
Os professores afirmam que o que está a suceder na educação ultrapassa a própria classe e envolve alunos e funcionários
Agendada para 19 de Janeiro manifestação em frente ao Palácio de Belém
Movimento de professores defende referendo sobre qualquer acordo entre ministério e Plataforma Sindical
06.12.2008 - 19h22 Lusa
Os professores reunidos no Encontro Nacional das Escolas em Luta aprovaram hoje, por maioria, uma proposta na qual exigem que qualquer acordo entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores seja objecto de um referendo.
Agendada para 19 de Janeiro manifestação em frente ao Palácio de Belém
Movimento de professores defende referendo sobre qualquer acordo entre ministério e Plataforma Sindical
06.12.2008 - 19h22 Lusa
Os professores reunidos no Encontro Nacional das Escolas em Luta aprovaram hoje, por maioria, uma proposta na qual exigem que qualquer acordo entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores seja objecto de um referendo.
"A única coisa que pedimos é que os sindicatos auscultem e interpretem adequadamente o sentir dos professores", justificou o coordenador do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MMUP), Ilídio Trindade, no final do encontro que reuniu em Leiria cerca de 150 professores representantes de uma centena de escolas de todo o país. Na ocasião, Ilídio Trindade lembrou que "os sindicatos existem porque existem professores", reiterando: "É indispensável que os sindicatos representem o verdadeiro sentir dos professores".
O responsável defendeu que a Plataforma Sindical dos Professores deve cumprir o que tinha defendido, numa alusão à aceitação da negociação com a tutela "mediante a suspensão do modelo de avaliação dos docentes".
No encontro, os professores aprovaram ainda, também por maioria, alargar à comunidade escolar - funcionários e estudantes - a luta em defesa da escola pública. "O que nos parece é que a dimensão do que sucedeu nas escolas já ultrapassou, em muito, a classe profissional dos professores", observou Ilídio Trindade. Por outro lado, os professores decidiram aproveitar a data de 19 de Janeiro para uma manifestação em frente ao Palácio de Belém. O coordenador do movimento disse que o Presidente da República "tem obrigação de ter uma posição mais firme e determinada neste conflito que não é benéfico para os alunos nem para o País".
Quanto à reunião agendada para o próximo dia 15 entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores, na qual vão ser retomadas as negociações sobre o modelo de avaliação de desempenho dos docentes, Ilídio Trindade admitiu ter "alguma expectativa".
O responsável acrescentou que espera um "entendimento", para lembrar que, "pessoalmente", subscreve as declarações do porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira, que hoje, em Coimbra, afirmou: "Se o Ministério da Educação quiser guerra, vai ter guerra".
O responsável do MMUP sublinhou a este propósito que os professores manifestaram "determinação" pela suspensão do actual modelo de avaliação, relevando que "a luta vai continuar".
O Encontro Nacional de Escolas em Luta foi uma organização do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores e da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino.
Sem comentários:
Enviar um comentário