
-Queria que eles nos mostrassem alternativas, eles mostraram e até mostraram que terão mais do que as que já mostraram! Logo, vamos autonomizar a parcela do Sá Carneiro e lançar o concurso público internacional para a sua privatização - já que se pretende privatizar a ANA - ou simplesmente a sua gestão através de uma concessão. Massa para Alcochete, desculpem lá, façam isso, já que insistem, à custa de outras coisas, não à custa da privatização em pacote ANA, do Aeroporto do Norte. Se não conseguirem património para largar o bolo da Portela, as "Obras públicas" que arranjem outra teta.
E defendermos, nós socialistas, um modelo de gestão misto, público-privado que, conforme os debates em que vós não estivésteis tal como os estudos já feitos à vossa revelia, parece o mais adequado, embora isto não seja nenhum dogma.
De resto, caro Jesus, Setembro é má altura para "promover debates" deste tipo a mostrar a atenção à região que nunca tiveram no triénio lisbonense. É tarde, é mês de eleições internas aqui no Distrito. Não me digas que não tinhas percebido?
E depois há uma coisa: tens de ter cuidado. Pareces daquelas pessoas que só dizem o que querem mesmo no fim da carta. E as tuas declarações finais, mostram-se inteiramente contraditórias com as anteriores em que te declaras tão convicto regionalista.
Por falar nisso, que é que V.Exas, deputados do Porto, fizeram da regionalização? Onde estão as prometidas medidas que iriam permitir, a seguir a este mandato, fazer a regionalização com toda a facilidade, como andaram a vender para se perderem mais 4 anos, sendo uma das causas da ruína económica nacional? Onde estão as intervenções para pôr a Regionalização, que devia estar feita há décadas, na ordem do dia do PS, mesmo que seja só para o próximo mandato, em que poderemos ter maioria ou não?
Em qualquer caso, fizemos e fazemos com que falem, embora sempre a propósito de coisas sobre que acabamos de falar. Se não fôssemos ganhar as eleições, dir-se-ia que já tinha valido a pena. PB
(Público) 09.08.2008 - 14h53 Lusa
O PS-Porto vai promover, em Setembro, um “amplo debate” sobre o futuro modelo de gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, anunciou hoje o coordenador dos deputados socialistas eleitos pelo Porto, Fernando Jesus."Queremos que estejam presentes todas as entidades e forças que têm manifestado preocupação com esta questão, nomeadamente a Junta Metropolitana do Porto, as associações empresariais nortenhas, as universidades, assim como os consultores especializados e as empresas do sector", afirmou o deputado, que é membro da Comissão de Obras Públicas da Assembleia da República. Fernando Jesus manifestou o seu acordo com as recentes declarações do presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, que defendeu que os empresários nortenhos têm capacidade para gerir o aeroporto. "Mais, eu acho que não só os empresários nortenhos são capazes de gerir o aeroporto do Porto, como estarão certamente em condições de assegurar a gestão de todos os aeroporto nacionais", defendeu. No entanto, o parlamentar considerou que os empresários nortenhos - que já apresentaram publicamente a sua intenção de concorrer caso o Governo venha a abrir um concurso para a gestão autónoma do aeroporto - "explicitassem a sua posição quanto à futura política de taxas aeroportuárias que pensam aplicar". "É que a competitividade futura do Sá Carneiro vai depender muito das políticas de taxas a aplicar não só às companhias aéreas, mas também aos passageiros e estranho muito que o doutor Rui Rio não inclua esta questão nas suas preocupações", afirmou Fernando Jesus. O socialista defendeu também que os eventuais concorrentes à gestão do aeroporto do Porto devem também dizer "o que é que vão fazer aos funcionários da ANA após a autonomização deste aeroporto". Quanto à sua posição relativamente à autonomização da gestão do aeroporto do Porto, Fernando Jesus declarou-se "um regionalista" e, como tal, apoia "todas as medidas que impliquem uma aproximação dos centros de decisão dos cidadãos". O deputado socialista frisou que "o Sá Carneiro é agora um aeroporto moderno, competitivo e eficiente, tendo mesmo já obtido o prémio de melhor aeroporto do mundo com movimento até cinco milhões de passageiros". "Isso só foi possível graças ao investimento maciço que o Estado efectuou na infra-estrutura. Gostaria de saber se os empresários, que agora se mostram tão interessados em gerir este aeroporto ultramoderno, teriam o mesmo interesse, caso ainda tivéssemos a estrutura velha, insuficiente e mal gerida de há dez anos atrás", frisou.
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