião. Aceita a do Campo Alegre e diz "confiar que os estudos venham a demonstrar" que é a melhor opção.
"O prazo das últimas linhas que constam da segunda fase deve ser antecipado e é aí que temos de concentrar o nosso esforço de negociação", declarou. Questionado sobre que linhas deviam avançar mais cedo, isolou três cujo prazo "é possível encurtar".
"A última de Gondomar, ligando Campanhã por Valbom, deveria ser antecipada três anos (para 2015) e a de S. Mamede, entre Senhora da Hora e Hospital de S. João, dois anos (para 2014)", sugeriu, acrescentando à lista a linha do Campo Alegre, mas sem arriscar em apontar uma data.
Para estas três, "deveriam, de imediato, começar a fazer-se os projectos. Só não o defenderia se me parecesse que poderia provocar algum constrangimento orçamental, mas, tanto quanto sei, isso não foi equacionado", afirmou.
O presidente da Metro, Ricardo Fonseca, indicou, em média, dois anos de construção para cada linha, alegando que distribuíria o esforço financeiro ao longo dos anos e evitaria constrangimentos para a população.
Agora, o presidente da Metro irá reunir com cada autarca. Marco António Costa, "vice" de Gaia e administrador não executivo da empresa, exige que "o concurso lançado para Laborim inclua já a ligação a Vila d' Este". E diz ser "falaciosa" a declaração de Ricardo Fonseca de que a segunda linha de Gaia "está condicionada" pelo interface de Laborim. "São coisas completamente independentes", assegurou o autarca de Gaia.
O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, reclama, por sua vez, que a segunda linha para a Maia (da terceira fase) surja "em simultâneo com a segunda de Gaia". Isto apesar de deixar claro que, enquanto projecto "antigo", deveria avançar "já" e não depois de outras que "nem sequer estão estudadas". "Tenho 60 anos. O prazo é tão dilatado que não sei se as vou ver construídas", lamentou, em jeito de crítica.
Quanto à Trofa, o presidente da Câmara, Bernardino Guimarães, critica o plano pela "derrapagem no tempo", embora satisfeito com o avanço da linha em via dupla.

Narciso critica Governo e diz que Norte foi menorizado

(JN) 4.10.08
Concordamos com as considerações do Narciso sobre os prazos mas sempre discordamos dele quanto à Linha da Boavista. A do Campo Alegre tem muito mais vantagens e para Matosinhos especificamente é igual senão melhor pois liga às Universidades e a S.Bento. Mas tem de ser feita já, com a maior brevidade possível, se não é música celestial, papas e bolos para enganar tolos... Os prazos tem de ser outros mas totalmente outros! Afinal há dinheiro para os projectos mais faraónicos e duvidosos a Sul e para o Porto são só projectos a longo prazo? (PB)
"Nunca o Norte foi tão menorizado e desfeiteado". As palavras são do socialista Narciso Miranda e as críticas vão directas para o ministro das Obras Públicas, Mário Lino. O ex-administrador da Empresa do Metro condena o comportamento do Governo, ao trazer "31 folhas a cores, provavelmente feitas no Magalhães, com muitos gráficos e algumas generalidades que foram entregues, ao mesmo tempo, aos autarcas e aos órgãos da Comunicação Social", e um calendário da expansão do metro, prolongado até 2022.
O socialista recorda que, à data da assinatura do memorando entre o Governo e a Junta Metropolitana, "os autarcas deram tudo o que tinham relativamente ao metro", em troca do compromisso governamental de que avançaria o concurso global até Janeiro deste ano. Se não fosse possível, lançar-se-iam "concursos parcelares" a partir de Junho passado.
"Passou o prazo e temos de reconhecer que nada aconteceu. Espanto-me como o próprio ministro [Mário Lino] reconhece atrasos na programação e há autarcas que batem palmas a dizer que é fantástico o que o Governo nos trouxe", acusa Narciso Miranda, certo de que 14 anos é tempo de mais para executar as linhas da segunda e terceira fases.
No caso de Matosinhos, Narciso não tem dúvidas de que o concelho fica a perder. "A linha por S. Mamede de Infesta, reivindicada desde 2000, é relegada para 2016", indica, realçando que o adiamento da linha da Boavista também prejudica Matosinhos. E lembra as palavras de Guilherme Pinto, em 2005, ao considerar essa ligação prioritária para Matosinhos, pois incluia, ainda, o prolongamento para Leça. Uma extensão afastada do plano de expansão.
"É difícil para mim acompanhar o pensamento do meu sucessor, porque muda constamentemente de posição, em função da opinião do Governo e não dos interesses dos matosinhenses. Eu não vou mudar de opinião".

Metro diz respeito ao Norte


Entrevista a Marques dos Santos, Reitor da Universidade do Porto


Manuel Vitorino (JN) 4.10.08

JN Como comenta o volte-face do Governo quanto à extensão da rede do Metro?


Não conheço em pormenor os estudos do metro. Porém, custa-se a admitir que seja o Poder Central a decidir sobre um problema local e que diz respeito à Região Norte. Quem está no Porto e no Norte sabe quais são as melhores soluções e sente o problema com outra acuidade. Na minha opinião, devia ser a Junta Metropolitana do Porto a decidir e espanta-me que sejam feitos estudos atrás de estudos e depois, dá a ideia que uns valem mais do que outros.


JN As críticas que refere levam-me a concluir que, caso a regionalização existisse, o metro podia andar mais depressa...


Não tenho dúvidas disso. As polémicas à volta do metro e outras que têm surgido no Porto são exemplos típicos de um Estado concentrado e sem um projecto de regionalização do país.


JN Alguns políticos dizem que o Norte está a ser discriminado: para o metro não há dinheiro, mas para o Sul, projecta-se novo aeroporto e mais pontes sobre o Tejo. Acompanha estas críticas?


Sim e repito o que já disse: com a regionalização nada disso acontecia. Por vezes, fico com a ideia que somos uma país muito rico, mas não. Temos escassez de receitas e riqueza, mas tentamos imitar os países mais desenvolvidos, com níveis de riqueza elevados. Depois, demoramos também muito tempo a tomar decisões.


JN Mesmo sem conhecer muito bem as questões técnicas, qual prefere: a linha da Boavista ou Campo Alegre?


Do ponto de vista da Universidade, não tenho dúvidas que seria vantajoso a ligação dos pólos do Campo Alegre, Asprela e o centro da cidade.


JN Considera existir um braço-de-ferro entre Rui Rio e o Governo?


Dá a ideia que sim, o que é sempre a pior solução para solucionar o problema

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Um novo método de indicação dos candidatos a deputados

Por Pedro Baptista

Um ponto fulcral do nosso programa na eleição para a presidência da Federação Distrital do Porto será, em caso de vitória, um furacão revitalizador que alastrará do Porto para todo o partido e para todos os outros partidos da nossa democracia.
A forma como se processa a indicação dos candidatos a deputados à Assembleia da República sobre os quais os cidadãos se pronunciam constitui um forte entorse do sistema.
Se tudo é límpido na votação dos cidadãos sobre as alternativas que lhe surgem, não é assim no processo anterior em que nos partidos se cozinham os nomes para as listas, que são a substância sobre que os cidadãos se manifestam.
Aí, a montante, passa-se o mais importante. E nada tem a ver com democracia. É um cozinhado, no puro sentido da metáfora, em que duas ou três personalidades instaladas nos poderes decidem quem serão os eleitos que os cidadãos vão escolher.
Nem os cidadãos, nem sequer os militantes do partido a quem as listas aparecem como um produto final, têm qualquer participação. Unicamente as listas decididas são astuciosamente negociadas com alguns líderes concelhios da Comissão Política Distrital para que, mau grado a revolta que sempre provocam, acabem por ser aceites. É por isso que, ainda assim, nem tudo são desgraças, há alguma distribuição regional, embora muito nebulosa, dos candidatos dentro do distrito.
Estes candidatos, uma vez deputados, só sentem dever de fidelidade aos dois ou três, ou quatro ou cinco eminências pardas que os indicaram. Sentem obrigações de fidelidade para com a cúpula, não para com as bases e muito menos para com os cidadãos.
Por isso são o que são, uma espécie de nada, no que diz respeito à representação das bases do partido ou dos eleitores e, de uma maneira geral, portam-se na Assembleia da República como nulidades venerandas à direcção do Partido, na mira de se perpetuarem nas próximas listas, pois é certo que, para usar a gíria partidária, se “mijarem fora do penico” ou “cuspiram no prato que lhes dá de comer”, não terão o mandato renovado.
É por isto que os deputados do PS eleitos pelo Porto, tal como os que julgam poder vir a ser nomeados candidatos e ainda os que pensam poder vir a ter um afilhado deputado, já foram à cerimónia do beija-mão ao actual presidente da distrital que defrontamos neste combate, manifestar-lhe o seu apoio.
Nós apresentamos um método que, se não é o da perfeição, permite ultrapassar toda esta lixeira que está a destruir na substância a democracia portuguesa.
Connosco, se formos vencedores, os candidatos a deputados do Porto para 2009-2013 serão eleitos na base pelos militantes do Partido Socialista!
Para esse efeito o distrito será dividido em pequenos círculos eleitorais internos que se identificam com concelhos ou conjuntos de concelhos proporcionais ao número de cidadãos eleitores inscritos. Todo o militante que assim o entender, apresentar-se-á no prazo estipulado, como candidato a candidato. Marcar-se-á uma reunião plenária na referida circunscrição eleitoral interna, cada um defenderá os seus propósitos, apresentará e justificará o seu curriculum, submeter-se-á ao contraditório entrando em debate e, no fim, os militantes votam e escolhem o candidato, a nível dos presumíveis elegíveis, dos da “zona cinzenta” e dos não-elegíveis . Mais ou menos assim, com os ajustamentos que a experiência vier a aconselhar.
Tudo será diferente. Os deputados ainda não responderão directamente ante os cidadãos, como a médio prazo, com um próximo passo, connosco, há-de vir a ser, mas já respondem directamente ante as bases do Partido que, por sua vez, estão intimamente ligados aos cidadãos.
A ideia está a provocar a cólera de alguns, mas o objectivo é esse. O que é preciso é que provoque a mobilização massiva das bases do partido, constituindo um momento revivificador num partido que, tal como os outros, cada vez mais se estaliniza, se fossiliza e perde a confiança dos cidadãos.
E sem confiança dos cidadãos nos partidos não há democracia possível!
Sexta-feira Dia 3
21 horas
SECÇÃO DAS MEDAS
Gondomar
DEBATE COM PEDRO BAPTISTA

III Carta-desafio a Renato Sampaio

Porto, 3 de Outubro de 2008
Renato Sampaio:
V. é actualmente membro do meu partido, mas face ao teor das provocações insultuosas que me tem dirigido de forma insinuada e ao facto de continuar sem responder a nenhuma das minhas cartas nem a nenhum dos meus desafios, começo a ter dificuldade em o tratar por camarada.
Mas vou fazer um esforço, camarada. Afinal para que interessam as minhas emoções?
Interessa é servir as pessoas, em particular as carenciadas, pois é esse o ideal que me move. V., pelo contrário, diz que o seu desiderato é servir o PS. É uma diferença entre nós. Para mim, o partido é um instrumento, as pessoas são o objectivo. Para si, pelo que diz e pelo que tem feito, é o contrário. Claro que V. sabe que um partido que tem como objectivo servir-se a si próprio não passa de uma máfia.
Esse não é o meu partido. O meu PS é o que luta pelas pessoas, pela justiça, pela liberdade, pelo progresso sustentado e equilibrado, pelos mais nobres e avançados ideais.
V. continua sem responder ao meu desafio de debater em público as divergências. Diz que seria um “circo mediático”. V. sabe o que anda a dizer? V. sabe que não deve utilizar as palavras de que não conhece o significado, sob pena de se ridicularizar? Os debates de Sócrates e Santana, que lançaram um e outro, ou da campanha eleitoral, foram circo? Os debates na RTPN, mesmo com um bobo lá pelo meio, serão um circo? Os debates na SIC Notícias são circo? Os debates no Porto Canal são um circo? Os debates nas diversas rádios são um circo? Os debates entre os candidatos e os candidatos a candidatos norte-americanos são um circo? Ou será que pensa que as coisas ficam assim só porque V. participa? V. acha – eu acho que acha mesmo – que a democracia é um circo! Sabe porquê? Porque nunca lutou por ela, aproveitou os seus aspectos mais sombrios – os que qualquer regime tem porque são os umbros do homem – para se alcandorar por corredores, vielas e alçapões da distribuição ou promessa dos poderes, ao controlo soez do aparelho. Por isso não lhe dá valor. Por isso diz que não debate porque o debate de ideias não passa de um circo.
Mas V. sabe que não debate porque não consegue, porque não conhece o significado das palavras, porque não tem razão, nenhuma identidade com o povo do Distrito do Porto, nem nenhuma ideia para o PS-Porto, para o Partido Socialista ou para a democracia.
As suas ideias no Parlamento têm-se resumido a tentar legislar totalitariamente sobre piercings ou em abolir contadores de água que já haviam legalmente sido substituídos por taxas. A suas ideias são ridículas, têm ridicularizado o Porto, tirado ainda mais peso ao Partido Socialista do Porto que ainda há uma dúzia de anos era respeitado em todo o país.
E quanto aos militantes do Partido na mesma. V. despreza-os e todos, exceptuando os que comem da sua travessa, sentem isso. Não quer dizer que todos gostem de mim. A minha forma de ser tanto me dá popularidade como o contrário. Sei-o e não penso mudar. Cada um é como é. E o que V. tem feito é um simulacro de democracia interna, falsos debates, agora sabemos porquê, porque V. considera os verdadeiros debates um circo!
Para si os verdadeiros debates são a exibição de vedetas vindas da capital para virem dar lições técnicas que ninguém está em condições de questionar ou rebater, ouvirem as perguntas convenientes e previstas geralmente de outros “técnicos”, serem aplaudidos, num ambiente em que o debate livre, a expressão dos militantes é impossível . Esses pseudo-debates, não são um circo, são uma farsa completa.
Sabe como é, a memória é como uma cerejeira. V. andou para aí a dizer que eu não participava em debates internos e já se sabe que não vou perder tempo em missas organizadas à sua moda. Mas agora me lembro, que ainda há uns pouquíssimos meses assisti e participei com perguntas aborrecidas e intervenções críticas em três debates sobre a Europa (económica, social e política) no Sheraton e V., em todas elas, abriu o debate com meia-dúzia de palavras de ocasião e desapareceu durante toda a tarde para não mais voltar! V. deve ter realmente qualquer problema profundo em relação aos debates. Mas isso é ter um problema profundo em relação à democracia, ao relacionamento com os militantes, com as bases com que V. não lida porque o que lhe interessa é apenas o aparelho que as controlam. Desconfio que V. se enganou na opção política, mas talvez não seja tanto assim. Talvez V. precise de ajude. É o que estou a fazer ao desafiá-lo, pela terceira vez, numa terceira carta, numa terceira quinta-feira, para dois ou três debates públicos sobre o Porto e o seu Partido Socialista
Entretanto, V. não debate, mas debato eu, mesmo que V. só responda com insinuações torpes. Não me atingem. Quem me conhece, quem segue as minhas intervenções na rádio, nos jornais ou na campanha, sabe como enfrento o Rui Rio. Ao contrário de V., que se fez eleger deputado municipal e nunca lá pôs os pés, nunca abriu a boca contra Rui Rio quando tinha ali um palco privilegiado. E, pior, com o seu servilismo em relação ao poder da capital, foi V., é V. que entrega as bandeiras de luta regionais, que sempre foram do PS, ao Rui Rio e ao PSD. Tudo isto, se não dermos a volta comigo, vai-nos custar caro mas tem um culpado: V.
V. nunca esteve preocupado com a regionalização, deixou que o assunto se enterrasse no PS durante 3 anos, mas agora lembrou-se – ou lembraram-lhe – de se armar em seu paladino, para dar a ideia de ser o que não é.
No entanto V., nas suas intervenções ou na moção que apresentou, não diz nada de útil sobre a Regionalização. V. sabe (ou será que não sabe?) que no estado em que se encontra o texto constitucional nunca haverá Regionalização. Se não houver um acordo de revisão constitucional que retire a cláusula-tampão, a Regionalização nunca se fará, mas sobre isso V. nada diz, limita-se a repetir que na próxima legislatura se fará um referendo.
Para abreviar, vou-lhe transcrever o passo da minha Moção de Orientação Política sobre o assunto: V. não leu, certamente pensa também que já sabe tudo, mas pode ser que desta vez V. ou alguém leia. E enfim, Homem, se não debate, ao menos leia:
Comprometemo-nos a que a Federação Distrital do Porto se coloque na primeira linha desse combate, pugnando por:
Um acordo de revisão constitucional que retire a obrigatoriedade de referendo ao imperativo constitucional da regionalização, sendo absurdo o referendo de parte de um texto que, por natureza, não pode ser referendado, e depositando na Assembleia da República a plenitude das suas responsabilidades na instituição em concreto das regiões:

Caso não haja condições políticas para o acordo acima referido, pugnaremos por um acordo de revisão constitucional que retire da Constituição a cláusula-tampão que implica a obrigatoriedade de um referendo vinculativo para a instituição em concreto das regiões, ou seja a exigência de que o número de votantes seja superior a metade dos eleitores inscritos no recenseamento, tanto mais que, depois de três referendos nacionais entre nós, nenhum conseguiu tal margem de votantes;

Que a Regionalização seja inscrita como objectivo prioritário e urgente do Partido Socialista no programa eleitoral para as legislativas de 2009, conforme o programa eleitoral de 2005;

Compromissos dos candidatos a deputados do Distrito em defesa deste desiderato;

Pactos interpartidários e acções conjuntas com movimentos cívicos da sociedade, a nível do Distrito, em defesa dos objectivos acima colocados.

Um mapa da regionalização coincidente com as cinco regiões-plano


Entretanto, o Prof. Vital Moreira já avançou no mesmo sentido propondo a exigência de uma maioria qualificada, salvo erro de dois terços, na AR, em lugar do referendo, como garante da consistência da decisão parlamentar. E V. já reflectiu sobre o sentido de um referendo nacional num país que nunca conseguir fazer nenhum válido, em três tentativas?!
Ora veja bem que belo debate poderíamos ter, todos os candidatos à presidência - fôssemos nós dois ou mais algum - num canal de TV ou na rádio! Veja bem como o partido sairia dignificado perante a opinião pública no seguimento duma troca franca de ideias sobre o assunto! V. continua sem querer? V. tem medo de debater, sabe que não tem razão, sabe que não tem capacidade nem para liderar nem para representar os socialistas do Porto, é a única conclusão, infelizmente, que podemos tirar.
Mas ainda assim, não vamos desistir. Vamos continuar a insistir. V. pode continuar sem responder, mas ainda assim insistiremos sempre.
E V. também não vai responder ao desafio de debate do Marco António do PSD? Acha que debater com ele também é um circo mediático ou será só comigo? Se V. não é capaz de enfrentar o PSD num debate em representação do PS, se V. também foge a isso, então não sei porque se recandidata. V. devia era demitir-se. E candidatar-se nas bases a ser candidato a deputado. Mas ainda assim, na base, teria de debater.
Despeço-me com Fé e Esperança além das habituais Saudações Socialistas.

(Pedro Baptista)
NB - Como V. e o seu secretariado da FD Porto se instalaram em Lisboa, estou disponível para os debates nem que seja ao domingo. E se já nem ao domingo cá vier, se quiser que me desloque a Lisboa, que não seja por isso, jogamos em qualquer campo. Até pode ser no Palácio de S.Bento se quiser. Até pode ser no Jamor.

Pedro Baptista considera Regionalização fundamental




ELEIÇÕES PS PORTO: Pedro Baptista quer candidatos jovens nas autárquicas e critica Renato Sampaio

2008-10-01 11:56:05 - Maia hoje online

Pedro Baptista deslocou-se à sede da Concelhia do PS da Maia para apresentar a sua Moção. O candidato à liderança da Federação Distrital do PS/Porto, considera que a actual presidência de Renato Sampaio é “amorfa” e um “eco do Governo”. O ex-deputado referiu perante os militantes da Maia que têm que ser as bases do partido a «eleger os deputados», já que são estes que têm que defender «os interesses da região». Esta alusão é uma crítica clara a Renato Sampaio e aos deputados da Assembleia da República eleitos pelo circulo do Porto, afirmando «que ficam muitas vezes calados em assuntos fundamentais da Região». «O Norte tem que ter a sua própria agenda», frisou.
Em relação às eleições autárquicas, Pedro Baptista defendeu que «nos municípios onde não emerge com naturalidade um candidato à Câmara com capacidade para vencer, deve-se apostar num candidato novo, mais conhecido ou menos conhecido, mais experiente ou mais jovem, de preferência jovem bem formado, disponível para vencer ou para não vencer, que pode ter muitas possibilidades de ganhar ou poucas, mas garante de que, se não ganhar, fica no terreno em exclusividade política a fazer oposição», para então vencer as proximas eleições, em vez de figuras de relevo político e social a nível nacional.
O candidato à Distrital do PS/Porto defendeu igualmente a mobilização dos militantes do PS em torno de um projecto comum para a região «como aconteceu há 15 anos com Fernando Gomes», disse.
No Metro do Porto, estando as opções tomadas correctíssimas, boa parte dos prazos desta segunda fase parecem dilatados demais para as necessidades prementes de mobilidade e até de investimento público da região. Compete ao PS-Porto lutar junto ao Governo para a diminuição dos prazos para os mínimos, fazendo o devido enquadramento nacional da disponibilidade do investimento, mormento no quadro do próximo Orçamento. Também assim se serve a região e se impede Rio e o PSD de agarrar mais uma bandeira de luta regional. PB
E agora? Quem paga os 3,8 milhões mais juros que o Dr. Rio sacou à Metro para fazer as pistas de corrida? A concessionária também não foi à vida? Então quem paga o rombo? Uma gestão calamitosa e danosa da Metro e da Câmara. Nós, os contribuintes queremos o dinheiro que nos foi tirado sem qualquer autorização pelo dr. Rio. Nem autorização financeira para o Metro, nem autorização orçamental na Câmara. Quem encosta a barriga ao balcão? PB

Ligação até à rotunda "não faz sentido"

Metro escolhe ligação pelo Campo Alegre. Boavista vê-se "daqui a 20 anos"
(JN) 2.10.08 CARLA SOFIA LUZ
Afastada para já a ligação pela Avenida da Boavista, o presidente da Empresa do Metro considera que, por servir moradores mais carenciados, a melhor opção é a linha entre Matosinhos e a Baixa do Porto pelo Campo Alegre.
É o principal argumento de Ricardo Fonseca para a escolha daquele canal em detrimento da avenida, destacando a maior velocidade comercial (por ser quase toda enterrada), o impacto diminuto na circulação viária e o facto de servir dois pólos universitários. Chegado à liderança da Metro, Ricardo Fonseca colocou de lado a construção do "shuttle" da Boavista. "Não faz sentido ter uma linha da Boavista a terminar na rotunda", sublinhou, ontem à tarde, o presidente da empresa na apresentação do plano de expansão da rede do Metro até 2022. E, embora admita inserir essa ligação à superfície pela avenida na rede, garante que tudo dependerá da procura da segunda fase.
"Não queremos ser draconianos e dizer jamais. Daqui por 20 anos, ver-se-á", continua Ricardo Fonseca. "A Avenida da Boavista é uma peça única na nossa cidade. Imaginemos que alguém pretende transformar a avenida numa grande alameda. Se calhar nessa altura, já ninguém põe a hipótese de colocar lá o metro".
Então, a Comissão Executiva da Metro estudou duas opções: a ligação entre Matosinhos Sul e a estação de S. Bento, no Porto, pelas ruas de Diogo Botelho e de Campo Alegre e a linha à superfície pela avenida, enterrando na Rua de Agramonte rumo a S. Bento. A TRENMO fez um novo estudo e, segundo Ricardo Fonseca, deu um empate na procura, sendo a factura da linha da Boavista um milhão de euros mais cara. A ligação pelo canal do Campo Alegre custa 319,6 milhões de euros.
Grande parte dos 9,43 quilómetros de extensão será enterrada. Sai de Matosinhos Sul e cruza o Parque da Cidade num novo viaduto a construir "o mais próximo possível do actual". Já no Castelo do Queijo, "passará por baixo da Avenida da Boavista" e surgirá à superfície na futura Via Nun'Álvares, cujo único desenho elaborado pela Câmara do Porto não prevê a passagem do metro. Continuaria à superfície pela Rua de Diogo Botelho, ultrapassando o vale do Fluvial em viaduto e enterrando em frente ao Hotel Ipanema Park. O destino é S. Bento.
Apesar do estudo da Faculdade Engenharia do Porto, encomendado pelo Governo, ter apontado a ligação a Vila d'Este como prioritária, a verdade é que o metro só chegará à urbanização em 2022. Será o término da segunda linha de Gaia, com partida da Faculdade de Letras e passando por uma nova ponte sobre o rio Douro. A travessia, que, para já, só servirá o metro, ficará a montante da ponte da Arrábida. Antes avançará o prolongamento da Linha Amarela até à rotunda de Santo Ovídio, enquanto está a ser elaborado o projecto de execução de nova extensão daquela rotunda a Laborim. O investimento total é superior a 59 milhões de euros. Vila d'Este, assim como a segunda linha para Gaia, terá de esperar, afirma Ricardo Fonseca.
"Há um projecto grande da Câmara de Gaia para Laborim já articulado com a Câmara", indica, assinalando que "a ligação entre Laborim e Vila d'Este é cara.". Porém, admite que as negociações com os autarcas para viabilizar o plano de expansão poderão trazer a ligação à urbanização para a próxima fase das obras: "Não se exclui por completo essa hipótese. Para já, a nossa proposta é esta".
Com a ligação a Cabanas já adjudicada (o contrato será assinado este mês), Ricardo Fonseca defende que a segunda linha de Gondomar passe por Valbom, embora a construção seja complexa e mais cara. "A outra linha para Gondomar era demasiado longa", atenta. A ligação Campanhã-S. Cosme por Valbom custa 183,6 milhões e entra em operação em 2018.
No início do próximo ano, será lançado o concurso para a construção do prolongamento da Linha Verde até à Trofa em via dupla. Quanto à segunda linha da Maia, será estudada com extensão aos Verdes, mas a execução ainda não está calendarizada.

Circo de Moscovo

Coitadinho do agente americano... Sabendo-se quem é, só podiam ser espingardas de brincar... Os russoa são tão feios, né? E, claro, não dispararam, com medo... Que recado mandaria o bobo da corte para a imprensa dos fretes aquando do Kosovo? É! O que um homem tem de fazer para ganhar a vida!
José Lello, presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, mostrou-se hoje indignado por soldados russos lhe terem apontado metralhadoras quando visitava um posto de controlo na Geórgia. O responsável criticou a atitude de provocação dos militares que, garantiu, continuam a avançar em território georgiano.

Sete consórcios para a linha até Santo Ovídio

Há sete consórcios interessados na construção do prolongamento da Linha Amarela até à rotunda de Santo Ovídio (Gaia). A obra, a executar em 480 dias, avançará em 2009. Na abertura de propostas, todos foram admitidos.
As propostas mais baratas são as dos consórcios Ramalho Rosa Cobetar/Gabriel Couto/FDO (22,26 milhões de euros) e Conduril/DST/Isolux (22,5 milhões). A mais cara é a da Zagope (27,21 milhões). A proposta do consórcio Edifer/Opway/Alcatel é de 24,48 milhões; a da Somague/Soares da Costa/Mota Engil/Monte Adriano é de 24,9 milhões; a da Odebrecht/Abrantina/Lena Construções é de 24,4 milhões; e a de Teixeira Duarte/ACA/Somafel/OFM é de 26,74 milhões.

Sexta-feira, dia 3 de Outubro, 21horas
Secção das Medas
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Pedro Baptista e outros membros da candidatura
com Militantes, simpatizantes e eleitores de
Valbom, Melres, Covelo, Jovim, Medas e Lomba
Gondomar
Estreia do Canal
Pedro Baptista.TV
Compareçam e em força; será mais um passo para a vitória final e para a mudança

Linha até à Rotunda "não faz sentido"

Metro escolhe ligação pelo Campo Alegre. Boavista vê-se "daqui a 20 anos"
CARLA SOFIA LUZ (JN) 2.10.08
Afastada para já a ligação pela Avenida da Boavista, o presidente da Empresa do Metro considera que, por servir moradores mais carenciados, a melhor opção é a linha entre Matosinhos e a Baixa do Porto pelo Campo Alegre.
É o principal argumento de Ricardo Fonseca para a escolha daquele canal em detrimento da avenida, destacando a maior velocidade comercial (por ser quase toda enterrada), o impacto diminuto na circulação viária e o facto de servir dois pólos universitários. Chegado à liderança da Metro, Ricardo Fonseca colocou de lado a construção do "shuttle" da Boavista. "Não faz sentido ter uma linha da Boavista a terminar na rotunda", sublinhou, ontem à tarde, o presidente da empresa na apresentação do plano de expansão da rede do Metro até 2022. E, embora admita inserir essa ligação à superfície pela avenida na rede, garante que tudo dependerá da procura da segunda fase.
"Não queremos ser draconianos e dizer jamais. Daqui por 20 anos, ver-se-á", continua Ricardo Fonseca. "A Avenida da Boavista é uma peça única na nossa cidade. Imaginemos que alguém pretende transformar a avenida numa grande alameda. Se calhar nessa altura, já ninguém põe a hipótese de colocar lá o metro".
Então, a Comissão Executiva da Metro estudou duas opções: a ligação entre Matosinhos Sul e a estação de S. Bento, no Porto, pelas ruas de Diogo Botelho e de Campo Alegre e a linha à superfície pela avenida, enterrando na Rua de Agramonte rumo a S. Bento. A TRENMO fez um novo estudo e, segundo Ricardo Fonseca, deu um empate na procura, sendo a factura da linha da Boavista um milhão de euros mais cara. A ligação pelo canal do Campo Alegre custa 319,6 milhões de euros.
Grande parte dos 9,43 quilómetros de extensão será enterrada. Sai de Matosinhos Sul e cruza o Parque da Cidade num novo viaduto a construir "o mais próximo possível do actual". Já no Castelo do Queijo, "passará por baixo da Avenida da Boavista" e surgirá à superfície na futura Via Nun'Álvares, cujo único desenho elaborado pela Câmara do Porto não prevê a passagem do metro. Continuaria à superfície pela Rua de Diogo Botelho, ultrapassando o vale do Fluvial em viaduto e enterrando em frente ao Hotel Ipanema Park. O destino é S. Bento.
Apesar do estudo da Faculdade Engenharia do Porto, encomendado pelo Governo, ter apontado a ligação a Vila d'Este como prioritária, a verdade é que o metro só chegará à urbanização em 2022. Será o término da segunda linha de Gaia, com partida da Faculdade de Letras e passando por uma nova ponte sobre o rio Douro. A travessia, que, para já, só servirá o metro, ficará a montante da ponte da Arrábida. Antes avançará o prolongamento da Linha Amarela até à rotunda de Santo Ovídio, enquanto está a ser elaborado o projecto de execução de nova extensão daquela rotunda a Laborim. O investimento total é superior a 59 milhões de euros. Vila d'Este, assim como a segunda linha para Gaia, terá de esperar, afirma Ricardo Fonseca.
"Há um projecto grande da Câmara de Gaia para Laborim já articulado com a Câmara", indica, assinalando que "a ligação entre Laborim e Vila d'Este é cara.". Porém, admite que as negociações com os autarcas para viabilizar o plano de expansão poderão trazer a ligação à urbanização para a próxima fase das obras: "Não se exclui por completo essa hipótese. Para já, a nossa proposta é esta".
Com a ligação a Cabanas já adjudicada (o contrato será assinado este mês), Ricardo Fonseca defende que a segunda linha de Gondomar passe por Valbom, embora a construção seja complexa e mais cara. "A outra linha para Gondomar era demasiado longa", atenta. A ligação Campanhã-S. Cosme por Valbom custa 183,6 milhões e entra em operação em 2018.
No início do próximo ano, será lançado o concurso para a construção do prolongamento da Linha Verde até à Trofa em via dupla. Quanto à segunda linha da Maia, será estudada com extensão aos Verdes, mas a execução ainda não está calendarizada.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Os 4 milhões do Dr. Rio

2.10.09 Criticamos o governo quando há que criticá-lo. Defendemos o Governo quando ele toma medidas de acordo com os interesses e os anseios da região.
É o caso das decisões que acabam de ser tomadas sobre a expansão do Metropolitano do Porto.
Havendo uma sobrecarga do troço S. da Hora-Trindade, o Governo decidiu avançar com uma nova linha S. da Hora- Hospital de S.João, bem como com uma Linha de Matosinhos para S. Bento passando pelo Castelo do Queijo-Foz-Univ. Católica, Campo Alegre, Palácio.
Para quem quiser ver e quiser pôr os interesses da população acima de quaisquer outros, é de todo evidente que esta linha é muito mais prioritária que a famosa Linha da Boavista tão defendida por Rui Rio, que ligaria Matosinhos-Sul à Rotunda, pela Av. Da Boavista.
Pelo Campo Alegre é muito mais útil socialmente, mais positiva tecnicamente e rendável economicamente na medida em que apanha dois pólos universitários e todos os milhares de pessoas que habitam nos bairros sociais limítrofes da Pasteleira, enquanto toda a gente conhece o peso dos habitantes da Avenida da Boavista que é claramente reduzido e raramente enche o autocarro 502 que a serve oriundo de Matosinhos.
Toda a gente vê isto excepto Rui Rio
Por isso “Aqui d’el rei!” que estão a partidarizar o metropolitano! Pura poeira para os olhos! O problema de Rui Rio é os 4 milhões de euros que sacou ao Metro enquanto era presidente do Metro, para a Câmara enquanto era presidente da Câmara, sem qualquer autorização governamental, e tudo para pagar as obras de construção das pistas para automóveis antigos, o seu hóbi preferido.
O problema de Rui Rio é que vai ter de pagar pelo abuso. E o preço do abuso são 4 milhões de euros que a Metro certamente aguarda a devolução e os contribuintes estarão atentos a que o erário público seja ressarcido pelas brincadeiras do Dr. Rio.
Sexta-feira, dia 3 de Outubro, 21horas
Secção das Medas
PERGUNTAS E RESPOSTAS
com
Pedro Baptista
e outros membros da candidatura
com
Militantes e simpatizantes de
Valbom, Melres, Covelo, Jovim, Medas e Lomba
Gondomar
Estreia do Canal
Pedro Baptista.TV
Compareçam e em força; será mais um passo para a vitória final e para amudança

Milhares dos legais estão a ficar ilegais

Olhem se nos faziam isto a nós?
(Público) 01.10.2008
Por força da portaria que, desde Janeiro deste ano, estabelece os valores mínimos de subsistência "há milhares de imigrantes que estavam legais [em Portugal] que estão a ficar ilegais". Quem o afirma é Manuel Solla, da Comissão Nacional para a Legalização de Imigrantes.Manuel Solla apontou ontem os supostos efeitos inesperados de uma portaria que é e foi aplaudida por todos os activistas dos direitos dos imigrantes, inclusive por ele: "Há pessoas que estão cá há quatro, seis, oito, doze anos e nunca se preocuparam em obter valores mínimos declarados." Vão renovar a autorização de residência e levam a declaração de IRS e o comprovativo de descontos para a Segurança Social como em anos anteriores. De repente, ouvem o funcionário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dizer que "não dá", que têm de ganhar no mínimo 14 salários mínimos por ano.Solla pede "algum cuidado na aplicação da portaria a pessoas que já cá estão há anos". "Devia haver um período de alguma pedagogia, a pessoa ia renovar e era avisada que as regras tinham mudado e tinha um prazo para fazer prova de que tinha rendimentos suficientes", defende. O inspector César Inácio, porta-voz do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, não acredita que pessoas que viveram legalmente em Portugal estejam a ser notificadas a abandonar o país por falta de rendimentos. "As pessoas iam reclamar, isso é absurdo", diz. Há quem recorra e não consiga provar que ganha mais, torna Solla. A grande maioria não vai para o tribunal administrativo, cai na ilegalidade.

Importante será conhecer o faseamento das novas obras

Com efeito a direita está a procurar partidarizar o figurino do Metro de forma articifial e mesmo vergonhosa. O que está em causa é uma discussão técnica e estratégica para a mobilidade dos portuenses e, face a ela, toda a gente que quiser ver verá que a opção Matosinhos-Castelo do Queijo-Foz-Campo Alegre-Palácio de Cristal-S.Bento, que sempre defendemos e que o governo vai apresentar, segunbdo o "Público" tem muito mais interesse para a metrópole portuense do que uma absurda linha Matosinhos-Boavista pela Avenida acima, sem capacidade de captar passageiros e portanto sem utilidade, a não ser para o Dr. Rio que se adiantou, sem autorização, a gastar 4 milhões da Metro para preparar a pista para o seu lóbi dos carros da avozinha com quem, pelos vistos, também já se zangou.
Face à necessidade de alívio do troço da Senhora da Hora-Trindade, além da bem tomada opção directa para o Hospital de S. João, colocar-se-ia ainda a possibilidade do Metro virar na Biquinha para a Vilarinha e subir através de Aldoar-Ramalde, mas certamente essa opção foi estudada e preterida, talvez por, ao cair na Boavista, acabar por sobrecarregar o já esgotado troço Boavista-Trindade.
Mas a linha de Matosinhos pela Foz-Campo Alegre (supomos que pela Av. Nun'Álvares) é, para toda a evidência a mais útil, pois além dos matosinhenses e foz-durienses "apanha" a U. Católica, todos os inúmeros Bairros sociais circumvizinhos da Pasteleira, o pólo universitário do Campo Alegre, e toda a população da parte ocidental do centro da cidade que ainda não tinha este tipo de mobilidade permitindo reduzir drásticamente o trânsito automóvel.
Com a tal linha do Dr. Rio Matosinho-Boavista pela Avenida da Boavista é só comparar: tem muito pouco tráfego que tem sido resolvido à vontade com o autocarro 502, ou não se conhecêsse o tyipo de habitação que caracteriza a Boavista. Além de que estragava a Avenida com os cruzamentos a não ser que fosse enterrado o que, não prejudicando ninguém beneficiava apenas um número de pessoas sem significado.
Portanto a partidarização que a direita está a fazer em desespero de causa resulta de não ter razão o do Dr. Rio estar a "pega" com 4 milhões que resultaram de um verdadeiroi abuso da sua gestão à frente do Metro para obras que nada tinham a ver com o Metro nem tinham nenhuma aprovação.
Que arranje os 4 milhões porque o erário público está à espera dele. Talvez os organizadores das corridas dêem uma ajuda...
Aliás foram erros de gestão deste tipo que deram pretexto para que o Metro deixasse de ser gerido em maioria pelas autarquias do Porto, mudança a que sempre nos opusémos, mas a incompetência e prepotência do Dr. Rio obriga-nos no caso concreto a dar o braço a torcer, embora mantenhamos a posição de fundo.
Finalmente, quanto aos prazos, é claro que para o Porto deprimido como está, ontem já era tarde para o avanço do projecto. PB
(Público) 01.10.2008
Mais que as opções quanto às novas linhas, o mais importante é conhecer qual o faseamento das novas obras.
Com a discussão centrada no plano político, os especialistas escusam-se a emitir opinião sobre as soluções propostas, mas sempre vão dizendo que o que interessa é perceber a forma como a metro pretende aliviar a actual sobrecarga no troço Senhora da Hora-Casa da Música-Trindade. Com quatro das linhas em operação a convergir para Senhora da Hora (Matosinhos, Maia, aeroporto e Póvoa de Varzim), a prioridade é fazer com que parte destes passageiros passe a chegar ao centro do Porto por uma outra linha.
A opção inicialmente apontada pela anterior administração era a linha pela Avenida da Boavista, ligando Matosinhos Sul à Casa da Música, mas sempre houve quem entendesse que, tanto a ligação à Baixa do Porto pelo Campo Alegre como a ligação à zona do Hospital de S. João e do pólo universitário da Asprela, captariam um maior volume de passageiros. Argumentavam também que a solução da Boavista não captaria os passageiros de Matosinhos com destino ao centro do Porto.
A melhor solução será, segundo os especialistas, aquela que mais alivie o troço entre a Senhora da Hora e a Trindade e isso depende da avaliação sobre os potenciais fluxos de passageiros.