terça-feira, 30 de junho de 2009

Anjos, anjas e anjinhos
Por Pedro Baptista
Nunca compreendemos esta coisa de haver cabeças de lista que são candidatos à presidência da Câmara e não a vereadores. Tal engenharia psico-política não existe no nosso quadro constitucional nem em qualquer decorrência legal. O cabeça de lista é candidato á presidência, é presidente se ganhar, é vereador se perder. Neste segundo caso poderá fazer oposição, poderá fazer coligação, poderá não ter pelouro ou poderá ser-lhe distribuído um pelouro. É assim que está estabelecido e é assim que as coisas funcionam em democracia.
Quem são estas aves do Sétimo Céu, este espeécie de anjos e de anjas, que fazendo de nós anjinho e anjolas, dizem que são candidatos à Cãmara e não a vereadores? Meros narcisistas que corrompem a pureza da democracia com as vanitas vanitatum (vaidades das vaidades) e degradam a imagem da política da república ao trairem os mandatos do eleitorado.
Como temos sido acossados por canídeos teleguiados por cobardes para nos morderem os tornozelos com calúnias, em pretensas contradições entre o que defendemos e o que praticamos quando fomos candidatos a Gondomar em 1998, vem a propósito esclarecer:
1 - Fomos a Gondomar depois da Distrital por unanimidade ter decidido avocar o processo de Gondomar, em cuja Concelhia imperava a divisão meio por meio, e onde se perfilava como candidato um personagem vindo do PSD, de perfil mais do que duvidoso, como mais tarde se veio a confirmar; fomos indicados pela "Distrital" por unanimidade e depois aclamados pela "Concelhia" também por unanimidade; foi também pela imagem tenebrosa que o PS daria em Gondomar com o referido pretendente a candidato e por ninguém no partido se dispor a substitui-lo e a enfrentar o chamado "Major", que nos dispusémos aquele combate de vitória difícil até porque estava em ascemsão, em pleno 2º mandato. Ainda assim, embora as sondagens apontassem para 15% para o PS, tivéssemos metade do PS Gondomar em campanha permanente contra nós, e outra metade da Federação a fazer o mesmo fustigando-nos pelas costas enquanto dávamos o peito às balas, às ameaças físicas e a um atentado com tentativa de atropelamento do que resultou um ferido, obtivemos 20%. (Alguns desses agentes são hoje proeminentes na liderança da Federação e em Gondomar ainda lá estão os mesmo já lá vão 10 anos com os resultados brilhantes que se vêem). Mal soubemos dos resultados declaramos que o povo elegeu o Sr. Valentim para presidente e a nós para vereador de oposição.
2 - Iniciamos, com o Ricardo Bexiga (nº2) o trabalho de oposição na vereação com bastante sucesso, sem nunca faltar a qualquer reunião, até que poucas semanas volvidas, o PS Gondomar em reunião da sua Comissão Política decidiu aprovar por maioria uma moção em que me retirava a confiança política e me pedia para desamparar a loja. Parte dos meus apoiantes, que também foram muitos e entusiastas, nesse sábado decidiram viajar e não pude contar com o seu voto...
3 - Falámos com o então presidente da Federação que nos deu carta branca para fazer o que entendêssemos e suspendemos o mandato passando a ser substituídos durante um ano pelo Sr. Arménio, posto o que, conforme imposição legal, e não se verificando qualquer reviravolta na posição do PS Gondomar que ainda aguardamos, renunciamos ao cargo. Eis a verdade cristalina dos factos. E fiquemo-nos por aqui.

ESTADO DE CHOQUE
Fonte: JN
2009
PSD/CDS: 58%
PS: 25%
BE: 8%
CDU: 5%
2005
PSD/CDS: 46,2%
PS: 36,1%
CDU: 9,0%
BE: 4,2%
Sondagem Universidade Católica: Rio reforça maioria, PS leva trambolhão
Elisa Ferreira obtém menos de metade dos votos da coligação PSD/PP
(JN) 30.6.09 PEDRO IVO CARVALHO
Os portuenses querem ver Rui Rio como presidente da Câmara até 2013 . E parece querê-lo com mais força, ao reforçarem a maioria absoluta do PSD/PP. O PS leva um enorme trambolhão e o BE senta-se no cadeirão da terceira força política.
Os dois pés com que o candidato da coligação PSD/PP se recandidata ao cargo (e que viraram slogan de campanha) podem ajudar a explicar a diferença cavada para os partidos de Esquerda. Os resultados da sondagem da Universidade Católica para o JN/DN/RTP/Antena 1 permitem concluir que Rui Rio reúne as preferências de 58% dos inquiridos, inflacionando em cerca de 12 pontos percentuais o "score" obtido nas eleições autárquicas de 2005 - que se cifrou em 46,2%. Ou seja: fica com margem mais do que suficiente para decidir, sem grandes resistências por parte dos partidos da Oposição.
O segundo dado relevante a retirar desta sondagem é, sem dúvida, a aparatosa queda dos socialistas, que obtêm menos de metade dos votos da coligação PSD/PP. Com os 25% alcançados por Elisa Ferreira, parece evidente o prejuízo causado por uma candidatura que se deixou enredar na circunstância de ser protagonizada por alguém que concorreu simultaneamente ao cargo de presidente de Câmara e de eurodeputada. Aparente fragilidade que os adversários da também professora de Economia têm sabido aproveitar. Tanto à Direita como à Esquerda.
Mais motivos para sorrir tem João Teixeira Lopes. O BE praticamente duplica o resultado alcançado no último sufrágio (de 4,2% para 8%) e destrona a CDU como terceira força política. Os comunistas ficam, assim, relegados para quarto lugar, com 5% dos votos. Todavia, é curioso verificar que, para os portuenses inquiridos, Rui Sá tem mais qualidades do que João Teixeira Lopes para ser presidente da Câmara do Porto.
Mas estará a cotação do BE (e, no fundo, da globalidade dos outros partidos) a padecer de um efeito de contaminação provocado pelos resultados das eleições europeias? Ou estarão os bloquistas a capitalizar, sobretudo, com o tropeção socialista? Globalmente, os partidos de Esquerda perdem, em relação aos resultados verificados nas últimas eleições autárquicas, um total de 11%.
Pese embora as polémicas que têm marcado o mandato de Rui Rio, 54% dos portuenses consideram a sua prestação globalmente positiva, exactamente o dobro dos que manifestam total indiferença perante este facto. Apenas 15% caracterizam como negativa a prestação do também vice-presidente do PSD.
Rui Rio parece, assim, escapar praticamente incólume aos vários fogos que se tem visto obrigado a apagar. De resto, até nos temas que mais preocupam os portuenses, a resposta da Câmara tem sido, a julgar pelas respostas dadas, globalmente positiva. Assim aconteceu na degradação dos edifícios, assim aconteceu na criminalidade.

segunda-feira, 29 de junho de 2009


Reacção aos indicadores de confiança revelados hoje pelo INE
Teixeira dos Santos: “A crise aproxima-se do fim”

29.06.2009 - 13h09 (Públoico) Ana Rute Silva
Teixeira do Santos, ministro das Finanças, considera que os dados revelados hoje pelo INE são “sinais positivos que indicam que a crise se aproxima do fim”.Em declarações à RTP, Teixeira dos Santos lembrou que a crise, antes de se acentuar, “começou com uma deterioração muito significativa dos índices de confiança. Os novos dados são “sinais de que estamos a chegar ao fim” da recessão, disse.

Malgrado as manobras divisionistas
Marco de Canavezes unido
Na foto: Artur Melo, José Neves, Nuno Lameiras


Quem cruza o Douro "devia rebelar-se"
(Público) 29.06.2009
Quem devia agitar estas bandeiras era o PS-Porto como sempre foi a sua tradição, e não entregá-las à luta de galos no PSD, sobretudo com um Rio que nunca quis saber dos interesses regionais, mas está a passar pelo campeão da região, de tal maneira que até Menezes sente necessidade de disputar esse espaço. Quem não sente nada são os nossos mui queridos dirigentes socialistas o Porto. São estóicos, dir-se-ia na filosofia... embora o estoicismo seja um pouco mais complicado (P.B.)
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou ontem que "o investimento previsto na construção da terceira travessia do Tejo dava para construir 30 pontes no Douro". "Os cidadãos que todas as manhãs penam em intermináveis filas nas pontes da Arrábida, do Infante e do Freixo deviam lembrar-se disto e rebelar-se contra esta situação", disse o autarca à margem da inauguração da requalificação do Convento de Corpus Christi, em Gaia.
Menezes reagia assim a várias acusações do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, sobre o alegado desvio de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Nos últimos dias, Rui Rio considerou "um verdadeiro escândalo" o desvio para Lisboa de verbas destinadas pelo QREN às regiões de convergência, aproveitando o chamado efeito de difusão, previsto no regulamento deste instrumento. "Grande parte das verbas destinadas ao Norte estão a ser aplicadas em Lisboa, o que é absolutamente ilegal. São obras atrás de obras em Lisboa que estão a ser feitas com o dinheiro que devia ser destinado às regiões do país que apresentam um PIB per capita inferior a 75 por cento da média europeia", frisou o presidente da Câmara do Porto. Lusa
Petição para a criação do Partido pelos Animais circula na Net
É triste ter de se chegar ao ponto de criar um novo partido só para tratar dos animais, dada a insensibilidade nos partidos existentes, nomeadamente do nosso, que nos deixou quase sozinho (com a excepção que nos lembremos de Rosa Albernaz, Francisco Assis e Júlio Faria) no hemiciclo a defender um projecto sobre os direitos dos animais em vigor em todos os países civilizados do que se designava na altura Europa Ocidental. (PB)

(Público) 29.06.2009, Janaína Kalsing
Ainda não está formalizado no Tribunal Constitucional, mas os seus promotores já conseguiram recolher mil assinaturas das 7500 que são necessárias
Um partido político no qual os principais beneficiados não pensam, não falam e, muito menos, votam. Estranho? Não para os fundadores do Partido pelos Animais, aspirantes a uma cadeira no Parlamento português.O partido ainda não está formalizado junto do Tribunal Constitucional. Como são necessárias 7500 assinaturas para isso - possui até o momento cerca de mil adesões na sua página no Facebook -, os coordenadores António Rui Ferreira dos Santos, de 45 anos, Pedro Luís Sande Taborda Nunes de Oliveira, de 49, Paulo Alexandre Esteves Borges, de 49, e Fernando Leite, de 45, contam com um site na Internet (http://www.partidopelosanimais.com/), apoio de artistas, como a actriz Sandra Cóias e os actores Pedro Laginha e Heitor Lourenço, da ex-ministra indiana Maneka Gandhi e do líder espiritual tibetano Dalai Lama. Os quatro aspirantes a uma sigla política no país não são amigos de infância, nem possuem profissões afins. Pelo contrário. Fernando é consultor de vendas, Paulo é escritor e professor de Filosofia na Universidade de Lisboa, Pedro é licenciado em Direito e técnico superior de Segurança e Higiene do Trabalho no desemprego e António é empresário da área da construção civil. O que uniu esses quatro apaixonados pelos animais e pela natureza foram petições. Pedro lançou uma em Janeiro de 2007 para salvar os golfinhos no Japão, a qual já juntou mais de 1.200.000 assinaturas. António, naquele mesmo ano, criou uma contra a estilista Fátima Lopes, que utilizava peles de animais nas roupas da sua criação. Paulo, em 2008, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, realizou uma outra para condenar a repressão no Tibete. Fernando, por sua vez, sensibilizou-se com a causa do Pedro. Depois de inúmeras conversas, perceberam que poderiam juntar forças. Criaram, então, um partido voltado para a causa dos animais. "Em Portugal, os animais são tratados como coisas pela Constituição. São tratados pelo Departamento de Resíduos Sólidos. Estamos no ponto zero, na Idade da Pedra", reclama António, que vestia uma t-shirt com os dizeres "as peles são usadas por animais bonitos e pessoas feias".O partido, por sua vez, não é monotemático, pois manifesta-se também "a favor da defesa da natureza e de todas as formas de vida. Isso inclui o próprio homem, cuja felicidade depende da sua relação harmoniosa com esses outros seres vivos", explica Paulo, presidente da União Budista Portuguesa.Correr contra o tempoNão há uma data limite para inscrição no Tribunal Constitucional para a candidatura do partido, mas os fundadores estão a correr contra o tempo para angariar assinaturas. Segundo eles, o processo só não está mais avançado porque as pessoas precisam preencher formulários manualmente, não podendo fazer isso pela Internet. O grande trunfo, explicam os coordenadores, para conseguir arrecadar as outras 6500 assinaturas que ainda faltam para que se tornem um partido oficial, são as mil pessoas que já aderiram. A ideia é que, cada uma delas, arranje outras 20. Além disso, estão a contactar as associações de protecção de animais do país para conseguir apoio. "Sendo um partido, podemos e devemos ser a voz das associações", esclarece Pedro. Já para conseguir conquistar cadeiras no Parlamento, apostam também no facto de a população portuguesa "estar desesperadamente desencantada, saturada do discurso vazio", afirma Fernando. Uma das propostas do partido, que já existe na Alemanha, Inglaterra, Holanda, Espanha e Itália, é a mudança na legislação - "os animais deixarem de ser considerados coisas
Estudo é apresentado em Lisboa
Portugueses são pobres, estão desmobilizados mas consideram-se felizes
(Público) Em Linha28.06.2009 - 20h10 António Marujo
Pobres, desmobilizados mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses? No final do estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, os investigadores viram-se perante um país socialmente muito frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente.
Mas, apesar disso, com altos níveis de satisfação e felicidade.Há dados conhecidos que o estudo confirma – os que se relacionam com níveis de desigualdades sociais ou taxas de pobreza, por exemplo. Mas Teresa Costa Pinto, socióloga do Centro de Estudos Territoriais, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), diz que a investigação trouxe novidades: “Algumas dimensões da privação alargam-se a outros grupos que não estariam nos 20 por cento de pobres.”Cerca de um terço da população vive “um contexto de precariedade” e está preocupado “com a sua sobrevivência”, indicam os resultados. A impossibilidade de pagar uma semana de férias fora, manter a casa aquecida (32,6 por cento não o conseguem) ou não usufruir da baixa médica total por razões económicas ultrapassam em muito os 20 por cento de pobres. O índice resultante do inquérito diz que 35 por cento dos portugueses têm uma privação alta ou média. Mais de metade (57 por cento) tem um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.Confirmam-se ainda outros dados conhecidos: o universo dos mais vulneráveis (que revelam mais sentimentos negativos) coincide com os idosos, as famílias monoparentais, os menos instruídos.
Há aqui duas novidades: os mais jovens começam a enfrentar situações de vulnerabilidade; e as qualificações superiores também já não garantem emprego seguro.
Estas condições deficientes ou más coincidem com o nível de satisfação com a vida: em Portugal, ele é dos mais baixos, comparado com outros países da União Europeia. Mas o grau de satisfação (6,6 numa escala de 1 a 10) está claramente acima do ponto médio da escala, tal como o da felicidade (que chega aos 7,3 em 10).

domingo, 28 de junho de 2009

Gerónimo
Elisa Ferreira diz que queixas de Rui Rio visam promover imagem própria
(JN) 28.6.09
A candidata do PS à Câmara do Porto, Elisa Ferreira, afirmou hoje que as declarações de Rui Rio sobre o desvio de verbas comunitárias do Norte para Lisboa "visam mais a promoção da própria imagem do que servir os interesses da região".
"É um assunto recorrente, que já há dois anos e no ano passado por esta altura foi levantado pelo Dr. Rui Rio, mas o que eu gostaria de ver por parte de um líder da Junta Metropolitana do Porto era uma acção concreta no sentido de mudar esta situação, em vez de queixas e lamentos que nada adiantam", disse.
Elisa Ferreira reagia a declarações do presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP) feitas sexta-feira no final de uma reunião deste órgão. Rui Rio considerou "um verdadeiro escândalo" o desvio para Lisboa de verbas destinadas pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) às regiões de convergência, aproveitando o chamado efeito de difusão, previsto no regulamento deste instrumento.
"Grande parte das verbas destinadas ao Norte estão a ser aplicadas em Lisboa o que é absolutamente ilegal. São obras atrás de obras em Lisboa que estão a ser feitas com o dinheiro que devia ser destinado às regiões do país que apresentam um PIB per capita inferior a 75 por cento da média europeia", frisou o também presidente da Câmara do Porto.
Elisa Ferreira considerou hoje que, "mais que as queixas e lamentações, gostaria que o presidente da JMP prestasse contas sobre que acções concretas tomou para contrariar o esvaziamento do Porto".
"Seria bom que ele se sentasse com as autoridades centrais, defendendo o Porto e a sua região, em vez de se limitar a esta periódica acção de vitimização, que me parece mais vir servir o interesse próprio do que a região", afirmou.
Elisa Ferreira referiu que, em termos gerais, até está de acordo com algumas das reivindicações do seu opositor na corrida ao próximo mandato à frente da Câmara do Porto.
"Por exemplo, na área do apoio à requalificação da administração pública, é lamentável que muitos organismos tenham deslocalizado postos de trabalho para a capital", disse.
Elisa Ferreira exemplificou com "o caso do Instituto Nacional de Estatística, que deslocalizou os seus serviços regionais para Lisboa sem que o representante das instituições democráticas da cidade e da região, que é o presidente da JMP, tivesse sequer levantado a voz".
"A Agência Portuguesa de Investimentos (API) estava sedeada no Porto e progressivamente foi esvaziada para Lisboa. O que fez o Dr. Rui Rio? Nada, ficou calado", disse.
Elisa Ferreira frisou ainda que "o Instituto Português de Fotografia (IPF), com sede no Porto, foi esvaziado pelo Ministério da Cultura e o presidente da Câmara do Porto parece nem ter dado por isso".
Citou também "muitos outros casos como, por exemplo, a EDP, uma empresa da esfera do Estado, que retirou mais de uma centena de técnicos altamente qualificados da baixa do Porto, sem que o Dr. Rui Rio tenha demonstrado qualquer capacidade negocial para, pelo menos, conseguir contrapartidas que equilibrassem a situação".
"É um exagero a concentração de funcionários públicos em Lisboa. A JMP deveria ter uma palavra a dizer no que toca à reorganização da máquina do Estado, mas não vejo o Dr. Rui Rio a reivindicar isso, limita-se a reeditar as mesmas queixas de sempre", afirmou.
Cavaco separa eleições para satisfazer partidos
ADELINO CUNHA (JN) 28.6.09
As legislativas serão no dia pedido por todos os partidos. Manuela Ferreira Leite também indicou o dia 27 de Setembro caso não houvesse simultaneidade. Cavaco justificou a decisão com a vontade dos líderes partidários.

sábado, 27 de junho de 2009

Rui Rio considera "um verdadeiro escândalo" gastar em Lisboa fundos destinados ao Norte
Esta bandeira teria de ser do PS e nunca entregue de bandeja a Rui Rio. Uma das pessoas que levantou esta questão, salvo erro há uns dois anos, foi precisamente Elisa Ferreira, e nós próprios, em diversas iniciativas. Só que pelas malasartes do PS-Porto esta bandeira passou para quem nunca quis saber das questões regionais: Rui Rio. Os representantes socialistas do Porto têm de identificar-se com os anseios e interesses da região senão, naturalmente, será uma catástrofe política para os socialistas portuenses, tantos nas legislativas como nas autárquicas.(PB)
27.06.2009, Patrícia Carvalho
Líder da Junta Metropolitana do Porto lamenta morosidade da justiça, dizendo que eventual vitória nos tribunais europeus já não terá efeito práticos
A Junta Metropolitana do Porto acusou, ontem, o Governo de promover um "verdadeiro escândalo" na aplicação das verbas provenientes do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Em causa está a resolução 86/2007 do Conselho de Ministros que permite a transferência, para a capital, de verbas destinadas às regiões de convergência (as mais pobres), desde que se considere que os projectos em causa beneficiarão o país todo.Falando aos jornalistas no final de mais uma reunião dos autarcas, o presidente da JMP, Rui Rio, acusou o Governo de fazer "obras atrás de obras, em Lisboa, com verbas que deveriam ser canalizadas para as regiões mais pobres". Entre estas, frisou, o Norte. O autarca fez distribuir um conjunto de documentos, obtidos graças ao processo judicial que a JMP moveu contra o Estado português, no Tribunal Europeu das Comunidades, em que é elencado um conjunto de projectos financiados pelo QREN. Alguns são totalmente localizados em Lisboa, outros parcialmente e entre eles constam, por exemplo, a qualificação profissional da administração central ou a reorganização dos serviços centrais do Instituto dos Registos e do Notariado.As verbas utilizadas nestes e nos restantes projectos, frisou o autarca, são provenientes das regiões de convergência em proporções diferentes: 50 por cento do Norte, 30 por cento do Centro e 20 por cento do Sul. "Dos 21 mil milhões de euros a aplicar em Portugal, e por decisão comunitária, cerca de 11 mil milhões são destinados ao Norte", explicou Rui Rio, vincando: "Só que grande parte destas verbas está a ser aplicada em Lisboa". E, o mais injusto, acrescentou o autarca, "é que, quando se for fazer a contabilidade, estes 11 mil milhões aparecem como sendo atribuídos ao Norte, porque contabilisticamente, mesmo que a obra seja em Lisboa, aparece como verba do Norte".Rio admitiu que o valor investido em Lisboa, graças à resolução 86/2007, chegue já aos "1500 milhões" e lamentou que, mesmo que a JMP vença o processo judicial em curso, não haja efeitos práticos: "Nessa altura, todo o dinheiro estará aplicado e não se pode fazer nada".
Grupo de académicos defende viragem à esquerda na política económica
27.06.2009 - 00h09 PÚBLICO
Depois de, a semana passada, um grupo de 28 economistas terem defendido que se parasse para pensar nalguns grandes projectos de obras públicas, agora é a vez de cerca de 60 académicos proporem políticas económicas à esquerda das seguidas nos últimos anos.
Um ex-secretário de Estado num governo do PS, José Reis, e o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, contam-se entre os subscritores.

É o seguinte o texto integral do documento que recolheu seis dezenas de assinaturas de académicos de várias formações:

"O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia. Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação. Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis. Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica. Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa. Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas. Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.
Almeida Santos considera resultado das Europeias "injustos" para o PS
(JN) 27.6.09
O presidente do PS, Almeida Santos, considera que os resultados das últimas Eleições Europeias foram "profundamente injustos" para o seu partido e para o primeiro-ministro.
"Foram profundamente injustos, porque o descontentamento do povo é resultado da crise e não somos nós os responsáveis pela crise. Pelo contrário, estamos a combatê-la. Acho que não merecíamos esta sanção", afirmou o antigo presidente da Assembleia da República, em Paredes.
Almeida Santos, que falava na apresentação de Artur Penedos como candidato socialista à Câmara de Paredes, mostrou-se preocupado com as próximas eleições legislativas, lembrando que as últimas sondagens apontam para um resultado do PS próximo dos 35 por cento.
"Espero que o povo português caia em si e reconheça as reformas realizadas. Espero que reveja a sua opinião sobre este governo e o seu primeiro-ministro", observou Almeida Santos.
Para o presidente do PS, algum descontentamento do eleitorado também pode ter a ver com o facto de o primeiro-ministro ter sido "capaz de desagradar para resolver os problemas graves do país".
"Espero que nas próximas eleições o país não ser esqueça do PS e o seu governo", insistiu.
Almeida Santos também criticou os elevados níveis de abstenção nas eleições europeias realizadas há algumas semanas, lamentando que o povo português não tenha percebido que tem para com a União Europeia (UE) "um dever de gratidão".
Lembrando as vantagens de Portugal estar na Europa, o presidente do PS considerou que a União europeia "é um exemplo para o mundo inteiro porque, cada vez mais, se desenvolvem problemas que não têm solução nacional, como a explosão demográfica, a pobreza, os desequilíbrios naturais e a violência".
Almeida Santos também deixou elogios ao candidato do PS à Câmara de Paredes, que foi seu secretário na Assembleia da República.
O presidente do PS lembrou a "habilidade" com que Artur Penedos, actual assessor do primeiro-ministro, resolvia problemas entre os partidos com assento parlamentar.
"Ele pode aqui em Paredes pôr em prática as suas qualidades pessoais, intelectuais e políticas. Se lhe derem essa oportunidade, será um grande presidente da Câmara", vincou o presidente do PS.
"O poder local tem uma história de que os portugueses se podem orgulhar", acrescentou, assinalando que "o desenvolvimento espantoso do interior do país após o 25 de Abril se deve ao poder municipal".
Segundo o "Expresso" de hoje, o governo acompanhou todo o processo de venda da Media Capital (dona da TVI) pelos espanhóis da PRISA. Desde Janeiro que a hipótese de a PT entrar na empresa era defendida pelo Executivo de Sócrates, podendo ser feita directamente ou via Espanha, onde a Prisa pode sofrer uma recomposição accionista. Sócrates e Zapatero estiveram sempre a par. Os protestos contra um negócio que colocava a TVI na alçada do Estado deram cabo da transacção.
Quotas para classificações de mérito afinal são transitórias
27.06.2009, Clara Viana
Ministério da Educação refere que a existência de quotas se destina apenas a esta primeira fase de implementação da avaliação.
A ministra da Educação admitiu ontem que as quotas para as classificações de mérito atribuídas a docentes, que a tutela sempre disse serem fundamentais para garantir a diferenciação entre professores, podem afinal deixar de existir a prazo.
Maria de Lurdes Rodrigues respondia a perguntas de jornalistas a propósito de um relatório da consultora Deloitte, onde se dá conta de que as quotas, para este efeito, são quase uma particularidade portuguesa.
Também ao PÚBLICO, o Ministério da Educação (ME) precisou, através do gabinete de imprensa, que esta é uma disposição transitória: "As quotas pretendem contribuir para abalizar a atribuição das classificações de mérito, numa primeira fase em que o processo está em fase de implementação e ainda não existe uma cultura de avaliação consolidada que permita uma correcta diferenciação das classificações." As classificações de mérito (Muito Bom ou Excelente) são uma das condições para se aceder à nova categoria de professor titular. Como estão sujeitas a quotas, actualmente só um terço dos docentes poderá aspirar a esta categoria.
No relatório da consultora Deloitte, que foi pedido pelo ME, compara-se as formas de avaliação dos docentes em Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia. "Considerando as características genéricas do modelo de avaliação, deverão destacar-se três componentes relevantes: a obrigatoriedade do processo, o avaliador e o sistema de quotização. Assim, os modelos dos diferentes países são obrigatórios, os avaliadores são elementos internos à escola (com excepção da França, em que o processo é externo e não obrigatório) e apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização/harmonização das avaliações", lê-se no documento, a que a agência Lusa teve acesso.
Ontem, a Federação Nacional de Professores foi informada de que o ME apresentará a sua proposta sobre este tema na primeira semana de Julho. Em conferência de imprensa, a Fenprof anunciou que admite já não participar nesta reunião. "A negociação é um simulacro", denunciou.


Cavaco Silva marca eleições legislativas para dia 27 de Setembro

Ontem o Governo anunciou que as eleições autárquicas se realizam a 11 de Outubro
SONDAGEM
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Fonte: Margens de erro
Legislativas. Marktest, 16-20 Junho, N=800, Tel.

PSD: 35,8%
PS: 34,5%
BE: 13,1%
CDU: 8,4%
CDS: 4,4%
OBN: 3,8%


Projecção de deputados:
PSD 96
PS 88
BE 27
PCP 18
CDS 5
PSD à frente mas em empate técnico... Maioria de Esquerda... Maioria quase absoluta PS+BE. Mas não são boas notícias para os socialistas... E como foi possível chegar-se a este ponto, em tão pouco tempo, e com a faca e o queijo na mão? Ainda por cima, em princípio, a situação agravar-se-á por o trabalho de campo ser anterior ao último debate parlamentar e à entrevista de MFL à SIC. E porque o desgaste de um governo, que quase não teve remodelações, e tendeu para o one man show, debaixo da pressão eleitoral final e do agravamento económico e social, poderá levar a mais sinais de cansaço e a mais erros.
Era preciso mudar a imagem mas sem cosmética: com ideias novas, com uma nova forma de se relacionar com os cidadãos e com medidas de moralização da vida política a partir do PS. Irão a tempo? Quererão mudar? Conseguirão mudar?
Já se viu que no Porto a coisa está difícil. O facto da maioria não ter querido discutir estes assuntos que constituiam a moção que apresentámos e foi rejeitada é significativo. Insistem na pouca-vergonha das duplas candidaturas parlamento-câmaras, não vislumbram a dupla representividade dos deputados (do país e do eleitorado) e nem sequer são capazes de prometer um PS-Porto autónomo, criativo, solidário e crítico em lugar duma mera agência local do PS-Nacional, ou seja, de Lisboa.
As bandeiras regionais que foram sempre do PS Porto foram todas entregues numa bandeja ao PSD... O ascenso moral passou para o lado do PSD (!!!) com a proibição das duplas candidaturas e com as candidaturas do PS a deputados e às câmaras presos em negociatas de política obscura...
Que resultados se esperavam senão estes?
Haverá tempo para mudar?
Mais fundo: quererão mudar?
Mais fundo ainda: Poderão mudar?
Rico Congresso o de Espinho! É o que fazem congressos onde ninguém discute nada, onde apenas se entroniza o chefe! Os resultados estão à vista... Oxalá não se confirmem e a coisa não piore... Mas é mesmo Ox Alá! (P.B.)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cofina quer comprar participação maioritária na Media Capital
A Cofina quer comprar uma posição de controlo na Media Capital, não estando interessada nos 30 por cento que agora ficaram disponíveis com a inviabilização do negócio da PT, disse à Lusa fonte oficial do grupo.
Agora, interesse da Cofina justifica interesse da PT. A saída política do Governo exercendo a sua golden share sobre a PT pode tornar-se menos justificada. É claro o cruzamento dos interesses políticos com os empresariais num dédalo obscuro. Como são claros os interesses autónomos empresariais. €€€€€€€€€, pois claro. (PB)
Governo vai vetar o negócio da compra da TVI pela PT
(Público) 26.06.2009 - 10h52 Sofia Rodrigues
O Governo vai opor-se ao negócio de compra de uma participação da TVI pela PT para que "não haja a mínima suspeita" de que a operação "se destina e qualquer alteração da linha editorial" do canal, anunciou hoje o primeiro-ministro no Parlamento, em declarações aos jornalistas.
Governo sai bem duma situação em que o tinham encurralado; nem havia outra saída (PB)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Acordo PT-TVI quase concluído, José Eduardo Moniz fica na estação
O acordo para a entrada da PT na Media Capital, que detém a TVI, está praticamente concluído, mas não assinado, e José Eduardo Moniz continuará como director-geral da estação de televisão.
Mons parturiens: a montanha pariu um rato. (PB)
PS acusa Rio de despreocupação com "definhamento" do Porto
(JN) 17h52m 25.06.09
O presidente do PS/Porto acusou esta quinta-feira Rui Rio, de conviver despreocupadamente com "o definhamento da cidade do Porto, o envelhecimento da população e o alastramento visível ou envergonhado pobreza".
Orlando Soares Gaspar respondia, através de comunicado, às críticas aos autarcas do PS/Porto, feitas sábado pelo presidente da autarquia portuense durante a apresentação dos candidatos social-democratas às juntas de freguesia do Porto.
No texto, enviado à Lusa, a Comissão Política Concelhia do PS/Porto rejeita as acusações, qualificando-as como consequência de uma "atitude de sobranceria, prepotência e arrogância".
"Constitui uma deliciosa ironia ouvir da boca dos candidatos da confiança do Dr. Rui Rio ferozes críticas à limpeza da cidade, à intervenção urbana, ao ambiente e espaços verdes, à rede social", sustenta Orlando Soares Gaspar.
O presidente do PS/Porto afirma estar "totalmente de acordo que nessas e noutras áreas, a gestão de oito anos da coligação PSD/CDS fracassou completamente e constitui uma pesada herança para a cidade, tornando urgente e necessária urna profunda mudança política que só o PS poderá protagonizar".
"Ao fim de dois mandatos da coligação de direita na Câmara do Porto a cidade avançou alguma coisa em termos de limpeza urbana? A cidade está mais limpa ou insuportavelmente mais suja? O prometido Parque Oriental continua no papel ou em vias de conclusão?", pergunta Orlando Soares Gaspar.
Outras situações citadas, no comunicado, como sem resolução são - para o PS/Porto - a remodelação/renovação do Mercado do Bolhão, a perda de competitividade e dinâmica económica da cidade e a integração social e o dossier dos terrenos do Parque da Cidade.
"E que explicação nos dá o Dr. Rui Rio para o facto dramático de a cidade perder para os concelhos limítrofes 18 habitantes por dia? Aceita de braços cruzados que a cidade do Porto regrida, em termos populacionais, para valores do início do século passado?", questiona o presidente do PS/Porto.
Orlando Soares Gaspar considera ainda, que "felizmente para a cidade, desta vez o Dr. Rui Rio não vai ter um qualquer Túnel de Ceuta que lhe valha".
Ministério Público deduziu acusação contra cinco antigos gestores do BCP
(Público) 26.6.09
O Ministério Público já deduziu acusações contra cinco antigos administradores do Banco Comercial Português (BCP), incluindo dois presidentes executivos - Jorge Jardim Gonçalves e Filipe Pinhal -, por alegados crimes de manipulação de mercado, falsificação de contabilidade e burla qualificada. Os arguidos ainda não exerceram o contraditório e preparam-se, agora, para requerer a confirmação da acusação (ou a sua anulação) junto de um juiz.
Relatório diz que Portugal falhou no combate à corrupção
(Público) 25.06.2009, Romana Borja-Santos
Portugal é um dos piores alunos no combate à corrupção e continua a perpetuar práticas pouco transparentes que incentivam o crime económico internacional. Esta é a principal conclusão do quinto relatório da organização Transparência Internacional, divulgado esta semana, e que dá como exemplos casos como o do processo Freeport e o da compra dos submarinos por parte do então ministro da Defesa, Paulo Portas, durante o último Governo PSD/CDS-PP.
No documento, que avalia os 36 países da OCDE, Portugal encontra-se na pior categoria de um conjunto de três e onde se inserem os países que "pouco ou nada" fizeram para aplicar o compromisso firmado em 1997 a nível internacional. Uma situação que resulta de legislação pouco clara e de pouca fiscalização. Ao seu lado surgem países como a Argentina, Brasil, Grécia, México e África do Sul.
A organização - que elabora documentos sobre a corrupção pública em transacções comerciais internacionais - vai mais longe e dá exemplos: no Freeport, "os atrasos na cooperação judicial, por vezes aparentemente influenciados por considerações políticas, atrasam as investigações internacionais". E critica: "Portugal demorou três anos a responder a um pedido de cooperação do Reino Unido." Depois, refere a investigação ao presidente do Eurojust, por supostas pressões a magistrados do caso, o que gera na opinião pública pouca confiança na justiça.
Destaca ainda o "tão falado caso dos submarinos" e o caso da espanhola Indra.
A ONG recomenda que Portugal crie uma entidade autónoma, que tenha a capacidade de centralizar e investigar as diversas situações, pois a "prevenção e detecção" falha por falta de "directivas precisas". Por outro lado, defende a aplicação de sanções mais severas.
Luís de Sousa, investigador do ISCTE e um dos participantes do relatório, reconhece ao PÚBLICO que o Conselho de Prevenção da Corrupção, recentemente criado, tem pouca especialização: "É muito vocacionado para ser uma superinspecção da Administração Pública e uma forma barata de responder, mas que não dá resposta no combate à grande corrupção.
"O fiscalista Saldanha Sanches, que participou no documento, lamenta que "a corrupção nunca tenha estado nas preocupações deste Governo", o que reflecte a sociedade: "Gondomar e Oeiras são exemplos de como se aceita a corrupção." E assegura que as melhorias que tivemos se devem a uma "forte pressão externa" e à noção de que Portugal se pode tornar "menos competitivo e atractivo".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ensaio de opinião em Dia de S.João
Pedro Baptista
A prestação de José Sócrates no Parlamento esta tarde e de Manuela Ferreira Leite na SIC esta noite mostram que a pior coisa que pode acontecer ao PS é entrar em Julho continuando a defender os grandes investimentos públicos (3ª Travessia do Tejo, TGV, Aeroporto) enquanto o PSD se põe a falar do endividamento externo, do seu agravamento caso se avance neste momento com os grandes investimentos, e da necessidade de pequenos e médios investimentos de proximidade.
A pior coisa que pode acontecer ao PS é entrar em Julho com as obras de proximidade agrupadas e centradas em duas ou três grandes empresas e o PSD a defender que essas obras deveriam ser entregues uma a uma às diversas pequenas e médias empresas.
Os portugueses estão todos eles nas encolhas e mais ainda os perto de meio milhão de desempregados ou os empregados precários dos 500€/mês. Consequentemente aderem ao mesmo espírito em relação ao governo.
O PS pode ir para Julho com o espírito de contra-ciclo reiterando a necessidade de reagir, mas por causa do argumento do endividamento externo introduzido há um ano por Cavaco e agora agarrado por Manuela Ferreira Leite, esse espírito passará por megalomania, faraonismo, novo-riquismo e sobretudo voluntarismo insustentável. Sobretudo quando o governo por um lado recua (aparentemente adiando a decisão) por outro lado avança com as grandes obras como grande arma de combate à crise.
Por outro lado, em relação às medidas sociais que o PS deverá com naturalidade continuar a implementar para combater ou almofadar a crise social, o PSD inquirirá habilidosamente sobre a sua sustentação orçamental e ainda com o caminho do défice orçamental, segundo a OCDE (dados de hoje) a caminho dos 6,5% até ao fim do ano. O que vai questionar a pertinência do período da obsessão do défice dos primeiros anos da governação socialista, com resultados financeiros e económicos (contrários um ao outro) na altura, mas cuja eficácia se diluiu inteiramente no último ano.
Donde, mais valia o governo ter sido mau aluno o que foi, de resto, o que o PS disse do PSD quando MFL foi Ministra das Finanças e introduziu a obsessão do défice.
Para finalizar um dia de S.João politicamente trágico, demonstra-se o erro de atacar a comunicação social quando ela se torna incómoda, antipática ou mesmo injusta. Que condições tem a PT para entrar em força na TVI, sendo que o Estado dispõe nela de uma golden share, depois de ter feito da TVI, a par com o BE, obombo de festa do Congresso de Espinho? Se o negócio avançar, qualquer alteração da linha editorial será vista como uma intromissão estatal-governamental. Além de poder denunciar uma estratégia estatal-governamental de intervenção na comunicação social, pondo em causa a actual independência de alguns órgãos, até há muito pouco ligados à PT e desligados em negócios cujo dinheiro, afinal, vem sempre da CGD. Compras de gloriosos privados mas feitas sempre com o pêlo do mesmo cão. É o liberalismo à portuguesa.
"É preciso analisar melhor" os grandes investimentos
24 de Junho de 2009, 18:35 (Lusa)

As grandes obras públicas, como o comboio de alta velocidade (TGV) ou as auto-estradas, "são investimentos pesados" e devem ser analisados mais profundamente, pois "é preciso ter muito cuidado com o erário público", alertou hoje o economista Sérgio Rebelo.
Em declarações à agência Lusa, Sérgio Rebelo salientou que "é preciso analisar melhor qual o benefício que estes investimentos podem trazer ao país", principalmente durante uma recessão.
"São investimentos pesados e é preciso ter muito cuidado com o erário público", explicou o economista à margem do debate "A crise económica e financeira e as oportunidades vistas a partir dos EUA", que decorreu hoje em Lisboa, promovido pela Ordem dos Economistas.
Arguido no caso Freeport
Carlos Guerra sai do Ministério da Agricultura e Sócrates desmente ministro
24.06.2009 - 16h08 Sofia Rodrigues (Público) Em Linha
O primeiro-ministro anunciou hoje, no Parlamento, que vai ser nomeado um novo gestor para o Plano de Desenvolvimento Rural (Proder), depois do seu responsável, Carlos Guerra, ter sido constituído arguido no processo Freeport.
Este anúncio veio desautorizar o ministro da Agricultura que, no momento em que Sócrates falava, dizia aos jornalistas, fora do hemiciclo, que ainda iria ouvir o funcionário hoje à tarde."Tenho é de ouvir o próprio, como é que ele se sente", disse o ministro. Questionado sobre se iria afastar Guerra do cargo, Jaime Silva foi claro: “Admito ouvi-lo e sei inclusivamente que ele me escreveu uma carta. Admito discutir com ele a situação".
Ao mesmo tempo, e respondendo a uma questão do líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, José Sócrates revelou que Carlos Guerra tinha colocado o lugar à disposição do ministro da Agricultura logo que foi constituído arguido e que a demissão já tinha sido aceite por Jaime Silva.
O primeiro-ministro anunciou para breve o nome do novo gestor do Proder.
Dez minutos depois, confrontado pelos jornalistas com a contradição em relação ao anúncio de Sócrates, Jaime Silva veio corrigir as suas declarações. Carlos Guerra “pôs o cargo à disposição e eu aceitei”, disse o ministro, alegando que ainda não estava autorizado a declarar publicamente o afastamento do alto funcionário.
Carlos Guerra era presidente do Instituto da Conservação da Natureza quando o projecto Freeport foi aprovado. Já neste governo, foi chamado pelo ministro da Agricultura para liderar a Direcção Regional de Agricultura do Norte de onde transitou, em Novembro do ano passado, para o Gabinete de Planeamento e Políticas onde era, por inerência, gestor do Proder.(...)
40% do desemprego nacional no Norte: 200 000!
Desemprego na Região Norte atinge máximo histórico e está agora nos 10,1 por cento
(Público) 24.06.2009, Luísa Pinto
Boletim de conjuntura revela comportamento negativo na generalidade dos indicadores. Norte representa 40 por centodo desemprego do país
Os números nacionais parecem dar alguns sinais de desagravamento, mas essas novidades ainda não chegaram à Região Norte, pelo contrário. Desde que começaram a ser compilada a série estatística sobre o desemprego nesta região, no início de 1998, que não se atingiam valores desta grandeza: a taxa de emprego no Norte atingiu, no primeiro trimestre de 2009, os 10,1 por cento. Trata-se do valor mais alto de sempre. No período homólogo do ano passado era de 8,7 e no último trimestre de 2008 foi de 8,6 por cento.
Estes números constam do último relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que demonstra, também, que são sobretudo o desemprego masculino e o desemprego jovem aqueles que mais contribuem para o agravamento da taxa.
De positivo "há a referir o crescimento do emprego no comércio e nos serviços às empresas, bem como a queda da taxa de desemprego entre os licenciados", lê-se no boletim divulgado ontem e que foi redigido tendo por base todos os dados disponíveis até ao passado dia 16 de Junho.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística trabalhados pela equipa da CCDRN, a população desempregada na Região Norte representava um crescimento de 16,7 por cento em termos homólogos, correspondentes a mais 29 mil desempregados - dos quais 17 mil são homens e 12 mil são mulheres. Quer a estimativa da população desempregada, quer o número de inscritos nos centros de emprego apontam para cerca de 200 mil desempregados na região, o que significa cerca de 40 por cento do desemprego em termos nacionais. As indústrias transformadoras são as principais responsáveis pela destruição de emprego no Norte, já que no primeiro trimestre deste ano existiam menos 26 mil indivíduos empregados nesta área do que há um ano antes: o sector primário (menos sete mil postos de trabalho); a construção (menos seis mil postos de trabalho) e o alojamento e restauração (também menos seis mil lugares ocupados) são alguns dos sectores em que o desemprego mais se acentuou. O agravamento do desemprego registado concentrou-se nas regiões do Entre Douro e Vouga e no Minho-Lima, "em particular ao longo da fronteira", refere-se no relatório. O salário médio da Região Norte continua abaixo do valor nacional - 8,5 por cento menos, situando-se nos 693 euros - mesmo depois de ter conhecido um aumento real, em termos homólogos, de 1,1 por cento, graças à descida da inflação.
Santos Silva contra saída de líderes que perdem eleições
(Público) 24.06.2009, Leonete Botelho
Augusto Santos Silva afirmou-se ontem contra o diktat que diz ter-se instalado em Portugal nos últimos 20 anos segundo o qual um líder partidário que perca umas eleições legislativas deve demitir-se da liderança do seu partido. "Não creio que a lógica de compressão dos tempos políticos seja boa conselheira", afirmou o dirigente socialista ontem à noite na TVI24, lembrando que tal não aconteceu nem com Sá Carneiro em 1976, nem com Mário Soares em 1979 e 80.
Santos Silva falava no programa Cara a Cara, debate semanal com o social-democrata Morais Sarmento. Referindo-se às declarações que Passos Coelho fez durante a campanha para as europeias, quando defendeu que o PSD devia ganhar as eleições, porque "se não ganhar... cá estarei eu", o ministro dos Assuntos Parlamentares considerou que a questão da substituição dos líderes irá colocar-se no partido que perder as próximas eleições."Essa questão regressará se o PSD perder as legislativas, assim como se José Sócrates perder, aparecerão vozes a dizer que deve sair", disse, admitindo assim uma derrota do PS no Outono.
Mas garantiu que não será ele a defender que o líder de qualquer partido deve sair caso não atinja os seus objectivos eleitorais.
E acrescentou que, agora que Louçã se assumiu como candidato a primeiro-ministro, se tal acontecer garante que quem se afasta da política é ele próprio.
Previsões da OCDE
Portugal recua 4,5 por cento em 2009 e desemprego atinge os 11,2 por cento em 2010
24.06.2009 - 09h34 PÚBLICO
Previsões do Governo são as mais optimistas de todas
A economia portuguesa deverá recuar 4,5 por cento este ano e em 2010 continuará em terreno negativo, segundo o Outlook da OCDE divulgado hoje. Com a economia em recessão, o desemprego deverá atingir os dois dígitos: em 2009, a taxa de desemprego deverá subir para os 9,6 por cento para no ano seguinte chegar aos 11,2 por cento.
As novas previsões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam ainda para que a economia portuguesa não volte a terreno positivo em 2010, ano em que deverá registar um recuo de 0,5 por cento. Os dados da organização sediada em Paris aponta para que o défice orçamental português atinja os 6,5 por cento este ano e no próximo e que a taxa de inflação seja negativa em 2009 (-0,2 por cento) e volte a valores positivos (1 por cento) em 2010.
As previsões publicadas hoje pela OCDE são as mais pessimistas até ao momento quando se revêm as previsões de outras instituições internacionais, mas também nacionais. Por outro lado, 'pintam' um cenário bastante mais negro daquele que é previsto pelo Governo. De facto, na última revisão de previsões feitas pela equipa lider ada pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, o Governo apenas previa uma contração da economia em 2009 de 3,4 por cento, ou seja, menos 1,1 pontos do que a previsão agora avançada pela OCDE.
A previsão do Governo é, aliás a mais optimista de todas já que o Banco de Portugal prevê uma contracção de 3,5 por cento para o corrente ano. E do lado das restantes previsões de órgãos internacionais, todas são ultrapassadas pela actual estimativa da OCDE.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, prevê que a economia nacional recue 4,1 por cento este ano e 0,5 no próximo.
Já a Comissão Europeia aponta para uma quebra do PIB de 3,7 por cento em 2009 e de 0,8 por cento em 2010.
Ao nível do desemprego, também as previsões da OCDE são as mais pessimistas. O FMI prevê que a taxa de desemprego chegue aos 11 por cento em 2010 depois de atingir 9,6 por cento este ano e a Comissão Europeia aponta para taxas de desemprego de 9,1 e 9,8 por cento, respectivamente este ano e no próximo
Media
Entrada da Portugal Telecom no capital da dona da TVI pode ser anunciada ainda hoje

(Público) Em Linha 24.06.2009 - 07h36 Ana Brito
A entrada da Portugal Telecom (PT) na Media Capital, dona da TVI, poderá ser anunciada hoje. A operadora liderada por Zeinal Bava confirmou ontem, através de comunicado ao mercado, que está em negociações com a espanhola Prisa. O objectivo é comprar 30 por cento do capital da Media Capital, disse ao PÚBLICO fonte da operadora. Nos corredores da empresa de Queluz, já se dá mesmo o negócio por fechado e várias fontes contactadas pelo PÚBLICO afirmam que este movimento será aproveitado pelos espanhóis para substituírem o director-geral da estação, José Eduardo Moniz. Encontrado um parceiro de negócio em Portugal e estando quase certa uma parceria com a Telefónica em Espanha, a Prisa começa a ver a luz ao fundo do túnel. A gigante espanhola, dona de títulos como El País e vista como próxima do executivo de José Luís Zapatero, atravessa a pior crise da sua história, com uma dívida que atinge os cinco mil milhões de euros. Embora tenha conseguido prorrogar os prazos de pagamento com os bancos por um ano, a Prisa necessita urgentemente de liquidez para conseguir cumprir os seus compromissos.
Sem querer adiantar pormenores sobre a operação, fonte da PT assegurou que os 30 por cento do capital em negociação são "muito mais do que uma mera participação financeira" e permitirão nomear pelo menos um administrador da Media Capital. Em causa estão "várias sinergias que se podem potenciar" entre a PT e a Media Capital, ao nível dos conteúdos, mas não só, disse a fonte (...)

terça-feira, 23 de junho de 2009

As eleições serão no mesmo dia?
Por Pedro Baptista
Na nossa modesta opinião, embora já a tenhamos há alguns meses, os partidos de Esquerda (PS, BE, PCP-Verdes) estão a dar de mão beijada uma fortíssima vitória política ao PSD e a Cavaco Silva, ao tomarem a atitude jacobina e anti-popular de querer eleições legislativas e autárquicas separadas por duas ou três semanas.
Há argumentos para todos os lados que não vale a pena esmiuçar de mais.
Já se sabe que há um pequeno perigo de indução de um voto no outro, um perigo de confusão de uns boletins com outros, e ainda um perigo de minoração de umas candidaturas em relação a outras.
Mas são pequenos perigos e argumentos débeis.
Na prática, o efeito indutivo no sentido da coincidência ou da contradição de um voto em outro funcionará na mesma numa diferença de duas semanas. Quem se confunde com quatro boletins também se confunde com três. E a visibilidade dos candidatos se for feita com dignidade política e não em termos de preencher o espaço público visual em propaganda à Pepsodent, Colgate ou Sensodine, não tem de se sentir minorizada por nenhuma concorrente.
A verdade é que os portugueses andam nisto há 34 anos, já votaram em todo o tipo de eleições e referendos, já fizeram grandes ocorrências às urnas e grandes abstenções, em qualquer dos casos fizeram o que entenderam que deviam fazer, e fizeram-no em consciência.
Continuam a acreditar relativamente, cada vez menos, e por isso a abstenção tenderá a subir, por um acto não só de protesto como sobretudo acto de demarcação para com uma política que consideram uma lixeira, com razão em boa parte ou mesmo na grande parte.
Neste contexto, encontramos nas ruas, nos autocarros, nos restaurantes, nos colegas, uma quase unanimidade das pessoas a defenderem a posição de que a eleição deve ser simultânea simplesmente "para não termos de ir lá duas vezes"
E a verdade é que já ninguém se confunde mais por votar de uma só vez. Se Cavaco, contra a opinião dos portugueses, cometesse o erro de marcar as legislativas duas semanas antes das autárquicas simplesmente provocaria um aumento da abstenção às autárquicas e um aumento da ... digamos... distanciação das pessoas em relação aos processos políticos.
O problema é que a Esquerda (e o PP), pelos vistos, está presa por raciocínios jacobinos, vê unicamente lógicas eleitorais de acordo com as suas especulações conjecturais, vive nos corredores do parlamento e não na rua ou nos locais de trabalho donde se afastaram desde que se entregaram ao mandato de alienação parlamentar.
E assim vão dar uma grande vitória popular e populista a Cavaco e, incrivelmente, ao PSD que percebeu desde logo qual era o cavalo certo em que apostar.
A não ser que Cavaco seja destituído da esperteza corrente que caracteriza toda a política portuguesa. O que não acreditamos.
Podemos enganar-nos, com tanta gente cheia de informações de Belém a dizer que o Cavaco vai marcar para datas diferentes, mas não acreditamos que ele não ouça, sobretudo, a opinião popular, que só quer lá ir uma vez e quer que se gaste o menos dinheiro possível.
Cá para nós, por nesciência e alienação do povo, a Esquerda (e O CDS) estão a dar de mão beijada um vitória ao Cavaco e ao...PSD!

A LOIRA DO PSD ESTÁ FURIBUNDA... QUE VENHA AO S.JOÃO, PODE SER QUE LHE CAIA A PERUCA... POBRE DO BURRINHO, ANIMAL INTELIGENTE, ONDE O VIERAM METER?... E O TRABALHO QUE TODOS VAMOS TER A ADAPTAR AS ANEDOTAS DAS LOIRAS AO PÊPÊ... DESTA VEZ O MENEZES ESTEVE BEM (PB)
Entrevista a Pacheco Pereira pode ser publicada
(DN) 23.6.09 TIAGO GUILHERME
O historiador e membro do PSD proibiu publicação de uma entrevista ao jornal 'i', depois de ver declarações de Luís Filipe Menezes em manchete. Especialistas em jornalismo consideram que Pacheco Pereira não tem razão.
O militante do PSD, historiador, cronista e comentador televisivo Pacheco Pereira foi entrevistado por Maria João Avillez para o jornal i. Mas proibiu a sua publicação depois de ter visto a manchete de sábado, deste mesmo diário, em que foi destacada uma citação de Luís Filipe Menezes: "Pacheco Pereira é a loura do PSD."
Eis o que afirma o visado, no seu blogue Abrupto: "Embora muita gente que os leia não se aperceba das pequenas vinganças e desconsiderações. A capa do i de hoje [sábado] é um bom exemplo. Não me pronuncio, como é óbvio, sobre a 'entrevista' de Menezes que está ao seu nível e que não me surpreende. Mas surpreende-me que um jornal que se pretende sério escolha uma frase insultuosa para título, e isso é de sua responsabilidade." E acrescenta: "Sucede que, na quarta-feira passada, o i tinha-me pedido uma entrevista de fundo. Por consideração com a Maria João Avillez que ma pediu, dei a entrevista, estando presente uma equipa de televisão e um fotógrafo do jornal. Mas enganei-me quanto à seriedade do jornal a que dei a entrevista, pelo que, a não haver um pedido de desculpas pela afronta, não autorizo a sua publicação, facto que já comuniquei à Maria João Avillez."
Ora a proibição anunciada por Pacheco Pereira não tem qualquer tipo de obrigatoriedade, de acordo com os especialistas que o DN contactou. Caso o deseje, o i pode mesmo publicar a entrevista realizada por Maria João Avillez. "Que me lembre nunca se colocou uma situação destas", começou por dizer ao DN Alberto Arons de Carvalho, professor de Direito e Deontologia da Comunicação do curso de Ciências da Comunicação da Universidade de Lisboa e deputado do PS. "Numa entrevista há sempre um acordo entre as duas partes, que combinam entre si onde é feita, em que moldes, etc. Depois compete ao jornal onde coloca a entrevista e se a puxa para manchete. Penso que o i tem o direito de publicar a entrevista, apesar de haver aqui também uma questão de direitos de autor, que é repartida entre o jornal e Pacheco Pereira. Mas é mais um direito moral", explicou Arons de Carvalho. E acrescentou ainda: "Contudo, este assunto tem contornos éticos. Luís Filipe Menezes queria mesmo achincalhar Pacheco Pereira. E este agora está a empolar a situação colocando o i como um jornal pouco aconselhável. Eu penso que o i cumpriu o que tinha a cumprir.".
Opinião similar tem o presidente do Conselho Deontológico dos Jornalistas. "Não acho que Pacheco Pereira possa fazer essa exigência, já que argumenta com uma questão colateral à própria entrevista que deu. Se o jornal quiser publicá-la tem todo o direito de o fazer", Orlando César.
Mário Bettencourt Resendes, provedor do Diário de Notícias, considera que a exigência de Pacheco Pereira não faz "qualquer sentido". E afirma: "A partir do momento em que dá a entrevista não tem o direito de proibir a sua publicação. Se o jornal tivesse uma posição crítica em relação a Pacheco Pereira já seria diferente. Não me parece que seja o caso."
O DN contactou, ao longo do dia de ontem, Martim Avillez Figueiredo, director do i, e Pacheco Pereira, mas sem sucesso até ao fecho da edição. Maria João Avillez não quis comentar a situação, tal como José Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC
Finanças Públicas podem derrapar
(Público) 23.6.09
As receitas fiscais cobradas pelo Estado durante os primeiros cinco meses deste ano foram 20,7 por cento inferiores às registadas em igual período de 2008. No final de Abril, a quebra homóloga era de 19 por cento, o que mostra que a tendência negativa voltou, em Maio, a acentuar--se, colocando novas ameaças sobre a possibilidade de derrapagem das finanças públicas face às previsões do Governo inscritas no Orçamento de Estado

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Inauguração da Sede de Campanha
Valongo
Caro Dr. Francisco Assis
Caro Presidente da Concelhia
Caro António Oliveira presidente da Junta de Freguesia de Valongo
Caros candidatos ás Juntas de Freguesia Campo, Ermesinde e Sobrado
Caras amigas
MEUS CAROS AMIGOS
Valongo chegou ao fim de um ciclo. Temos uma Câmara cansada, parada no tempo, paralisada na obra e nos projectos, esquecida de ideias, incapaz de pensar e agir.
É isso que eu tenho constatado nas visitas às nossas associações, nos bairros sociais e zonas residenciais e no contacto com empresários, comerciantes e trabalhadores.
Sei hoje bem o que é preciso para fazer melhorar a vida das pessoas e das famílias do nosso concelho.
Paira no ar um sentimento de mudança. E nós, socialistas, estamos aqui para responder a esse apelo. De uma forma moderada, responsável e credível.
Sei que os valonguenses acreditam em nós.
Os valonguenses sabem que a única alternativa ao poder cansado e gasto do PSD é o Partido Socialista. É preciso, por isso, concentrar os votos nos candidatos do PS.
A crise económica e financeira internacional vai tornar ainda mais difícil, nos próximos tempos, a vida dos nossos concidadãos.
Vai aumentar o desemprego – e vão faltar empregos para os jovens.
A crise social vai levar o desequilíbrio a muitas famílias
Por isso é tempo de voltar a colocar as pessoas no centro da política. No centro das preocupações dos autarcas do nosso concelho.
Queremos um concelho com coesão social. A Câmara Municipal deve mobilizar a sociedade civil organizada, os professores, por quem tenho o máximo respeito, a comunidade escolar, as forças de segurança e os serviços desconcentrados da Administração Central, a trabalharem em parceria e de forma integrada.
Queremos que o dinheiro dos contribuintes seja bem aplicado. Se o for, é possível reduzir as taxas camarárias e mesmo, abolir algumas, de que é exemplo as taxas aplicadas às rampas, pois os seus proprietários já pagam o IMI, imposto que se vem revelando injusto.
Visitamos os bairros sociais e verificamos o estado de degradação e desleixo a que a Câmara tem votado as famílias que neles residem.
Temo-los visitado, casa a casa, família a família e ouvimos os gritos dramáticos contra as injustiças e o abandono. Os serviços camarários não cumprem a sua função. Propusemos mesmo o congelamento, no ano de 2009, dos aumentos das rendas sociais. Não fomos ouvidos.
É por isso que nos propomos reestruturar a Empresa Municipal de habitação de forma a acabar com a burocracia e torná-la num instrumento de gestão que responda às necessidades e expectativas das pessoas.
Na Câmara Municipal queremos ser o parceiro, o motor para a criação de empregos no nosso concelho, desenvolvendo as suas zonas industriais e pólos empresariais e chamando investidores para a nossa terra.
E como precisamos de empregos!
Falamos com empresários e com comerciantes e constatamos a desmoralização que grassa entre todos. Não há uma política virada para o desenvolvimento económico da nossa terra. Não há uma visão de futuro, não há apoio às empresas, pequenas e médias, que aqui se querem instalar e criar empregos. Taxas elevadas, burocracia e incompetência afastam os empresários para outros concelhos.
Queremos, também, uma Associação Empresarial forte que ajude a Câmara neste grande desígnio concelhio que é o seu desenvolvimento.
Queremos políticas municipais viradas para o social, que apoiem os mais pobres e excluídos.
Quero uma Câmara Municipal que tenha sensibilidade para os mais idosos. Que mantenha os convívios e os passeios, mas que vá mais longe promovendo uma verdadeira política municipal de apoio à Terceira Idade.
Queremos, também, políticas municipais modernas e coerentes de apoio ao desporto.
Se há falhanço visível nas políticas municipais deste Executivo, ao longo de 16 anos, é exactamente no desporto onde os clubes foram largados à sua sorte.
Agora andam por aí a oferecer tudo à última hora. Vão aparecer maquetes de projectos apresentados em campanhas eleitorais anteriores. Neste momento estão a limpar-lhe o pó para voltarem a apresentá-los de novo! Já ninguém acredita nisso! O movimento associativo está cansado deste Executivo e desta maioria. Reclamam sim novas políticas municipais e novos rostos para as protagonizar.
A propósito quero aqui denunciar a incompetência, a falta de visão política e a inexistência de planeamento que levou a que projectos considerados importantes, no domínio das infra-estruturas desportivas, não fossem apresentados atempadamente, perdendo, assim, o concelho, a oportunidade de remodelar, com fundos comunitários, os equipamentos desportivos.
Connosco na Câmara Municipal e durante o mandato, construiremos um Parque Desportivo Municipal e dotaremos cada freguesia de um relvado sintético para que os clubes ali sedeados dele possam usufruir na prática desportiva e competições onde se encontrem inscritos.

Caros amigos,
Prometemos trabalho, dedicação à causa pública, enfim, um novo estilo de governar o concelho. Os recursos financeiros podem ser poucos – há quem diga que encontraremos os cofres vazios – mas o trabalho solidário de muitos multiplica esses recursos e faz verdadeiros milagres.
Ouviremos as pessoas não as correndo “a pontapé”. Não forçando, em fim de mandato, a aprovação de propostas, no mínimo controversas, de que é exemplo a pressão que se vem fazendo para aprovar, à pressa, um concurso que envolve milhões de euros e cujos encargos responsabilizam os dois próximos mandatos (oito anos).
Refiro-me ao concurso para recolha de lixos, que vem constituindo verdadeira telenovela, sem que se perceba a urgência na sua aprovação a três meses do fim de mandato.
Trataremos com equidade as várias freguesias, transferindo competências para os respectivos órgãos autárquicos. Seremos amigos do ambiente e do movimento associativo.

Meus caros amigos,
Quero dar aqui uma palavra de esperança aos jovens, dizendo que nos empenharemos na melhoria das suas qualificações e no potencial das mesmas em termos de ocupação de postos de trabalho no nosso concelho, bem como na instalação de um Pólo Universitário, tornando-o mais vivo e retirando-lhe a carga cada vez mais negativa, de “concelho dormitório” da área metropolitana.
Finalmente quero dizer à população do concelho e, em particular, aos cidadãos de Ermesinde que é intolerável o estrangulamento do trânsito nos acessos à cidade. É preciso e é urgente encontrar uma solução.
A situação actual cria problemas ambientais, transtornos de diversa ordem e causa má impressão de Ermesinde, junto dos automobilistas que atravessam a A4.
As enormes filas de trânsito são diárias e a Câmara Municipal de Valongo nada tem feito. Daqui desafiamos a Brisa, O Instituto de Estradas de Portugal e o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias a terem mais respeito pelos utentes. Connosco na Câmara Municipal, jamais permitiremos que esta situação se mantenha e que os utentes sejam tão maltratados. As Câmaras Municipais de Gondomar e da Maia não podem “sacudir a água do capote”. Serão, por mim, envolvidas no processo pois temos propostas para a sua resolução.
Na apresentação da candidatura falamos no propósito de trazer o metro a Valongo e de fazer de Valongo o concelho ecológico, o concelho do ambiente, da área Metropolitana. Reafirmo isso mesmo, hoje e aqui.
Deve ser criada a zona protegida de Santa Justa e requalificadas as margens e tratadas as águas dos Rios Ferreira e Leça. Para isso é preciso juntar vontades ao nível dos respectivos municípios. Para que não se repita a poluição das águas, como recentemente aconteceu no Rio Leça, na zona de Alfena.
Não basta o voluntarismo e o entusiasmo dos cidadãos de Alfena em preservar e defender o seu rio se os municípios envolvidos não actuarem de mãos dadas.
Não, isto não pode acontecer!

Meus caros amigos
A população de Valongo, os nossos apoiantes, dispõe, agora deste espaço de debate e de convívio. Desejamos que nos façam chegar as suas ideias para que o programa eleitoral que apresentaremos seja participado, moderno e desejavelmente metropolitano.
Obrigado a todos.

Afonso Lobão
Nuno Cardoso condenado a três anos de pena suspensa
(JN) Em Linha 22.06.09
O ex-presidente da Câmara do Porto Nuno Cardoso foi esta segunda-feira condenado a uma pena suspensa de três anos de prisão por ter ordenado o arquivamento indevido de processos de contra-ordenação do Boavista FC.
O ex-presidente da Câmara do Porto Nuno Cardoso foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos de prisão por ter ordenado o arquivamento indevido de processos de contra-ordenação do Boavista FC.
Nuno Cardoso foi condenado por um crime de prevaricação, considerando o Tribunal de S. João Novo, Porto, que agiu "contra direito" ao ordenar o arquivamento.
"Houve intenção de beneficiar o Boavista FC" e uma "elevada ilicitude dos factos", referiu o juiz-presidente, João Amaral, na leitura do acórdão.
Ficou provado que o Boavista Futebol Clube iniciou em 1999 e 2000 a construção de prédios em dois lotes de terrenos nas imediações no Bessa, anos antes de obter as correspondentes licenças.
Posteriormente foram levantados os respectivos autos de contra-ordenação que em 2001 foram remetidos ao então presidente da autarquia, Nuno Cardoso.
No verso das referidas folhas de contra-ordenação, o autarca manuscreveu despachos nos quais alegava que "as obras constantes dos autos foram executadas com conhecimento da autarquia e tendo em conta o reconhecido mérito desportivo e social da arguida foram autorizadas, assim a arguida não agiu com dolo nem negligência pelo que arquive-se".
O tribunal considerou, porém, que ao ordenar o arquivamento dos autos o arguido agiu com o intuito de beneficiar o Boavista FC, "conferindo àquele um tratamento que não acessível a qualquer outro munícipe.
Sobre o facto alegado pelo autarca, de que os tais despachos lhe teriam sido ditados, sustenta o colectivo que "será inimaginável que um presidente de uma Câmara Municipal, com a dimensão da do Porto, pudesse admitir que alguém lhe dissesse/ditasse o que escrever nalgum processo sem que fosse intenção do mesmo fazê-lo com a intenção deliberada e consciente de produzir um determinado efeito".
Acrescenta o acórdão que "sustentar esta 'decisão' anómala com o mérito desportivo e social de um clube, quando está em causa a construção de habitações particulares e hotéis, não é sem dúvida, curial".
A decisão de Nuno Cardoso é ainda "suspeita" para o colectivo dada a sua proximidade temporal com as eleições autárquicas.
"De acordo com os elementos que constavam dos processos de contra-ordenação, outra não poderia ser a decisão que não a condenação do Boavista", frisou o juíz-presidente que lembrou ainda "o número infindável de irregularidades detectadas no denominado Complexo do Bessa, em que toda a construção está envolta em pormenores obscuros e mal explicados".
À saída da sessão, o ex-autarca admitiu recorrer da decisão e adiantou que após oito anos de "recolhimento" vai regressar à política, não especificando porém em que moldes.
Sublinhou ainda que esta condenação é "manifestamente injusta e parcial" e "uma mancha" que não quer no seu currículo.
"Efectivamente não me lembro do despacho" e "não houve benefício nenhum", assegurou Nuno Cardoso para quem "a única explicação para a forma arbitrária como aquele processo foi arquivado é o comandante da polícia tê-lo levado em mãos e ter-me ditado como devia proceder ao arquivamento".
Justiça italiana investiga prostituição e consumo de drogas nas festas de Berlusconi
(Público) Em Linha 22.06.09 A Justiça italiana abriu uma investigação por suspeitas de prostituição no caso das festas nas casas do primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, onde alegadamente dezenas de acompanhantes de luxo terão sido pagas para participar em actos sexuais. Os investigadores estão a seguir pistas também de que houve consumo de drogas, avançava na edição de hoje o diário "La Repubblica".
Por favor remodelem-nos... ou talvez não
PAULA SÁ (DN) 21.6.09
Os ministros quando querem sair do Governo preanunciam publicamente o cansaço. Os que sentem o cargo a fugir debaixo dos pés fazem o inverso, juram que a sua missão vai de vento em popa. Num caso e no outro, os desabafos apenas visam proteger a imagem dos próprios. O caso mais recente envolve o titular das Obras Públicas. Mário Lino diz ter idade a mais
A três meses das legislativas, o ministro Mário Lino fez uma confissão ao Expresso: "Já não tenho idade para estar no Governo". Este óbvio recado a José Sócrates e ao mesmo tempo justificação pública de que, caso o PS vença as próximas eleições, terá que encontrar um novo titular para a pasta foram mal recebidos no Governo.
Pelo menos o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, desabafou no Facebook logo que viu a frase na primeira página do semanário: " Confesso a minha irritação!! O que leva um ministro a dizer, a três meses das eleições: 'Já não tenho idade para estar no Governo'... Acho mal, pronto, acho mal"
E o que sentido tem a frase de Mário Lino neste momento político? O politólogo Manuel Meirinho lembra que quando os ministros não são demitidos, por exemplo numa remodelação governamental, e querem sair pelo seu pé tentam "dissipar" na opinião pública qualquer dúvida sobre a origem dessa decisão, numa espécie de autoprotecção da própria imagem.
Foi o que aconteceu com Freitas do Amaral quando quis deixar o Ministério dos Negócios Estrangeiros praticamente um ano depois de ter assumido funções no Governo socrático. Também numa entrevista ao Expresso em Maio de 2006, o antigo líder centrista confessava: "Chego ao fim do dia [no Ministério] completamente estoirado", o que levou o jornal a titular na primeira página "Freitas cansado no MNE". Freitas ainda considerou abusiva a leitura do semanário, mas o facto é que um mês depois pedia ao primeiro--ministro a demissão do Executivo por "motivos de saúde".
No caso particular de Mário Lino, o investigador do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) considera que foi "um ministro derrotado durante o mandato, pois foi obrigado a retroceder em todos os projectos que defendia". Desde a localização do novo aeroporto na Ota para Alcochete - e que motivou o célebre "jamais" da margem sul -, até à "última facada" que foi o adiamento do projecto da rede de alta velocidade (TGV). "Tudo isto gera cansaço e Mário Lino percebeu que não tem condições para se manter num novo governo", sublinha Manuel Meirinho.
O professor José Adelino Maltez acentua precisamente o facto do ministro ter sido um dos mais leais servidores de Sócrates, já que aguentou todas as desautorizações à sua política de Obras Públicas, o que o leva a considerar "um bom ministro", tal como o das Finanças, Teixeira dos Santos.
Nestas "confissões" dos ministros em pré-saída dos executivos ou então numa tentativa de se segurarem no elenco governativo - como foi o caso de Isabel Pires de Lima antes de ser remodelada na pasta da Cultura em Janeiro de 2008 (ver frase acima) -, António Costa Pinto, investigador do Instituto de Ciências Sociais, vê retratada uma tendência que vem dos governos de Cavaco Silva e que se prolongou pelos de António Guterres e no de José Sócrates. "A elite ministerial é muito mais jovem do que na maioria dos países da Europa, porque os ministros são recrutados fora do quadro dos partidos". Daí, afirma, o politólogo, "têm carreiras profissionais e não uma carreira no partido " que os chama ao poder. "Dependem muito mais do primeiro-ministro e têm menos experiência na gestão das pressões e das contrariedades". Aliás, Costa Pinto sublinha que um dos traços da governação de Sócrates é precisamente a "diminuição da autonomia dos seus ministros", o que os leva no limite quando querem cortar amarras com determinada pasta a expressar o cansaço publicamente.
Manuel Meirinho considera que tem mais efeitos negativos, em termos de eleitorado, a imagem de um governo dividido e desgastado, como foi o de Pedro Santana Lopes, do que tem efeitos positivos a de união entre ministros. "No primeiro caso foi mortífero como se viu pela demissão do Executivo de Santana..."
Ainda assim, António Costa Pinto considera que a "imagem de unidade governamental é sempre positiva, o que ganha peso dada a proximidade das eleições legislativas".