segunda-feira, 15 de junho de 2009

A ubiquidade no Partido Socialista a seguir à noite do 7 de Junho
Estão convocadas para esta noite, de 15 de Junho do Ano de Deus de 2009, a reunião da Comissão Política Nacional em Lisboa e a reunião da Comissão Política Distrital do Porto no Porto! Havendo inúmeros membros das duas Comissões, simultaneamente, o que vai suceder?
Nomeadamene quanto ao Presidente da FDPorto?
É inaceitável que venha a estar Porto, porque o presidente da maior Federação do PS tem de estar na Comissão Política Nacional mormente a defender o ponto de vista do Porto pois se for para bater palmas já lá há quem chegue! E é inaceitável que venha a estar em Lisboa porque era o que mais faltava reunir a CP Distrital sem o Presidente da respectiva Federação (que até é um órgão autónomo) presente e a pedido do qual a reunião é convocada! Donde a situação, esta noite, do presidente da FDPorto, ser, em qualquer caso, inaceitável, condenável!

E porque acontecerá um disparate destes?
No Secretariado Nacional não haverá gente do Porto? Não parece mas há quatro! O Prof. Santos Silva, o Dr. Alberto Martins, o Dr. Carlos Lage e o Eng. Técnico José Lelo!
Logo sabiam da convocação da reunião do Porto. Ou não? Como é então convocada para o mesmo dia a reunião de Lisboa? Desprezo? Não interessa para nada, os do Porto que se amanhem? Ou terá sido ao contrário?
Quem convocou primeiro?
Em qualquer dos casos, não é ubiquidade, isto é o desnorte total! Numa em que se impunha precisamente o contrário: serenidade e juizinho (PB).
Conselho de Estado discute duplicação da presença militar portuguesa no Afeganistão
(Público) 15.6.09
O reforço da participação militar portuguesa no Afeganistão é analisado no Conselho de Estado que Cavaco Silva convocou para hoje, já com a presença dos três novos membros. Esta reunião ocorre exactamente dois anos depois da última, efectuada por ocasião da presidência portuguesa da União Europeia (UE).

domingo, 14 de junho de 2009

Sócrates vai três vezes à Assembleia da República nos próximos 15 dias
(Público)14.06.2009 - 08h34 São José Almeida
O líder do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, inicia amanhã uma corrida de fundo que terminará nas eleições legislativas e em que dará tudo por tudo para manter o poder levando o partido à vitória nas urnas.Depois de oito dias de descanso pós-eleitoral e de uma derrota difícil de digerir - o PS perdeu as europeias com 26,58 por cento dos votos, contra 31,7 por cento do PSD -, Sócrates arranca para a próxima maratona eleitoral com 15 dias infernais de actividade político-partidária que o obrigam a enfrentar por três vezes no Parlamento as críticas e os ataques da oposição.Já amanhã à noite, irá reflectir com a comissão política dos socialistas, em Lisboa, sobre a realidade actual e o quadro político criado pelo resultado das europeias. Mas não são expectáveis nem grandes críticas a José Sócrates nem que o líder do PS anuncie qualquer inflexão de estratégia política. Aliás, no discurso em que assumiu a derrota, no domingo à noite, Sócrates afirmou isso mesmo. E o seu número dois no Governo, Pedro Silva Pereira, frisando que as eleições foram europeias, declarou: "O Governo mantém intacta toda a sua legitimidade para governar, está a aplicar o seu programa e está mandatado democraticamente pelos portugueses."
É natural que na reunião marcada para a sede do PS no Rato a direcção socialista venha a reconhecer erros de comunicação com o eleitorado mas, de acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO, José Sócrates não vai fazer alterações substanciais na sua estratégia e projecto de governação. Tanto mais que, de acordo com os dirigentes socialistas contactados pelo PÚBLICO, não faz sentido mudar, a dois ou três meses das legislativas, um caminho seguido durante mais de quatro anos. O PS irá agora focar-se nas legislativas e preparar a próxima campanha, que deverá estar pronta para ir para a estrada em finais de Agosto. Isto porque se confirma que o PS não quer juntar as legislativas e as autárquicas. E os socialistas estão apostados em que as legislativas sejam mesmo em Setembro, até porque, confessam alguns dirigentes, o PS sairá penalizado de um excessivo prolongamento deste período pré-eleitoral. Há mesmo quem aponte que a tendência para o aumento do desemprego poderá custar ainda mais votos a José Sócrates se as legislativas demorarem muito.
Por outro lado, não se esperam grandes críticas ao líder movidas pelos dirigentes do PS, para mais num momento em que estão ainda a ser elaboradas as listas eleitorais para as legislativas e as autárquicas.As principais vozes críticas do PS já se manifestaram. Manuel Alegre declarou que as europeias "indiciam um voto de protesto e uma vontade de mudança". E João Cravinho, contundente, defendeu que "Sócrates sozinho já não chega" e que o líder do PS "tem de estar com mais alguém, vários que dêem a noção de que a política que se vai seguir na próxima legislatura não é a política de um homem só".Três vezes no ParlamentoAs restantes críticas que se fizeram ouvir foram mais suaves. António José Seguro limitou-se a afirmar: "É preciso compreender e ler os resultados com muita humildade. É preciso efectuar uma reflexão serena e tranquila, com cabeça fria, e é preciso que, todos juntos, possamos trabalhar mais e melhor para vencer as eleições do Outono". (...)

Ainda uma dobradinha para a Cidade e a Região
O Octocampeonato e mais uma Taça de Portugal
Se fôssemos presidente da Câmara do Porto estaríamos lá, certamente; se fôssemos candidato, também...

sábado, 13 de junho de 2009


DITO&FEITO
(Sol) 12/06/09

JOSÉ Sócrates recebeu, na noite eleitoral de domingo, um duche frio de insucesso partidário e um banho gelado de alternância democrática (evento político que pensava ter afastado do seu horizonte por muitos e bons anos). Não foram só as sondagens enviesadas a favor do voto socialista que iludiram o líder do PS. Sócrates sabia, de antemão, que as europeias eram as eleições mais convidativas para o voto de protesto de muitos eleitores descontentes. Mas continuava iludido quanto à sua imagem junto dos portugueses, convencido de que estes o viam num pedestal sem concorrentes à altura – e de que bastava a sua intervenção mediática na campanha, coadjuvada pela máquina endinheirada do PS, para controlar quaisquer danos eleitorais preocupantes. Viu-se o resultado: uma queda histórica do PS de 44,5% para 26,6% e a vitória do PSD com cinco pontos de vantagem. Como concluiu, certeiramente, João Cravinho: «O efeito Sócrates, só por si, já não chega».

UM PRIMEIRO-ministro cheio de si próprio e da sua maioria não remodelou um Governo cansado e gasto porque não compreendeu a amplitude do desgaste político e eleitoral provocado por ministros já fora de prazo. Não percebeu o efeito corrosivo dos descabidos dislates do Jamais! ou da papa Maizena, da frieza impositiva na política da Educação, da linha de orientação revanchista da dupla Alberto Costa/Ricardo Rodrigues contra as magistraturas na área da Justiça ou da incorrigível sobranceria que transpira em cada intervenção do omnipresente ministro Santos Silva. Como explicou, sucintamente, Manuel Alegre, o resultado das europeias, para o PS, «foi um voto de castigo, uma punição de políticas da governação e de um certo estilo». Agora, a três meses e meio das legislativas, é tarde para o primeiro-ministro remodelar, para mudar as caras, dar outra frescura e nova energia política ao Governo. Demasiado tarde.

SÓCRATES instigou a política do ‘quero, posso e mando’ numa maioria absoluta já com os piores tiques que esta potencia: autoritarismo, auto-suficiência, prepotência. Uma maioria partidária que não resistiu à tentação controleira sobre a informação e a comunicação social, que fomentou e cultivou a dependência (quando não a submissão) dos agentes económicos e do sector financeiro ao poder socialista.
O país e a democracia respiram melhor desde a noite de domingo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cravinho no Público

Declarações do ex-deputado socialista à Rádio Renascença
João Cravinho considera que “o efeito Sócrates só por si já não chega”
10.06.2009 - 12h12 PÚBLICO
O ex-deputado socialista João Cravinho disse hoje à Rádio Renascença que, depois do resultado das eleições europeias, “o efeito Sócrates só por si já não chega” e que este não é o momento para o país se lançar nos grandes investimentos.

Cravinho interpreta que o resultado se explica por uma “vontade de castigar o Governo, uma vontade de assinalar um cartão que, nalguns casos é amarelo e noutros pode ser muito vermelho”.

“O efeito Sócrates só por si já não chega. Isto é talvez a lição do ponto de vista do PS mais importante”, considerou. “Sócrates sozinho já não chega. Tem que estar com mais alguém, vários que dêem a noção de que a política que se vai seguir na próxima legislatura não é a política de um homem só”, afirmou.

Até Outubro, o PS tem de “mudar, de alterar, de ajustar, de modo a não dar a imagem de que, de facto, tudo se resume a Sócrates dentro do Partido Socialista”.

Cravinho alerta para os grandes investimentos

Cravinho defendeu que “o Governo deve reflectir muito profundamente sobre quais são os grandes projectos que deve seguir nos próximos quatro anos”. Tudo porque, disse, “não é altura de comprometer definitivamente o país por dois ou três meses de pura ânsia e sofreguidão num caminho que depois pode ser muito difícil”.

Em causa estão obras públicas como auto-estradas, TGV e o novo aeroporto.

“Um Governo num país democrático não pode fazer quero, posso e mando. Dizer «eu tenho a minha vontade e porque tenho maioria e dentro de duas semanas já não a tenho, vou usá-la hoje para criar obrigações contratualizadas» que, no fundo, se o futuro Governo ou se o país quiser desfazê-las então paga um balúrdio tal que, aí sim, coloca o país de tanga”.

quarta-feira, 10 de junho de 2009


Esta é a ditosa pátria minha amada...
Seguro diz que veto é oportunidade para corrigir um erro grave
(JN) 10.6.2009
O socialista António José Seguro foi o único deputado a votar contra as alterações ao financiamento dos partidos (a deputada independente Matilde Sousa Franco absteve-se). Mas o consenso foi esmagador, com o PS, o PSD, o BE, o PCP e os Verdes a votarem favoravelmente.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Por causa dos resultados de domingo
Fenprof espera que Ministério da Educação mude de política
09.06.2009 - 15h01 PÚBLICO
A Federação Nacional dos Professores espera que a derrota do PS nas eleições europeias tenha reflexos nas negociações em torno da revisão do Estatuto da Carreira Docente e da alteração do modelo de avaliação de desempenho.
Numa nota à comunicação social enviada hoje, o secretariado da Fenprof refere que “vê, com expectativa, a possibilidade de poderem ser alterados alguns dos aspectos mais negativos” daquelas medidas, “tendo em conta que, efectivamente, após as eleições, está criado um novo cenário político que abre perspectivas reais de mudança”. A Fenprof frisa que nas eleições de domingo passado, “mais do que considerarem as questões comunitárias, de que os portugueses parecem alhear-se, os eleitores optaram por manifestar o seu protesto face às políticas” do Governo. “Vários governantes, com destaque para a equipa do Ministério da Educação, desrespeitaram continuadamente e injuriaram, publicamente, os professores”, frisa a Fenprof.
Um ataque “duríssimo” que “pôs em causa a própria organização e qualidade da escola pública”, acrescenta.
Retirar a maioria absoluta ao PS foi um dos objectivos assumidos para as eleições tanto pela Fenprof, como pelos movimentos independentes de professores. Os resultados de domingo “inundaram” dezenas de blogues de docentes.
Cavaco veta nova lei do financiamento dos partidos
(JN Em Linha) 9.6.09
Numa primeira reacção, o PS recorda que a lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia da República e aguarda para analisar melhor o veto presidencial.
O Presidente da República vetou a nova lei do financiamento dos partidos, apontando "várias objecções de fundo" ao diploma, como o "aumento substancial do financiamento pecuniário não titulado" ou a possibilidade dos partidos obterem lucros nas campanhas.
"São várias as objecções de fundo que suscitam as soluções normativas contidas no diploma em causa", lê-se numa nota divulgada na página da Internet da Presidência da República.
Entre essas "objecções de fundo", Cavaco Silva aponta o "aumento substancial do financiamento pecuniário não titulado dos partidos políticos e das receitas provenientes de iniciativas de angariação de fundos, da possibilidade de os partidos obterem lucros nas campanhas eleitorais ou do aumento do limite das despesas de campanha na segunda volta das eleições para o Presidente da República".
No comunicado, o chefe de Estado sublinha também a "alteração muito significativa" ao regime actualmente em vigor sobre o financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais, "aumentando de forma substancial os limites do financiamento privado e sem que se diminuam os montantes provenientes do financiamento público".
"Esta alteração ocorre sem que se encontre devidamente acautelada a existência de mecanismos de controlo que assegurem a necessária transparência das fontes de financiamento privado, no quadro de um sistema que, sublinhe-se, adopta um modelo de financiamento tendencialmente público, do qual já resultam especiais encargos para o Orçamento do Estado e para os contribuintes", frisa ainda o Presidente da República.
Por outro lado, refere ainda o chefe de Estado, a alteração que se pretendia introduzir afigura-se "inoportuna", dada a aproximação de vários actos eleitorais, bem como devido à actual conjuntura económica e financeira do País.
"Ante o exposto, o Presidente da República devolveu hoje, sem promulgação, o Decreto nº 285/X da Assembleia da República, que altera a Lei n.º 19/2003, de 20 de Junho, que regula o regime aplicável ao financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais", lê-se ainda no comunicado divulgado pela Presidência da República.

Ricardo Rodrigues, em nome do PS, disse "aguardar com serenidade" para analisar as conclusões do veto presidencial, antes de se pronunciar. Em declarações à RTP, recordou que a lei, vetada por Cavaco, foi "aprovada por unanimidade" na Assembleia da República.
A nova lei do financiamento dos partidos políticos foi aprovada na Assembleia da República a 30 de Abril, com os votos favoráveis de todas as bancadas parlamentares, com o voto contra do deputado do PS António José Seguro e a abstenção da independente Matilde Sousa Franco.
A lei aumenta de cerca de 22.500 euros para 1,2 milhões de euros as quantias de dinheiro que os partidos podem receber globalmente, por ano, em "dinheiro 'vivo', sem titulação por cheque ou por outro instrumento bancário" em quotas e contribuições de militantes.
Individualmente, cada militante pode doar montantes inferiores a 25 por cento de um Indexante de Apoio Social, cerca de 104 euros/ano.
Por outro lado, aumentou para 1,2 milhões a quantia de dinheiro que os partidos podem receber em iniciativas de angariação de fundos também sem titulação, que estão obrigadas a contas próprias.
A nova lei prevê ainda a possibilidade dos partidos puderem ter lucro das campanhas eleitorais.
Tempo de fazer contas
(JN) 9.6.09
Peguemos então na máquina de calcular e deitemos contas à democracia que temos. De mais de 9 milhões e meio de eleitores inscritos, 63% (mais de 6 milhões) entenderam, no passado domingo, que não valia a pena votar. Considerando que outros 4,63%, tendo votado, o fizeram em branco, negando a confiança a qualquer partido, e que houve 2% de votos nulos, os portugueses que confiam ainda nos partidos que temos são já menos de um terço (30%).
O que significa que o PSD - partido mais votado - tem a confiança de apenas 9,5% dos portugueses (31,68% de 30%), e o PS de menos ainda: nem de 8% (26,58% de 30%). E todos os restantes partidos, no seu conjunto, de menos de 9%. É esta a legitimidade democrática (o PSD representando 9,5% dos portugueses, o PS menos de 8% e os restantes partidos menos de 9%) do actual sistema partidário. O que levou a tal divórcio dos portugueses - que, no entanto, nas primeiras eleições após o 25 de Abril acorreram em massa, esperançada e entusiasticamente, às urnas - dos políticos e da política? Teremos que mudar de povo? De políticos? Ou devemos continuar a fazer de conta?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Despesa pública irregular subiu 60% em 2008
(JN) 8.6.09
Tribunal de Contas detectou despesa pública irregular de 1.288 milhões de euros em 2008, um valor superior em cerca de 60 por cento, face ao valor detectado em 2007.
Segundo o relatório de actividades do Tribunal de Contas (TC), presidido por Guilherme d'Oliveira Martins, neste valor encontram-se situações "muito diversificadas" nos vários níveis da administração - central, regional e local - que ilustram a intensificação da acção do tribunal no decurso da reforma realizada em 2006.
Entre as situações irregulares encontram-se pagamentos não orçamentados, efectuados por recurso a operações específicas do Tesouro e a contabilização indevida de fundos "empolando" os resultados operacionais.
O TC, cuja missão é fiscalizar as contas públicas, diz ter efectuado ao longo do ano passado 1.787 acções de controlo prévio a actos, contratos ou outros documentos, relativos a uma despesa de 5,7 mil milhões de euros.
Em 2008, o Tribunal de Contas recusou o visto a 68 actos e contratos relativos a 631,5 milhões de euros, o que representa mais de 11,1 por cento da despesa global submetida a visto.
Europeias:
Distrital do Porto reúne Comissão Política para analisar resultados eleitorais
(LUSA) 08 de Junho de 2009, 20:24
O líder da Federação do Porto do PS, Renato Sampaio, convocou para 15 de Junho uma Comissão Política Distrital para analisar os resultados das europeias de domingo, em que sofreu a primeira derrota em 18 anos numas eleições nacionais.
"É normal e uma questão de ética convocar a Comissão após umas eleições", disse à agência Lusa Renato Sampaio, que admitiu que o tema seja discutido já hoje na reunião que a Federação tem agendado com as concelhias para preparar a convenção autárquica de 20 de Junho.
"Esta reunião já estava marcada mas não quis que ela se intrometesse com as eleições, pelo que não a divulgámos antes. Mas ela estava marcada e visa preparar a convenção autárquica", afirmou, admitindo, porém, que "claro que o resultado eleitoral deverá ser abordado".

domingo, 7 de junho de 2009

Política dominante no Partido Socialista com resultados catastróficos na avaliação eleitoral dos portugueses.
Tudo indica que terá sido o 2º pior resultado de sempre em europeias. O responsável principal é a linha política que levou a 4 anos de política de direita e tem rostos. Ou o PS altera a sua política que tem tido os piores resultados para o país na avaliação dos portugueses mudando políticas e rostos, ou o Tsunani alastrará às legislativas e influenciará as autárquicas, numa devastação nunca vista para o Partido Socialista. Estamos prontos a colaborar na edificação imediata de uma nova política que recupere a confiança dos portugueses. Que tenha confiança nos portugueses e que governe para eles e com eles. Se quiserem meter a cabeça na areia, agarrados aos seus lugares, e não perceberem os sinais dos tempos nem as indicações do povo, se quiserem marginalizar os que sempre disseram que esta política conduziria a estes resultados no país e nas eleições, então não contem connosco, que se afoguem sozinhos.
É preciso tomar medidas
Sócrates tem de mostrar com humildade democrática que percebeu o que se passou e como estão a ser avaliados estes 4 anos pelos portugueses. O que passa, no mínimo, por mudar de políticas, mudar de rostos, mudar de atitudes. O que poderá implicar, para além da mudança da atitude política altaneira e autista, uma nova atitude eleitoral para as próximas legislativas implicando dois pontos (uma vez que não haverá tempo para grandes reformas internas como a instituição das "primárias" nem tão pouco para a grande remodelação governamental que deveria ter ocorrido há muito):
Em primeiro lugar, o fim das duplas candidaturas (legislativas-autárquicas) que levaram a que na desastrosa campanha donde saímos, o tema "Elisa" fosse contra nós mortiferamente utilizado, dando-nos uma imagem imoral perante os cidadãos; nenhum candidato a câmaras, à presidência ou a vereadores poderá ser candidato a deputado.
Em segundo lugar, abertura do PS às diversas sensibilidades internas, mormente à ala esquerda, plasmando tal participação nos documentos eleitorais e necessariamente na constituição das listas que deverão ser profunda e largamente renovadas.
Em terceiro lugar, compromisso dos candidatos a deputados não só de responderem perante os cidadãos do país conforme o preceituado constitucional, como também o de responderem perante o eleitorado do círculo que o elegeu, razão pela qual, de resto, existem os círculos. (P.B.)
Participação perto da de 2004
(Lusa) 7.6.09 A afluência às urnas dos eleitores nacionais subiu de 11,8% às 12:00 para os 26,8% às 16:00, segundo dados divulgados pela Direcção Geral da Administração Interna (DGAI).
Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, realizadas a 13 de Junho de 2004, à mesma hora registava-se uma afluência de 27,2 por cento.
Nas europeias de 2004, votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento.
EUROPEIAS
Taxa de participação e os resultados dos partidos desde 1987.
Eleições 1987 (pós-adesão)

Taxa de participação:72,42%
Resultados:
PPD/PSD: 37,45%10 eurodeputados
PS: 22,48%6 eurodeputados
CDS: 15,40%4 eurodeputados
CDU: 11,50%3 eurodeputados
PRD: 4,44%1 eurodeputado


Eleições 1989
Taxa de participação: 51,1%
Resultados:
PPD/PSD: 32,75%9 eurodeputados
PS: 28,54%8 eurodeputados
CDU: 14,40%4 eurodeputados
CDS: 14,16%3 eurodeputados


Eleições 1994
Taxa de participação:35,54%
Resultados:
PS: 34,87%10 eurodeputados
PPD/PSD: 34,39%9 eurodeputados
CDS/PP:12,45%3 eurodeputados
PCP/PEV: 11,19%3 eurodeputados


Eleições 1999
Taxa de participação:39,93%
Resultados:
PS: 43,07%12 eurodeputados
PPD/PSD: 31,11%9 eurodeputados
PCP/PEV: 10,32%2 eurodeputados
CDS/PP: 8,16%2 eurodeputados


Eleições 2004

Taxa de participação: 38,6%
Resultados:
PS: 44,53%12 eurodeputados
Força Portugal: 33,27%(PPD/PSD+CDS/PP)9 eurodeputados
PCP/PEV: 9,09% 2 eurodeputados
Bloco de Esquerda: 4,91%1 eurodeputado
Se esta parede fosse minha!
(Público)07.06.2009, Patrícia Carvalho
Vereadora socialista propôs que as paredes degradadas da cidade fossem renovadas por artistas urbanos. Rui Rio acolheu a ideia e os graffiters também gostam dela. E já têm sugestões
Mr. Dheo não se esquece da frase do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, há poucos anos. Tirou-a dos jornais e colocou-a no seu sítio pessoal na Internet: "Todos os graffiters deveriam ser tratados como aquilo que eles são: delinquentes". Por isso (e não só), duvidou quando, na última reunião do executivo camarário, o autarca considerou que uma proposta da vereadora socialista Carla Miranda era algo "a trabalhar".
A vereadora sugeriu que a câmara, em articulação com os graffiters e as juntas de freguesia, reabilitasse zonas degradadas do Porto com o recurso a esta arte urbana. Mr. Dheo diz que ele próprio já fez uma proposta similar, e a resposta de Rui não foi bem esta (ver caixa). Mas acha a proposta "muito importante". Não é o único. Quando Carla Miranda apresentou a sua sugestão estava a pensar, sobretudo, em tornar a cidade um pouco mais limpa. Hoje já vai mais longe: "Vejo as pessoas que fazem os graffiti um pouco como artistas, como tal, deveríamos dar-lhe um espaço artístico. Há desenhos muito bonitos, mas há também os tags, muito ligados ao conceito de marcar território. Era necessário conseguir responsabilizar estas pessoas pelos espaços públicos. Procurar limpar os tags e, ao mesmo tempo, dar-lhes um espaço onde possam trabalhar. Há murais que são verdadeiras obras de arte".
Apesar da disponibilidade demonstrada por Rio para, com Álvaro Castello-Branco, vereador do Ambiente, "ver o que se pode fazer", ainda não houve qualquer contacto com a vereadora socialista para analisar a proposta. Carla Miranda, contudo, já iniciou alguns contactos com graffiters. O próximo passo, diz, é contactar as juntas de freguesia e perceber a sua disponibilidade para acolher um projecto destes. Entre os graffiters, já há ideias para incluir na proposta que recebem de braços abertos. Gon, um dos artistas urbanos ouvidos pelo PÚBLICO, acha a ideia "óptima" e avisa: "A arte urbana não é só spray e graffiti. Há stencils, máscaras..." Já organizou workshops e acredita que esse é um dos passos que terão que ser dados, se o projecto for avante. "É preciso tentar educar os mais novos. O facto de o graffito ser considerado ilegal torna-o um fruto muito apetecido e daí o vandalismo. Os putos pensam que estão a fazer uma grande coisa quando põem uns tags num edifício novo", diz. O projecto, acrescenta Kino, é "interessante", mas não funcionará se não integrar as opiniões dos artistas e das pessoas que habitam as zonas onde poderão nascer os murais. E a educação que, na sua opinião, deverá começar nos bairros da cidade, também é fundamental. Kino, da área das artes plásticas, diz ter "a expectativa que este projecto possa ser uma forma de entrar nos bairros e pegar nos jovens que lá vivem e trabalham nesta área para lhes tentar incutir uma nova mentalidade".
Já Mr. Dheo avisa não querer "ser aproveitado para diminuir o vandalismo" e acrescenta: "Custa-me que câmara não se preocupe em promover artistas que estão a dar cartas internacionalmente. Quero ser valorizado na minha cidade". O artista, que além de murais em vários pontos do mundo trabalha também com algumas marcas, na personalização de várias peças (de sapatilhas a carros e bonés), gostaria de ver o Porto integrar uma ideia que vai sendo comum em muitas cidades. "Em quase todos os países desenvolvidos existe este sistema de promoção de artistas, através da disponibilização de espaços próprios. E não estou a falar dos subúrbios, mas do centro das cidades." Sugestões de espaços também já há. Gon aposta no Silo-Auto. Mr. Dheo começava pelos edifícios abandonados da Rua de Miguel Bombarda.

sábado, 6 de junho de 2009

Recordando...

A importância das eleições europeias
(Público) Nuno Gouveia 31 de Março de 2009
Até ao momento realizaram-se cinco eleições em Portugal para o Parlamento Europeu. Apesar de não ser possível retirar grandes ilações, podemos inferir algumas considerações dos seus resultados.
Em 1987, o PSD, que estava no poder, venceu estas eleições com 37%, seguido do PS com 22% e do CDS com 15%. Nesse mesmo dia, Cavaco Silva conquistou a primeira maioria absoluta. Passados dois anos, em plena crise de popularidade do governo, o PSD voltaria a derrotar o PS, desta vez com 32%, apenas mais 4% que o PS.
Já no final do cavaquismo, o PS viria a derrotar o PSD por 0,4%, em 1994.
No período de ouro do guterrismo, em 1999, o PS venceu com 43%, mais 12% que o PSD.
Por último, em 2004 o PS voltaria a conquistar o maior número de votos nestas eleições, com 44% contra os 33% da coligação PSD/CDS.
É óbvio que os contextos nacionais têm sido decisivos para o desfecho das eleições europeias. Basta analisar este passado eleitoral. E por isso concordo plenamente com o Vasco, quando referiu que estas eleições não podem ser desligadas do contexto em que são disputadas. O que o que mais influencia o voto das pessoas nestas eleições são particularidades dos países, podendo ser consideradas verdadeiros testes à popularidade dos partidos no governo.
Os resultados eleitorais de 1994 e de 2004 já preconizavam a agonia dos governos de então, e nas eleições seguintes, o PSD viria a perder as eleições. Em 1999, os resultados das europeias já antecipavam a vitória do PS nas legislativas de 2001. E por isso, considero que no caso de o PS não obter um resultado auspicioso nas eleições de Junho, poderá estar em causa a sua vitória nas legislativas.
O PSD tem aqui uma oportunidade de ouro nestas eleições. Mais importante do que o nome de cabeça de lista, será conhecer a equipa de candidatos a eurodeputados. É que neste aspecto o PS já apresenta debilidades na sua lista, como as candidatas autárquicas Elisa Ferreira e Ana Gomes. (...)
Referenciando os resultados das Europeias de 2004...

Estavam inscritos 8 821 456 eleitores dos quais votaram 3 404 782 (38,6%). A abstenção foi de 61,4% e os brancos 2,57%.

PS 1 516 001 (44.53%) 12
PSD+CDS 1 132 769 (33.27%) 9
CDU 309 401 (9.09%) 2
BE 167 313 (4.91%) 1
MRPP 36 294 (1.07%)
PND 33 833 (0.99%)
PPM 15 454 (0.45%)
Como aqui ao lado se vê a campanha do PSD:

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia
O Porto extraordinário e os outros
(Público) 06.06.2009, Amílcar Correia
A Serralves criada por Vicente Todoli e João Fernandes faz parte de um Porto extraordinário que ao longo de 40 horas esquece a sua faceta apática e sorumbática. É claro que o 10.º aniversário do Museu de Arte Contemporânea (e o 20.º da Fundação de Serralves) se transformou numa autêntica romaria, com vendedores de gelados e de algodão doce à porta. Como é óbvio, nada contra uns e outros. Afinal, a pá gigante de Claes Oldenburg é para todos. De resto, as inaugurações de Miguel Bombarda também se transformaram numa feira mensal. A diferença é que lá não há nenhuma pá de Oldenburg.A crescente adesão a este conceito de festas tem vindo a aumentar de ano para ano, comprovando a força da marca Serralves, sempre associada a requinte e contemporaneidade. Até talvez em demasia, como se Serralves tivesse um toque de Midas, e fosse caução para tudo, como se viu no Allgarve. No fundo, Serralves não escapa ao mesmo destino e funções que hoje são atribuídas a um espaço museológico e que vão para além da exposição de obras de arte segundo determinados critérios. Afinal, o MoMa não é apenas um museu; é também uma marca e um conceito de produto.O que mais importa aqui ressalvar é o impacto que estas festas non-stop representam para a área metropolitana na qual o Porto se insere e não nos estamos a referir a mais um recorde de entradas. Ano após ano, as festas de Serralves dessacralizaram o museu e a arte contemporânea, até transformarem os seus intermináveis jardins numa espécie de festival de Verão urbano. A relação que o museu estabelece com a cidade, abrindo-lhe as portas despreconceituosamente, só encontra paralelo com a relação que a Casa da Música procura fomentar com o seu público. As duas instituições fazem parte de um Porto extraordinário, que é excepcional numa cidade que só sai à rua em momentos muito especiais. Ou para celebrar o seu S. João ou uma cada vez mais rotineira vitória clubística.O mais natural era que a excepcionalidade deste tipo de iniciativas e o seu inegável sucesso fossem suficientemente aliciantes para alimentar em outras instituições uma mimética relação de abertura com a cidade. Mas não é isso que acontece, por exemplo, no Museu de Soares dos Reis e no Centro Português de Fotografia. O primeiro foi durante muito tempo apontado, em particular durante o conflito que opôs Câmara do Porto e Governo a propósito do túnel de Ceuta, como o segundo museu menos visitado do país. Nunca ninguém o desmentiu (e nunca ninguém disse quem era o primeiro da lista). Quanto ao Centro Português de Fotografia (CPF), a verdade é que ele nasceu ensimesmado e assim continua. Pode-se argumentar, porque é verdade, que há uma abismal diferença de orçamento entre as quatro instituições. Mas isto não explica tudo. Se há um Porto mais ordinário, no sentido em que se trata do Porto habitualmente apático e sorumbático, é aqui que ele se encontra. E o mais triste é que o vendaval urbano e mundano que hoje sobressalta a Baixa do Porto é geograficamente delimitado pelo Soares dos Reis e pelo CPF. Não querer (ou saber) aproveitar a inesperada efervescência de uma Baixa que teima em se renovar é o que a burocracia tem de pior.
Paredes: Ajuste directo a mulher de chefe de Divisão
(JN) 6.6.09 JOSÉ VINHA
A Câmara de Paredes adjudicou, por ajuste directo, vários serviços à empresa da mulher de um chefe de Divisão. Em plantação de árvores, sistemas de rega, aquisição de corta-relva e de uma viatura foram pagos pela Câmara cerca de 70 600 euros.
Detectada a ilegalidade, o presidente da Câmara, mandou abrir um processo de averiguações. Vasco Mendes é chefe de Divisão do Serviço do Ambiente na autarquia de Paredes e primo direito do vereador do pelouro, Pedro Mendes.
Por lei, não é permitido a uma autarquia adjudicar obras a empresas cujos sócios sejam familiares directos de funcionários, como é o caso. É uma clara violação ao Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Central, Regional e Local (Decreto-Lei 413/93 de 23 de Dezembro) e pode, no limite, constituir fundamento de cessação da comissão de serviço.
Porém, em 25 de Novembro do ano passado, o presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira, adjudicou, por ajuste directo, o fornecimento e instalação de sistemas de rega automática e colocação de plantas no jardim em frente ao centro de saúde da freguesia de Gandra e na Avenida da República, em Paredes, à firma da mulher de Vasco Mendes. As duas empreitadas foram entregues à "Organigarden - Gestão de Espaços Verdes, Lda", com sede na Maia, sendo que a mulher do chefe de Divisão do Ambiente é sócia-gerente. A empreitada de Gandra custou 22.402,74 euros e a da principal avenida da cidade cifrou-se em 10.387,50 euros.
Ao que o JN apurou, a adjudicação foi sugerida ao presidente da Câmara, Celso Ferreira, pelo próprio chefe de Divisão que exerce, também, funções de primeiro secretário da Assembleia de Freguesia de Bitarães. Mas há outros serviços adjudicados, como são os casos de uma máquina de cortar relva e do carro de apoio aos jardineiros, uma adjudicação de 38.400 euros feita já em Fevereiro deste ano. Ainda este ano, em reunião de Câmara, em 14 de Janeiro, a autarquia adjudicou à "Organigarden" serviços de pichelaria para o campeonato do mundo de trial no valor de 3.360 euros.
Pedro Mendes, vereador do pelouro do Ambiente, recusou prestar quaisquer esclarecimentos, mostrando-se visivelmente agastado com a situação. Quando o vereador chegou à câmara já o primo era funcionário e, neste caso, ao que o JN apurou, a adjudicação da empreitada poderá ter passado mesmo ao lado do próprio vereador, uma situação ainda mais desconcertante para o responsável político do pelouro.
Também agastado com esta situação, o presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira, garantiu ontem ao JN que "por proposta do vereador do Ambiente vai ser aberto um processo de averiguações que terá de estar concluído no espaço de oito dias". "Se concluir que há alguma gravidade nesta situações darei sequência disciplinar imediata", frisa o autarca.
O Chefe de Divisão do Serviço do Ambiente renovou recentemente a comissão de serviço, por um período de três anos. Seja como for, Celso Ferreira assegura terem sido adjudicadas à "Organigarden - Gestão de Espaços Verdes, Lda", apenas, as duas empreitadas. "A partir daí, nunca mais houve quaisquer aquisições de serviços a essa firma", afirma.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

EUROPEIAS: as quatro últimas sondagens

Fonte: Margens de erro

Eis o mapa, excluindo os votos nos partidos mais pequenos, movimentos e brancos ou nulos, em sondagens, por isso, sem os totais a 100%.

Se tivermos em conta apenas os 5 partidos que poderão eleger deputados, o mapa dos resultados será o seguinte:


Sendo as diferenças pequenas, se tivermos em conta a fiabilidade de 95% os resultados finais são compatíveis com todas as sondagens.

Partido de Geert de Wilders foi o segundo mais votado

Extrema-direita consegue forte subida na Holanda

(Público Em Linha) 04.06.2009

Uma formação de extrema-direita, o Partido para a Liberdade do Povo Holandês (PVV), foi o segundo mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda, marcadas por uma abstenção alta e por uma forte penalização dos partidos no Governo.
Seguro quer acabar com monopólio dos partidos nas candidaturas a provedor de Justiça
(Público) 05.06.2009, Leonete Botelho
Os partidos falharam o consenso, o cargo de provedor de Justiça está vago pela primeira vez por renúncia de Nascimento Rodrigues e todo o Parlamento afirma desejar uma solução rápida para a sua substituição, como tem feito desde há quase um ano.
Foi neste cenário que o deputado socialista António José Seguro apresentou ontem, sozinho, um projecto de lei que permite a grupos de cinco mil cidadãos apresentarem eles próprios candidaturas ao cargo. "Acaba com o monopólio dos partidos", explicou Seguro aos jornalistas, lembrando que o cargo de provedor "tem um enorme simbolismo, que reside no facto de ser o representante dos cidadãos perante os abusos da administração pública". Assim, "nada melhor que acabar com o monopólio dos partidos e atribuir aos cidadãos a possibilidade de eles próprios poderem apresentar candidaturas".
Seguro esperou que no plenário se fizesse a leitura da carta de renúncia de Nascimento Rodrigues e os partidos fizessem as declarações de ocasião para a seguir entregar o projecto de lei na mesa da Assembleia. Mas sublinhou que o seu projecto "é para o futuro, não necessariamente para este caso concreto", até porque "não foi pensado dessa forma".
Antes, no plenário, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, tinha renovado o apelo que fizera em Janeiro "para a necessidade de ser resolvido o problema da eleição do provedor de Justiça", pedindo a que na próxima conferência de líderes, marcada para terça-feira, possa ser encontrada "uma forma metodologicamente conclusiva".
O que, para o CDS-PP e o BE, pode passar pela mediação do próprio Jaime Gama. "Este processo não se resolverá se alguém quiser levar a melhor sobre os outros", alertou Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, lembrando que o que esteve na origem desta falência foi o facto de "PS e PSD terem querido nomear um provedor quando este é eleito por maioria de dois terços no Parlamento".
De regresso de Paris, Alberto Martins, líder parlamentar do PS, preferiu acentuar que "as responsabilidades foram de todos, porque uns votaram e outros usaram o direito de veto político, que é contra o espírito constitucional". Uma referência aos votos em branco, atribuídos ao PCP e ao CDS-PP, que impediram a eleição do candidato do PS, Jorge Miranda. Nesse sentido, acrescentou Martins, "o processo reabre-se com consciência da necessidade que a todos vincula e não pode haver condicionantes à partida". Uma alusão indirecta à condição colocada na véspera pelo PSD, através do vice-presidente da bancada Montalvão Machado, que se mostrou "aberto a todas as soluções" desde que não se coloquem na mesa nomes "já rejeitados pelo Parlamento".
Uma réstia de braço-de-ferro em torno de Jorge Miranda? Depois da renúncia de Nascimento Rodrigues, Jaime Gama apelou aos partidos para solução antes do Verão

Mais uma...

Europeias. Aximage, 1-4 Junho, N=1274, Tel.

Fonte: Margens de erro

PS: 36,2%
PSD: 30,9%
BE: 10,2%
CDU: 10,1%
CDS-PP: 5,0%

Não se sabe quantos dos inquiridos responderam

Paços de Ferreira
Foi apresentado na passada sexta-feira em Freamunde
Movimento pela Mudança: 5623 pessoas apoiam candidatura de Humberto Brito à câmara
(Verdadeiro Olhar) 5.6.09 Um movimento surgido da sociedade civil do concelho de Paços de Ferreira e que pretende dar apoio à candidatura de Humberto Brito à presidência da autarquia. Assim se apresentou, na passada sexta-feira, na Casa da Cultura de Freamunde, o Movimento pela Mudança que conta já com 5623 pessoas.
O rosto do movimento é Vitorino Ribeiro, que no seu discurso afirmou que há 35 anos que os mesmos (PSD) decidem o futuro do concelho e que "hoje, mais que nunca, se impõe a mudança" que traga uma câmara mais preocupada com a vida real dos munícipes.
O Movimento pela Mudança engloba um vasto grupo de cidadãos, da esquerda à direita, que apoia "a única candidatura que pode dar ao concelho o que ele precisa e reclama". "Humberto de Brito dá prioridade às pessoas. A Câmara está distante das pessoas, não tem preocupações sociais e está recheada de vícios", acrescentou Vitorino Ribeiro.
É tempo de dizer basta, diz Paulo Ferreira
Presente na iniciativa, o presidente da Comissão Política do PS, Paulo Ferreira, caracterizou este como um momento histórico que "exige pessoas sérias, honestas e dispostas a trabalhar pelo município", como é o caso do actual candidato. "Nunca se quis tanto a mudança", salientou, argumentando que quatro anos depois de Pedro Pinto ter conquistado a autarquia é tempo de dizer "basta".
"Esta gente tem de sair a bem ou a mal. Não podemos ter alguém na câmara que não percebe que há mais vida para além dele próprio", acusou e, aludindo à situação financeira da autarquia, caracterizou Pedro Pinto e a sua equipa como uma "comissão de liquidatários" do município.
O candidato apoiado pelo PS e por este movimento subiu ao púlpito para dizer que ninguém pode ficar indiferente a este movimento que conseguiu mais de cinco mil assinaturas em dois meses. "O povo está cansado de uma câmara aberta para quem tem mais dinheiro. Está farto do clima de medo", realçou Humberto Brito. "Não é de admirar que a AGS cobre ao povo preços absurdos", atirou, argumentando que esta câmara é indiferente às pessoas e aos seus problemas. Por isso, diz o candidato, é tempo de uma reforma que traga transparência à câmara para que esta se abra ao povo e fique ao seu serviço. "É hora de fazer política para as pessoas", concluiu, sob uma ovação dos presentes.

Sondagens para todos os gostos (e desejos)

Europeias. Eurosondagem, 1-2 Junho, N= 2033, simulação em urna.

Fonte: Margens de erro

PS: 36,0%
PSD: 31,9%
BE: 10,1%
CDU: 9,0%
CDS-PP: 6,1%
OBN: 6,9%

Com 16,4% de indecisos

quinta-feira, 4 de junho de 2009


“À Espera de Godinho – Quando o Futuro Existia"
Um tetrálogo com Amadeu Lopes Sabino, Jorge Oliveira e Sousa, José Morais e Manuel Paiva, editada pela Bizâncio, em que três portugueses e um belga de origem portuguesa, nascidos nos anos 40 do século XX e cujos caminhos se cruzam em Bruxelas, reúnem-se em quatro jantares à espera de um quinto conviva que se faz rogado. Reencontram-se na terra de ninguém entre a memória e o esquecimento, os tempos e os espaços em que o futuro foi uma realidade: o Estado Novo e a guerra colonial que todos recusaram, escolhendo a experiência amarga e enriquecedora do exílio; a oposição à ditadura, vivida por cada um de diferentes modos e com diferentes expectativas; as miragens da revolução e da democracia e, encerrado o ciclo do império, o regresso de Portugal ao rectângulo europeu. Em torno da integração política na Europa e das turbulências do início do terceiro milénio reacendem-se os debates do passado revisitado. O diálogo aguça e lima arestas, contradições, interrogações. Chegou a hora de cada um se dedicar a cultivar o seu jardim? Será a Utopia ainda possível ou mais do que nunca nefasta? Quem vence a partida: o descobridor de novos mundos ou o Velho do Restelo? Quem é afinal o convidado que falha sucessivos encontros e recursos? O Godinho que parte para África é um Gonçalo Ramires, o fidalgote queirosiano que passa pelos trópicos sem tostar a pele, ou um senhor Oliveira da Figueira, o laborioso mercador de panos e contas de vidro dos álbuns de Tintim?
Mais um livro de memórias de que se faz a história do presente e do futuro quando este existia e, mesmo assim , ainda agora. A não deixar de ler.
Europeias. CESOP, 30 Maio-2 Junho, N=3375, simulação voto urna.
Fonte: Margens de erro
PS: 34%
PSD: 32%
CDU: 11%
BE: 9%
CDS-PP: 4%
MEP: 2%
PCTP-MRPP: 1%
Outros: 3%
Brancos e nulos: 4%
Europeias. Marktest, 27-30 Maio, N=807, Tel.

Fonte: Margens de erro

PSD: 32,5%
PS: 29,4%
BE: 8,9%
CDU: 8,9%
CDS-PP: 3,3%


Em 10 sondagens, esta é a primeira em que o PSD aparece à frente, embora ligeiramente, ou seja dentro do conceito de empate técnico. Dos 807 da amostra falta saber quantos efectivamente responderam pois podem ser, por exemplo, menos de metade, como tem acontecido noutros inquéritos deste barómetro. Se o número de respostas for, pelo contrário, significativo, estes resultados podem significar uma tendência muito preocupante para o PS. Em qualquer caso, domingo teremos a grande sondagem, a mãe de todas as sondagens. (PB)

quarta-feira, 3 de junho de 2009


F.C.PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE ANDEBOL!

Presidente da República nega ter tido acções da SLN
Cavaco Silva revela que "boa parte" parte das suas poupanças "estão desaparecidas"

03.06.2009 - 19h14 Lusa, PÚBLICO
Cavaco nega! Nega mesmo? Não é isso que se lê das suas palavras. O que nega é ter pretendido ocultar, mas não nega que parte do seu dinheiro foi direitinho para comprar acções SLN através do Banco do seu Secretário de Estado, nem nega as mais-valias que tanto ele como a filha disso obtiveram. Isto vai dar água pela barba... (PB)
O Presidente da República, Cavaco Silva, revelou hoje aos jornalistas que está a perder muito dinheiro com as poupanças que tem nos bancos e que parte delas “estão desaparecidas”.“Eu e a minha mulher, antes de eu estar nesta posição, quando éramos apenas professores, não tínhamos as nossas poupanças debaixo do colchão, nem tão pouco no estrangeiro. E agora também não. Entregámos as nossas poupanças a quatro bancos, incluindo o BPN, para eles gerirem as nossas poupanças. Esperávamos que eles gerissem as poupanças bem, que conseguissem um bom rendimento. Infelizmente estamos a perder muito, muito dinheiro. Boa parte das nossas poupanças estão desaparecidas”, afirmou o chefe de Estado citado pela TVI. O Presidente da República, Cavaco Silva, negou também ter escondido que tenha tido na sua carteira acções da Sociedade Lusa de Negócios, esclarecendo que o investimento nesses títulos foi feito por "um banco" a quem entregou as suas poupanças"Recentemente foi noticiado que eu tinha tentado esconder que da minha carteira de títulos e da minha mulher faziam parte - há muitos anos, muitos anos antes de ser Presidente da República - acções da SLN. Não é verdade. E se eu digo que não é verdade é porque estou perfeitamente seguro que o posso dizer", afirmou Cavaco Silva, à margem da entrega dos prémios COTEC Inovação. O Chefe de Estado remeteu ainda para um comunicado emitido em Novembro do ano passado em que esclarecia que as suas poupanças e da sua mulher foram entregues a quatro instituições financeiras que, por seu turno, fizeram aplicações em acções de diversas entidades, incluindo da SLN. "Em Novembro do ano passado emiti um comunicado dizendo onde podiam ser verificadas todas as aplicações feitas pelos bancos gestores em acções do BCP, BPI, EDP, Jerónimo Martins, Brisa SONAE e também a aplicação que um banco fez em acções da SLN", frisou.Na sua última edição, o semanário "Expresso" noticiou que o Presidente da República comprou e vendeu acções da SLN, que era accionista do BPN e controlava o banco até à sua nacionalização. Aludindo à nota publicada no final de Novembro no site da Presidência da República - na qual é denunciada a "tentativa de associar" o Chefe de Estado do caso BPN e excluído qualquer envolvimento de Cavaco Silva negócios relacionado com o BPN - o Presidente da República considera que quem procura envolver o seu nome "não está a dizer a verdade". "De uma fonte que eu indico no meu comunicado consta mesmo o preço a que as acções da SLN foram compradas e o preço a que foram vendidas. Sou muito escrupuloso no cumprimento da lei e por isso declaro tudo. Por isso, quem diz que eu procurei ocultar que da carteira de títulos minha e da minha mulher faziam parte acções da SLN não está a dizer a verdade, ou então não soube ler o comunicado que eu fiz", declarou. E reforçou: "se digo que não está a dizer a verdade é porque estou absolutamente certo que não está. Não vinha dizer isto se não soubesse muito, muito bem o que fiz e o que aconteceu.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.
Deputados eleitos à condição
(DN) 3.6.09 EDITORIAL
A dimensão ética da democracia nem sempre corre a par com a sua prática. E é esta prática que, aos olhos dos cidadãos, a fortalece ou a fragiliza. As eleições europeias conduzem-nos, inevitavelmente, a esta questão: os cidadãos elegem candidatos ou uma lista de pessoas que pode ser uma realidade, no momento da eleição, e outra, no momento seguinte? Elegem deputados que se anunciam já como não deputados se eleitos forem para uma qualquer autarquia, no final do ano?
Pode-se argumentar que nada foi escondido ao eleitor e que as regras eleitorais o não impedem. O eleitor, esse, é que fará o seu juízo sobre esta prática. Mas esse juízo conduz-nos (e conduzirá muitos eleitores) à questão do grau de confiança no sistema e à credibilidade deste. Isto é, à valoração ética da prática dos partidos. Questão sobre a qual estes não devem mostrar-se distraídos.
Não é por acaso que os partidos, pelo menos alguns deles, anunciam ao eleitorado equipas de candidatos, fotografadas e apresentadas como tal em cartazes e outra propaganda. São nomes, pessoas, e a estas pessoas dá-se-lhes um rosto. Nesses rostos o eleitor vota. Ou crê votar. Porque podem ser apenas rostos de aluguer.
Mais ainda. Em tempos de insegurança laboral, a conclusão que o eleitor pode ser levado a tirar é a de que, para os políticos, se trata de uma questão de job. Se não der ali, está garantido no outro lado.(...)
Esta noite, pelas 11.30, estaremos na Análise do Dia do PORTO CANAL, em colóquio com o Dr. Faria de Almeida do PSD.
Exigidas mais estações para a linha de Leixões
Câmara defende construção de apeadeiro nas Arroteias, criando ligação com linha Amarela do metro
(JN) 3.6.09 HUGO SILVA
A Câmara da Maia exige a construção de mais duas estações na linha ferroviária de Leixões, que voltará a ter passageiros a partir de Setembro. Uma das plataformas (Arrotei-as) serviria de ligação com a estação de metro do Hospital de S. João.
Bragança Fernandes, presidente da Autarquia, não tem dúvidas: sem as estações do Lidador (serviria zonas como o Meilão e o Alto da Maia) e das Arroteias (além de Pedrouços, serviria o pólo da Asprela, do outro lado da Circunvalação), a linha de Leixões perderá muito do seu potencial.
O projecto anunciado pelo Governo prevê só uma estação na Maia.
O autarca vai interpelar a Refer sobre o assunto e lamenta apenas ter sido avisado na véspera da cerimónia de apresentação do projecto de reactivação da linha de Leixões, que teve lugar em S. Mamede de Infesta (Matosinhos), no passado dia 22, com a presença de Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes. Bragança Fernandes entende que os municípios da Maia e de Valongo, por onde a linha também passa, deviam ter sido envolvidos no processo.
A única estação prevista para a Maia - S. Gemil - não garante a cobertura de áreas densamente povoadas. Até porque as freguesias maiatas atravessadas pela linha de Leixões - Pedrouços e Águas Santas - são das mais populosas do concelho, concentrando cerca de 60 mil moradores.
Para a Câmara da Maia, a grande mais-valia da proposta apresentada é a criação de uma ligação entre o ramal ferroviário de Leixões e a linha Amarela do metro.
Bragança Fernandes explica que a estação das Arroteias (comboio) ficaria apenas a cerca de 400 metros do terminal de metro do Hospital de S. João. "As pessoas poderiam fazer esse percurso a pé ou, então, poderia ser criado um serviço de autocarro em vaivém", disse o presidente da Câmara.
A Autarquia sugere, ainda, que poderia ser equacionada a recuperação do apeadeiro da Levadinha, que também serviria uma zona densamente povoada.
Bragança Fernandes recorda que a linha Amarela do metro deverá, um dia mais tarde, estender-se ao concelho maiato, mas passando numa zona distinta do ramal de Leixões. O prolongamento da linha Amarela para a Maia não faz parte dos actuais planos de expansão da Metro do Porto.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Estimativa do Eurostat supera todos os valores do INE
Desemprego português estimado nos 9,3 por cento em Abril
(Público) Em Linha 02.06.2009 - 12h55 Paulo Miguel Madeira
O desemprego em Portugal subiu para 9,3 por cento em Abril, quando em Março tinha sido de 9,1 por cento, de acordo com estimativas divulgadas hoje pelo Eurostat.
O INE, que é quem calcula a taxa de desemprego no país, divulga apenas dados trimestrais, pelo que o seu valor mais recente respeita ao período de Janeiro a Março, tendo sido fixado em 8,9 por cento.
A taxa divulgada hoje pelo Eurostat para Portugal, calculada por um método diferente do nacional (utilizando dados do INE e do IEFP), é o maior valor desde que o INE tem dados disponíveis, a partir de 1983.
Na série trimestral do INE, o máximo de desemprego é de 9,2 por cento no primeiro trimestre de 1986. Na série mensal do Eurostat, o desemprego português tem subido todos os meses desde Outubro, quando estava em 7,9 por cento. Em Abril de 2008 era de 7,6 por cento. O desemprego em Portugal estava no mês passado muito ligeiramente acima dos 9,2 por cento calculados para os 16 países da zona euro, sendo superior aos 8,6 por cento dos 27 Estados-membros da UE. Era a quarta mais elevada da zona euro (atrás da Espanha, a recordista, da Eslováquia e a Irlanda) e a oitava da UE.
Vital não faz frente-a-frente com Rangel
(DN) 2.6.2009 João Céu e Silva
O candidato socialista diz que está disponível para todos os debates agendados pela sua campanha mas não para os que surgem à última da hora. Vital Moreira referia-se ao debate proposto por Paulo Rangel para a próxima quinta-feira, e afirma que esse apenas visa compensar a "falta de dinâmica da campanha do PSD à última da hora".

AS NOVE SONDAGENS SOBRE EUROPEIAS ATÉ 31 DE MAIO


Fonte: Margens de erro

ESPAÇO LIVRE

Este é um espaço livre de informação, reflexão e crítica. Todas as contribuições são bem-vindas desde que usem decoro na linguagem e não resvalem para o insulto. É também um espaço de paciência democrática de nos ouvirmos (lermos) uns aos outros. (Pedro Baptista)
Guilherme Pinto considera legais 23 mil euros de horas extras pagas a pessoal do seu gabinete
(Público)02.06.2009, Aníbal Rodrigues
IGAL diz que pagar horas extras a quem recebe "isenção de horário" é ilegal e enviou o caso para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto
O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, defendeu ontem a legalidade dos quase 23 mil euros em horas extras que foram pagos a três elementos do seu gabinete de apoio, entre 2006 e 2007, apesar de um relatório da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) os ter considerado ilegais e, consequentemente, remetido o processo para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, a fim de serem apuradas responsabilidades. "A convicção profunda do presidente da câmara é que não houve qualquer ilegalidade", afirmou Guilherme Pinto, aos jornalistas, após a reunião do executivo camarário que decorreu à porta fechada e em que foi analisado o referido relatório, que não foi distribuído à imprensa com o argumento de que é "confidencial". Guilherme Pinto argumentou também que há juristas e até comissões de coordenação e desenvolvimento regional que concordam com a licitude destes pagamentos, mas não quis alongar-se sobre este aspecto, argumentando com o facto de a autarquia estar a elaborar uma resposta à IGAL que pretende concertar com a oposição no executivo. No entanto, o autarca referiu ainda que este e outros casos (que a IGAL terá analisado e desvalorizado) foram postos a circular "por uma central de informação que anda a intoxicar a opinião pública". (...)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Feira do Livro portuense na Praça da Liberdade pelos anos 50
Lama espanhol estuda cinema e escolhe vida de agnóstico
(LUSA)31.5.2009, 22:29
O lama Osel, um jovem espanhol considerado pelos tibetanos a reencarnação do seu primeiro líder espiritual, o lama Yeshe, vive em Madrid e estuda cinema desde que deixou o mosteiro onde passou a sua infância.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal El Mundo, o jovem futuro líder espiritual dos tibetanos confessa ser "agnóstico" e não tencionar cumprir esse destino de santidade e de liderança religiosa que lhe foi traçado pela hierarquia dos monges do Tibete.
Aos 18 anos de idade, Osel Hita Torres decidiu "mandar na sua própria vida" e deixou o mosteiro de Sera, no sul da Índia, onde passou 12 anos da sua vida, por ali se sentir "infeliz". Agora, aos 24 anos, Osel Hita Torres até declara que não é budista.
Editores concordam com a Feira do Livro nos Aliados, mas criticam horários de fecho
(Público) 01.06.2009
Só não vê quem não pode mesmo ver... o horário do fecho é um disparate... a força da Feira do Livro foi sempre à noite, local de compras e de convívio... Esperava-se uma palavra da candidata do PS... Já há, não há? (PB)
A feira fecha quando grande parte do público está a chegar, dizem os editores. De segunda a quinta o encerramento é às 20h30, sextas e sábados às 23h.
A mudança para a Avenida dos Aliados está aprovada, mas o novo horário da Feira do Livro do Porto não agrada à maioria das editoras. Estas queixam-se de que a feira fecha quando grande parte do público está a chegar. Faltam árvores e sombra para suavizar o calor, locais onde as pessoas se possam sentar para descansar e casas de banho, mas a maior parte dos editores ouvidos pela Lusa concorda com a mudança do Palácio de Cristal para os Aliados. O grande entrave à melhoria do negócio num local ao ar livre, que é de passagem para muita gente que nem costumava visitar a feira, é o novo horário: o evento encerra às 20h30 de segunda a quinta-feira, às 23h às sextas-feiras e sábados e às 22h aos domingos. "Quando fechamos é que as pessoas estão a chegar", critica Paulo Cardo, da Contramargem. "Não há árvores, não há protecção. Só começa a haver mais gente a partir das 18h", alerta. Para Margarida Fernandes, da Campo das Letras, "o horário não é grande coisa" e está até a prejudicar o negócio, sobretudo durante a semana. "As pessoas querem ir jantar e vir aqui, mas assim dão com as portas fechadas", diz. "Há muita gente que é obrigada a passar por aqui e estamos todos esperançados. Sempre fiz a feira no Palácio e acho que toda a gente está satisfeita com a mudança para os Aliados", acrescenta. Como esta é a primeira vez em que a feira de Lisboa não coincide com a do Porto, Vítor Martinho, da Martinho Livreiro - Alfarrabista resolveu experimentar, mas dúvida do regresso. "À feira de Braga não deixo de ir, mas a esta, em princípio, não volto", disse à Lusa, explicando que no Porto o negócio representa "metade do de Lisboa". Um dos problemas, explica, é o horário: "A experiência que tenho é que à noite é quando a gente pode facturar", sublinha. Feliciano de Carvalho, da Domingos Castro editora, defende que o horário devia ser oficialmente alargado: "Devia abrir até às 22h." Pedro Ferreira, da Afrontamento, também acha que "este horário tem sido pouco favorável".
Morreu o cavaquismo
(JN) 1.6.2009
Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.

Candidatura dupla de Elisa Ferreira embaraça Vital

Cabeça de lista de Elisa Ferreira do PS não deixa eurodeputada explicar condição de candidata ao Porto e às europeias

(JN) 1.6.2009 Hermana Cruz

A dupla candidatura de Elisa ferreira às europeias e à Câmara do Porto causou ontem momentos de embaraços ao PS e até ao cabeça-de-lista Vital Moreira que acabou uma jornada no Porto a aconselhá-la a remeter-se ao silêncio.

Era o ponto alto de uma arruada pela Marginal de Matosinhos, mas acabou por ser um momento de embaraço para o PS. Vital Moreira começou a manhã no calçadão de Matosinhos e deveria encontrar-se com Elisa ferreira , que fez campanhia na Foz do Douro, na fronteira com o Porto. Só que eurodeputada atrasou-se. Onde está a Elisa?", ouvia-se na comitiva. "Não faz ideia as pessoas a falar com ela", revelava o deputado Fernando Jesus. "Estava a falar com as pessoas", justificou Elisa, a quem Ana Gomes (que também avança à Câmara de Sintra) chamou de "a outra candidata fantasma". "São candidatas fantasma, de carne e osso", completou Vital. "E Fazemos assombrações", concluiu Ana Gomes.

A brincadeira, porém, levou Elisa a ser confrontada com a sua dupla candidatura. "Estou a participar adctivamente como cidadã", reagiu com irritação. E acrescentou: "Não há diferença entre uma coisa e outra. o que interessa à Europa interessa ao Porto".Mais não disse porque os assessores colocaram-na num carro com Vital Moreira. Mais tarde, na Ribeira, José Manuel Ferreira Bastos, militante do PS e membro da lista de S.Nicolau apresentava assim, Elisa, aos eleitores: " Vou-lhes apresentar a nossa presidente da Câmara do Porto".

No fim da manhã, quando confrontado com a "candidatura dois em um" de Elisa, Vital fugiu ao assunto: "A Elisa poderá responder noutra altura. Queremos que estas declarações fiquem concentradas na nossa mensagem de hoje (a aposta na cultura)". Já a eurodeputada ainda ensaaiou uma resposta mas foi interrompida por Vital Moreira. "Falamos mais logo sobre outras matérias", bradou-lhe, já de saída.

"Vivemos uma democracia de audiência", declara Conceição Pequito, no livro " O Povo semi-soberano", acabado de publicar pela Almedina.

(Público)01.06.2009, São José Almeida
Texto referente a uma obra a ler com a maior atenção. Muitas das reformas propostas, foram insistentemente defendidas por nós, na última campanha interna para a Distrital do Porto do Partido Socialista. São temas a discutir com a maior urgência.A política é também a arte da antecipação.(PB)
(...)"Vivemos uma democracia de audiência, feita de comunicação social, sondagens e líderes, em que há uma espécie de sondocracia, de videocracia e de lidercracia", resume Conceição Pequito, explicando as novas condições em que é exercida a política: "As sondagens funcionam como um escrutínio permanente ao eleitorado e é desse escrutínio que saem as ofertas políticas que os partidos direccionam, como produtos no mercado, para rentabilizar votos. Depois há a questão da videocracia, com o peso da comunicação social, que personaliza, por sua vez, os líderes. Tudo isto se vai afunilando, até que torna a sociedade civil claustrofóbica".(...)

"Envelhecimento precoce"

As "tendências transversais" a todos os sistemas políticos europeus são agravadas em Portugal pelo facto de ser "uma democracia demasiado jovem, mas com traços de envelhecimento precoce". Conceição Pequito considera que "é preocupante" que o sistema político português esteja "a dar saltos qualitativos para limitações do sistema democrático consolidado, mas em fase precoce". Ou seja, a sociedade está distanciada dos partidos e o povo não se sente neles representado. Apontando as causas da especificidade portuguesa, Conceição Pequito refere em primeiro lugar a "democratização tardia", que fez com que os partidos políticos fossem "criados de cima para baixo nessa altura ou próximo, "à excepção do PCP, que existe desde 1921 com um longo passado de clandestinidade". Ora, prossegue esta investigadora, o processo é assim inverso ao dos partidos europeus que "nascem para dar voz a grupos ou classes sociais pré-existentes, para politizar clivagens que existem na sociedade, são na esfera institucional uma espécie de correia de transmissão do tecido social". (...)
(...)Especificidade portuguesa é que os partidos foram também criados "em torno das figuras dos líderes e cada saída de um líder dá quase uma crise de sucessão e de perda de eleitorado e de descaracterização", o que "mostra a fragilidade, como os partidos acabam por ser quase sinónimo dos líderes conjunturais e não instituições com implantação social e ideologia sólida". Alem disso, os partidos portugueses nascem "em época mediática" e a "mediatização da política junta-se à personalização, são fenómenos que se alimentam mutuamente".
E Conceição Pequito pergunta: "Quando o que interessa é o líder e os dirigentes de topo e o palco é a TV, os partidos servem para quê?
"Há uma outra particularidade portuguesa que é "um funcionalismo público partidarizado", o que, aliás, é tradição da história portuguesa e não uma particularidade da democracia pós-25 de Abril. "Há os despojos de partido, há um clientelismo partidário e estatal que dá a possibilidade de colocar pessoal no aparelho de Estado", afirma Conceição Pequito, acrescentando que Portugal "não é como a Inglaterra, que tem um serviço público autónomo da classe política".

As reformas

Como, "institucionalmente, não há democracia sem partidos", é preciso procurar ultrapassar o impasse criado pelo afastamento dos cidadãos da política. Para isso, Conceição Pequito defende que há muito a mudar no funcionamento dos partidos, em passos firmes, mas sem radicalismos. "A reforma que está por fazer em Portugal tem de começar primeiro pelos partidos, depois pelo sistema eleitoral" e finalmente é preciso "discutir o sistema de Governo", declara esta investigadora. "Só assim podemos querer aliciar a sociedade civil" para a participação partidária.

Primárias para as listas

A adopção pelos partidos de eleições primárias internas para todos os cargos electivos, "sistema que é já usado na Europa", é defendida por Conceição Pequito. "Quem escolhe os candidatos são os directórios nacionais e, quando muito, locais", mediante regras que não são transparentes e critérios que são desconhecidos, afirma. Ora isto dá "espaço de manobra a tudo o que é patrocínio e clientelismo". E frisa que "a constituição das listas é o jardim secreto da política, é onde tudo se decide, o alinhamento é calculado ao milímetro tendo em conta a constituição do Governo e as nomeações políticas".
Por isso propõe que haja "descentralização da decisão para os militantes" e que o processo "se torne mais institucional, mais formal, mais transparente". E logo mais apelativo para a militância: "O militante diria: eu escolho os candidatos à Assembleia da República, ao Parlamento Europeu, ao poder local, ou seja, eu tenho uma palavra a dizer no meu partido sobre o pessoal político e as estratégias de recrutamento do pessoal político que exercem cargos públicos electivos. Era um sinal que os partidos davam à sociedade. Era um novo direito, um novo poder de decisão, de participar na decisão sobre quem governa.

"Referendos internos"

Os referendos internos para as questões programáticas" deviam ser adoptados, sublinha esta investigadora, como forma de promover o debate programático e dar "combate à fulanização da política". Conceição Pequito defende que os partidos usem as novas tecnologias de informação, mas não dando a estas um papel redutor, já que o acesso ao computador cria novas clivagens sociais e exclusões. Contudo, diz que "não faz sentido" a eleição directa do líder pelos militantes. "Muitos partidos europeus estão a voltar ao congresso, pois a eleição directa é uma guerra de personalidades, sem discussão programática".(...)


Novos pobres
(JN) 1.6.2009
Este ano fui um pouco mais generoso na contribuição para o Banco Alimentar Contra a Fome porque me lembrei do pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, que se queixam de que já não são aumentados desde 2005. Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.
No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil). É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS? Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado. Deus lhes pague.