segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Não compreendemos como o nosso adversário se pode congratular tanto com os resultados obtidos, tendo contado apenas com o apoio de 28,1% dos militantes inscritos nos cadernos, número sobre o qual foi feito o cálculo do número de delegados ao Congresso.
28,1%! É pouco de mais para tanto foguetório e arrogância! Deveria dar é para humildemente se pensar no estado do partido e no que isto significa...

2 comentários:

Primo de Amarante disse...

Hoje, falando com um militante socialista, ouvi uma expressão significativa: disse-me que era um militante adormecido. Que não foi votar, porque sabia que R.S. ganhava. No seu entender, o PS é um partido de dois tipos de militantes: os que votam em troca de qualquer coisa e os desiludidos que figuram nos cadernos eleitorais, mas desapareceram de todo o tipo de eleições: quer no partido, quer para as autarquias, quer para a AR, quer para as presidenciais.

Seria interessante conhecer a dimensão deste fenómeno (no próprio interior do PS) e levar este sintoma de uma enorme desilusão para discussão no Congresso. Dessa forma poderia acontecer que o Congresso do PS servisse para alguma coisa e não fosse um mero ritual de propaganda.

JBM

Carlos Pinto disse...

Mas a maioria silenciosa vem-se afirmando há uns anos e alguns políticos não se dão conta disso.
Deitam foguetes e apanham as canas.
Até quando? Esta crise que se vive actualmente pode vir a dar uma resposta em breve. E depois já não haverá foguetório mas antes trocar de casaco porque já nao o podem virar outra vez.
É preciso discutir a esquerda e a direita sem MEDO.
É preciso discutir um novo modelo económico sem MEDO.
É preciso reformar os partidos.
É preciso revizitar a Europa Social.
É preciso afirmar o modelo da esquerda e do socialismo democrático sem 3ªs. vias.
É preciso não embandeirar em arco como fazem alguns que se contentam em ter 28,1% dos inscritos para votar e não cuidam de saber orque não votaram os outros.
Não lhes serve a lição da abstenção dos Açores com mais de 50%?
Nos dois ou 3 referendos com mais de 50%?
Isto não vai bem não!