quarta-feira, 31 de março de 2010

Boa decisão. Nem podia ser outra...
Câmara do Porto opta por enterrar metro no Parque da Cidade
Abertura de concurso público para construir mais quatro linhas já não acontecerá em Abril
(JN) Hoje CARLA SOFIA LUZ
O metro atravessará o Parque da Cidade em túnel. A decisão da Câmara do Porto foi comunicada à Empresa do Metro. Agora terá de rever o estudo de impacte ambiental da Linha do Campo Alegre, que não tinha contemplado a hipótese do enterramento.
A correcção desta omissão vai contribuir para mais um adiamento da abertura do concurso público que seleccionará o construtor das quatro linhas da segunda fase de expansão da rede. No início do ano, o presidente da Administração da empresa, Ricardo Fonseca, apontou o lançamento desse concurso para Abril, já com sete meses de atraso em relação à data inicial de Setembro de 2009. Mas o prazo não será cumprido.
Fonte da Metro especifica que é obrigatório ter as declarações de impacte ambiental das quatro linhas emitidas, antes de lançar o procedimento. O balanço não é favorável, pois apenas a ligação entre Matosinhos e o Pólo da Asprela (Porto), por S. Mamede de Infesta, possui essa declaração. O prolongamento da Linha Amarela a Vila d'Este, em Gaia, deverá obtê-la a curto prazo, enquanto o traçado da segunda linha para Gondomar, por Valbom, só será submetido a consulta pública no início do próximo mês.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tolerância zero
02h10m
A Igreja Católica está mergulhada numa das mais sérias crises da sua história. Com uma agravante em relação aos anteriores períodos de perturbação: hoje, a velocidade com que a informação corre coloca sobre a Igreja - e, acima de tudo, sobre o seu máximo responsável, o Papa - uma pressão esmagadora.
A cada dia que passa, a cada nova notícia sobre alegados actos de pedofilia praticados por sacerdotes, cresce a sensação de estarmos perante uma daquelas histórias que ameaçam não ter fim. O desafio para Bento XVI e para a "sua" Igreja é, por isso, tremendo.
O cardeal Saraiva Martins, comentado a tragédia, disse há dias que a Igreja é pela "tolerância zero", mas que se recusa a "lavar a roupa suja" em público. Infeliz expressão, a do cardeal: foi justamente por não ter aplicado "tolerância zero" aos casos de suposta pedofilia que se conhecem há muitos anos que se chegou a este ponto.
Há, obviamente, muitas causas para este degradante efeito. Mas uma delas está, parece-me, à frente das outras: o entendimento que a Igreja tem sobre a sexualidade. Ou melhor: a incapacidade que a Igreja demonstra em tratar os problemas da sexualidade, execrados sobretudo quando se fala de preservativos, homossexualidade ou, pecado dos pecados, o recurso ao aborto. O maniqueísmo nunca foi bom conselheiro, mas a Igreja insiste nele.
Gravo na memória um elucidativo episódio desta maneira abstrusa de olhar e analisar a sexualidade. Há duas décadas e meia, o meu professor de Religião e Moral, pároco de uma pequena vila transmontana, mostrou-nos, através dos antigos diapositivos, imagens de fetos retalhados. Tudo para nos fazer ver como o inferno é o único lugar indicado para as mulheres que decidem abortar. O exemplo vale o que vale, mas tem, creio, a virtude de apontar o modo escolhido para "catequizar" o povo...
Bem sei que hoje os métodos são diferentes. Mas são apenas os métodos, porque os fins permanecem, genericamente, os mesmos. A moral que a Igreja prega, cujos princípios são apreciáveis, está há muito em crise. A perda de influência junto dos crentes, o aparecimento de outras "religiões", a globalização, tudo contribui para ajudar a desmoronar este edifício secular. Isso e os próprios padres. Há dias, num notável artigo no "Público", o jornalista António Marujo lembrava que o celibato e a formação nos seminários, muito limitadora dos afectos, também ajudam a explicar o que está a passar-se. Assino por baixo.
De modo que, quando o cardeal Saraiva Martins fala em tolerância zero, toca no ponto. Lamentavelmente, toca ao contrário. Foi por ter fechado os olhos a ignomínias que conhecia e por querer continuar a fechá-los que a Igreja permitiu que aqui chegássemos.
Parlamento
João Cravinho é hoje ouvido na comissão parlamentar da corrupção
30.03.2010 - 08:42 Lusa
Em 2006, enquanto deputado socialista, João Cravinho, que entretanto abandonou o Parlamento, apresentou um ‘pacote anti-corrupção’, que incluía a polémica proposta de criminalização do enriquecimento ilícito, e que foi rejeitado pela sua própria bancada parlamentar
Outra proposta polémica de João Cravinho previa colocar sob suspeita uma pessoa cujas declarações de rendimentos não correspondessem ao seu real património. Esta ideia foi também rejeitada pelos socialistas, que argumentaram que se estaria a inverter o ónus da prova.
Há menos de uma semana, o antigo deputado do PS e actual administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento voltou a falar sobre corrupção, reafirmando, durante um debate promovido pelo Clube dos Pensadores que “falta vontade política, e o que é mais importante, determinação e coragem” para combater a corrupção.
“A sociedade portuguesa está relativamente adormecida ou inoperante face às grandes ameaças que a corrupção traz à nossa vida colectiva”, afirmou, considerando que “há uma grande tolerância relativamente à corrupção”.
“Dá a impressão que é uma inevitabilidade; governo atrás de governo, parlamento atrás de parlamento, o julgamento que muitas vezes se faz é que ‘são todos assim’”, registou João Cravinho, defendendo “uma ruptura drástica” com este estado de espírito.
Quanto ao que se pode esperar da Comissão Parlamentar de Combate à Corrupção, presidida pelo deputado socialista Vera Jardim, Cravinho ficou-se por um “só no fim é que se verá”. A comissão parlamentar para o acompanhamento do fenómeno da corrupção ouve também hoje o sociólogo Boaventura Sousa Santos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

PRIMEIRA DEMISSÃO NO SECRETARIADO DA F.D.P. do PS-PORTO
Caro camarada Renato Sampaio
Presidente da Federação Distrital do PS Porto,
Fui confrontado nos últimos dias com noticias dando conta de declarações públicas, proferidas por si, sobre uma camarada nossa, que no presente e desde Novembro de 2009 desempenha as funções de Presidente da Câmara Municipal da Trofa, eleita numa lista do Partido Socialista.
Inicialmente não quis acreditar no teor das noticias, no entanto, porque considerei grave o que era publicado tentei aprofundar a veracidade das mesmas, o que se veio a verificar após visionamento de um vídeo que registou as suas declarações, disponível na versão online da Revista Visão.
Como já tive a oportunidade de lhe transmitir pessoalmente, entendo que estamos perante um comportamento politico inadmissível, que lesa não só a imagem e credibilidade dos intervenientes, bem como do Partido Socialista, não só localmente, como também no distrito do Porto, na região Norte e no país.
O desempenho de cargos político-partidários exige um elevado padrão de exigência ética, não só no que se prende com a dimensão mais profunda dos valores e dos princípios que devem guiar as relações humanas, mas igualmente na dimensão da esfera pública onde todos os comportamentos dos agentes político-partidários produzem sempre consequências.
Podemos sempre relativizar a gravidade destes episódios, mas se o fizermos estaremos a dar um sinal terrível e de consequências imprevisíveis aos cidadãos, que por ora, ainda em maioria participam na vida democrática das nossas comunidades.
De facto, por mais voltas que dê não consigo compreender como é possível lançar tão graves e ofensivas acusações à honorabilidade de uma jovem autarca do Partido Socialista, ainda por cima recém eleita, pois desempenha funções à menos de quatro meses, e que em nome do Partido Socialista travou o único combate eleitoral autárquico onde o nosso partido conseguiu derrotar a direita no distrito do Porto.
Acreditei que uma retratação pública seria inevitável, até porque o cargo que ocupa, enquanto presidente da maior Federação Distrital do PS, implica e acarreta elevada responsabilidade no plano cívico – politico. O que pensarão de nós os cidadãos que em nós confiam?
No entanto, o tempo entretanto passado e o silencio ensurdecedor sobre a essência do que está em causa, não deixam margem para quaisquer dúvidas. O camarada está mesmo convicto que o cargo que desempenha lhe permite invectivar camaradas da forma como o fez, de forma absolutamente impune, como aliás teve oportunidade de mo reafirmar. Ora tal situação é deveras preocupante, pois sabemos como começa mas nunca saberemos como acaba!
Nestas condições, repudiando tão grave comportamento politico, entendo que não me devo solidarizar consigo pelo silencio, pelo que, com tristeza comunico a demissão do cargo de Secretário Distrital no Secretariado Distrital do PS Porto, que integro desde o inicio do ciclo politico – partidário presidido por si e em relação ao qual dediquei com entusiasmo e seriedade parte considerável dos meus últimos 4 anos.
Sei que está a ponderar uma segunda recandidatura ao cargo, não sei que decisão irá tomar, mas de facto recordo bem que tinha toda a razão quando se candidatou pela primeira vez em 2006, afirmando publicamente em diversos momentos, que só estaria disponível para dois mandatos.
Independentemente da decisão que venha a tomar, gostaria de lhe deixar o conselho de fazer uma reflexão individual profunda sobre os motivos que o levam a dar o dito por não dito, e se os mesmos servem os superiores interesses do Partido Socialista no Distrito do Porto.
Com as minhas saudações socialistas,

José Manuel Ribeiro

domingo, 28 de março de 2010



Mais uma vitória no Campeonato da Liga Dr. Ricardo Costa

sábado, 27 de março de 2010

Domingo
28 de Março
Grande Entrevista no JN
com o camarada
JOSÉ LUÍS CARNEIRO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desemprego subiu 49% no sector da construção
(JN) Ontem
O número de desempregados na construção aumentou 49 por cento entre Janeiro de 2009 e de 2010, para perto de 75 mil pessoas, confirmando a "forte recessão" da actividade em Portugal.
Segundo a análise de conjuntura de Março da Federação Portuguesa da Construção (Fepicop), "só no mês de Janeiro inscreveram-se nos centros de emprego mais 5.992 trabalhadores do sector, o que dá bem conta da situação muito grave que se vive neste sector de actividade".
A prová-lo, refere, está a quebra de 12 por cento na produção registada (em termos homólogos) nos dois primeiros meses de 2010 no segmento de obras públicas, que, até agora, "era o único a revelar algum dinamismo".
Segundo a federação, esta redução vem juntar-se às quedas de 21 e 4,2 por cento verificadas no mesmo período nos mercados da habitação e dos edifícios não residenciais, respectivamente.
"O ano de 2010 iniciou-se com reduções em todos os segmentos da construção, as quais explicam o aumento contínuo do número de desempregados no sector, que apresenta já uma taxa de desemprego de 12 por cento, superior em dois pontos percentuais à média nacional", destaca a Fepicop.
Face à evolução negativa da produção e à quebra de 11,3 por cento registada na carteira de encomendas das empresas, a federação diz não ser "de admirar que os empresários da construção se manifestem bastante apreensivos face ao futuro".
De acordo com a Fepicop, os construtores portugueses continuam "a revelar-se bem mais pessimistas do que os seus congéneres europeus", com o indicador de confiança a situar-se nos menos 54,7 por cento, contra os menos 33,1 por cento na União Europeia a 27.
Para a federação, "a deterioração da opinião dos empresários nacionais está também relacionada com as perspectivas de retracção do investimento público anunciadas no PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento), com o alegado objectivo de reduzir a despesa pública para conter o défice orçamental".
Defendendo que "a contenção do défice deveria ser prosseguida pela via da redução das despesas correntes e não do investimento", a Fepicop alerta que "o sector carece de medidas urgentes, nomeadamente ao nível do mercado da reabilitação urbana, sob pena de se continuar a assistir à explosão do número de desempregados oriundos da construção".

quinta-feira, 25 de março de 2010

HOJE
Quinta-feira, dia 25 Março, 18,30 horas, Auditório 1
Conferência
Lúcio Pinheiros dos Santos: saudosismo e novo espírito científico do fim da 2ª Grande Guerra
Análise de um texto inédito do filósofo português

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Instituto de Filosofia

Raízes da Filosofia e da Cultura em Portugal

PEDRO BAPTISTA

PS-Trofa exige desculpas do líder federativo a Joana Lima
Margarida Gomes (Público)
A concelhia do PS-Trofa desafiou o líder do PS-Porto, Renato Sampaio, a tornar públicas as coacções e as retaliações exercidas por Joana Lima ou alguém da sua equipa. "Desafiamos o senhor Renato Sampaio a divulgar e explicar o que pretende dizer quando afirma: "Eu sei o que se passa na Trofa"", lê-se no comunicado, aprovado anteontem à noite na reunião do secretariado da concelhia socialista. A reunião foi convocada na sequência da notícia avançada pelo PÚBLICO dando conta das acusações do líder federativo a Joana Lima, apelidada de "caudilho de saias".
Renato arrasou a estratégia da presidente da Câmara da Trofa e avisou: "Estou aqui porque não aceito caudilhos. Nunca aceitei caudilhos na vida política e não é agora um caudilho de saias que se pode implantar aqui na Trofa." Estas declarações provocaram grande burburinho no PS-Porto e há militantes a exigirem um pedido de desculpas público de Renato Sampaio a Joana Lima.
O comunicado do PS-Trofa, aprovado por unanimidade, condena a "afronta grave" que o dirigente fez ao "município da Trofa, à equipa que o dirige e a todos os que elegeram Joana Lima como presidente da câmara municipal". Luís Cameirão, que vai disputar a concelhia, votou ao lado dos restantes membros do secretariado da concelhia socialista da Trofa. Confrontado pelo PÚBLICO, Cameirão disse que subscreve no essencial o teor do comunicado. E confirma que as declarações de Renato Sampaio foram proferidas no jantar de apresentação da sua candidatura e que correspondem àquilo que ele próprio pensa relativamente ao projecto que Joana Lima tem para o concelho.
Este Cameirão, assim, com espargatas destas, ainda vai a Ministro das Finanças! Ou mais acima! Ao ar! (PB)
Olhem que dois jarretas! Mirem o olhar o inteligente do da esquerda e a postura natural do da direita na sua melhor autenticidade espontânea! Mirem, mas mirem bem! Quem os "despendura" dos lampiões em que se dependuraram? Coitados, podem ficar com o gasguete apertado! Nós, infelizmente, não podemos fazer nada, temos de ir cortar o cabelo e tratar dos pés, consulta já marcada no Marcoleta... Mas como, de repente, estes dois sábios se tornaram mais duas vítimas do Sistema! Eles que pensavam que eram o Sistema! (PB)
PS e PSD negoceiam alterações de última hora ao PEC
LUCÍLIA TIAGO (JN)
PS e PSD encetaram ontem, quarta-feira, negociações de última hora sobre eventuais alterações ao PEC que hoje será votado no Parlamento. Ao que o JN apurou, os sociais-democratas fizeram propostas de alteração, mas receberam dos socialistas algumas contra-propostas.
Se é que ainda havia, esvaneceu-se toda e qualquer demarcação, ou simples diferença entre o PS e o PSD, a não ser a incidência dos investimentos preferidos por uns e por outros (ou seja clientelas empresariais)
Foi confrangedor assistir ao "debate" entre Nuno Morais Sarmento e Francisco Assis, com este a dizer que, para ele (?!), ao Estado competitiria apenas assegurar a escola pública, o Serviço Nacional de Saúde que, por sinal, tem vindo a desmantelar, e a segurança social, mantendo no resto um função de mero regulador, regulações que, como se sabe, têm sido extremamente eficazes a desmantelar tudo o que foi público, lucrativo e funcional e que foi privatizado para obter recursos para alimentar a despesa político-administrativa da nova clique dominante. Função estratégica reguladora do Estado na economia, com contolo de sectores estratégicas, esse mínimo dos mínimos já foi à urtigas, por causa da conjuntura do défice público e da dívida pública que estes mesmos senhores provocaram com as suas teorias e as suas práticas e agora tentam insinuar que foi causada pelo... mau tempo. As teses, as mais mirabolantes, as mais conservadores ou mesmo as mais reaccionárias, como é o caso, fazem-se conforme é conveniente parlapatar a favor do momento do Deve ou do Haver por este tipo de profissionais da parlapatice. Morais Sarmento saudou gratificado a chegada do Francisco, não ainda à Cova da iria, mas à área do PSD o que este não enjeitou, antes pelo contrário, assegurando que "temos de aprender com a história" ao que outro corroborou com aquela frase inovadora "pois, só os burros não mudam", claro que nenhum deles é burro, pelo contrário, os burros somos nós!
De notar que, desta vez Assis não apareceu ladejado nem pelo eminente Engenheiro da Rua do Breiner José Lelo nem pelo não menos caçador de caudilhas e de piercings , futuro Dr. numa coisa qualquer dum instituto privado portuense, com exames por fax, Renato Sampaio, fax compreensível por ele estar em Lisboa tanto como todos termos de pagar as viagens da Inês por ela estar sediada em Paris mas recenseada na Lísbia, que não rende um tostão em matéria de subsídio de deslocação, a não ser direito ao passe social, cruzes canhoto, andam percevejos nos autocarros.
Pode esperar-se o pior. Depois de nada mais haver a privatizar, porque em 30 anos tudo o "vento" levou, o Bloco Central avança na liquidação de tudo o que resta público e é um instrumentoi fundamental para que o estado do país não entre na derrocada total: a TAP instrumento fundamental da nossa diáspora e política externa; a comparticipação na EDP essencial para o assalto não se generalizar. CTT. Por aí adiante... Sem nenhuma razão estratégica: só porque é necessária massa. A mesma política de Ferreira Leite quando começou a tentar vender o património do Estado que tanto nos indignou a todos nós socialistas. É porque eram receitas extraordinárias para ajudar pontualmente o défice e não estruturalmente. E agora, são o quê? Uma motivação acrescida para pôrmos Manuel Alegre na presidência (Pedro Baptista)

quarta-feira, 24 de março de 2010

24 Março 2010
FC Porto anuncia pedido de indemnização
O FC Porto anunciou, hoje, quarta-feira, que vai intentar acções judiciais de responsabilização e indemnização à Comissão Disciplinar da Liga de Clubes e à própria Liga.
Em comunicado, a SAD portista diz que a decisão da Federação confirma a "perseguição" ao FC Porto e a "cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da Liga, Hermínio Loureiro".
O cmunicado do FC Porto considera que a decisão da Comissão Disciplinar da Liga relativamente a Hulk e Sapunaru "será o facto mais marcante do mandato" e acrescenta que " o futebol não esquecerá o péssimo serviço que lhe prestaram nesta matéria". A única saída, acrescenta o comunicado do Porto, é a demissão: "Obviamente, demitam-se!".
O campeonato da fraude e da vergonha!!! E que tal um pouco de "verdade desportiva"?

José Luís Carneiro quer elevação no debate e desculpas de Renato Sampaio
Porto, 23 mar (Lusa) - O candidato à liderança da Federação do PS/Porto, José Luís Carneiro, considerou hoje que o presidente da distrital, Renato Sampaio, deve um "pedido de desculpas público" à presidente da Câmara da Trofa, Joana Lima, a quem apelidou de "caudilho de saias".
Na edição do Público de hoje, numa notícia intitulada "Renato Sampaio avisa que não quer caudilhos de saias no PS", o líder da distrital acusou Joana Lima de ser o "mandarete" de José Luís Carneiro.
"Estamos aqui sem sofismas. Nós não aceitamos coações nem retaliações. Eu sei o que se passa na Trofa e quero aqui manifestar o meu total repúdio. Não foi para isso que o PS foi fundado”, afirmou [Renato Sampaio], deixando um aviso: "Estou aqui porque não aceito caudilhos. Nunca aceitei caudilhos na vida politica e não é agora um caudilho de saias que se pode implantar aqui na Trofa", refere a notícia.
José Luís Carneiro lamentou, à Lusa, estas palavras, garantindo que nunca assistiu "a uma declaração política tão infeliz" na sua "vida politica de 17 anos de ligação ao PS, como a proferida pelo presidente do PS/Porto em toda.
"Dados os sinais que ultimamente têm vindo a público relativamente à conduta politica de alguns dirigentes do PS/Porto será desejável que se possa realizar uma comissão política distrital para debatermos alguns dos valores, dos princípios e das regras que deverão nortear a nossa conduta política no futuro", sublinhou o candidato à distrital.
Para José Luís Carneiro, esta comissão política distrital deveria "ocorrer o mais rapidamente possível" uma vez que o partido vai "entrar futuramente num processo eleitoral interno".
"Tudo farei para que o debate ocorra com elevação e em torno de ideias e de projetos políticos", concluiu.
"Esta declaração coloca em causa a honestidade cívica e o sentido de responsabilidade política de uma autarca que pelas suas qualidades pessoais, cívicas e políticas constitui um orgulho para o partido socialista", salientou Carneiro.
Questionado se esta seria "uma reação ao facto da Joana Lima ser sua apoiante", José Luís Carneiro afirmou ter "absoluta convicção disso mesmo", acrescentando que deve "ser feito um pedido de desculpas público a Joana Lima".
"Trata-se, no meu entender, de mais uma demonstração de falta de diálogo e de tolerância para com aqueles que não querem estar com esta direção distrital", acusou.
O presidente da Câmara de Baião disse-se "convencido que Joana Lima, na sua conduta política e cívica, constitui um bom exemplo para todos aqueles que desempenham funções políticas no país e muito particularmente no interior do Partido Socialista".
Joana Lima manifestou hoje, em declarações à Lusa, que “as suas energias devem estar direcionadas para a Câmara da Trofa”, recusando, por agora, comentários às palavras do líder da distrital do PS.
A Lusa tentou contactar Renato Sampaio sem sucesso até ao momento.

Renato vai contar a "verdade toda"quando for à Trofa
Porto, 23 mar (Lusa) - O presidente da Federação do PS/Porto, Renato Sampaio, disse hoje à Lusa que irá contar "a verdade toda aos militantes, quando for à Trofa" sobre as questões relacionadas com o seu diferendo com a presidente da câmara local, Joana Lima.

terça-feira, 23 de março de 2010

Tanta barbaria junta! Renato só aceita caudilhos matchos, de calças, só aceita a imagem que tenta fazer de si próprio! Uma psicanálise desta obsessão pelo caudilho de saias dava uma bela prosa! Renato tem um mérito: com facilidade se coloca ao seu verdadeiro nível! Será que vai tentar legislar sobre o tamanho das saias dos caudilhos dos seus sonhos, como outrora procurou legislar sobre os piercings das partes pudicas dos jovens e das jovens?
Politicamente fica claro que as únicas vitórias do PS-Porto nas autárquicas foram obtidas contra o presidente da Federação que teve de engolir os candidatos. Um deles, a Joana Lima, ganhou retumbantemente e pela primeira vez a Trofa. O outro, José Luís Carneiro, teve a maior votação de sempre no Distrito, numa Câmara. Estes, os vencedores, são os que Renato considera seus viscerais inimigos. Nada de novo na Frente Ocidental!(P.B.)
Renato Sampaio avisa que não quer "caudilhos de saias" no PS
Margarida Gomes (Público)
O processo eleitoral para as concelhias socialistas já está em marcha e a Norte o combate pela liderança da estrutura da Trofa promete ser dos mais renhidos. O presidente da distrital do PS-Porto, Renato Sampaio, discorda da estratégia da líder da concelhia, Joana Lima, que arrebatou uma saborosa vitória para o partido, conquistando a presidência da Câmara da Trofa. E denuncia climas de coacção e retaliações.
Luís Cameirão é o candidato apoiado pelo líder federativo que, no dia da apresentação da candidatura, foi à Trofa fazer uma avaliação cáustica do mandato de Joana Lima. Acusou-a de ser "o mandarete" de José Luís Carneiro, o presidente da Câmara de Baião, que se perfila para disputar com Renato Sampaio a liderança do PS-Porto. "Estamos aqui sem sofismas. Nós não aceitamos coacções, nem retaliações. Eu sei o que se passa na Trofa e quero aqui manifestar o meu total repúdio. Não foi para isso que o PS foi fundado", atirou, deixando um aviso: "Estou aqui porque não aceito caudilhos. Nunca aceitei caudilhos na vida política e não é agora um caudilho de saias que se pode implantar aqui na Trofa".
"É normal que um presidente de uma federação quando há uma disputa interna mantenha o dever de isenção que se exige a um presidente de uma federação, mas desta vez vou tomar partido e vou quebrar esse dever e estou aqui para dizer que apoio Luís Cameirão", declarou. O deputado do PS sublinhou que, na "política, não há poderes eternos e que ninguém consegue de uma forma arrogante e de uma forma prepotente sobreviver por muito tempo - ninguém é dono dos votos de ninguém", avisou.
Renato Sampaio desvalorizou a vitória de Joana Lima nas autárquicas, capitalizando em seu benefício o resultado que o PS alcançou."A Câmara da Trofa não foi conquistada por Joana Lima com toda a sinceridade; a Câmara da Trofa foi conquistada pelo PS e eu, como presidente da federação, tenho uma quota de responsabilidade". A sala aplaudiu.
O líder distrital também disse não estar de acordo com a estratégia seguida pelo PS da Trofa. "Não é um caminho certo e justo. É preciso inverter, por isso decidi que o combate que vou travar na Trofa vai ser um combate decisivo em nome dos valores que defendo", disse.
A Entidade Reguladora funciona? Então porque só há inquéritos meses depois das notícias estarem nos jornais e de milhares de cidadãos serem maltratados?
Hospital Santo António alvo de inquérito
Margarida Gomes (Público)
Órgão regulador quer saber se as denúncias sobre o funcionamento do hospital têm fundamento.
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) vai abrir de imediato um processo de inquérito ao Hospital de Santo António no sentido de aferir o fundamento de notícias que apontam para a falta de segurança de alguns serviços. A decisão foi tomada ontem pelo Conselho Directivo da ERS, que vai agora ouvir as diferentes entidades hospitalares.
O presidente do Conselho de Administração (CA) do hospital, Pedro Esteves, não sabia: "Não tenho conhecimento de nada, mas encaro isso com a maior naturalidade. A ERS tem um papel de regulação e supervisão no sector da saúde", comentou por SMS à hora de fecho desta edição.
Mas o CA refuta que haja falta de segurança nalguns serviços, embora reconheça que há obras que ainda não têm calendário definido. Numa nota enviada ao PÚBLICO na semana passada, Pedro Esteves, assume que as obras projectadas para o hospital estão atrasadas. Não avança com qualquer data para a sua concretização, mas justifica o atraso das obras com o Centro Materno-Infantil do Norte. Sem particularizar, refere que, "no caso edifício neoclássico, as obras projectadas estão associadas à construção do Centro Materno-Infantil do Norte". "Isto significa que, enquanto não estiver completamente definido o calendário de construção desse projecto, não serão tomadas decisões no sentido de avançar de imediato com qualquer obra no edifício neoclássico. Seria insensato decidir de outra forma. É que estamos a falar de gestão de dinheiros públicos."
Sobre o alegado veto a um conjunto de projectos noticiado pelo PÚBLICO, o presidente esclarece: "Estes são realizados de acordo com critérios claros, nomeadamente a verificação da sua necessidade, a existência de condições técnicas de realização, a sua integração no projecto global definido para a instituição, actualmente em discussão interna no âmbito de uma reorientação estratégica que está a ser desenvolvida e, como não poderia deixar de ser, a existência de condições económico-financeiras necessárias à sua concretização". Já quanto à ausência de uma escada que ligue os diferentes pisos na ala norte do hospital, reconhece que seria "desejável ter uma escada de evacuação exterior para o Serviço de Cardiologia, o que se mostra difícil de concretizar face à impossibilidade de alterar as fachadas de um edifício classificado" e refere que nos planos de remodelação da ala está prevista uma escada, entre os pisos 0 e 6.
Pedro Esteves confirma a colaboração de um "engenheiro civil no apoio à construção do Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório". Alega, todavia, que tal se deve "à complexidade da obra em curso e à necessidade de harmonizar o contributo de diferentes fornecedores". Mas sobre a complexidade da obra, cujo empreiteiro pediu uma prorrogação do prazo para a entrega da obra (até 31 de Julho) devido a um atraso no projecto informático, não avança qualquer explicação.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mário Lino estudado para chairman da Cimpor
22.03.2010 - 07:37 Cristina Ferreira (Público)
O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino é um dos nomes que está a ser equacionado para substituir Ricardo Bayão Horta como chairman (presidente não executivo) da Cimpor. Mas os accionistas da cimenteira portuguesa têm em cima da mesa outras alternativas.
Conclui relatório divulgado hoje
Parlamento de Israel “é o mais racista” da história do país
21.03.2010 - 17:38 PÚBLICO
O Governo de Benjamin Netanyahu apresentou, este ano, 21 projectos-lei que discriminam os cidadãos árabes do Estado, o que faz do actual Knesset “o Parlamento mais racista desde a fundação de Israel”, informa um relatório divulgado hoje pelo diário “Ha’aretz”, de Telavive.

domingo, 21 de março de 2010

Impressionante a incapacidade da Igreja Católica Romana para enfrentar uma situação que, finalmente tendo saltado para o conhecimento público, revela mais em meia-dúzia de anos do que nos 1600 anos de história institucional. Enfrentar no que diz respeito a consequências imediatas face à sociedade e às vítimas, mas incapacidade sobretudo para reflectir no porquê deste tipo de comportamentos, no porquê da Igreja Católica Romana constituir na formação dos seus agentes e nas condições da sua actuação, em parte, claro, um centro de psicopatas sexuais e de criminosos da mesma área.
Se quisessem ir ao cerne da questão, o que está em causa é uma doutrina, como tantas outras, com origem no mesmo "Livro", de onde se fez derivar a repressão sexual e práticas doentias como a castidade, a pecaminização da sexualidade, o absurdo do celibato dos padres (e dos frades e das freiras, claro).
Falando mais claro. A doutrina católica nas suas suas leituras mais restritivas que imperavam até há poucos anos é doentia e cria nos seus seminários, e provavelmente nas suas áreas de influência, neuróticos, doentes mentais, a maior parte dos quais tem comportamento tipificado como o de criminosos.
Os seminários, pelo menos como eram há umas décadas, são um absurdo, um centro de formação de tarados, de fanáticos e de pessoas sem carácter, a que muitos escapam mas também onde muitos soçobram.
Enquanto a hierarquia não quiser perceber que está a braços com o problema sexual interno, não retomará uma posição em que os cidadãos possam confiar nas suas actividades e, muito menos, nas suas instituições. E quando a hierarquia quiser perceber tem de dissolver todo um edifício que se baseia precisamente nos tabus, repressão e discriminação sexuais.
Este assunto deixou de ser do foro da Igreja Católica Romana para ser do foro público. Tal como os monstruosos e sistemáticos crimes que têm sido praticados através dos séculos e só agora puderam ser conhecidos do público.
Ainda por cima são estes que querem fazer moralismo discriminatório e reaccionário na sociedade, como tentando impedir o casamento homosexuais ou considerando a homosexualidade ora uma doença, ora um crime, da mesma forma que ainda há pouco tentavam proibir a contracepção e a interrupção voluntária da gravidez.
Por não ser capaz de enfrentar a questão e mudar, a Igreja Católica Romana perdeu a pouca moral que lhe restava para endoutrinar a sociedade seja do que for!(P.B.)
Remorsos do Papa não chega para vítimas de abusos sexuais
(Público) GINA PEREIRA
O Papa Bento XVI expressou ontem "vergonha" e "remorso" pelo "desconcertante problema" do abuso sexual de crianças e jovens vulneráveis por parte de membros da Igreja Católica irlandesa. Mas o "profundo desgosto" do Papa não cala a revolta das vítimas.
Foi manifestando a sua "grande preocupação" pela "grave situação" que envolve a Igreja irlandesa que Bento XVI iniciou a sua carta pastoral, divulgada ontem e destinada a ser lida nas missas deste fim-de-semana nas paróquias irlandesas. O Papa reconheceu a "gravidade destas culpas e a resposta muitas vezes inadequada" das autoridades eclesiásticas da Irlanda e garantiu que partilha o "pavor e a sensação de traição" que afecta muitos católicos irlandeses.
Para recuperar desta "dolorosa ferida", a Igreja irlandesa deve, em primeiro lugar, "reconhecer os graves pecados cometidos" e os seus responsáveis responder "diante de tribunais devidamente constituídos". "A justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder", escreveu o Papa, dirigindo-se aos sacerdotes e religiosos que abusaram de crianças e a quem desafiou a assumir as suas responsabilidades. "Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos", escreveu, insistindo que além do "enorme dano causado às vítimas", os abusadores provocaram "um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa".
Às vítimas e suas famílias - a quem se dirigiu em primeiro lugar para manifestar "profundo desgosto", "vergonha" e "remorsos" pelo seu sofrimento - pediu-lhes que não percam a esperança. "É compreensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja". Mas disse confiar que, aproximando-se de Cristo e participando da vida da Igreja, poderão encontrar "reconciliação, profunda cura interior e paz".
Bento XVI não ignorou o "desânimo e abandono" que sentem muitos sacerdotes irlandeses, "encolerizados pelo modo como estas questões foram tratadas por alguns dos vossos superiores". Mas pediu-lhes que colaborem com "quantos têm autoridade" e que se empenhem para que a Igreja da Irlanda possa "responder à crise" e ter "nova vida e vitalidade". Para ajudar a essa "renovação", promete visitar em breve o país.
Aos bispos, dirigiu palavras críticas. "Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações" que minaram "seriamente a vossa credibilidade e eficiência", disse-lhes, pedindo-lhes que cooperem com as autoridades civis para o apuramento da verdade. "Só uma acção decidida levada em frente com total honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito dos Irlandeses em relação à Igreja", escreveu.
Para as vítimas - que reclamam a demissão do chefe da Igreja Católica irlandesa, cardeal Sean Brady, e de outros bispos acusados de terem sido cúmplices dos abusos sexuais levados a cabo ao longo de 40 anos -, a carta de Bento XVI é "insuficiente e decepcionante". Maeve Lewis, directora da associação de defesa das vítimas "One in Four", considera que o Papa dirigiu as críticas principalmente aos sacerdotes do baixo clero e esquece a responsabilidade do Vaticano nos abusos sexuais de menores em todo o mundo.
A Igreja Católica portuguesa ainda não reagiu à carta do Papa, mas o bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, disse esta semana que se trata de "crimes que envergonham" a Igreja.
Há casos caricatos mas que nem por isso deixam de ter todo o significado. Gente que se instalou no parlamento há 30 anos e que pensam ter ficado donos da casa. É o caso deste Lelo, mais conhecido pelos seus números de circo nos círculos políticos, pelos ataques descabelados e sujos aos combatentes da democracia dizendo-se portador do recado do chefe (seja ele qual for), ressabiado por nem um lugarzinho de secretário de Estado lhe darem, decidiu agora arvorar-se em virgem ofendida.
É claro que aqueles computadores pagos pelo erário público são públicos, toda a actividade parlamentar é totalmente pública (podendo, no entanto, decidir proceder secretamente sobre assuntos de gravidade extrema, como a guerra e a paz) e se o indivíduo vai para o plenário tratar de assuntos da sua privacidade, como por exemplo comunicar com a família, amigos e amigas, contactar antigos clientes compradores de máquinas, jogar na bolsa, ou espiolhar temas eróticos, está a usurpar as funções parlamentares, mas está sobretudo a dar conta aos portugueses do tipo de apropriação que já fizeram, nas suas mentalidades, dos bens da república. Isto num presidente de conselho de administração, estamos esclarecidos de como andarão as coisas. Mesmo com a aplauso absoluto que merece a atitude de Jaime Gama. (PB)
Gama irritou bancada do PS
Deputados socialistas batem com as tampas dos computadores
19.03.2010 - 11:51 (Público) Sofia Rodrigues
Vários deputados do PS fecharam com força os seus computadores em protesto contra as explicações do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, sobre a natureza de serviço público daqueles computadores existentes na sala do plenário. Momentos antes, Jaime Gama repreendeu duas vezes consecutivas o secretário de Estado da Educação João Torcato da Mata por não usar a forma regimental para se dirigir ao plenário.
O protesto dos deputados aconteceu quando Jaime Gama respondia a uma interpelação do deputado socialista, e presidente do Conselho de Administração da AR, José Lello, que se queixou de os repórteres fotográficos captarem imagens dos ecrãs dos computadores dos deputados, violando a sua privacidade.
O presidente da AR respondeu que os computadores não são pessoais e que há regras para o trabalho dos repórteres, estando ao alcance dos deputados mudarem essas regras se o entenderem. Estas declarações de Gama suscitaram também uma vozearia na bancada do PS. Lello ocupava um lugar na penúltima fila de cadeiras da bancada socialista, mais próxima da galeria onde habitualmente se encontram os fotógrafos.
José Lello, ao PÚBLICO, explicou que não houve hoje nenhum incidente de violação de privacidade que o levasse a fazer o protesto. "É uma situação que já vem de trás e até já foi publicada a imagem de um SMS de um deputado". Mas na interpelação referiu e apontou para um repórter que o fotografava.
Lello contraria Jaime Gama: "Os computadores são pessoais, esse é o engano do presidente."
Pouco antes da interpelação ao Presidente, já tinha havido outro momento de tensão. Depois da dura repreensão de Gama ao secretário de Estado, ameaçando mesmo retirar-lhe a palavra, o governante fez a intervenção e foi muito aplaudido pela bancada do PS.

sábado, 20 de março de 2010

PS segue estratégia de "pequenos passos" no apoio a Manuel Alegre
Nuno Simas (Público)
O "aparelho" socialista antecipou-se à direcção do PS e já dá os sinais de apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre que têm faltado da parte da direcção nacional de José Sócrates. Ontem em Bragança e dentro de uma semana, mais a sul, em Beja, o deputado e poeta recebe os apoios de dirigentes socialistas, em jantares organizados pela sua candidatura.
Ontem à noite aconteceu com o deputado Mota Andrade, que é também líder da federação distrital do PS de Bragança. Ao PÚBLICO, Mota Andrade admitiu que Alegre "seria um bom candidato" a Presidente e explica a sua presença no jantar "como cidadão, a título pessoal". E lembrou que encontro foi organizado pelo anterior mandatário nas anteriores presidenciais, Aires Ferreira, socialista e presidente da Câmara de Moncorvo.
Se assim for - o "aparelho" socialista antecipar o apoio de Sócrates a Manuel Alegre -, os alegristas ficam mais descansados. Embora o calendário para o partido declarar que está ao lado do autor de O Canto e as Armas não esteja ainda definido. Um deputado e amigo de Manuel Alegre admitiu que não se pode esperar muito mais. Ou seja, um timing possível poderia ser o mês de Abril ou inícios de Maio.
Explique-se. Primeiro, os socialistas poderiam "arrumar" o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), em debate na próxima semana, acompanhado por um projecto de resolução do PS, e que tantas críticas tem suscitado entre as próprias fileiras socialistas. Depois, em Abril ou inícios de Maio, o PS poderia reunir e avançar com o seu apoio a Alegre.
Este calendário poderia implicar que o candidato presidencial formalizasse a sua candidatura antes de os socialistas se decidirem. Mas a verdade é que, formalmente, os socialistas não têm marcada qualquer reunião dos seus órgãos nacionais para os próximos dias. Seja para analisar as presidenciais seja sobre outro tema qualquer, depois de Sócrates ter reunido, no último mês e meio, o secretariado nacional, a comissão política e a comissão nacional.
Ainda assim, Francisco Assis, líder da bancada, já admitiu que o partido deve começar a pensar em discutir as presidenciais. Até porque já foi aprovado o Orçamento do Estado, o que serviu de justificação para os socialistas adiarem este debate.
Enquanto espera, Manuel Alegre recebeu um sinal, ainda que indirecto, de conforto da parte de José Sócrates: o poeta foi convidado, como presidente do júri do Prémio Leya, a acompanhar a comitiva do primeiro-ministro na visita oficial a Moçambique.