segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Baptista pede eleições no PS-Porto

O candidato à liderança da federação do Porto do PS, o antigo deputado e candidato à Câmara de Gondomar Pedro Baptista, lançou um apelo ao presidente do partido, Almeida Santos, para que não permita que haja deslizes de prazos na convocação das eleições para os órgãos distritais. Invocando os estatutos do partido como sendo claros, o candidato diz que o prazo para a convocação das eleições para a federação termina hoje. Pelas suas contas, as eleições deveriam, assim, realizar-se no dia 25 de Abril e o congresso distrital no dia 6 de Maio. Declarando que "o PS é o bastião da democracia, um partido que zela pela legalidade democrática no país", o ex-deputado socialista diz, por isso, que se impõe que "zele também pela legalidade dentro do seu próprio partido".Sem vislumbrar "qualquer razão política ou outra" para que o actual mandato seja prolongado para além do prazo fixado pelos estatutos, Pedro Baptista avisa, desde já, que não pactuará com uma solução que adie o acto eleitoral para uma data em que o partido dever já estar mobilizado para as eleições no país.Manifestando-se indiferente a pressões, o actual líder distrital, Renato Sampaio, lembra apenas que a marcação das eleições federativas são da competência da direcção nacional do partido, que as convoca de acordo com "timings políticos e não administrativos".

(Público 2008-02-18, Margarida Gomes)

2 comentários:

xico disse...

É assim mesmo Batista.

Vai em frente.

Fernando Carvalho disse...

A paralisia e insensibilidade política da actual liderança da federação do Porto do PS ficou,uma vez mais, demonstrada com o

comentário de Renato Sampaio ao apelo feito por Pedro Baptista para que as eleições internas sejam convocadas atempadamente.

No caso do Porto a situação é premente e muito grave.

A título de exemplo, quem assistiu à sessão organizada há pouco tempo pela federação e que teve como orador convidado Jorge

Coelho, ficou certamente estarrecido ao constatar que, a esta distancia das próximas autárquicas, o lider do PS no Porto

passou claramente uma mensagem introdutória de derrota antecipada.

No Porto deveria estar em curso um processo de reflexão tendente a galvanizar e congregar militantes, simpatizantes e, em

geral, o povo portuense em torno de um projecto de mudança para a vitória.

Qual a reacção do actual líder distrital ao apelo de Pedro Baptista?

De acordo com a notícia do Público, limitou-se a afirmar que «a marcação das eleições federativas são da competência da

direcção nacional do partido, que as convoca de acordo com "timings" políticos e não administrativos».

Ou seja,Renato Sampaio, para além da apatia que o indicia um derrotado, não compreendeu ainda que o que está em causa não é qualquer questão "administrativa" mas trata-se, de facto, de um "timing" político pois é essencial tempo para construir uma proposta e um processo de mudança que conduza à derrota de Rui Rio.

A direcção nacional não poderá repetir os erros que levaram aos desastres das últimas eleições internas e autárquicas.


Compete aos militantes do Porto promover a mudança para a vitória.

Pedro Baptista parece ser a chave para tal objectivo.

Fernando Carvalho