domingo, 23 de março de 2008

Anadia: o que falta são médicos


E agora, depois do Carnaval do Dr. Piercing em plena Semana Santa, tratemos de saúde pública a sério. Reflectindo sobre a dimensão concreta das políticas... a única dimensão que conta, em política, ou seja, na boa governança.


(JN) 23.03.2008 Ivete Carneiro
Escassos dias depois de as urgências de Anadia terem fechado portas, uma criança morreu à porta do hospital, numa ambulância, apesar das tentativas do pessoal da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). O então ministro da Saúde defendeu-se garantindo que, se fosse atendida no hospital, o desfecho seria o mesmo, até porque a VMER estava mais equipada do que a defunta urgência. "Se eles tiverem na VMER um equipamento como este, oferecemos-lhe este", diz Rui Simões director clínico e ex-director das urgências do José Luciano de Castro. É a primeira das coisas mal explicadas. "O ministro nunca cá entrou", lamenta o médico, segundo o qual a unidade também não foi visitada pelos peritos que desenharam a nova rede de urgências e riscaram as novas instalações de Anadia em prol das envelhecidas de Águeda.

O que parece faltar ali são os recursos humanos. Eram todos contratados na Urgência cinco médicos de família ("A nossa função não é estar nas urgências", diz Manuel José Lebre, médico de família e director do centro de saúde local), seis ortopedistas (os mesmos contratados para a consulta externa do hospital, em que também são protocolados outros especialistas, à falta deles nos quadros) e cinco internos.

Uma das contrapartidas do protocolo proposto pelo ministro da Saúde e recusado pela autarquia era justamente a requalificação do hospital, dando-lhe mais especialidades e cirurgia. "Já temos", defende-se Litério Marques.

Outra incongruência em Anadia está nos meios complementares de diagnóstico. De acordo com o despacho que fechou a Urgência, têm que ser acessíveis para doentes que procurem a consulta aberta. Têm sido, mas, segundo José Paixão, nem sempre. Um idoso com costelas partidas, confirmadas depois num privado, foi mandado embora porque o médico da consulta aberta não pusera "Urgente" no pedido."A Urgência era essencial para a estabilização de doentes", dizem fontes médicas, que veriam com bom grado uma solução intermédia. Conscientes da falta de meios humanos para oferecer uma Urgência digna desse nome, deixam no ar uma sugestão aproveitar as instalações existentes e fazer do José Luciano de Castro a base de uma VMER. "Fica a meio caminho entre Coimbra e Aveiro. Ficaríamos com a emergência, que é o que mais preocupa, e daria conta de uma área mais rapidamente do que a VMER de Coimbra".Para já, ficam os números. A consulta aberta atende tantas pessoas quanto a antiga urgência, mas transfere menos para Coimbra.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Atacado pelos piercings


nota: os créditos da imagem devem ser dados ao contributo divertido de um apoiante socialista

Candidaturas Autárquicas






Após o embaraço provocado pela forte contestação à proposta de Lei dos "piercings", o presidente da federação distrital do Porto do PS tem alimentado nos órgãos de comunicação social a discussão em torno dos nomes e das escolhas de candidatos autárquicos, nomeadamente à cidade do Porto.
Calculamos que com intenção de desviar as atenções da palermices quando elabora uma proposta de Lei, o Presidente da Federação vêm lembrar que a escolha é da concelhia, mas acrecenta "em primeira instância" e a seguir ainda continua com a "articulação distrital e nacional".
Talvez seja a hora de lembrar ao Presidente da Federação que vai existir um congresso distrital, eleições para a federação e a sua opinião nesta matéria peca por falta de legitimidade. Ao contrário a concelhia do Porto tem sido ponderada e parece ter preparado o terreno para encetar um trabalho que já começa a preocupar os adversários.
Parece claro que os comentários em torno de Elisa Ferreira e outros nomes, da forma que tem sido feitos, só servem para prejudicar as aspirações dos potenciais candidatos, para expor dificuldades inexistentes (como aquela de articular com quer que seja as escolhas de uma concelhia que está completamente unida em torno de um objectivo) e assim demonstrar que é mesmo preciso mudar.
Como acreditamos que a nossa candidatura caminha a passos largos para o fortalecimento dos projectos políticos do distrito, temos que desvalorizar as declarações infelizes do presidente da Federação Distrital, porque o seu tempo provavelmente escasseia. A lucidez política também.
fonte:
Elisa só aceita avançar no Porto
Carla Soares
Elisa Ferreira, nome consensual no PS para uma candidatura à Câmara do Porto, também é desejada para Gaia. Mas, admitindo agora claramente uma participação nas próximas eleições autárquicas, a eurodeputada garante só avançar na Invicta."É o Porto que considero como única hipótese em termos de candidatura autárquica", adiantou Elisa Ferreira, ao JN, quando questionada sobre o facto do PS colocar um cenário alternativo. Gaia "não é de todo uma hipótese. Não faria sentido eu mobilizar-me para uma terra que não é a minha. Eu nasci e vivi no Porto", contrapôs aquela independente.Explicando que "o mais natural" seria continuar no Parlamento Europeu, deixou claro que só coloca uma alternativa "Teria que ter a ver com a minha terra e cidade, que é o Porto".Enquanto isso, o partido procura dar-lhe palco, como aconteceu no comício nacional de sábado, no Porto, em que José Sócrates convidou aquela independente para participar. Num tarde em que discursaram pesos pesados do partido, foi a única independente chamada ao palco. E esforçou-se por passar a mensagem de que, no geral, não tem divergências no que toca às políticas do Governo.Sobre a sua participação no comício, a eurodeputada manifestou-se satisfeita com o convite do secretário-geral para "ajudar num momento mais tenso da vida do PS e do Governo". "De facto, foi importante para mim", comentou, ao JN. "Obviamente que vejo isso como um voto de confiança" do secretário-geral, continuou, embora rejeitando uma relação directa entre o convite e as autárquicas.Por sua vez, explicou fonte do partido ao JN, o PS, ao mais alto nível, quis dar um voto de confiança a Elisa Ferreira e um sinal aos militantes de que ela é uma aposta do partido.
A aposta parece ser unânime, mas o JN sabe que o concelho ponderado não é unicamente o Porto. Entre dirigentes do PS, há quem considere que a eurodeputada seria melhor candidata em Gaia, por ser este um concelho mais fácil de ganhar, na opinião dos socialistas, uma vez que Luís Filipe Menezes sai. Por outro lado, no Porto, o receio é o de que Elisa seja desperdiçada, pela dificuldade em derrotar Rui Rio.Questionado sobre isso, o líder do PS/Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que tem convidado a eurodeputada para iniciativas do partido, diz existir já uma "articulação muito forte" com as direcções distrital e nacional para encontrar um candidato vencedor. E admitiu que Elisa Ferreira "enquadra-se no perfil" desejado.
O líder distrital, Renato Sampaio, nota que competirá, "em primeira instância", às concelhias (a eleger em breve) conduzir o processo, em "articulação" com o PS distrital e nacional.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Rio mostra projectos mas sem votação


Assis fez bem em apoiar a recomendação.



Tudo o que se pareça com transparência e democracia, para Rui Rio significa hipocrisia e confusão, nisto como em tudo. Aparece como o anti-populista e contudo nunca o Porto vislumbrou populismo tão primário e propagandismo tão abjecto como o que tem sido imposto por Rio. Aparece como o supra-sumo da seriedade mas toda a gente percebe no Bolhão gato escondido com rabo de fora.



Se aparecem socialistas a compararem Rio a Sócrates não pode ser para ajudar o segundo. E se aparecem dos mesmos a apoiar Rio contra Meneses, dizendo que o primeiro sim e o segundo não, é porque há outros factores em jogo: acima de todos, o factor regional. Rio é o homem que o centralismo gosta no Porto. Para o Porto ser o que está a ser. Não é uma lança em África, é um turbante no Porto, sem ofensa para os turbantes nem para as suas montadas, que até somos por uma sociedade aberta multicultural...






(JN) 19.03.2008



O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, está disponível para mostrar os projectos de requalificação do Bolhão e de outros equipamentos municipais com gestão privatizada, mas recusa colocá-los à votação do Executivo, como sugeriu, ontem de manhã, o vereador Rui Sá (CDU). "Uma reunião para votar algo que não é da competência do Executivo? Não. Mas concordo em dar-lhes toda a informação sobre o projecto [que for aprovado pelo Município] e fazer até uma sessão de apresentação com os arquitectos. É o nosso dever", rematou Rui Rio perante a proposta do comunista. Rui Sá defendeu que a capacidade de homologação desses projectos fosse transferida para a vereação, em vez de receberem só o aval do vereador. E deixou a garantia de que, apesar de ter votado contra a concessão a privados, apreciaria "o projecto de arquitectura sem ideias preconcebidas". O socialista Francisco Assis concordou com a recomendação, mas Rio descartou a hipótese. "Não quero ser insultuoso, mas há um toque de hipocrisia nisso", disse Rio, referindo-se à garantia dada por Rui Sá. O presidente entende que a situação geraria "confusão".

terça-feira, 18 de março de 2008

Exportações em risco


Mais uma faca apontada ao Norte. Urge tomar medidas alternativas de incidência económica, social e formativa. É necessário uma política regional para o Norte. Somos a única região que exporta tanto como importa. Se também para aqui vier o défice comercial arrastará todo o país.

É preciso a regionalização sonegada desde 1976. Mas, para isso, é preciso uma política orientada nesse sentido, o que não se vê, antes pelo contrário.


(JN) 18.03.2008

Com a crise financeira nos EUA a agudizar-se, a valorização do euro face ao dólar tem sido inevitável. Na economia portuguesa, todos os sectores exportadores são afectados, embora uns mais do que outros, face a países com moedas mais fracas. "O sector de têxtil-lar preocupa-me", defende Manuel Farto, do Centro de Estudos Economia Europeu e Internacional. O sector exporta parte significativa da sua produção para os EUA e se as exportações diminuírem "pode haver um acréscimo de desemprego", conclui. A associação do sector, ANIT-Lar, confirma a diminuição do peso dos EUA nas exportações nacionais mas, em declarações à Lusa, salienta que o sector está a aumentar as vendas para outros países, nomeadamente europeus. Um caminho que está ser seguido por outros sectores de actividade económica, como o dos vinhos, cerâmica, ferragens e porcelana.

António Vitorino: Rio é parecido com Sócrates









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JF (Portugal Diário) 2008/03/17 22:21

O dirigente socialista António Vitorino, elogiou esta segunda-feira o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, admitindo que o PS será «obrigado a meditar» se ele chegar à liderança do PSD antes das eleições legislativas de 2009, noticia a Lusa.
As declarações de António Vitorino foram feitas no seu programa semanal de comentário político, intitulado «Notas Soltas», na RTP.
No capítulo em que analisava a actual situação interna do PSD, o ex-comissário europeu identificou «algumas características comuns» entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da Câmara do Porto e ex-secretário-geral do PSD durante a liderança de Marcelo Rebelo de Sousa.
Segundo Vitorino, tanto Rio como Sócrates têm uma lógica de «cortar a direito» na acção política.
Sem se referir ao seu trabalho enquanto presidente da Câmara do Porto, Vitorino fez no entanto uma alusão ao diferendo que Rui Rio tem travado com o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa
«[Rui Rio] tem um activo importante: demonstrou no País que o futebol não é tudo», observou o dirigente socialista.
Já em relação ao actual líder social-democrata, Luís Filipe Menezes, o ex-ministro de António Guterres afirmou já ter estado mais convencido de que chegaria como líder do PSD às próximas eleições legislativas.
Na opinião de Vitorino, Luís Filipe Menezes está a actuar contra a lógica de um líder que chega ao poder de um partido com pequena vantagem, provocando uma escalada dos conflitos internos em vez de os pacificar.
Vitorino considerou ainda que Menezes está a seguir uma estratégia perigosa como presidente do PSD, colocando «bases contra elites» e seguindo uma lógica leninista: «Quem não está comigo está contra mim».
O dirigente socialista referia-se então a recentes declarações do presidente do PSD na SIC, em que advertiu que quem não trabalhasse «iria para a lista de transferências».

segunda-feira, 17 de março de 2008

PS recua nas proibições de "piercings" e tatuagens; responsabilidade da família pode ser suficiente

Não há nada como realmente. Mas veja-se a figurinha que se anda a fazer... E como se mete o PS, ou seja a nós todos, em coisas que só cabem na cabeça de uma pessoa?

(JN em linha) 17.03.2008

O PS manifestou-se hoje disponível para aceitar que menores de 18 anos sejam autorizados a usar 'piercings' ou tatuagens, desde que as respectivas famílias assumam a responsabilidade em termos de consequências para a saúde.
"O objectivo do nosso projecto não é proibicionista, mas regular uma actividade para salvaguardar a saúde dos seus utilizadores, assim como para prevenir a transmissão de doenças", declarou à agência Lusa o deputado socialista Renato Sampaio.
Da mesma forma, o presidente do PS/Porto adiantou estar aberto a rever a ideia de proibir os cidadãos em geral de aplicarem 'piercings' em zonas do corpo humano como a língua, vasos sanguíneos, junto do pavimento da cavidade oral, na proximidade de nervos e de músculos, e sobre quaisquer tipos de lesão cutânea.
Segundo Renato Sampaio, o PS está disposto a aceitar que, quem desejar ter aplicações de 'piercings" nestas zonas do corpo, seja obrigatoriamente alertado para os riscos dessa prática e, se persistir, assuma depois a responsabilidade por ela.
Na versão inicial do diploma do PS, entregue sexta-feira no Parlamento, proíbe-se genericamente a aplicação de 'piercings" na língua e estabelece-se a proibição da aplicação de tatuagens, de maquilhagem permanente e de 'piercings' a menores de 18 anos.
"Com este diploma, pretendemos regular uma actividade que está em crescimento em Portugal e em muitos países do mundo, mas que pode ter consequências negativas para a saúde", justificou o presidente do PS/Porto (...)

Meter-se onde não é chamado


O presidente da Federação Distrital acaba de se alongar em declarações à Antena 1 sobre uma hipotética candidatura de Elisa Ferreira à Câmara do Porto. Pelo que ouvimos, especulou sobre métodos de decisão, considerando-a uma decisão política, o que equivalerá a uma nova descoberta da pólvora. No entanto, o principal foi tentar fazer passar que a decisão será fundamentalmente sua ou de outras instância do Sétimo Céu, e isto duas horas depois de Elisa Ferreira ter afirmado à TSF que ainda era cedo e que aguardava com tempo uma decisão da Concelhia.

Ora estando a Concelhia do Porto unida no seu método para indicar a candidata ou candidato à Câmara do Porto como entender, e havendo tantos problemas difíceis, em concelhias no Distrito que estão divididas, para resolver, por alma de quem e a que propósito vem o presidente da Federação pronunciar-se sobre o processo no Porto que tem vindo a ser, até ao momento, não só pacífico, como exemplar?

Ou é exactamente a unidade obtida no Porto que o está a irritar e a perturbar?

Mal por mal, e se tem mesmo de se meter onde não é chamado, diria que sempre mais valeria ir apresentar projectos de proibição de piercings na ponta da língua, tema aliás essencial para a resolução dos problemas do Distrito do Porto.

Elisa aguarda Concelhia do Porto


( TSF 10:23 / 17 de Março 08 )

A eurodeputada e ex-ministra de António Guterres confirmou à TSF que não descarta essa hipótese de concorrer à liderança da Câmara do Porto. No entanto, numa altura em que a concelhia socialista está ainda em auscultações, Elisa Ferreira considerou ser «cedo» para traçar qualquer plano mais concreto. «Neste momento, não tenho nehum convite do PS nesse sentido, não há nenhuma decisão tomada. Penso que é uma hipótese como outra qualquer», afirmou. «Sei que a concelhia socialista ainda está em auscultações, pelo que ainda há muita coisa para decidir antes disso», acrescentou, sublinhando, porém, que não põe de parte a hipótese de concorrer à autarquia do Porto.

O piercing



E o Paulo Ferreira não se lembrou de lembrar ao autor do projecto a proibição dos implantes de silicone que fazem belíssimos os seios de algumas senhoras mas, há quem diga, fazem mal a não sei o quê, talvez aos olhos concuspícios da maioria dos homens!
Este deputado é um caso do que gosta que falem dele, nem que seja para ser ridicularizado. Mas o problema não é dele, é do Porto, em particular dos socialistas portuenses: ter o presidente da Federação a exibir-se ao país nestes preparos, não ajuda a região, embora ajude os que não querem ter maçadas com ela.
De resto, segundo noticiava ontem o "Portugal Diário", um porteiro de um prédio de Nova Iorque, foi despedido por halitose, ou seja, mau hálito, proveniente, segundo os acusadores, do excesso de consumo de alho que a vítima jurava não provar há meses. Como os hálitos fedorentos são um incómodo para os transeuntes mais próximos, por que não, já agora, entre nós, a proibição do alho, ou, pelo menos, a imposição do regime de isolamento ou ao menos a acoplação de uma máscara anti-gás aos fedentes, talvez através da inserção de articulado apropriado, neste projecto anti-piercing.
Ou então a sua inserção no Código de Trabalho cuja revisão se cozinha, respondendo às exigências de um patronato que se queixa de que não se pode trabalhar neste país dada a impossibilidade de despedir, como se fosse pouco o desemprego, ou a precaridade do emprego: em termos tecno-jurídicos, a coisa iria para a ideia: piercings, tatuagens, maus hálitos, rua! Finalmente o homem novo socialista, belo, alto, forte, a sair do ginásio onde se pode aplicar mais tempo com a baixa do IVA!

Paulo Ferreira (JN) ( Preto no Branco) 17.03.2008

Os deputados do PS magicaram esta coisa dentro em breve, os menores de 18 anos não poderão fazer tatuagens, colocar piercings e aplicar maquilhagem definitiva. A lei que aí vem, cujos contornos foram simbolicamente apresentados no Dia Internacional do Consumidor, impedirá ainda todos os indígenas e todas as indígenas de colocar piercings na língua, na boca e noutros locais considerados de maior risco. Tão estupenda e fracturante ideia foi assim justificada pelo deputado do PS, Renato Sampaio, autor do projecto: isto faz-se porque os parlamentares socialistas estão preocupados com a saúde dos loucos que recorrem a esta modernice. Além disso, explica Renato Sampaio, há também aqui uma "questão de gosto".
Levantou-se por aí uma algazarra por causa desta profunda e decisiva ideia para o fututo dos portugueses! Confesso que não consigo alcançar o objectivo das críticas ao projecto de lei dos socialistas. Eu, por mim, apresso-me a agradecer aos parlamentares - em particular ao dr. Renato Sampaio. Porquê? Porque a ideia de ver, um destes dias, um dos meus filhos (ou mesmo, horror dos horrores, os dois) entrar em casa cravejado de piercings, tatuagens e outras porcarias modernaças do género é simplesmente aterradora. O que o PS fez foi facilitar-me a vida. E como! Se, um dia, passar pela cabeça dos meus filhos tamanha loucura, bastará dizer- -lhes "Não podem, é proibido. O Governo não deixa. O Governo não gosta. Fim de conversa!".
Só não peço já um gigante aplauso para os solícitos socialistas porque aguardo que, em nome da coerência, proíbam a seguir as mulheres de usar sapatos de salto demasiado alto. Elas, coitadas, ainda não perceberam o mal que aquilo que lhes faz à coluna.

domingo, 16 de março de 2008

Elisa posiciona-se para avançar ao Porto

Elisa Ferreira dará uma excelente presidente da Câmara do Porto, no entanto, o caminho para avançar como a melhor candidata, não será qualquer tentativa de imposição iluminada vinda de Lisboa. Já tivemos suficientes experiências dessas fracassadas. A quem compete determinar o candidato à Câmara do Porto será a respectiva Concelhia que está, neste momento, com o nosso aplauso, completamente unida à volta desse objectivo. Mal seria que um método não estatutário ou golpista de indicação do candidato semeasse a divisão nas hostes... Seria caso para dizer que queriam mesmo um Porto fraco, estagnado e sem peso, dirigido por um tal Rui Rio...

Hermana Cruz (JN) 16.03.2008

Numa tarde de discursos de destacados socialistas como Alberto Martins e Jorge Coelho, a eurodeputada Elisa Ferreira destacou-se por ter sido a única independente chamada ao palco, o que foi visto como um sinal claro de que será, de facto, a candidata do PS à Câmara do Porto. Sendo apresentada como "camarada e amiga", a ex-ministra não fez um discurso voltado para a cidade mas para o país e para o objectivo de mobilização do partido para os próximos combates eleitorais. "Hoje, não se pode perguntar a Portugal o que pode fazer pelos portugueses. Tem que se perguntar a cada um de nós o que se pode fazer por Portugal", afirmou, após ter criticado os "três anos tristes de liderança do PSD" dos governos de coligação, e de ter elogiado as políticas da governação socialista. "Hoje, agradeço a José Sócrates a oportunidade que me deu de afirmar que estou na essência de acordo com as políticas que tem vindo a seguir. Claro que há detalhes que importa aperfeiçoar", declarou, mostrando terem sido ultrapassadas divergências antigas que poderiam servir de entrave a uma candidatura.

sábado, 15 de março de 2008

PS filtra entradas no comício do Porto


Mas não é exactamente o contrário do que o Presidentíssimo federativo afirmou hoje para o JN (ver notícia mais abaixo)? E se não entram as "pessoas menos entusiasmadas" temos agora um nova distinção entre os inscritos: os militantes, os simpatizantes, os entusiasmados e os menos entusiasmados. Em resumo: os filtrados e os não-filtrados. Ou serão in-filtrados? Será que estes últimos poderão votar, nas secções, nas concelhias e nas distritais? Considerando que vai haver distritais, um dia!


Por Helena Pereira e Manuel A. Magalhães (Sol, 15.03.2008)
O receio de ter no Pavilhão do Académico do Porto «pessoas menos entusiasmadas ou que até possam vaiar Sócrates» levou a máquina partidária do PS a fazer uma selecção dos militantes para o comício desta tarde, disse ao SOL um dirigente concelhio (Sol, 15.03.2008)

Grande Porto: cada vez mais famílias afogadas pelas dívidas



Será esta a "imagem positiva do distrito" que o Presidente da Federação, segundo anuncia, nos vais transmitir à frente do Secretário-geral e Primeiro-ministro?


(JN) 15.03.2008 Isabel Forte


O número de famílias sobreendividadas no Grande Porto cresceu 114,29% entre 2006 e 2007. Em média, indica a Deco, cada agregado tem até seis créditos bancários, três dos quais associados à habitação, ao crédito pessoal e a um cartão de crédito. Os dados fazem parte do relatório anual da delegação regional do Norte da Deco, que hoje assinala o Dia do Consumidor com acções na Baixa do Porto. E revelam que a principal causa do sobreendividamento é a elevada taxa de desemprego existente na região. Como amostra, só em Janeiro deste ano mais de 20 mil indivíduos estavam desempregados no concelho de Vila Nova de Gaia, número que no Porto passava as 12 mil. Uma situação preocupante, garante Carla Varela, coordenadora do gabinete jurídico e de apoio ao sobreendividado da Deco/Norte, que também afecta drasticamente o Vale do Ave. "A Deco/Norte está a projectar abrir, este ano, um pólo no eixo Braga/Guimarães, face à dificuldade crescente das famílias na região por causa do desemprego". No ano 2000, a delegação da Deco mediou 16 processos de sobreendividamento no Grande Porto, mas em 2006 o total era de 280 e em 2007 atingia os 619. Nos primeiros dois meses deste ano, já 50 processos foram mediados. "Assim que terminam as férias e se inicia o ano escolar, passamos a receber dezenas de pedidos de ajuda", diz Carla Varela. Os pedidos são analisados caso a caso, para que os juristas posteriormente estabeleçam contacto entre o consumidor e o banco, reestruturando o contrato de crédito. As estatísticas da delegação caracterizam o sobreendividado como sendo casado ou em união de facto, com 39 anos, agregado familiar composto por três elementos, em regra com um filho menor e habilitações ao nível do ensino básico e 12º ano. Na base dos pedidos de apoio está uma situação de desemprego, seguida pelo agravamento do custo do crédito, doença, deterioração das condições laborais, gestão deficiente do orçamento familiar, divórcio e despesas com educação. Acresce, frisa a jurista, que "muitas pessoas contraem novos créditos para pagar outras dívidas". O que é "um erro crasso".

Reunião entre Ministério e Fenprof termina sem consenso




Afinal não há luz nenhuma, só túnel. Baldadas as palavras avisadas e corajosas de António Vitorino e Jorge Coelho. Mas a maior mentira dita e redita por várias partes em questão, é que o sistema educativo e a qualidade do ensino não se estejam a ressentir do maior conflito de sempre entre professores e Ministério; ou seja que os maiores prejudicados não estejam a ser os jovens estudantes e o país que necessita precisamente do contrário, ou seja, de motivação, entusiasmo e qualidade.


14.03.2008 - 17h18 Lusa, PÚBLICO


A ronda negocial entre a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e o Ministério da Educação terminou hoje sem cedências por parte da tutela às reivindicações dos docentes para que seja suspenso o sistema de avaliação de professores. Na última quarta-feira, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que o processo de avaliação dos professores não vai ser adiado nem suspenso, mas poderá ser aplicado de forma simplificada este ano lectivo, por exemplo abdicando de requisitos como a observação de aulas e de critérios como as notas dos alunos. No mesmo dia, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, lançou um ultimato à ministra, marcando o dia de hoje, sexta-feira, como prazo máximo para um recuo por parte da tutela. A titular da pasta remeteu para essa data qualquer esclarecimento à Fenprof, afirmando que “o que vale nos processos de negociação é o que se passa nas reuniões”. Hoje, no final da ronda negocial com as duas federações, o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou, em conferência de imprensa, que o ministério "não negoceia sob ultimato". Em resposta, a Fenprof ameaçou recorrer aos tribunais por considerar ilegal o regime simplificado de avaliação de desempenho que o ministério acordou esta semana com o Conselho de Escolas. "Os procedimentos simplificados anunciados pelo Ministério da Educação são completamente ilegais porque representam uma alteração ao diploma que não foi negociada, nem publicada em lado nenhum", defendeu o secretário-geral da Fenprof, no final da última reunião com a tutela. Mário Nogueira considera que o Conselho de Escolas, com o qual a tutela chegou a acordo, "não tem competências para negociar e fazer acordos, o que representa outra ilegalidade". Para a Fenprof, o ministério só tem duas saídas: "aplicar o regime de avaliação, tal como está previsto no diploma, ou suspender o processo, se não houver condições para o fazer". "Tudo o que forem aplicações diferenciadas e procedimentos mínimos é à margem da lei", reforçou o dirigente sindical.Considerando que "já não há mais negociação, uma vez que o Ministério da Educação está totalmente inflexível", Mário Nogueira adiantou que a Fenprof vai reunir com as outras estruturas sindicais do sector para avaliar a situação e discutir outras formas de luta. "A greve está sempre em cima da mesa", afirmou.

Protestos...


A imagem positiva da situação do distrito...

(JN) 15.03.2008 Hermana Cruz

Não é uma nova manifestação organizada e nem sequer foi convocada pelos sindicatos. É uma concentração espontânea de professores que levará os protestos da classe ao primeiro-ministro e líder socialista, José Sócrates, que hoje, no Porto, procura mobilizar o partido e o país para o próximo ciclo eleitoral. A luta dos docentes ficará, contudo, à porta do Pavilhão do Académico.
Lá dentro, os cerca de sete mil militantes esperados deverão ouvir apenas um balanço positivo dos últimos três anos de governação. A Oposição, por sua vez, espera medidas concretas para um distrito a braços com a pobreza. Nas últimas duas semanas, desde que foi anunciado no comício no Porto, os socialistas têm-se desdobrado em garantias de que a iniciativa não visa ultrapassar a "onda" de protestos dos professores, que tem atravessado todo país, fundamentalmente contra o novo sistema de avaliações. Mas vozes internas, como as de Medeiros Ferreira e Manuel Alegre, não deixaram de fazer e de criticar essa associação."O objectivo sempre foi assinalar os três anos de governação", garantem vários dirigentes socialistas. É isso que o PS tenciona fazer hoje.
Ignorar os protestos dos professores, que estão a ser convocados por mensagens de telemóvel, e mobilizar os militantes para o ciclo eleitoral de 2009, em que o principal objectivo é a manutenção da maioria absoluta.
Daí que, os discursos do líder distrital do Porto e do secretário-geral do partido sejam marcados pelo lado positivo da governação. "Não falarei dos protestos de rua nem nos actos eleitorais. Procurarei mobilizar o país, o partido e o distrito, para os desafios que aí vêm", adianta Renato Sampaio. Sócrates seguirá a linha dos últimos dias e falará das marcas da governação, como o crescimento económico sustentado e a consolidação das contas públicas, apesar da crise internacional e da instabilidade nos mercados. E destacará como bandeira do Governo as reformas na Segurança Social, Educação, Saúde, bem como as medidas de apoio à natalidade e à terceira idade, como o complemento social para idosos. O líder do PS/Porto, por sua vez, fará um discurso de "apoio ao Governo e de regozijo" pelo seu "ímpeto reformista", assim como de "imagem positiva" da situação do distrito. "Está a começar a dar sinais de recuperação".

INEM assume falhas na prestação do socorro


Porque será? Não terá também a ver com a excessiva distância entre as unidades de cuidados primários e as pessoas? Sendo que o ABC da esquerda em matéria de saúde primária foi sempre (até há uns tempos) o máximo da proximidade? Não somos técnicos, mas dá que pensar se a questão será estritamente técnica...


(JN) 15.03.2008 Um anormal afluxo de chamadas para o serviço 112, do Instituto Nacional de Emergência Médica, nos últimos dias está a criar graves problemas no accionamento dos meios de socorro. Todos os pedidos de emergência, que chegam via telefónica ao INEM e são encaminhados para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes, têm sofrido um atraso significativo

Tatuagens e piercings


Até pode haver razões de saúde pública, mas se se admite que "se trata também de uma questão de gosto" por alma de quem regulamentar? Eu, que fui a favor da lei anti-tabaco, com esta, em cima da redução do IVA nos ginásios, começo a dar razão a todos os camaradas e cidadãos que me advertiram que podia ser um começo para a ideia de regulamentar o gosto. É que esta ideia de regulamentar o gosto só tem uma qualificação: é nazi-fascista. E todos ficamos a saber o que o nosso estimado camarada Presidente da Federação anda a fazer no tempo em que não anda a fazer o que lhe compete: lutar por resolver os muitos problemas económicos e sociais do distrito por onde foi eleito dentro do Partido e na sociedade. Nem me parece que estejamos a ser mauzinhos de mais. É que se preparam portagens nas SCUT do Norte, alegremo-nos: não vai haver piercings na língua para ninguém, olhem que bom! E qual será a pena? Cortar-lhes-ão a língua? Então poderão sempre concorrer a deputados pelo círculo eleitoral do Porto! Não digo que sejam mesmo todos, mas o mistério do silêncio da maioria parece que, finalmente, se deslindou.


(JN) 15.03.2008 O PS quer proibir os menores de 18 anos de fazer tatuagens, colocar piercings e aplicar maquilhagem definitiva. O projecto de lei, ontem apresentado para assinalar o Dia Internacional do Consumidor, prevê, ainda, a proibição, extensiva a todas as idades, de piercings na língua, na boca e noutros locais considerados de maior risco. Renato Sampaio, deputado socialista e autor do projecto, evoca razões de saúde para regulamentar estas práticas e proibi-las a menores de 18 anos, mas admite que se trata também "de uma questão de gosto"

Para que serve o comício do PS?

Mas para quê tudo isto?

Vai ser anunciada uma política regional para o Norte com incidência na degradação económica e social? O abandono do pagamento das taxas de utilização nas SCUT da região? O lançamento de uma proposta de lei sobre a regionalização? De uma proposta de acordo inter-partidário de revisão constitucional para retirar o quisto anti-constitucional da imposição do referendo? O anúncio da prometida desconcentração de serviços que iria tornar inevitável a regionalização? A passagem de alguns serviços centrais sediados em Lisboa, para o Porto e outras cidades? Ou as verbas do QREN destinadas ao Norte vão ser administradas directamente pelo Norte sem a "filtragem prévia" de Lisboa, que não pode receber verbas mas vai controlar e fixar a sua grande parte?

Pensar-se-à em voltar atrás com subida do IVA de 19% para 21%, depois de andarmos dois anos a criticar a subida de 17% para 19%, conseguindo, para lá da obsessão do défice (não era assim que se dizia?) o crescimento económico, o aumento do emprego e o aumento da massa tributável?

Ou vai ser anunciado a mudança do ambiente do país? A diminuição da crispação social e a emergência do diálogo e da tolerância democráticas? Uma política de saúde segundo o princípio elementar da esquerda, de que quanto mais primários forem os serviços mais perto das populações devem estar? Uma política da educação que louve, acarinhe, mobilize e entusiasme os seus principais agentes que são os professores, em grande parte professoras, reduzindo os sindicatos corporativos à expressão que tinham ainda há pouco tempo, e dialogando com os sindicatos da concertação social como parceiros indispensáveis a uma perspectiva social e democrática ou de socialismo democrático? Uma governança que entenda (ouça, veja, perceba) os sinais da rua e saiba que governar é antecipar, não é exibir a dureza ou moleza de uma personalidade liderante.

Se for para isto valerá a pena! Se não for, se for só para lançar foguetes, não valerá de nada, porque a sala é pequena e estourar-nos-ão nas mãos.

Também se for para fazer contraponto às manifestações de rua das últimas semanas ainda pior: a rua será lá fora. Estaremos lá dentro, porque é o nosso partido que lá está. Mas com esta reflexão, esta dúvida, esta hesitação e esta expectativa, estaremos todos os que não se deixam cegar pela patologia terrível que assoma a quem chega ao poder sem vacina: a arrogância mórbida.

Sobre o resto, não vale a pena falar. A notícia, na sua pequenez e mudez, é grandiloquente e altissonante.


(Portugal Diário)2008/03/14 23:34 Filipe Caetano

«Estamos no Inverno, por isso nunca poderíamos fazer o comício ao ar livre. A preparação de um evento deste género tem de ser feita com muita antecedência, por isso em primeiro lugar pensámos no Coliseu, depois no Pavilhão Rosa Mota, Mercado Ferreira Borges e finalmente no Pavilhão do Académico. Por motivos de incompatibilidade com os outros espaços, optámos pela quarta solução», explicou ao Portugal Diário Renato Sampaio, presidente da Federação do Porto do Partido Socialista.
Com polémica ou não, a verdade é que o Instituto de Meteorologia prevê chuva para o fim-de-semana, o que, de certa forma, avalizará esta argumentação, permitindo ao PS salvar a face perante as críticas de recuo após as últimas manifestações de desagravo. Numa altura em que o partido procura festejar três anos de Governo, a intenção é «fazer a festa», com a presença assegurada de José Sócrates e outros notáveis.
Na véspera do comício, que se realiza às 16h deste sábado no tal pavilhão do Académico Futebol Clube, junto ao Marquês, a azáfama era grande, com a empresa «Alfa Som» a montar uma enorme estrutura que suportará a luz e o som da festa. «A equipa de coordenação do PS tem dez pessoas e ainda há mais cerca de 50 pertencentes à empresa contratada», contou o habitual responsável por estas organizações, Domingos Ferreira.
«Estamos a preparar uma grande festa, com muita gente. O pavilhão comporta cinco mil pessoas, por isso vamos ter muita animação, música e cor, com muitas bandeiras. A porta está aberta para toda a gente, não só a militantes, porque no Partido Socialista demos sempre espaço a toda a gente. Queremos que seja um momento de festejo pelos três anos de Governo», explicou.
«Não estamos preocupados com uma eventual manifestação de professores, porque toda a gente tem liberdade para o fazer», explicou Domingos Ferreira, enquanto Renato Sampaio desvaloriza as declarações feitas de véspera, assumindo estar «tranquilo».
Recorde-se que o líder do PS/Porto disse à agência Lusa estar «apreensivo»com a possibilidade de ser convocada uma manifestação silenciosa de professores para as imediações do pavilhão do Académico do Porto. Um dia depois, ao Portugal Diário, preferiu desvalorizar essas declarações.
A verdade é que existe uma certa desvalorização desta potencial manifestação junto dos próprios docentes, segundo é possível perceber em alguns textos colocados em blogs. Facto é que não existe uma face visível nesta organização, pelo que não deverão comparecer muitos docentes no local. Ainda assim, o Governo Civil do Porto veio esclarecer que não recebeu qualquer pedido de manifestação desse âmbito para sábado.
O Governo de José Sócrates celebrou três anos esta semana, pelo que havia a dúvida sobre a data ideal para celebrar a ocasião. José Lello explica que «inicialmente falou-se num jantar, depois em algo maior. Primeiro, até se tinha pensado no 8, mas para não colidirmos com a marcha dos professores, o comício foi adiado para este sábado».
Na perspectiva do organizador, a data e local são considerados boas ideias. «Para nós é melhor fazermos este tipo de espectáculo num espaço fechado, porque é possível destacar a cor e projectar imagens de forma mais eficaz. Para além disso, nunca seria possível ter a certeza sobre o estado do tempo», frisou Domingos Ferreira, seguro de que, pelo menos dentro do pavilhão, ninguém questionará a utilidade do comício.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Assinaturas contra portagens


Enviei uma mensagem ao presidente da Federação pedindo-lhe para, caso não saiba, se informar do que se passava e agir em conformidade, antes que seja o povo a agir. Aguardemos o que entenderá por "agir em conformidade".


(Primeiro de Janeiro) 14.03.2008

Depois de os autarcas terem reiterado a sua preocupação e as queixas perante os estudos feitos,é lançado hoje um movimento de protesto, que inclui abaixo-assinado para o primeiro-ministro. Seis comissões de utentes contra portagens nas SCUT do Litoral Norte, Grande Porto e Costa de Prata lançam hoje um abaixo-assinado dirigido ao primeiro-ministro, José Sócrates.

Em declarações à Lusa, José Rui Ferreira, da Comissão de Utentes de Póvoa de Varzim/Vila do Conde, afirmou que o objectivo é “recolher milhares de assinaturas” contra a introdução de portagens nas SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata. “A ideia é recolher assinaturas, para entregar ao primeiro-ministro, em Lisboa, num prazo de mês e meio”, disse. Segundo referiu, através da recolha das assinaturas pretende-se mobilizar desde já a população para outras acções de protesto mais expressivas, como buzinões ou marchas lentas pelas estradas abrangidas.A decisão de lançar um abaixo-assinado contra a introdução de portagens nas três SCUT foi tomada sábado, durante uma reunião entre as comissões de utentes que se vêem afectadas pela medida governamental. José Rui Ferreira disse acreditar que o processo de introdução de portagens nestas SCUT é ainda reversível. Na base do protesto está “o facto do Governo ter quebrado uma promessa eleitoral, já que tinha prometido não introduzir portagens nas SCUT”, frisou o responsável. As comissões de utentes consideram ainda que “os próprios critérios definidos para a introdução de portagens não estão contemplados e que as outras vias não são alternativas” às SCUT.

O governo anunciou em Outubro de 2006 a decisão de passar a cobrar em 2007 portagens nas SCUT que cumprissem vários critérios, como a existência de vias alternativas gratuitas e que as zonas a atravessar tivessem um Produto Interno Bruto (PIB) igual ou superior a 80 por cento do valor nacional. Das sete SCUT existentes, a regra seria aplicada a três: Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral.A 27 de Fevereiro, o Ministério das Obras Públicas ainda não tinha um calendário para a introdução de portagens nas SCUT. Anteontem, o presidente da Câmara da Maia exortou o ministro Mário Lino a fazer as estradas de substituição sem os seus batedores oficiais.

O autarca considerou um “acto injusto” a introdução das portagens nesta zona. Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos referiu que Guilherme Pinto aguardará que o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, reúna com os autarcas afectados, conforme foi prometido.

Valongo Entrevista ao Correio do Douro



CORREIO DO DOURO Quarta-feira 12 Março de 2008




Apresentou-se como candidato em Janeiro e espera eleições em Abril. Pedro Baptista é candidato à liderança de Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, assumindo-se capaz de resolver alguns problemas no seu partido e conduzir a um bom resultado naspróximas eleições autárquicas. O CORREIO DO DOURO foi perceber a posição do candidato no que ao PS de Valongo diz respeito. União, renovação e bom senso é o que espera para o seu partido, também no concelho de Valongo, onde se afiguram dois possíveis candidatos para um mesmo lugar: a presidência da Câmara.

PERFIL

Pedro Baptista nasceu no Porto.Em 1971 foi um dos fundadoresdo Movimento "Grito do Povo". Aderiu ao PS em 1995, depois deter sido convidado a participar nas listas para a Assembleia da República como independente. Foi candidato pelo PS em Gondomar, em 1997, e deputado entre 1995 e 1999. Desde essa altura assume vários cargos na comissão política distrital e concelhia. Doutorado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é professor do ensino secundário nas vésperas da aposentação, leccionando Ciência Política e Filosofia. É investigador na Universi-dade Católica e na Faculdade de Letras, na área do Pensamento Português. É ainda romancista.

Candidato a líder do PS/Porto
apela à união dos socialistas
Ana Maria Lima

Pedro Baptista, candidato à liderança da Federação do PS/Porto, está preocupado com a situação do partido em Valongo, designadamente quanto à eventual disputa entre Afonso Lobão e Maria José Azevedo, os dois potenciais candidatos socialistas à presidência da Câmara. Baptista defende que a escolha do partido deve recair sobre quem tiver mais hipóteses de ganhar as eleições autárquicas, mas refere que respeitará sempre a decisão das concelhias, até porque pretende trabalhar em conjunto com estas estruturas também na escolha do melhor candidato. No caso de Valongo, Pedro Baptista assegura, no entanto, que lutará para que seja candidato quem tiver melhores condições para vencer. “Eu próprio me dotarei de elementos de conhecimento objectivo da popularidade e da capacidade de cada um dos candidatos para vencer, e eu próprio terei uma opinião independente da concelhia”, disse. Uma sondagem, por exemplo, pode ditar o candidato do PS em Valongo. Pedro Baptista não esconde o que percebe ser uma disputa entre Afonso Lobão e Maria José Azevedo, mas não tem dúvidas de que, com valores concretos na mão, conseguirá “convencer seja quem for a abdicar, porque não acredito que haja ninguém que queira ser candidato para perder. Demoverei qualquer obsessão que não tenha como fundamento uma possibilidade devencer”. Pedro Baptista demonstrou como reagiria em diferentes cenários. Colocamos uma hipótese. Se a concelhia de Valongo apresentar Afonso Lobão como candidato e Maria José Azevedo decidir avançar como independente, o que faria a Federação? Pedro Baptista apresenta ainda Candidato a líder do PS/Porto apela à união dos socialistas outra hipótese: “Se a concelhia indicar um candidato e não houver mais nenhuma alternativa nem nenhuma polémica em torno disso, naturalmente será esse o candidato. No cenário de uma polémica, em que Maria José Azevedo, que foi candidata há três anos e teve um belíssimo resultado, e tem estado no terreno no que diz respeito à oposição municipal, apresente uma candidatura independente, de divisão das forças socialistas, dotar-me-ei dos meios de conhecimento objectivos para ver quem está em melhores condições para vencer a câmara. Gastarei umas massas largas, mas este conhecimento objectivo é fundamental para o futuro do partido na região. E tenho a certeza de que o que estiver claramente em má posição abdicará a favor do segundo”. É aqui que o candidato lembra o Rei Salomão e as suas duas mães para uma mesma criança, emque uma abdica da criança para queela não sofra, demonstrando ser a verdadeira mãe.

“UM VAI TER DE ABDICAR”
Pedro Baptista percebe que terá em Valongo uma situação para resolver, até porque quer muito que o PS conquiste a Câmara: “Não faço a mínima ideia se a concelhia vai avançar o nome de Afonso Lobão ou não. Sou amigo dos dois. Se forem os dois para a frente perdem os dois, isso é evidente”. É aqui que têm início as críticas à actual liderança da Federação: “Se estiver na inércia, andar com intrigas com um e com outro, não sei se faz ou não, mas diz-se que faz, e não há nenhum desmentido, sendo assim estamos mal. Não me conformo e tenho acerteza de que em Valongo, se tivermos uma guerra fratricida, não ganharemos a Câmara”. E vai mais longe: “O partido tem de ser respeitado, a concelhia tem de ser respeitada, o trabalho da Maria José também, assim como a ambição do Afonso Lobão, se é que a tem, ambição no sentido mais positivo. Tem de haver realismo e pragmatismo, não vou admitir que percamos a Câmara de Valongo numa situação dessas, e tenho meios para o evitar. Além dos meios políticos tenho meios estatutários”.

“CÂMARA IMPORTANTE E DECADENTE”
Valongo é, neste momento, uma Câmara importante para o Partido Socialista: “A vitória é uma grande possibilidade, e podíamos inverter uma lógica que tem sido decadente e com perspectivas de futuro não só decadentes mas mesmo trágicas”, explica. Quando questionado sobre qual seria a sua actuação se, actualmente, fosse presidente da Federação, não tem dúvidas em afirmar que já estaria há muito tempo a trabalhar com a oposição e com a concelhia de Valongo: “Se fosse presidente da Federação estava já há bastante tempo a trabalhar com a concelhia de Valongo. E naturalmente também com os putativos candidatos. e teria acompanhado de perto o trabalho de oposição em Valongo. Não que tenha nada a ensinar à Maria José Azevedo e aos outros opositores, mas nem que fosse o apoio psicológico, ajudaria a moralizar e a tornar a nossa oposição agressiva e vencedora”

RENOVAÇÃO DE QUADROS
Pedro Baptista assume-se como um candidato que quer ser presidente a tempo inteiro. Defende ainda a renovação de quadros e o lançamento de jovens nas próximas listas. Quanto ao candidato excluído em Valongo, acredita que “a forma de trabalhar nestas situações é sempre no sentido de fazer a melhor opção, sem excluir ninguém, o que quer dizer que aquele que não é a melhor opção não deve ser ostracizado. Até pode não haver espaço para um organismo concreto, mas o partido deve aproveitar os quadros, que bem precisa deles. O presidente da Federação tem uma visão nacional e o primeiro-ministro e o secretariado nacional têm obrigação de ouvir o presidente da maior Federação do país”.

Maria José Azevedo e Afonso Lobão
Pedimos a Pedro Baptista que descrevesse o trabalho dos potenciais candidatos em Valongo, e resposta foi politicamente correcta: “Nos últimos tempos ambos estão perfeitamente enraizados no concelho e têm desenvolvido um excelente trabalho. O Afonso Lobão é um militante histórico do concelho e tem tido sempre uma grande dedicação à questão municipal, tem tido sempre uma preocupação com a questão da Câmara. Conheço-o há muitos anos. A Maria José Azevedo foi para lá há quatro anos e tem sido de uma grande dedicação no seu trabalho de oposição e a verdade é que há quatro anos quase que ganhava, mas além de ser ela, podemos dizer que era o partido socialista que quase que ganhava. Não acredito de uma candidatura independente da área socialista seja de quem for, nenhum dos dois faria isso. Mas se puserem a hipótese, tentarei sempre impedir que isso aconteça”.

Vale do Sousa
Na região do Vale do Sousa o PS está também em minoria e há alguns concelhos onde os socialistas sabem que não terão, a curto prazo, muitas hipóteses de vencer nas autárquicas. “É claro que não vou dizer que depois de ganhar a Federação vamos ganhar todos os municípios. Nalguns não é previsível a possibilidade imediata de vencer e por isso devemos apostar em candidatos jovens, que se não vencermos desta venceremos numa próxima e eu defenderei esta estratégia junto das concelhias, que será de resultados a médio prazo”, refere quando questionado sobre candidaturas em concelhos como Penafiel ou Paços de Ferreira.